20/07/2010

Mitologia nórdica

http://www.vopus.org/es/images/articles/odin-la-mitologia-nordica.jpgA Mitologia no qual JRR. Tolkien se baseu para escrever o Senhor dos Anéis
Do livro As melhores histórias da mitologia nórdica
Autores: A.S. Franchini, Carmen Seganfredo,



A Mitologia Nórdica diz respeito aos povos que habitaram, nos tempos précristãos, os atuais países escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca), além da gélida Islândia. Este conjunto de mitos também teve especial desenvolvimento na Alemanha, que foi a grande divulgadora da riquíssima cultura dos nórdicos. Com a expansão das navegações vikings, esta difusão acentuou-se ainda mais, indo alcançar também os povos de língua inglesa e deixando sua marca até na própria denominação dos dias da semana destes países (Thursday, por exemplo, é o "dia de Thor"; e Friday, "dia de Freya").

http://quizilla.teennick.com/user_images/L/LI/LIN/LINKCYBERPUNK/1236293487_2789_full.jpeg

No século XIII (cerca de trezentos anos após a conversão da Islândia ao cristianismo), o islandês Snorri Sturluson (1179 - 1241) codificou grande parte destes mitos no livro Edda em Prosa. Nesta obra, o poeta e historiador islandês registrou algumas das principais lendas relativas aos deuses e heróis dos tempos pagãos que recolheu em suas andanças por todo o país. Acrescentou também um extenso tratado de arte poética, onde ensinava a métrica e o elaborado sistema de metáforas dos escaldos (poetas que difundiam, oralmente, as antigas lendas).
Apesar de algumas destas histórias serem trágicas (como, por exemplo, a história de Sigurd e Brunhilde), a maioria delas, ao contrário, tem uma veia cômica bastante pronunciada, especialmente, aquelas nas quais os deuses são os protagonistas. Jamaissaberemos, no entanto, até que ponto a versão original destas histórias tinha mesmo estaconotação ou até onde houve a intenção (deliberada, ou não) do cristão Sturluson de tentar ridicularizar os antigos deuses do paganismo. De qualquer forma, são justamente estas as histórias mais interessantes e representativas da riquíssima mitologia nórdica.
Nelas, Odin (ou Wotan) e sua irrequieta trupe estão sempre envolvidos em jogos de enganação com os gigantes, seus eternos inimigos, destacando-se, invariavelmente, o astuto - e quase sempre perverso - Loki, o enganador por excelência (Loki representa nesta mitologia um papel análogo ao da velha serpente dos cristãos, que se compraz em tramar nas sombras a destruição dos deuses). De modo geral, Odin e seus comparsas saem-se melhor nestas divertidas - e quase sempre violentas - disputas, embora, às vezes, também façam o papel de bobos, como na desastrada visita que Thor fez a Jotunheim, a terra dos Gigantes.
Fonte de inspiração para as mais variadas áreas, a riquíssima mitologia nórdica inspirou a criação de muitas obras, como a do escritor inglês J. R. R. Tolkien, que foi colher na mitologia escandinava o fundamento básico de seu fantástico universo literário.
O argentino Jorge Luis Borges também não escapou a essa influência, dedicando várias de suas páginas às brilhantes metáforas ("kenningar") que encontrou na poesia islandesa.

Outro grande artista que se inspirou nas lendas vikings foi o compositor alemão Richard Wagner, que as utilizou largamente para compor a sua famosa tetralogia operística "O Anel dos Nibelungos", que apresentamos sob a forma romanceada de uma pequena novela, na segunda parte deste volume. O leitor haverá de notar que, embora os personagens continuem praticamente os mesmos, há, porém, algumas alterações nas suas denominações (Odin, por exemplo, na transposição de uma mitologia para a outra, passa a se chamar Wotan), além de ligeiras modificações em seus atributos. Entretanto, o leitor, que a esta altura já estará familiarizado com o universo mítico dos nórdicos, não encontrará dificuldade alguma em situar-se na trama, que gira em torno da luta impiedosa pela posse de um anel maléfico (onde já vimos isto antes?) e das conseqüências que a ambição desmedida acarreta ao ser humano - e, por fim, ao próprio universo.
Com a inclusão desta obra fundamental da cultura alemã, cremos haver reunido num único volume as principais lendas relativas à riquíssima mitologia dos povos do norte da Europa, servindo de introdução a todos aqueles que apreciam estes verdadeiros devaneios poéticos das raças que são as mitologias de todos os povos.


