05/09/2010

III - APOLO uma das divindades principais da mitologia greco-romana. FINAL.


Apolo em mosaico romano da Tunísia, século II d.C.




Primeiro Hino Délfico
Em Roma



Apolo era conhecido pelos romanos desde uma idade recuada, e ainda durante o reinado o Oráculo de Delfos já era consultado, mas seu culto só foi instituído em Roma no ano de 430 a.C., quando ele foi invocado para evitar uma praga, construindo-se um templo nos Campos Flamínios dedicado a Apolo Sosiano. Um segundo templo foi erguido em 350 a.C., e durante a II Guerra Púnica foram instituídos Jogos Apolíneos. Mas Apolo não conheceu grande popularidade entre os romanos senão durante o império de Augusto, que colocou a si e ao Estado sob sua proteção, homenageou-o instituindo Jogos qüinqüenais, ampliando seu templo e doando-lhe riquezas conquistadas na Batalha de Actium,[15] além de construir-lhe um novo templo no Palatino,[121] que se tornou a sede da culminação dos Jogos seculares celebrados no ano 17 para comemorar o início de uma nova era, quando o poeta Horácio celebrou Apolo e sua irmã Diana (Ártemis) acima de todos os deuses romanos.[62] Também teve templos romanos em Megalópolis, Ortígia, Figaléia, Corinto e Delos, entre outros locais. Seu culto espalhou-se pela maior parte da área de influência do Império Romano, e foi identificado com vários deuses regionais associados à cura, especialmente celtas.[122]

Na Etrúria

Vulca: O Apulu de Veii, c. 510 a,C.
Museu Nacional Etrusco, Roma.

Apolo era conhecido pelos etruscos sob os nomes de Apulu ou Aplu. Até onde se pôde descobrir, dada a ausência de testemunhos literários, teve um papel importante na religião etrusca, e seus atributos eram em tudo semelhantes aos gregos. Não são conhecidas muitas representações, mas sobrevive uma estátua de Apulu em terracota policroma em tamanho natural de qualidade superior, o chamado Apulu de Veii, criada pelo escultor Vulca para os romanos em torno de 510 a.C. Encontrada em 1916, foi de grande importância para a reavaliação da arte etrusca no século XX. Plínio, o Velho, a descreveu como a mais bela estátua de seu tempo, e que era mais estimada do que ouro.[123][124][125]

Epítetos e títulos de culto

Apolo, como outras deidades, tinha diversos títulos, que lhe eram aplicados para refletir a diversidade de seus papéis, obrigações e aspectos. Aqui segue uma lista parcial, que exclui epítetos toponímicos.

* Epítetos gregos

Aguieus, protetor da entrada das casas;[103]Loxias, oblíquo, pelos oráculos ambíguos; Helios, o sol;[126] Egletes, radiante, Febo, brilhante;[127] Lício, luminoso; matador de lobos, ou Lykegenes, nascido de uma loba ou nascido na Lícia; Acestor, Acésio, Alexikakos, Apotropeu, Iatromantis, Epicuro, Paian, todos ligados à sua capacidade de prover a saúde e afastar o mal; Mântico, profeta; Arcagetes, diretor da fundação, por ser fundador das muralhas de Megara;[128] Esminteu, caçador de ratos;[129] Nomios, andarilho;[130] Delfínio, do útero, que associa Apolo com Delfos;[17]Pítio, por ter morto a Pìton; Genétor, gerador, produtor de frutos. Era associado ao atributo de regente da Idade Dourada.[131] Parnópio, salta-montes; Aphetoros, deus do arco; Argurotoxos, do arco de prata; Hekaergos ou Hekebolos, que atira longe, referindo às suas flechas; Ninfagetes, chefe das ninfas; Klarios, doador de terras, por sua supervisão sobre as cidades e colônias; Musagetes, chefe das musas.[132]

* Epítetos romanos

Medicus, médico;[3]Febo, brilhante; Averruncus, aquele que afasta o mal; Culicarius, o que afasta os mosquitos; Articenens, o que leva o arco; Coelispex, o que observa o céu;[133] Lesquenório, porque presidia as assembléias poéticas e musicais e as reuniões das musas.[134]

* Epítetos celtas

Atepomarus, grande ginete, ou dono de um grande cavalo; Belenus, belo ou brilhante; Grannus, Vindonius, brilhante; Borvo, quente, borbulhante, patrono das fontes termais; Maponos, grande mancebo, filho divino; Morigastus, marítimo;[3]Oenghus, mancebo; Mac ind Óg, jovem filho, e na literatura arturiana ele sobreviveu chamado de Mabon, Mabuz e Mabonagrain.[135]
[editar] A revitalização do culto de Apolo


Ritual neopagão de Apolo, 2007, Grécia.

Além da importante presença simbólica de Apolo no mundo de hoje, já abordada na seção sobre seu mito, deve ser mencionada a recente ressurgência do seu culto efetivo através da proliferação de credos neopagãos na cultura Nova Era. Já existe uma série de ritos estabelecidos para este novo culto de Apolo, e Vasilios Makrides nota que setores conservadores da Igreja Ortodoxa grega estão atualmente a denunciar um suposto projeto "oficial" de paganização da Grécia, tornado evidente para eles através da renovação do ensino da mitologia e da introdução de literatura neopagã nas escolas, da atribuição de nomes de deidades pagãs para ruas e parques públicos, da ereção de estátuas de Apolo e outros deuses na Academia de Atenas, da emissão de selos como efígies de deuses, da organização de festivais revivalistas em Delfos e da criação ali de um centro cultural internacional para a promoção do espírito délfico de cooperação internacional, apenas para citar algumas das medidas adotadas de fato pelas instâncias governamentais gregas. Diversos pregadores ortodoxos têm protestado também contra a introdução de elementos pagãos nas Olimpíadas recentes, e já houve enfrentamentos violentos entre ambas as facções, que tiveram de ser administrados pelo poder público, o que parece provar que o Neopaganismo já se torna, na Grécia contemporânea, uma força social de significativa influência.[6][136] Tais cultos neopagãos fazem em linhas gerais uma crítica ao monoteísmo cristão-judaico e propõem uma ressacralização do mundo natural e uma reintegração do homem a ele de uma forma espontânea, desvestida de um dogmatismo religioso que julgam limitador da plena expressão da natureza humana como ela é e da percepção do divino em todo o mundo manifesto.[137] Para Alain de Benoit o Paganismo moderno prima pela tolerância e respeito pelas diferenças, e antes do que constituir um passadismo romântico ou uma utopia - apesar de muitas de suas manifestações atuais serem, para ele, ingênuas, quando não patéticas - se baseia numa concepção não-linear da história, numa escolha deliberada por uma vida mais autêntica, integrada e harmoniosa, num desejo de corrigir a oposição dualista entre homem e Deus que contamina o monoteísmo, trazendo o divino para o mundo do cotidiano, e aponta para a efetiva eternidade dos mitos e da vida que eles animam.[138]

Representações
As estátuas e pinturas de Apolo o mostram um homem jovem, no auge de sua força e beleza. Muitas vezes está nu, ou veste um manto. Pode trazer uma coroa de louros na cabeça, o arco e flechas, uma cítara ou lira nas mãos. Às vezes a serpente Píton também é representada, ou algum outro de seus animais simbólicos, como o grifo e o corvo. Nas pinturas e mosaicos pode ter uma coroa de raios de luz ou uma auréola. Suas primeiras representações conhecidas datam do século VIII-VII a.C., onde ele aparece esquematicamente, sob a forma de um pilar cônico de pedra, sob o epíteto de Apolo Aguieus, o protetor dos caminhos, ou na forma de uma herma, uma coluna provida de cabeça, mãos e pés, somente. Em Esparta foi encontrada uma imagem única, desaparecida em tempos modernos, um relevo que o representava com quatro braços e quatro orelhas, segurando em cada mão um manto, um ramo de oliveira, um arco e uma patena. Também são conhecidos relatos literários de estátuas primitivas em madeira e estatuetas em bronze.[139]

Apolo do Mestre de Olímpia, c. 470-457
a.C. Museu Arqueológico de Olímpia.

Lançamento da missão Apollo 11, 16 de Julho de 1969.

Representações mais acabadas aparecem em meados do século VI a.C., entre elas uma estátua criada por Dipoenus e Scyllis, seguindo a tipologia abstratizante do kouros do período arcaico, e nesta época ele já estava firmemente associado com os ideais de beleza, juventude, força e virtude sintetizados no conceito da kalokagathia. De fato é possível que a simbologia apolínea tenha desempenhado um papel determinante na cristalização de toda a tipologia do kouros, e exercido assim uma influência central para toda a evolução subsequente da representação masculina na escultura grega. Apenas do sítio arqueológico do santuário de Apolo Ptoos na Beócia foram encontrados cerca de 120 kouroi.[140] O Apolo arcaico mais célebre foi uma estátua em mármore produzida por Kanacos para o templo de Dídima perto de Mileto, em torno do fim do século VI a.C. Na invasão persa foi capturada e levada para Ecbátana, sendo devolvida depois. Diversas moedas mostram essa estátua, e possivelmente foi reproduzida em bronze em tamanho menor. O conhecido Apolo de Piombino pode tratar-se de uma dessas cópias.[141]

Do período severo, em sequência, sobrevivem algumas obras muito significativas, o Apolo Alexikakos, o que afasta o mal, de autoria de Kálamis, o Apolo de Mântua, atribuído a Hegias, e o Apolo do Mestre de Olímpia, instalado no frontão do templo de Zeus em Olímpia, já mostrando um trabalho de observação da anatomia humana muito mais detalhado. Algumas peças deste período também introduzem variações na figura, cobrindo-o de mantos que escondem sua nudez. Poucas evidências restam do período do alto classicismo, sabe-se que Fídias produziu vários Apolos, mas não chegaram a nossos dias, salvo o Apolo de Kassel e o Apolo do Tibre, cuja atribuição não é totalmente garantida, mas dos períodos clássico tardio, helenista e romano os museus guardam diversas peças, entre elas o célebre Apolo Belvedere, de Leocarés, talvez a mais afamada de todas as estátuas de Apolo, o Apolo sauróctono e o Apolo lício, de Praxíteles, e várias versões do Apolo citaredo, das quais são importantes as dos Museus Capitolinos, do Museu Britânico, da Gliptoteca Ny Carlsberg, do Museu Pergamon e do Museu Nacional Romano. Também são notáveis as representações pictóricas do deus, encontradas em grande número de vasos de todos os períodos, ilustrando vários episódios de seu mito.[142] Sua figura, através da expansão helenística para o oriente, foi uma influência na cristalização da iconografia do Buda desenvolvida pela escola Gandhara, na Índia.[143]

Depois de um eclipse ao longo da Idade Média, no Renascimento voltou a ser representado com frequência, em todos os ramos da arte, e continua a sê-lo nos dias de hoje. Entre os pintores célebres que deixaram obras sobre ele se contam Andrea Mantegna, Lucas Cranach, Piero Pollaiuolo, Dosso Dossi, Palma il Giovane, Rafael Sanzio, Giovanni Battista Tiepolo, Pompeo Batoni, Claude Lorrain, Diego Velázquez e José de Ribera.[1] Entre os escultores, Baccio Bandinelli, Adriaen de Vries, Gian Lorenzo Bernini, Nicolas Coustou e Jean-Antoine Houdon.[2] Cite-se também alguns exemplos literários - além dos poetas clássicos mencionados antes: Friedrich Schiller,[144] Jonathan Swift,[145] e Camões[146] escreveram poemas para ele; foi citado várias vezes em obras de Dante Alighieri, Lope de Vega, Shakespeare, Cervantes, Chesterton, Alexander Pope, John Milton, Coleridge, Charles Dickens, Victor Hugo, Nathaniel Hawthorne e Oscar Wilde, entre muitos outros.[147] Na música apareceu nas óperas L'Orfeo de Claudio Monteverdi, La descente d'Orphée aux enfers de Marc-Antoine Charpentier, Apollo e Dafne de Haendel e Apollo et Hyacinthus de Mozart, e no bailado Apollon Musagète de Igor Stravinsky, entre outras peças. O deus é invocado ainda hoje quando os médicos fazem o Juramento de Hipócrates, e seu nome é usado atualmente para identificar uma infinidade de empresas, casas de espetáculo, instituições e produtos comerciais em todo o mundo. É nome de pessoas e famílias, de um grupo de asteroides,[148] de cidades - Apolo (Bolívia), Apollo (Pensilvânia) -, de uma borboleta (Parnassius apollo),[149] de uma proteína humana[150] e de uma variedade de aspargo,[151] e o conhecido programa espacial norteamericano Apollo foi denominado à lembrança do deus grego.[152]


Deixa, Apolo, o correr tão apressado,
Não sigas essa Ninfa tão ufano,
Não te leva o Amor, leva-te o engano
Com sombras de algum bem a mal dobrado.

E quando seja Amor será forçado,
E se forçado for, será teu dano:
Um parecer não queiras mais que humano,
Em um Silvestre adorno ver tornado.

Não percas por um vão contentamento
A vista que te faz viver contente:
Modera em teu favor o pensamento.

Porque menos mal é tendo-a presente,
Sofrer sua crueza, e teu tormento,
Que sentir sua ausência eternamente.


Camões, Soneto XXXXIX, centúria III

Centauros




Centauro pelejando contra um Lápita (detalhe do Partenão)

Na mitologia grega, os centauros (em grego Κένταυρος Kentauros, "matador de touros", plural Κένταυρι Kentauri; em latim Centaurus/Centauri) são uma raça de seres com o torso e cabeça humanos e o corpo de cavalo.

Viviam nas montanhas de Tessália e repartiam-se em duas famílias:

* Os filhos de Íxion e Nefele, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Viviam originalmente nas montanhas da Tessália e alimentavam-se de carne crua. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros (o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguas magnésias, ou de Apolo e Hebe. Conta-se que Íxion planejava manter relações sexuais com Hera, mas Zeus, seu marido, evitou-o moldeando uma nuvem (nefele, em grego) com a forma de Hera. Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente como Ixiónidas.
* Os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quíron, amigo de Héracles, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.

Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os Lápitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodâmia no dia da sua boda com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion. A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade. Teseu, um herói e fundador de cidades que estava presente, inclinou a balança do lado da ordem correcta das coisas, e ajudou Pirítoo. Os centauros foram expulsos da Tessália e vieram a habitar o Épiro. Mais tarde Héracles exterminou quase todos. [1] [2] [3] [4]

Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em baixo relevos no friso do Partenão, que estava dedicado à deusa da sabedoria Atena.


A Tessália (em grego Θεσσαλία. no dialeto tessálio Πετθαλία) é uma periferia da Grécia, localizada na parte central do país. Limita-se com a Macedônia ocidental e central ao norte, com o Épiro a oeste, com a Grécia central ao sul e com o mar a leste. A capital é Lárissa.

Nessa região havia e há até hoje a importante cidade de Tessalônica (que literalmente significa "vitória dos tessálios"), local evangelizado por Paulo, tendo este dedicado duas de suas importantes epístolas (I e II Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses) a tal cidade, ambas falando da volta de Jesus Cristo.

Íxion


Íxion figura entre os três maiores vilões da mitologia grega, ao lado de Sísifo e Tântalo. Tanto a culpa de Tântalo quanto a justiça no castigo de Sísifo são questionáveis, contudo, não há argumentos capazes de defender Íxion.

Íxion, filho de Flégias, descendente do deus-rio Peneu foi rei dos Lápitas, um povo que habitava a Tessália, próximo aos montes Pélios e Ossa. Tendo-se apaixonado por Dia, filha de Dioneu, prometeu-lhe seus cavalos em troca da mão de sua filha. Após o casamento, Íxion negou ao seu sogro os cavalos que lhe havia prometido, ao que este reagiu com a tomada à força do que lhe era devido, fazendo com que Íxion jurasse vingança. Não tendo conseguido decidir entre a morte e o sofrimento para seu sogro, Íxion optou por ambos: construiu uma câmara incendiária e camuflou-a em sua casa como um cômodo. Dioneu, tendo aceitado um convite de Íxion para uma reconciliação dirigiu-se à casa deste e caiu em sua armadilha. Enquanto era incinerado, seus gritos de desespero levaram Íxion ao arrependimento, mas era tarde. Ao abrir a porta da câmara, Íxion se deparou com o corpo carbonizado de seu sogro.

Após seu crime, o remorso fez com que Íxion enlouquecesse, e sua loucura o fez errar pelo mundo como mendigo. A única maneira de recobrar a sanidade seria submetendo-se a uma purificação para a expiação do crime, porém ninguém conhecia o ritual próprio para o caso, já que nunca antes ninguém havia assassinado um membro de sua própria família.