A Criação


Primeiro, havia o Caos, que era o Nada do Mundo, e isto era tudo quanto nele
havia. Nem Céu, nem Mar, nem Terra - nada disto havia. Apenas três reinos coexistiam: o Ginnungagap (o Grande Vazio), abismo primitivo e vazio, situado entre Musspell (o Reino do Fogo) e Niflheim (a Terra da Neblina), terra da escuridão e das névoas geladas.
Durante muitas eras, assim foi, até que as névoas começaram a subir lentamente das profundezas do Niflheim e formaram no medonho abismo de Ginnungagap um gigantesco bloco de gelo.
Das alturas abominavelmente tórridas do Musspell, desceu um ar quente e este encontro do calor que descia com o frio que subia de Niflheim começou a provocar o derretimento do imenso bloco de gelo. Após mais alguns milhares de eras - pois que o tempo, então, não se media pelos brevíssimos anos de nossos afobados calendários - o gelo foi derretendo e pingando e deixando entrever, sob a outrora gelada e espessa capa branca, a forma de um gigante.
Ymir era o seu nome - e por ser uma criatura primitiva, dotada apenas de instintos, o maniqueísmo batizou-a logo de má. Ymir dormiu durante todas estas eras, enquanto o gelo que o recobria ia derretendo mansamente, gota à gota, até que, sob o efeito do calor escaldante de Musspell, que não cessava jamais de descer das alturas, eis que ele começou a suar. O suor que lhe escorria copiosamente do corpo uniu-se, assim, à água do gelo, que brotava de seus poderosos membros - e este suor vivificante deu origem aos primeiros seres vivos. Debaixo de seu braço surgiu um casal de gigantes e da união de suas pernas veio ao mundo outro ser da mesma espécie, chamado Thrudgelmir. Estes três gigantes foram as primeiras criaturas, que surgiram de Ymir; mais tarde, Thrudgelmir geraria Bergelmir, que daria origem à toda a descendência dos gigantes.
Entretanto, do gelo derretido também surgira, além das monstruosidades já citadas, uma prosaica vaca de nome Audhumla, de cujas tetas prodigiosas manavam quatro rios, que alimentavam o gigante Ymir. Audhumla nutria-se do gelo salgado, que lambia continuamente da superfície, e, deste gelo, surgiu ao primeiro dia o cabelo de um ser; no segundo, a sua cabeça; e, finalmente, no terceiro, o corpo inteiro. Esta criatura egressa do gelo chamou-se Buri e foi a progenitora dos deuses. Seu primeiro filho chamou-se Bor,e, desde que pai e filho se reconheceram, começaram a combater os gigantes, que nutriam por eles um ódio e um ciúme incontroláveis.
Esta foi a primeira guerra de que o universo teve notícia e incontáveis eras sucederam-se sem que ninguém adquirisse a supremacia. Finalmente, Bor casou-se com a giganta Bestla e, desta união, surgiram três notáveis deuses: Wotan (também chamado Odin), Vili e Ve. Dos três, o mais importante é Wotan, que um dia chegará a ser o maior de todos os deuses. E, porque assim será, um dia, ele próprio disse a seus irmãos:
- Unamo-nos a Bor e destruamos Ymir, o perverso pai dos gigantes!
Os quatro juntos derrotaram, então, o poderoso gigante, e com sua morte, acabou também a quase totalidade dos demais de sua espécie, afogada no sangue de Ymir. Um casal, entretanto, escapou do massacre: Bergelmir e sua companheira, que construíram um barco feito de um tronco escavado e foram se refugiar em Jotunheim, a terra dos Gigantes, onde geraram muitos outros. Desde então, a inimizade estabeleceu-se, definitivamente, entre deuses e gigantes, cada qual vivendo livremente em seu território, mas sempre alerta contra o inimigo.
Dos restos do cadáver do gigantesco Ymir, Wotan e seus irmãos moldaram a Midgard (Terra-Média): de sua carne, foi feita a terra; enquanto que, de seus ossos e seus dentes, fizeram-se as pedras e as montanhas. O sangue abundante de Ymir correu por toda a terra e deu origem ao grande rio que cerca o universo.
- Ponhamos, agora, a caveira de Ymir no céu - disse Wotan a seus irmãos, após haverem completado a primeira tarefa.
Wotan fez com que quatro anões mantivessem a caveira suspensa nos céus, cada qual colocado num dos pontos cardeais. Em seguida, das faíscas do fogo de Musspell, brotaram o sol, a lua e as estrelas; enquanto que, do cérebro do gigante, foram engendradas as nuvens, que recobrem todo o céu.
Entretanto, após terem remexido a carne do gigante, com a qual moldaram a terra, os três deuses descobriram nela um grande ninho de vermes. Wotan, penalizado destas criaturas, decidiu dar-lhes, então, uma outra morada, que não, o Midgard. Os seres subumanos, que pareciam um pouco mais turbulentos que os outros, foram chamados de Anões e receberam como morada as profundezas sombrias da terra (Svartalfheim). Os demais, que pareciam ter um modo mais nobre de proceder, foram chamados de Elfos e receberam como morada as regiões amenas do Alfheim.
Completada a criação de Midgard, caminhavam, um dia, Wotan e seus irmãos sobre a terra para ver se tudo estava perfeito, quando encontraram dois grandes pedaços de troncos caídos ao solo, próximos ao oceano. Wotan esteve observando-os longo tempo, até que, afinal, teve outra grande idéia:
- Irmãos, façamos de um destes troncos um homem e do outro, uma mulher! E assim se fez: ele foi chamado de Ask (Freixo) e ela, de Embla (Olmo). Wotan lhes deu a vida e o alento; Vili, a inteligência e os sentimentos; e Ve, os sentidos da visão e da audição. Este foi o primeiro casal, que andou sobre a terra e originou todas as raças humanas que habitariam por sucessivas eras a Terra-Média. Depois que Midgard e os homens estavam feitos, Wotan decidiu que era preciso que os deuses tivessem também uma morada exclusiva para si:
- Façamos Asgard e que lá seja o lar dos deuses! - exclamou ele, que, como se vê, era um deus de energia e vontade inesgotáveis.
Este reino estava situado acima da elevada planície de Idawold, que flutuava muito acima da terra, impedindo que os mortais o observassem. Além disso, um rio cujas águas nunca congelavam - o Iffing - separava a planície do restante do universo. Mas, Wotan, sábio e poderoso como era, entendeu que não seria bom se jamais existisse um elo de ligação entre deuses e mortais. Por isso, determinou que fosse construída a ponte Bifrost (a ponte do Arco-íris), feita da água, do logo e do mar. Heimdall, um estranho deus nascido ao mesmo tempo de nove gigantas, ficaria encarregado, desde então, de vigiá-la noite e dia para que os mortais não a atravessassem livremente no rumo de Asgard. Para isso, ele portava unia grande trompa, que fazia soar todas as vezes que os deuses cruzavam a ponte.