Íxion preso na roda.

Ao ver o sofrimento de Íxion, Zeus apiedou-se. Restitui-lhe a sanidade e convidou-o a partilhar do banquete dos Deuses, convite que foi prontamente aceito pelo mortal. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar a esposa de seu anfitrião, a própria Hera Crônida. Esta, ao perceber as intenções do visitante alertou seu esposo a respeito das intenções de seu convidado. Ao que parece Zeus encontrava-se com um bom-humor anormal neste dia, pois, em lugar de irritar-se, achou divertida a situação, e para testar seu hóspede forjou um simulacro de sua própria esposa usando uma nuvem, e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Todos os Centauros são descendentes de Íxion, exceto Quíron (preceptor de Aquiles entre outros) e Folo.




Após ter possuído Néfele crendo ser esta Hera, Íxion despediu-se dos Deuses e voltou para a Terra e, tendo chegado, divulgou para os primeiros mortais que encontrou que havia possuído a esposa do próprio Zeus. Este, enfim, irritou-se ao ver a possibilidade de angariar a fama de ter sido traído por um mortal. Imediatamente Íxion foi fulminado por um raio e lançado no Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.



Nesso

Héracles e Nesso por Giambologna, (1599), Florença.

De acordo com a mitologia grega, Nesso foi um centauro, filho de Ixion e Nefele, a Nuvem. Certa vez tentou violentar, Dejanira, mulher de Héracles. O herói o matou a flechadas. Antes de morrer, o centauro maliciosamente disse a Dejanira que seu sangue seria capaz de fazer Héracles amá-la para sempre. Quando o interesse deste pela esposa passou a diminuir, Dejanira, sem ciência de que o sangue era na verdade um poderoso veneno, o aplicou em uma veste do marido. Héracles a vestiu e imediatamente passou a sentir os efeitos do veneno queimando sua carne. Este evento acabou por resultar na morte terrena do herói grego.


Imagem de Quíron (à direita) e seu filho.


Quíron e Aquiles, num afresco de Herculano,
Itália (Museu Arqueológico Nacional, Nápoles).

Vaso mostrando Quíron e Aquiles.

Quíron (em grego: Χείρων, transl. Kheíron, "mão"[1]), na mitologia grega, era um centauro, considerado superior por seus próprios pares. Ao contrário do resto dos centauros que, como os sátiros, eram notórios por serem bebedores contumazes e indisciplinados, delinqüentes sem cultura e propensos à violência quando ébrios, Quíron era inteligente, civilizado e bondoso,[2] e célebre por seu conhecimento e habilidade com a medicina. De acordo com um mito arcaico[3] foi criado por Cronos (Saturno, para os romanos), que, depois de ter assumido a forma de um cavalo para se esconder de sua esposa, Réia, engravidou a ninfa Filira.[4] A linhagem de Quíron também era diferente dos outros centauros, que eram filhos do Sol e das nuvens de chuva; os gregos do período clássico consideravam-nos frutos da união entre o rei Ixíon, atado permanentemente a um disco de fogo no Tártaro, e Nefele ("nuvem"), que Zeus teria criado à forma e semelhança de Hera.

Abandonado, Quíron foi encontrado por Apolo, que o criou como pai adotivo e lhe ensinou todos os seus conhecimentos: artes, música, poesia, ética, filosofia, artes divinatórias e profecias, terapias curativas e ciência. Tradicionalmente habitava o Monte Pélion. Ali se casou com Cariclo, também uma ninfa, que lhe deu três filhas: Hipe (Melanipe ou Euípe), Endeis e Ocírroe, além de um filho, Caristo. Grande curandeiro, astrólogo e um respeitado oráculo, Quíron era tido como o último dos centauros, e altamente reverenciado como professor e tutor. Entre seus pupilos estavam diversos heróis, como Asclépio, Aristeu, Ajax, Enéas, Actéon, Ceneu, Teseu, Aquiles, Jasão, Peleu, Télamon, Héracles, Oileu, Fênix e, em algumas versões do mito, Dioniso.

Sua nobreza também se reflete na história que narra sua morte: Quíron teria sacrificado sua vida, permitindo assim que a humanidade obtivesse o uso do fogo. Isto ocorreu durante a visita de Héracles à caverna de Folo, no Monte Pélion, na Tessália, enquanto visitava seu amigo, durante o quarto de seus doze trabalhos, no qual derrotou o Javali de Erimanto. Enquanto estavam fazendo uma refeição, Héracles pediu vinho, para acompanhar a comida. Folo, que comia sua comida crua, estranhou. Ele havia recebido do deus Dioniso uma jarra de um vinho sagrado anteriormente, que deveria ser conservado para o resto dos centauros até que fosse a hora certa de ser aberto. Diante do pedido de Héracles, Folo sentiu-se constrangido a oferecer o vinho santo. O herói o agarrou de suas mãos e o abriu, deixando que seus vapores e aromas saíssem da garrafa e intoxicassem os centauros, liderados por Nesso, que estavam reunidos do lado de fora da caverna e passaram imediatamente a arremessar pedras e galhos. Héracles disparou diversas flechas envenenadas contra eles, para afastá-los. Uma delas atingiu Quíron na coxa. Já Folo saiu do fundo da caverna, onde havia se refugiado, para observar a destruição, e, ao puxar uma das flechas do corpo de um dos centauros, perguntou-se como podia uma coisa tão pequena causar tanta morte e destruição. Ao dizer isso, deixou a flecha cair de sua mão sobre o seu casco, o que o matou instantaneamente.

A flecha não matou Quíron, pois, sendo filho de um titã, era imortal, porém provocou-lhe dores terríveis e incessantes. Coube assim a Héracles fazer um acordo com Zeus, trocando a imortalidade de Quíron pela vida de Prometeu, que roubara o fogo dos deuses e o dera aos homens e, por isso, fora condenado a padecer eternamente, amarrado a um rochedo enquanto um pássaro devorava seu fígado, que voltava a crescer no dia seguinte. Zeus, que afirmara que só o libertaria se um imortal abrisse mão de sua imortalidade e fosse para o Hades, o reino dos mortos, em seu lugar, concordou, liberando Quíron de seu sofrimento, para morrer tranquilamente. O deus o homenageou, colocando-o no céu como a constelação que chamamos de Sagitário (do latim sagitta, "flecha").


A Educação de Aquiles, de Eugène Delacroix.

Quíron salvou a vida de Peleu quando Acasto tentou matá-lo, roubando sua espada e deixando-o dentro de uma mata, para ser morto pelos centauros. Quíron teria retornado a espada a Peleu. Algumas fontes especulam que Quíron seria originalmente um deus exclusivo da Tessália, posteriormente absorvido pelo panteão grego na forma de um centauro.



A Educação de Aquiles, de Donato Creti, 1714 (Musei Civici d'Arte Antica, Bolonha).

Discípulos de Quíron
* Aquiles - quando sua mãe, Tétis, abandonou seu lar e retornou às nereidas, Peleu trouxe seu filho Aquiles para Quíron, que o recebeu como discípulo e o alimentou com as entranhas de leões e javalis, e o tutano de lobas.
* Actéon - criado por Quíron para ser um caçador, celebrizou-se por sua morte terrível: depois de ter sido transformado em um cervo pela deusa Ártemis, foi devorado por seus próprios cães que haviam entrado na caverna de Quíron procurando por seu dono.
* Aristeu - teriam sido as Musas que, de acordo com algumas versões da lenda, teriam ensinado a Aristeu as artes da cura e da profecia. Aristeu descobriu o mel e as azeitonas. Após a morte de seu filho, Actéon, migrou para a Sardenha.
* Asclépio - a célebre medicina de Asclépio (Esculápio para os romanos) fundamentou-se nos ensinamentos de Quíron. Apolo matou a mãe de Asclépio, Corônis, enquanto esta ainda estava grávida, porém retirou a criança da pira funerária, entregando-a ao centauro, que a criou e lhe ensinou as artes da cura e da caça.
* Jasão - seu pai, Esão, entregou-lhe o célebre capitão dos argonautas Quíron para que o criasse quando foi deposto pelo rei Pélias.
* Medeu - filho de Medéia com Jasão (ou, segundo alguns, Egeu), que deu o nome ao país dos medos, morto numa campanha militar contra os indianos.
* Pátroclo - seu pai deixou-o na caverna de Quíron para estudar, juntamente com Aquiles, os acordes da harpa, aprender a arremessar lanças e cavalgar.
* Peleu - pai de Aquiles, foi, certa vez, resgatado por Quíron: Acasto, filho de Pélias, purificou Peleu por ter matado, inadvertidamente, seu sogro, Êurites. A esposa de Acasto, no entanto, Astidâmia, apaixonou-se por Peleu; ao perceber que não era correspondida, passou a tramar contra ele, acusando-o, pelas costas, de tentar estuprá-la. Acasto, sem poder matar o homem que acabara de purificar, levou-o para uma caçada no Monte Pélion; à noite, quando Peleu adormeceu, abandonou-o e escondeu sua espada. Ao despertar, os centauros haviam cercado seu acampamento e o teriam matado não fosse a intervenção providencial de Quíron, que também lhe devolveu a espada após procurar e encontrá-la. Quíron promoveu então o casamento de Peleu com Tétis, criando Aquiles por ela. Também indicou a Peleu como conquistar a nereide que, sempre mudando sua forma, conseguia evitar que ele a capturasse. Em outras lendas, teria sido Proteu quem teria ajudado Peleu; quando este se casou com Tétis, ele teria recebido de Quíron uma lança de carvalho, que Aquiles levou para a Guerra de Tróia, com a qual Aquiles curou Télefo ao remover a ferrugem.
* Percy Jackson - Na série de livros de Rick Riordan, Percy Jackson e Os Olimpianos, Quíron treina todos os semideuses, tanto quanto Percy Jackson, o filho de Poseidon e o Personagem principal da série.

Referências

1. ↑ Compare com os dáctilos, "dedos", antigos mestras da arte da metalurgia e curandeiros mágicos.
2. ↑ Homero, Ilíada xi.831.
3. ↑ Uma citação da Titanomaquia, obra já perdida, fornecida como scholium à Argonáutica de Apolônio de Rodes, I.554 (citação online); A Bibliotheke, de Pseudo-Apolodoro (1. 8 - 9) também pode ter se inspirado na mesma fonte.
4. ↑ Bibliotheke 1.2.4.


extraído de:http://pt.wikipedia.org/wiki/Centauro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tess%C3%A1lia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nesso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Qu%C3%ADron
fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.



Sagitário (astrologia)


Sagitário Sagittarius.png
22 de novembro a 21 de dezembro

Elemento Qualidade Polaridade
Fogo Mutável Masculino
Planeta regente
Júpiter
Exílio Exaltação Queda
(Mercúrio) Nodo S Noso N
Anatomia
Coxas, fígado, músculos
Palavra-chave Casa natural
Expansão Casa IX
Signo
Anterior Oposto Posterior
Escorpião Gêmeos Capricórnio
Características
Positivas Negativas
Expansivo
Sincero
Otimista
Generoso
Exagerado
Descuidado
Irresponsável
Crítico


Sagitário é o nono signo astrológico do zodíaco, situado entre Escorpião e Capricórnio e associado à constelação de Sagittarius. Seu símbolo é o centauro. Forma com Áries e Leão a triplicidade dos signos do Fogo. É também um dos quatro signos mutáveis, juntamente com Gêmeos, Virgem e Peixes. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os sagitarianos são as pessoas nascidas entre 22 de novembro e 21 de dezembro.

Mitologia

É ilustrada com a figura do arqueiro. Quíron, que era um centauro (metade homem, metade cavalo). Seu arco está apontado para o corpo do Escorpião, como uma vingança pela morte de Órion.

Zeus

Na mitologia grega associa-se aos mitos de Zeus e do centauro Quíron. Zeus era filho de Cronos e Réia. Cronos devorava os filhos, com medo de ser destituído por eles. Réia, para evitar a morte de Zeus, envolveu uma pedra com panos, e a entregou a Cronos, que a engoliu. Zeus, já adulto, empreendeu uma longa batalha para destituir Cronos. Vitorioso depois de batalhas violentas, dividiu com os irmãos Hades e Poseidon o reino conquistado. Zeus ficou com o céu e a superfície terrestre; Hades com o mundo subterrâneo e Poseidon com o mar.

Quíron

Quíron, o outro mito do signo, era um centauro, metade homem e metade cavalo. Era o detentor da cura, das ervas medicinais, e da alquimia. Quíron sofreu uma flechada na perna embebida em sangue venenoso da Hidra. Quíron é imortal, mas a ferida é incurável, mesmo para o detentor da cura. É essa a alegoria do curador ferido, de um sábio e mestre. Para acabar com o sofrimento, Prometeu cedeu ao centauro o direito de morrer e foi assim que Quíron ascendeu aos céus para a constelação de sagitário

EXTRAÍDO DE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sagit%C3%A1rio_%28astrologia%29

O Pentagrama Esotérico

[Magic-esoteric-pentagram.jpg]

O Pentagrama Esotérico é um símbolo e um instrumento de meditação e de trabalho interior. A estrela de 5 pontas devidamente paramentada com os símbolos sagrados é chamada de Pentagrama Esotérico, Pentalfa Gnóstica ou Estrela Flamígera. No Pentagrama Esotérico acha-se resumida toda a Ciência da Gnosis. O Pentagrama expressa o domínio do Espírito so-bre os Elementos da Natureza. O signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Micro-cosmo e representa o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar chamam Microprosopio.
O Pentagrama sempre foi objeto de vivo interesse. Já utilizado pelos egípcios, ele foi também altamente considerado pelos druidas sob a forma de uma estrela regular de cinco pontas chamada “pé dos druidas”.
Para Pitágoras, o Pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão da alma com o Espírito. Ele dava ao número 5 o nome de “número do homem no microcosmo”. O Pentagrama era tão apreciado entre os pitagóricos (os discípulos e seguidores de Pitágoras) que para eles participarem das reuniões secretas era necessário portar um Pentagrama em sua mão direita. Entre os primeiros cristãos, o pentagrama representava Cristo, outra designação do Alfa e Ômega, do começo e do fim. Os alquimistas medievais recorriam à estrela de 5 pontas como sinal da Quinta Essentia, o quinto elemento, o éter-fogo ou, ainda, o Espírito Santo. É o sinal do Verbum Dimissum. Giordano Bruno considerava o número 5 como o número da Alma por ser composto (como ele o é) de igual e desigual, de par e ímpar. O Pentagrama é associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, no rito Escocês. No Pentagrama Esotérico estão inscritas as proporções exatas do Athanor, essencial à realização da Grande Obra.
O símbolo do Pentagrama Esotérico, como nós, estudantes gnósticos, o usamos em nossas práticas de Magia Cerimonial, é bem conhecido em toda a tradição ocultista, especialmente por causa do famoso livro de Eliphas Levi, Dogma e Ritual de Alta Magia. Mas não pensemos que foi o Mestre Levi quem criou, "inventou" este símbolo mágico. Por muitos anos o Pentagrama Esotérico foi conhecido como o "Pentagrama de Goethe", pois este o mencionou em sua obra Fausto. Este emblema chegou a nossos dias graças aos 3 principais discípulos do Abade Trithemo, o verdadeiro criador do Pentagrama Esotérico. Esses discípulos foram: Paracelso, Cornélio Agrippa e o lendário Doutor Fausto de Praga.
Este Pentagrama Esotérico passou a ser mundialmente conhecido depois da publicação do Dogma e Ritual de Alta Magia. Posteriormente, o Venerável Mestre chegou a realizar 3 correções deste símbolo: Ele agregou a estrela de 6 pontas, o hexagrama (pois o hexagrama é um dos símbolos do Deus Parvati, o Regente do Elemento Ar, assim como o Cálice repre-senta a Água, o Cajado a Terra e a Espada o Fogo);
alterou a palavra hebraica "Eva" e a subs-tituiu por "Jeová"; e finalmente acertou o cálice, que originalmente estava inclinado (como podemos notar no livro de E. Levi), pondo-o em sua posição mais correta, em pé. Dizia o Mestre que o Pentagrama ficaria assim completo em suas representações cosmogônicas e elementais.
O Pentagrama Gnóstico é a humana figura com quatro membros e uma ponta superior única, que é a cabeça. O Pentagrama, elevando para o ar seu raio superior, representa o Salvador do Mundo. O Pentagrama, elevando para o ar suas duas patas inferiores, representa o Bode do Aquelarre. Uma figura humana com a cabeça para baixo representa, naturalmente, a um demônio, ou seja, a subversão intelectual, a desordem ou a loucura.
O Pentagrama é o Signo da Onipotência Mágica. O melhor “eléctrum” é uma estrela flamí-gera com os sete metais que correspondem aos sete planetas. Estes metais são:
METAL PLANETA
Prata Lua
Mercúrio Mercúrio
Cobre Vênus
Ouro Sol
Ferro Marte
Estanho Júpiter
Chumbo Saturno
Na parte traseira do Pentagrama afixam-se os 7 metais acima descritos para que seu poder se amplifique ao máximo, de acordo ao grau de energia interna, especialmente sexual, por nós acumulado. Deve-se pedir a algum ourivedes para que solde ou cole um microscópico fra-gmento dos 7 metais. No caso do mercúrio, por ser um metal líquido, deve-se criar um arti-fício para que este não escorra e se perca.
No Pentagrama Esotérico encontramos símbolos sagrados, astrológicos, astronômicos, caba-lísticos e numerológicos de alta transcendência, os quais representam as diversas forças e po-deres que o Mago deve manipular para sua proteção, autoconhecimento e auto-realização.
Palavras Hebraicas do Pentagrama Esotérico
Termo Hebraico Tradução Significado
Iod-He-Vau-He Um dos nomes sagrados de Deus, que pode ser traduzido por Jeová. É a Hoste dos Elohim que criaram o Universo por meio da Energia Criadora Sexual. É a Inteligência no Macrocosmo. Adam-Kadmon, o Adão Cósmico.
Adam Adão neste caso representa os Homens Solares, a família dos Pítris, os nossos antepassados que formaram a Raça Adâmica, os Deuses encarnados na Terra, representando a Inteligência no Microcosmo.
Pachad Sexto grau iniciático entre os místicos muçulmanos, significa domínio físico, emocional e mental, sucede o sétimo e último grau, o de Súfi.
Kaphir Um dos nomes assignados a Geburah-Marte. Estas quatro palavras, que também têm uma aplicação como nomes de poder, são para o Pentagrama um ponto medular na Magia Cerimonial. Evite-se seu uso quando se ignorar o Ritual.
O Trabalho Psicológico é representado nos 7 Signos Planetários do Pentagrama Esotérico
SOL MICHAEL Devemos substituir o ORGULHO solar pela Fé, Humildade e Equilíbrio.
LUA GABRIEL A AVAREZA lunar em Altruísmo.
MERCÚRIO RAFAEL A PREGUIÇA mercuriana em Diligência.
MARTE SAMAEL A CÓLERA marciana em Amor Consciente.
JÚPITER ZACARIEL A INVEJA jupiteriana em Alegria pela felicidade do próximo.
VÊNUS URIEL A LÚXURIA venusiana pela Castidade.
SATURNO ORIFIEL A GULA saturniana pela Temperança.