A morada dos deuses possuía várias residências, as quais foram sendo ocupadas pelos deuses à medida que iam surgindo. O palácio de Wotan, o mais importante de todos, era chamado de Gladsheim. Ali, o deus supremo linha instalado o seu trono mágico, Hlidskialf, de onde podia observar tudo o que se passava nos Nove Mundos e receber de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Muniu (Memória), as informações trazidas das mais remotas regiões do universo.
Entretanto, se na mais alta das regiões estava situado o paraíso daquele soberbo universo, nas profundezas da terra, muito abaixo de Midgard, estava o Niflheim, o horrível e gelado reino dos mortos. Lá pontificava a sinistra deusa ú, filha de Loki, que se regozija Com a fome, a velhice e a doença, e que tem i lado a serpente Nidhogg. Esta se alimenta dos cadáveres dos mortos e se dedica a roer continuamente uma das raízes da grande árvore Yggdrasil, um freixo gigantesco que se eleva por cima do mundo e deita suas raízes nos diversos reinos, entre os quais, o próprio Asgard. Ao alto da copa frondosa desta imensa árvore, sobrevoa uma gigantesca águia, que vive em guerra aberta contra a serpente Nidhogg. Um pequeno esquilo - Ratatosk -, que passa a vida a correr desde o alto da Árvore da Vida até as profundezas onde está a terrível serpente, é o leva-traz dos insultos que estas duas criaturas se comprazem em trocar sem jamais esgotar seu infinito estoque de injúrias.
Nesta árvore fundamental, diz a lenda que o próprio Wotan esteve pendurado durante nove longas noites, com uma lança atravessada ao peito, para que pudesse aprender o significado oculto das Runas, o alfabeto nórdico, que rege e governa a vida
dos deuses e dos homens. Quando seu martírio terminou, Wotan havia se tornado, definitivamente, o mais poderoso e sábio dos deuses, tendo o poder de curar doenças e de derrotar os inimigos com sua poderosa lança, Gungnir - ao mesmo tempo, sua mais poderosa arma e local de registro de todos os seus acordos.
Yggdrasil é o centro do mundo, e, enquanto suas raízes continuarem a suportar o peso de seu prodigioso tronco e de seus ramos infinitos, o mundo estará firme e a vida será soberana, sob os auspícios de Wotan, senhor dos deuses.