Outros Símbolos Inseridos no Pentagrama Esotérico
ALFA A primeira letra do alfabeto grego, representa o princípio de tudo.
ÔMEGA A última letra do alfabeto grego, representa a finalização da Grande Obra. O Alfa e o Ômega são as letras que representam a Obra do Cristo dentro de nós, ou seja, Ele é o responsável pelo Trabalho Interno, do início ao fim da senda Iniciática.

O que Simboliza o Pentagrama Esotérico
O Pentagrama simboliza o domínio do Espírito sobre os elementos da natureza. Com este signo mágico podemos comandar as criaturas elementais que povoam as regiões do fogo, do ar, da água e da terra. Ante este símbolo terrível tremem os demônios, os quais fogem ater-rorizados.
O Pentagrama com a ponta superior para cima serve para afugentar os tenebrosos. com a ponta para baixo, serve para chamá-los. Posto no umbral da porta com a ponta superior para dentro e os dois ângulos inferiores para fora ele não permite a passagem aos magos negros. O pentagrama é a Estrela Flamígera, o signo do Verbo feito carne. Segundo a direção de seus raios pode representar Deus ou o diabo; o Cordeiro Imolado ou o Bode de Mendés. Quando o pentagrama eleva ao ar seu raio superior representa o Cristo. Quando eleva ao ar suas duas pontas inferiores representa Satã.
O pentagrama representa o Homem Completo. Com o raio superior para cima é o Mestre. Com o raio superior para baixo, e as duas pontas inferiores para cima, é o anjo caído. Todo Bodhisatva caído é a estrela flamígera invertida. Todo iniciado que se deixa cair converte-se na estrela flamígera invertida.
O melhor Eléctron é uma estrela flamígera com os sete metais que correspondem aos sete planetas astrológicos. Podemos fazer medalhões para colocarmos no pescoço, anéis para trazermos no dedo anular. Ë interessante, também, desenhar a estrela flamígera sobre uma pele de cordeiro bem branca para tê-la dentro de casa, sempre no umbral da câmara nupcial. Assim, evitamos que os tenebrosos metam-se em nosso quarto. O Pentagrama também pode ser desenhado nos vidros das janelas a fim de aterrorizar os fantasmas e os demônios.
O Pentagrama é o símbolo do Verbo Universal de Vida. Podemos fazê-Io resplandescer, instantaneamente, com a entoação de certos mantras secretos. Nos "Upanishads Gopalatapani e Krishna" encontramos o mantra que tem o poder de formar instantaneamente, no plano astral, a terrível estrela flamígera, ante a qual fogem aterrorizados os demônios. Este mantra consta de cinco partes, a saber:
KLIM, KRISHNAYA, GOVINDAYA, GOPIJANA, VALLABHAYA SWAHA...
Ao vocalizar-se este mantra, forma-se instantaneamente a estrela flamígera, ante a qual fogem aterrorizados os tenebrosos do Arcano 18. Estes demônios atacam violentamente ao iniciado que está trabalhando na Grande Obra. Os devotos do matrimônio perfeito têm que travar tremendas batalhas contra os tenebrosos. Cada vértebra da espinha dorsal representa acirradas batalhas contra os Magos Negros, os quais lutam para afastar o estudante da Senda do Fio da Navalha.
O poderoso mantra que acabamos de mencionar tem três etapas perfeitamente definidas: Ao recitar o KLIM, que os ocultistas da Índia chamam A Semente de Atração, provocamos um fluxo de Energia Crística que desce instantaneamente do Mundo do Logos Solar, para proteger-nos. Abre-se, então, para baixo, uma porta misteriosa. Depois, por meio das três partes seguintes do mantra, infunde-se a energia crística naquele que o recita e, finalmente, por meio da quinta parte, o que receber a Energia Crística pode irradiá-la com tremenda força, para defender-se dos tenebrosos que fogem aterrorizados.
O verbo cristaliza-se sempre em linhas geométricas. Demonstra-se isto através de uma fita magnética, na qual fica gravado, por exemplo, um discurso. Cada letra é cristalizada em figuras geométricas. Basta, depois, fazermos vibrar a fita no gravador para que se repita o discurso.
Deus geometriza. A palavra toma formas geométricas. Estes mantras citados por nós tem o poder de formar, instantaneamente, nos mun-dos suprassensíveis a estrela flamígera. Essa estrela é um veícu-lo de força crística e representa o Verbo. Com este poderoso mantra po-dem defender-se todos aqueles que estão trabalhando na "Frágua A-cesa de Vulcano". Esse mantra vocaliza-se silabando-o. Com ele de-vemos conjurar os demônios que controlam os possessos.
É urgente aprendermos a criar instantaneamente a estrela flamígera, e essa possibilidade te-mo-la quando entoamos o citado mantra, a fim de combatermos os tenebrosos.
A seguir, falaremos sobre o Simbolismo do Pentagrama Esotérico
Se analisarmos a fundo a Pentalfa, podemos ver no ângulo superior um quatro, esse é o sim-bolo de Júpiter, o Pai dos Deuses, o símbolo do Espírito Divino de toda a criatura que vem ao mundo, o símbolo do Eterno Deus Vivente.
Embaixo desse símbolo de Júpiter existem dois Olhos sempre abertos, são os Olhos de Deus, diante deste símbolo de Júpiter, com os Olhos do Espírito Divino sempre abertos, as colunas de Anjos e Demônios tremem, e tal símbolo faz fugir aterrorizados os tenebrosos.
Quando o homem está de pé com suas pernas e braços abertos, cria-se, de forma extraor-dinária a Pentalfa. Se observarmos cuidadosamente esses braços abertos, veremos o signo de Marte, o planeta da Guerra e sabemos que o Ocultismo Marciano é terrível. Nas Esferas Inferiores de Marte encontramos os terríveis Magos Negros que tremem diante desse signo terrível da Pentalfa. É claro que, se colocarmos o signo de Marte nos braços da Estrela de cinco pontas (que é o Homem), nos dar uma força incrível, não uma força física, que é de tipo muito inferior, não, ela nos dá a Força do Espírito, para vencer os malvados.
Nos ângulos inferiores, que são as duas pernas de cada um de nós, tem a assinatura de Saturno e sabemos que é o aspecto negativo da esfera de Saturno, que é a terrível Magia Negra, é claro que os tenebrosos entendem isso; se estiver colocado nas pernas esse signo de Saturno, e se colocarmos a Pentalfa com as pernas para baixo, e temos Júpiter em cima com os Olhos do Espírito sempre abertos, é claro que os tenebrosos, vendo isso, se horrorizam, não podem resistir e se retiram...
A lado direito, colocando a imagem frente a frente, vemos Lua e na esquerda vemos o Sol, mas se colocarmos a imagem não de frente a frente, mas sim ao nosso lado, é claro que na direita está o Sol, e na esquerda está a Lua, verdade?
O Sol está representado por um círculo com um ponto no centro, esse Sol radiante do Espírito ilumina o nosso caminho, representando as forças solares, as forças positivas, masculinas. Na esquerda está a Lua que representa as forças negativas, femininas.
No centro aparece o Caduceo de Mercúrio e embaixo desse deste está o símbolo do planeta Mercúrio. É claro que o Mercúrio é o símbolo do Mensageiro dos Deuses, é o planeta que está mais perto do Sol, é o Ministro do Sol, sem Mercúrio seria impossível chegar à auto-realização Íntima do Ser. Tal caduceo está na coluna vertebral do homem, na nossa medula espinal, com o par de cordões, conhecidos no Oriente como "Ída" e “Píngala” que se enroscam entre si numa espiral ascendente, por onde a Energia criadora sobe até ao cérebro.
Nos estenderemos mais pouco mais, bom, aqui temos, nesta Pentalfa, o Báculo dos Patriarcas, a Vara de Aarão, a Cana de Bambu, de sete nós, o Cetro dos Reis, a Vara de José (flores-cida), que é a Espinha Vertebral.
É claro que pelo canal da medula espinhal (Sushumna) que sobe o Fogo Sagrado até o cérebro, para passar dali ao Templo do Coração.
Também aprece na Pentalfa a Espada Flamígerante, que nada mais é do que o Fogo Sagrado de cada um de nós. Sem a Espada Flamígerante não seríamos discípulos verdadeiros. Quando um Ano perde a sua Espada, esse Anjo cai e se precipita nos Infernos Atômicos...
Aparece também, na parte superior da Pentalfa um Cálice, de maneira que, vemos o Cálice e a Espada, esse cálice, representa a Yoni (o útero), assim como o Báculo representa o Phalus, o princípio masculino, e a Espada, o Fogo Sagrado.
É claro que temos que aprender a manejar o Báculo e a Espada, como também, temos que trabalhar com o Vaso de Hermes, se quisermos realizar a Grande Obra.
A palavra "Tetragrammaton" que aparece na Pentalfa é muito interessante, "Tetra" quer dizer Trindade dentro da Unidade da Vida. É o "Santo Quatro", ou seja, o Pai é o número Um, o Filho o número Dois e o Espírito Santo é o número Três. Através Deles emanam o Ain-Soph, quer dizer, a "Estrela Atômica Interior", que sempre nos socorre; e dos Três emanam o Ain-Soph, formando desta forma os "Quatro": o "Tetragrammaton", que é um Mantra poderosís-simo, é uma palavra, é mântrica...
Uma vez eu quis experimentar o mantra "Tetragrammaton", vocalizei-o nos Mundos Superiores da Consciência Cósmica, então muitos inefáveis dos Nove Céus (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) apareceram para ver o que se passava e disseram: "Por que estais pronunciando o nome do Eterno em vão?" Eu me senti perplexo e ao mesmo tempo, confundido...
Se colocarmos o Pentagrama com o ângulo superior para baixo e os dois ângulos para cima, teremos o signo da Magia Negra, em vez de concorrer às nossas invocações, os Anjos, con-correm as colunas dos Demônios.
Quando um Iniciado cai, quando derrama o Vaso de Hermes Trismegisto, então é fulminado pelo Arcano 16 da Kabala, caindo com a cabeça para baixo e a perna para cima, na forma da Pentalfa invertida, assim é quando caem os grandes Iniciados.
Se na entrada da nossa casa pintarmos com carvão o signo da Pen-talfa com o ângulo superior para dentro e os dois raios inferiores pa-ra fora, não entrarão na nossa casa os tenebrosos.
Quando se coloca o Pentagrama no vidro, ou seja, num quadro, es-panta terrivelmente os tenebrosos, se também pintarmos no vidro, eles fugirão espavoridos diante do Pentagrama.
Se o levarmos no nosso peito, em ouro ou em prata (consagrado), estaremos protegidos contra as forças das trevas.
O Pentagrama tem um poder mágico realmente surpreendente...
Nos braços da Pentalfa vemos várias letras hebraicas, aparece IOD-HE-VAU-HE.
A palavra "IOD" representa o princípio masculino, a partícula Di-vina e como Chispa Virginal é terrível.
A palavra "HE" representa o princípio feminino-Divino.
A palavra "VAU" representa o princípio masculino-sexual, ou seja o Lingam.
E a palavra "HE" representa o princípio feminino-sexual,a Yoni.
Existe um modo de pronunciar as letras hebraicas "IOD-HE-VAV-HE", mas é terrivelmente divino esse mantra, que não deve ser pronunciado em vão, porque essas quatro letras fazem vibrar a Divindade Interior (o nome do Eterno)...
Aparecem outras letras hebraicas também, para nos lembrar de certos processos da Divin-dade, mas guardarei silêncio sobre isso agora... Aparecem números também, para lembrarmos da Trindade dentro da Unidade (o Tetragrammaton) mas não é obrigatório que esses números estejam aí, isso é meramente convencional, o importante é que tenha o Tetragrammaton, que sabemos que é a Trindade dentro da Unidade da Vida, ou seja, o Santo Quatro.
Sem dúvida, meus caros irmãos, o Pentagrama é o ser humano, o Microcosmos, dentro do qual está o Infinito. Temos de trabalhar com esse Caduceu de Mercúrio que aparece na Pentalfa, ou seja, temos de transmutar o esperma em energia, para despertar o Fogo Sagrado e fazê-lo subir pela coluna vertebral até o cérebro! Só assim será possível desenvolver todas as nossas Faculdades e Poderes. Temos que trabalhar com esse Caduceo de Mercúrio na nossa coluna espinhal.
Quando nós soubermos transmutar o esperma em Energia, quando não cometermos o crime de derramar no Vaso de Hermes Trismegisto, então o esperma (não ejaculado) se transfor-mará em Energia Seminal. Essa energia, por sua vez, se bipolariza em átomos solares e luna-res de altíssima voltagem que sobem pelos dois cordões nervosos que se enroscam na Coluna vertebral. Mais tarde, os Átomos Solares e Lunares fazem contato com o "Triveni", no cóccix, e então por indução, despertará em nós uma terceira força: quero referir-me ao Fogo Sagrado, o Fogo Pentecostal, o Fogo Jeovístico, o Fogo Sexual, que vai ascendendo lentamente, verte-bra por vértebra, despertando os nossos Poderes.
Sem dúvida de temos que trabalhar com o Sol e com Lua, os princípios masculinos e femi-ninos, ou seja, o homem com sua mulher, e a sua mulher com o seu homem. Somente assim é possível despertar esse Fogo Sagrado que nos há de transformar radicalmente.
Temos que aprender a manejar o Báculo e a Espada, a manejar o Vaso de Hermes e o Cálice Sagrado, só assim será possível a transformação total.
Em minha aula passada disse que quando um homem se casa com uma mulher que não lhe pertence por esposa, mas que caprichosamente a toma, violando as Leis, é fácil reconhecê-la, porque no dia do casamento, astralmente ela aparece como calva, como se não tivesse cabelo.
Então se diz que o homem está marcado com uma Estrela fatal na sua teste, ou seja, com a Pentalfa invertida, com o Fogo Luciférico.
Quando também um homem é infiel à sua esposa, a esposa que lhe foi dada pela Grande Lei, então a Pentalfa invertida, aparece na sua testa, o símbolo fatal da Estrela de cinco pontas invertida...
Na Idade Média existiram os Grandes Mistérios Esotéricos Gnósticos, aquele neófito que era candidato à Iniciação era conduzido, com os olhos vendados, até a uma grande sala e ali lhe tiravam a venda dos seus olhos e se apresentava ante sua vista o cabrito macho de Mendes, o Diabo..., entretanto, o Diabo trazia na sua testa o Pentagrama com o ângulo Superior para cima e os dois ângulos inferiores para baixo...
Nesse momento ordenavam ao neófito que beijasse o traseiro do Diabo. Se o neófito recusava e não obedecia, voltavam a colocar a venda em seus olhos, e tiravam-no dali por outra porta. Jamais saberia por onde entrou e nem por onde saiu. Mas, se o neófito obedecia, das pernas do Diabo, onde estava sentado sobre um cubo, a Pedra Cúbica, saía uma bela donzela que o recebia com um beijo de paz e de braços abertos, desta forma era recebido por toda a irman-dade e aceito como Cavalheiro Gnóstico.
Esses eram os Gnósticos Rosa-cruzes, eles conheciam os mistérios da Rosa e da Cruz. Com isso não quero dizer que foram "Rosacruzes" de verdade, por que só existem Rosa-cruzes lá nos Mundos Superiores, aqui embaixo só existem aspirantes a Rosa-cruzes. Para pertencer à Ordem Rosa-cruz, temos de ser Gnósticos.
A Rosa por acaso não é o símbolo do Logos Divino? E a Cruz? Nós sabemos que a Cruz é um símbolo Sexual. O que temos que fazer para que as rosas, o Logos, floresçam em nós? Somente através do trabalho sexual, da Alquimia Sexual, as rosas florescerão em nós e dessa forma seremos Gnóstico-Rosa-cruzes, antes disso só poderemos ser Aspirantes a Rosa-cruz.
Ninguém poderia entrar na Rosa-cruz de Ouro sem ser Gnóstico, sem o "G" da geração. Um quadro de Khunrath, na Idade Média, é maravilhoso, nele aparece o Cristo crucificado, mas com o grande phalus ereto, como um facho de Luz... Só assim se é possível ser gnóstico-rosa-cruzes.