Glossário

ALBERICH: anão da raça dos nibelungos que roubou o Ouro do Reno das ninfas e
forjou o anel de poder. Pai de Hagen.
ALFHEIM: terra dos elfos felizes, situada próxima a Asgard, morada dos deuses.
ANDARILHO: disfarce utilizado por Wotan para percorrer o mundo.
ANEL: objeto mágico forjado por Alberich que desperta a cobiça de deuses e
homens.
ANÕES: também chamados de Nibelungos, vivem em seu país situado abaixo da
terra.
ÁRVORE DA VIDA: também chamada de Yggdrasil, é o grande freixo que está
situado no meio do mundo.
ASGARD: a morada dos deuses, construída por Wotan.
ASK: o primeiro homem, criado a partir de um pedaço de tronco.
AUDHUMLA: a vaca primordial que surgiu junto com o gigante Ymir.
BERGELMIR: filho do gigante Thrudgelmir, deu origem à descendência dos gigantes
que habitaria Jotunheim, a terra dos gigantes.
BESTLA: giganta, casou-se com Bor e deu origem aos três primeiros deuses do
panteão nórdico: Wotan (ou Odin), Vili e Ve.
BIFROST: a ponte do arco-íris que liga o mundo dos mortais a Asgard, o lar dos
deuses.
BOR: filho de Buri, foi pai de Wotan, Vili e Ve, as primeiras divindades.
BRUNHILDE: filha de Wotan e de Erda, era uma das Valquírias. Após desobedecer
ao pai foi punida com a perda desta condição, tornando-se uma mortal comum.
BURI: antepassado dos deuses, veio ao mundo quando a vaca Audhumla lambeu o
gelo de um iceberg até que ele surgisse.
CREPÚSCULO DOS DEUSES: o fim do mundo, época em que os deuses deixarão
de existir. Também chamada de Ragnarok. A versão relatada, aqui, difere muito daquela
consagrada nos mitos nórdicos, que a apresenta como uma grande batalha apocalíptica
travada entre deuses e gigantes.
DRAGÃO: monstro que guarda o anel e o tesouro dos nibelungos. Originariamente,
era o gigante Fafner que, graças ao mágico elmo de Tarn, pôde se metamorfosear no
temível dragão que o herói Siegfried termina por abater em um sangrento duelo.
EINHERIAR: os guerreiros mortos recolhidos pelas Valquírias que farão parte do
exército de Wotan e que estão reunidos no palácio do Valhalla.
ELFOS: criaturas de grande virtude moral que surgiram da carne de Ymir, gigante
abatido por Wotan e seus irmãos. Originariamente, eram vermes, tais como os anões.
ELMO DE TARN: elmo mágico fabricado pelo anão Mime, que dá a quem o possui o
poder de se locomover, rapidamente, de um lugar para o outro, além de se
metamorfosear em qualquer ser.
EMBLA: a primeira mulher que surgiu de uni tronco de árvore, a exemplo de Ask, o
primeiro homem.
ERDA: divindade da terra, amante de Wotan. Era a deusa da sabedoria e mãe de
Brunhilde e de todas as Valquírias.
FAFNER: um dos gigantes que construíram o Valhalla. Mais tarde, transformou-se
em um dragão para proteger o anel que recebera como pagamento pela obra.
FASOLT: irmão de Fafner, era gigante como este. Foi morto pelo irmão, após ter
construído com ele o Valhalla, durante uma discussão pela posse do anel.
FLOSSHILD: uma das ninfas do Reno que protegiam o ouro ali escondido.
FREYA: deusa do amor e da juventude, foi entregue por Wotan aos gigantes Fafner
e Fasolt como garantia pelo pagamento da construção do Valhalla.
FRICKA: esposa de Wotan, deusa do casamento e da fidelidade.
GIBICH: fundador do clã dos Gibichungs, era pai de Gunther e Gutrune.