Na Idade Média, eram aceitos nos Templos Gnósticos os aspirantes a Rosa-cruzes, depois daquela Iniciação, mas o que significava aquele cabrito macho de Mendez? Claro que é o Tiphon Baphometo... "Eu acredito nos Mistérios do Baphometo!", declara o Gnosticismo Universal, o Baphometo-Lucifer é uma das varias partes do nosso Ser!
Nosso Ser Íntimo tem muitas partículas e uma delas é Lúcifer; reflexo dos Logos, sobra do nosso próprio Logói Íntimo, projeta e dentro de nós mesmos. Temos aqui os "Mistérios do Baphometo e do Abraxas" o Galo de Abraxas é também gnóstico, vale a pena que lembremos que ele representa a ressurreição.
Então, poderia, por acaso ser possível a Ressurreição sem Lúcifer? Impossível! Isto também sabiam os Nahuas: O Lúcifer-Nahua, tão amado no Templo de Chapultepec pelos gnósticos-rosa-cruzes, o "Xolotl" que existe dentro de cada um de nós. Esse é o Fogo vivente e filosofal que jaz no profundamente nas nossas Águas Seminais do nosso Caos Metálico sexual, no âmago do esperma...
"INRI", dizem os gnósticos; esse INRI está colocado sobre a cruz do Salvador do Mundo, mas onde está essa cruz? Volta a repetir que o Lingam-Yoni (Phalus-Útero), conectados se-xualmente, fazem a cruz...
Então, carregamos a cruz, e devemos trabalhar na cruz, porque ali está o INRI, que quer dizer: "IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAM" (o Fogo renova incessante a natureza).
Assim é que, Lúcifer-Nahua (Xolotl), o Bode de Mendez está escondido no fundo do nosso sistema semina, esse é o Fogo Vivente e Filosofal, mediante o qual poderemos nos transfor-mar radicalmente...
Na Catedral de Notre Dame, em Paris, tem uma estátua muito interessante: "O Corvo" e na sua parte mais alta, tem uma inscrição numa pedra que diz: "A pedra do Centro", ou "A pedra superior do ângulo", a "Pedra Mestra", o Diabo. Mas que curioso é isso, o diabo dentro da Catedral de Notre Dame de Paris; ali onde os fiéis pagam as suas velas depois dos ritos e orações... Se essa é a Pedra Filosofal, realmente...
As antigas Sibilas diziam: "O verdadeiro Filósofo é aquele que sabe preparar o Vaso". Mas qual vaso? O Vaso de Hermes Trismegisto. Onde está esse vaso? Ele aparece no Pentagrama, é o Cálice Sagrado, que Cristo bebeu durante a última Ceia. É o Santo Graal, sobre o qual há tanta literatura cavalheiresca. Existe um que resplandece lá no Templo de Montserrat, na Cataluña, Espanha. Existe também uma cópia no Templo de Chapultepec.
Esse é o Vaso de Hermes que temos que prepara-lo, pois nele contém a matéria prima da Grande Obra, nele está o Esperma Sagrado, o Ens-Seminis.
Ai daquele que derrama o Vaso de Hermes, porque cairá como uma Pentalfa invertida no fundo do Abismo, e isto é realmente muito doloroso, meus queridos irmãos...
Continuemos agora com o Selo de Salomão, que aparece aqui também, nesse trabalho ma-gistral da Pentalfa, com os triângulos entrelaçados.
É claro que para entender, necessitamos ser alquimistas, sem o que não poderíamos de ne-nhuma maneira. Vêm à minha memória, nestes momentos, acontecimentos transcendentais da minha presente reencarnação... Eu era muito jovem e ela se chamava Urânia (Infinito) e vivia sempre enamorado da Urânia, nesses céus povoados por inumeráveis Galáxias que se pré-cipitam no abismo sem fim...
De um Mestre: Um dia, em estado de Samadhi, abandonei todos os meus veículos para submergir-me no "Paracleto Universal", além do Bem e do Mal, muito além do corpo e da mente, em estado, diríamos, de supernirvânica felicidade, na ditosa região imaculada do Espírito Universal da Vida, e pude entrar pelas portas do Templo, e abri o Grande Livro da Natureza e estudei as suas Leis...
O êxtase aumentava a cada momento, quando regressei daquele Samadhi e voltei ao corpo físico, pela glândula Pineal, tão citada por Descartes como: "A porta da Alma". Recebi extra-ordinárias visitas, eram algumas Damas-Adeptos, que surgiram daquele Paracleto Universal, fazendo-se visíveis para mim, no nosso mundo de forma densa. Uma delas, cheia de extra-ordinária doçura, colocou no dedo anular da minha mão direita um anel com o Selo de Salo-mão e exclamou: "Você passou pela Porta do Santuário; pouquíssimos são os seres humanos que conseguem passar por essa terrível prova"... Abençoou-me e foi-se embora, deixando um anel no meu dedo anular direito.
Levantei-me muito feliz e cada vez que eu conseguia escapar deste corpo físico denso, via na minha mão direita o anel prodigioso; formado com aquela substância imaculada, branca e divinal da região do Paracleto Universal, onde o tempo não existe.
Mas, existem acontecimentos transcendentais e transcendentes, e numa dessas noites e mis-tério, depois de achar-me num jardim cheio de flores sublimes, representação alegórica das Virtudes Divinais, tive a idéia de penetrar num Templo de Beleza.. Entre o aroma que se escapava das flores de incenso, eu flutuava feliz com o meu veículo sideral. As músicas das esferas faziam vibrar o Cosmos Infinito, e a cada melodia eu estremecia intimamente...
Detendo-me diante da Sacra Ara, diante de um Mahatma, naquele divino lugar, eu olhei o anel na minha direita e o toquei com a minha mão esquerda, então o Mahatma exclamou; "Esse anel já não te serve, porque o tocaste com a mão esquerda; sem dúvida vou consultar sobre isso..."
Depois me deu certas explicações sobre o anel e me disse que tal anel representava o Logos do Sistema Solar e que as Forças Sexuais Masculinas e Femininas trabalham nele; que as seis pontas são masculinas e que as seis entradas, entre as pontas, são femininas. Explicou-me que as seis pontas e as suas entradas entre as pontas formam as Doze Radiações, e mediante a Alquimia Logóica, cristalizamos as Doze Constelações do Zodíaco, que para o nosso Sistema Solar, é uma verdade Matriz Cósmica...
O Mahatma silenciou e retirou-se, passaram então os tempos e nunca mais voltei a ver o anel na minha mão direita. Sempre inquiria, buscava e clamava por aquele anel... De diversos esoteristas escutei comentários, mas nada sobre a face da Terra podia dar-me uma explicação satisfatória.
Quando voltarei a conquistar o prodigioso anel? Passaram-se os anos e no fim entendi...
Meus amigos, o triângulo superior é o Enxofre da Filosofia Secreta, o Fogo Vivente dos Alquimistas e o triângulo inferior, que se enlaça com o superior, é o Mercúrio.
Eu tinha realizado a Grande Obra lá no Continente Mú ou Lemúria (que se afundou entre as ondas enfurecidas do Oceano Pacífico, há uns 18 milhões de anos), onde havia conseguido a integração total com o Enxofre e o Mercúrio; realizei em mim mesmo a Pedra Filosofal, e por tal motivo, entregaram-me o famoso anel, isso foi nos tempos idos, onde havia passado pela Prova do Santuário...
Eu tinha realizado a grande obra que realizou Nicolas Flamel, a mesma que realizou Raimundo Lulio, Jeshua ben Pandirah, Kout Humi, Saint Germain e o enigmático e poderoso Conde Cagliostro, Quetzalcoatl e muitos outros...
Mas, depois de ter realizado a Grande Obra, depois de ter estudado o Grande Livro e de desatar os "Sete Selos", cometi o grande erro de tocá-lo com a mão esquerda, isso foi há um milhão de anos, mais ou menos, ou seja, depois de ter conseguido a união dos dois triângulos (a integração do Enxofre com o Mercúrio), fiz o seguinte: lancei-me como a Pentalfa in-vertida, com a cabeça para baixo e as pontas para cima. Eu estava proibido de fazer sexo e cometi o mesmo erro do Conde Zenon Zanoni, voltei ao sexo...

O Conde Zenon Zanoni apaixonou-se por Viola, a grande Napolitana, assim também cometi o erro de apaixonar-me por uma formosa donzela da Primeira Sub-Raça da Quinta Raça-Raíz, no Planalto Central de "Assiah", hoje Ásia. Foi então, quando perdi o prodigioso anel, foi então que aconteceu dentro de mim a redução metálica, e assim, como um Bodhisatva caído, andei de existência em existência, até que na presente existência resolvi colocar-me de pé outra vez, para servir de instrumento ao Pai, por Ele é o que inicia a Nova Era de Aquários...
Amigos, esse Enxofre é o Fogo Sagrado que temos que despertar, para desatar os Sete Selos do Grande Livro da Sabedoria, o Grande Livro da Natureza, que está citado no Apocalipse através do Vidente de Patmos, isso é verdade!
Quando se desata o primeiro Selo, vem um grande acontecimento; quando desatamos o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto, e assim sucessivamente, até romper o Sétimo Selo, então acontecem raios e trovões, granizos e grandes terremotos. Cada um de nós tem a obri-gação de desatar os Sete Selos do Grande Livro, mediante o Fogo Sagrado.
Quando a Kundaliní vai subindo pela coluna vertebral e começa desatar os Sete Selos, acontece que no primeiro Selo, abre-se a Igreja de Éfeso, o Chakra Muladhára, que nos dá poderes sobre os Gnomos da Terra; quando o Fogo Sagrado sobe até a altura da próstata, e desta o Segundo Selo, o Chakra Swadhisthána, nos dá o poder sobre a Água da Vida; quando o Fogo Sagrado sobe até a altura do plexo Solar, no Chakra Manipura, desatando o terceiro Selo, nos dá poder sobre as criaturas do Fogo; quando sobe até a altura do coração, desatando o quarto Selo, nos dá o poder sobre as criaturas do Ar; quando sobe até altura da laringe Criadora, no Chakra Vishudda, desatando o quinto Selo, nos dá poder sobre o Akasha Puro e a Clarividência; quando chega na altura entre as sobrancelhas, no Ájña Chakra, desatando o sexto Selo, abre-se uma maravilhosa Lótus, que nos permite ver as grandes realidades dos Mundos Superiores, e a Kundaliní chega no sétimo Selo, no Sahásrara Chakra, na glândula Pineal, então adquirimos a Polividência e muitas outras faculdades...
Como isso pertence a Alquimia, vou lhes dar algumas noções sobre isso que é maravilhoso... Dizem, meus caros irmãos, na linguagem alquimista, que devemos passar por "Três Calci-nações", representado através do símbolo vivente da Salamandra.
A Primeira Calcinação pertence à Montanha da Iniciação; o Sal vermelho, que nada mais é que o Fogo petrificado, o Enxofre petrificado, porque o Fogo na Alquimia está representado pelo Enxofre. Esse Sal Vermelho são os elementos inumanos que carregamos dentro de nós e que devem ser reduzidos a cinzas... Essa é a Primeira Calcinação.
A Segunda é mais avançado, pertence à Segunda Montanha, tem que voltar a calcinar as cin-zas desse Sal Vermelho para tirar dele os diversos elementos espirituais. Isso é bastante inte-ressante, porque se trabalha nas esferas da Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter, As-turno, Urano e Netuno.
A Terceira vai mais longe, temos de voltar ao Sal Vermelho, às cinzas que caíram e as reco-lher, para queimá-las, a fim de extrair, dali, o Sal Metálico, incombustível e forças, ou seja, os Elementos Divinais mais profundos que estavam presos dentro do Ego. Uma vez extraído, se fusionam com a Consciência para que esta resplandeça no Seio do universo.
Só depois da Terceira Calcinação que o Galo da Paixão canta, representando a "Ressur-reição", por isso Cristo disse: "Antes que o galo cante, me negarás três vezes...".
A primeira negação corresponde à Primeira Calcinação da Alquimia, o primeiro cozimento do Sal Vermelho, porque temos que nos fundirmos nos Mundos Infernais (para trabalhar, logica-mente), porque esse é o "Palácio da Alquimia", então se diz que temos negado o Cristo. Nos Mundos Infernais temos que trabalhar e viver com os Demônios destruindo nossos elementos inumanos. Na Segunda Calcinação, se diz que temos negado o Cristo pela segunda vez, por-que temos que voltar aos Mundos Infernais para continuar a trabalhar e desintegrar os nossos defeitos psicológicos que levamos muitos submersos dentro de nossas próprias naturezas...
Observação final: Utilize o Pentagrama Esotérico em seu lar para a proteção de sua familia.
TRABALHOS ESPIRITAIS
Quando usar o pentagrama?
Quando quisermos evocar as energias elementais.
Traçar o pentagrama; no centro desse, traçar o sinal do signo zodiacal ao qual as energias dese-jadas pertencem, isto é, do grupo elemental que nos interessa (primeiro, segundo ou terceiro, ou seja, a parcela ativa, ou a parcela passiva, ou ainda a parcela neutra do elemento). Sobre isso, ver o capítulo correspondente na primeira parte deste assunto.
Quando se deseje somente a presença da energia elemental, mas sem o "colorido" do signo zodi-acal, omite-se o traçado do sinal correspondente a qualquer signo zodiacal. Serve também para evocar algum ser Elemental ou "abrir as portas do Éter". Frank G. Ripel aborda esse assunto em profundidade nos seus três livros citados na bibliografia desta obra.
Também serve para "Evocar o Caos", abrir as portas para a Energia do Caos.
Fonte: Arsenal Gnóstico
Pesquisa: Do livro “O Pentagrama Consagrado”

“Na divina presença EU SOU peço para que deixei-nos gozar da luz da verdade, ó GADU, PAI de todos os seres. Auxilia-nos em nossa ascensão evolutiva, para que sejamos a perfeita expressão de Tuas idéias e corporização dos altos Ideais”

Harmonia, Amor, Verdade e Justiça a todos os seres.



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Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.