GIBICHUNGS: família que protagoniza alguns dos episódios mais importantes do
"Crepúsculo dos Deuses", era composta pelos irmãos Gunther e Gutrune.
GIGANTES: raça criada a partir do gigante Ymir. Na história do Anel, são apenas
dois: Fafner e Fasolt.
GINNUNGAGAP: o abismo vazio que existia antes de o mundo ser formado.
GLADSHEIM: o magnífico palácio de Wotan, instalado em Asgard.
GRIMGERDE: uma das nove Valquírias.
GRIMHILDE: esposa de Gibich, vendeu-se a Alberich, o nibelungo, para que este
pudesse gerar o ambicioso Hagen, meio-irmão de Gunther e Gutrune.
GUNGNIR: a lança de Wotan, onde o deus registra todos os seus acordos. Termina
partida por Siegfried num duelo que o deus mantém com seu neto, sendo derrotado por
este, simbolizando, ao mesmo tempo, o declínio da velha divindade.
GUNTHER: irmão de Gutrune, deseja casar-se com Brunhilde. Para isso, arma uma
trama com Siegfried, que termina com funestas conseqüências para todos.
GUTRUNE: irmã de Gunther, deseja casar-se com Siegfried, mas vê seus objetivos
frustrados após a morte do herói, assassinado traiçoeiramente por Hagen, filho de
Alberich e meio-irmão de Gutrune.
HAGEN: filho do nibelungo Alberich, transforma-se no carrasco de Siegfried para
poder se apossar do anel.
HEIDRUN: cabra que fornecia o hidromel, a bebida dos deuses, aos habitantes do
Valhalla.
HEIMDALL: vigia que guardava a ponte Bifrost, que ligava o mundo mortal a Asgard.
Estava sempre munido de uma trompa para anunciar aqueles que por ela atravessassem.
HEL: deusa infernal, filha de Loki. Comandava o reino dos mortos.
HLIDSKIALF: o trono mágico de Wotan. Dali ele podia observar tudo quanto se
passava nos Nove Mundos.
HUGIN: um dos corvos mensageiros de Wotan. Seu nome significa "Pensamento".
HUNDING: marido de Sieglinde, termina por matar o irmão da esposa, Sigmund,
num duelo. Wotan, em seguida, pune-o também com a morte.
IDAWOLD: planície situada acima da terra que abrigava Asgard, a morada dos
deuses.
IFFING: o rio que separava Idawold, a planície que abrigava Asgard, do restante do
universo.
JOTUNHEIM: a terra dos Gigantes. Bergelmir e sua esposa, únicos gigantes
sobreviventes de um massacre promovido por Wotan e os demais deuses, foram lá
buscar refúgio, acabando por fazer de Jotunheim o novo lar dos gigantes.
LERAD: árvore mágica, cujas folhas alimentavam a cabra Heidrun, fornecedora do
hidromel aos guerreiros do Valhalla.
LOKI: filho de gigantes, era o mais esperto e ladino dos deuses. Também assume a
persona de deus do fogo, a partir da segunda parte da tetralogia do Anel dos Nibelungos.
MIDGARD: ou Terra-Média, era a morada dos mortais, construída por Wotan e seus
irmãos no começo dos tempos.
MIME: irmão de Alberich, é um nibelungo como ele. Pai de criação de Siegfried,
termina morto por este ao tentar assassiná-lo para se apoderar do anel que este
conquistara do dragão Fafner. MIMIR: gigante cuja cabeça reside às margens do rio da
sabedoria. Exigiu que Wotan lhe desse um de seus olhos para deixá-lo beber da fonte.
MUNIN: um dos corvos mensageiros de Wotan. Seu nome significa "Memória".
MUSSPELL: reino primordial do fogo, que havia antes da Criação.
NIBELUNGOS: raça de anões escuros que vivem embaixo da terra, no País dos
Nibelungos.
NIDAVELLIR: outra denominação da morada dos anões.
NIDHOGG: serpente venenosa que habita o Niflheim, região sombria dominada pela
sinistra deusa Hei.
NIFLHEIM: morada dos mortos e das névoas geladas, habitada por Hei.
NORNAS: filhas de Erda, são em número de três e tecem o fio da vida e da morte.
Eqüivalem às Moiras gregas ou às Parcas dos latinos.
NOTUNG: a espada invencível forjada por Wotan, que Siegfried reforjou junto com o
anão Mime.
ODIN: outra denominação (mais popular) que se dá a Wotan, pai dos deuses.
OURO DO RENO: tesouro escondido nas profundezas do Reno, guardado por três
ninfas, que o anão Alberich rouba para forjar o Anel de Poder. RAGNAROK: o mesmo que
o "Crepúsculo dos Deuses", época apocalíptica na qual os deuses deixarão de existir
após uma conflagração universal.
RATATOSK: esquilo que percorre os galhos da Arvore da Vida, levando recados
desaforados que a águia transmite à serpente Nidhogg e vice-versa.
ROSSWEISE: uma das nove Valquírias, filhas de Wotan e Erda.
RUNAS: alfabeto nórdico que teria propriedades mágicas. Wotan esteve por nove
noites preso à Arvore da Vida para obter os segredos mágicos que as runas podem
transmitir aos seus iniciados.
SAEHRIMNIR: o javali gigante que os guerreiros do Valhalla devoram todas as
noites, mas que renasce sempre no dia seguinte, intacto, para ser devorado outra vez.
SCHWERTLEITE: uma das nove Valquírias, filhas de Wotan.
SIEGFRIED: filho de Sigmund e de sua irmã Sieglinde, era neto de Wotan. Libertou
Brunhilde de seu confinamento num rochedo cercado de chamas e enfrentou o dragão
que guardava o Anel de Poder. Morreu pelas mãos traiçoeiras de Hagen, filho do
nibelungo Alberich.
SIEGLINDE: filha de Wotan e irmã de Sigmund, teve um romance com o próprio
irmão, do qual surgiu Siegfried, o maior herói da saga germânica do Anel.
SIEGRUNE: uma das Valquírias.
SIGMUND: filho de Wotan, era irmão de Sieglinde e foi morto pelo esposo dela,
Hunding, em um duelo. Era pai de Siegfried.
SKULD: uma das três Nornas, deusas que presidem o destino. Tinham o dom de
prever o futuro.
SLEIPNIR: o cavalo de oito patas de Wotan, o cavalo mais veloz do universo.
SVARTALFHEIM: a morada dos gnomos (ou elfos sombrios), que está situada nas
profundezas da terra.
THRUDGELMIR: gigante nascido das pernas do gigante primordial Ymir. É um dos
mais antigos ascendentes da estirpe dos Gigantes.
URD: uma das Nornas, deusas do destino, que tem o conhecimento do passado.
URDAR: o poço cujas águas as Nornas, deusas do destino, usavam para regar em
Asgard umas das raízes de Yggdrasil, o Freixo do Mundo.
VALHALLA: a morada dos guerreiros mortos recolhidos pelas Valquírias nos
campos de batalha. Wotan ordenou que dois gigantes (Fafner e Fasolt) a construíssem,
prometendo-lhes em troca Freya, irmã de sua mulher e deusa da juventude.
VALQUÍRIAS: filhas de Wotan e de Erda, deusa subterrânea, eram deusas
guerreiras e tinham por função recolher os combatentes mortos e os levar para os salões
do Valhalla. A mais famosa delas foi Brunhilde.
VANAHEIM: morada dos Vanes (ou Vanires), deuses de hierarquia menor, em
oposição aos Aesir, deuses superiores, liderados por Wotan.
VE: uma das duas divindades que surgiram junto com Wotan e que o ajudaram a
construir o mundo.
VILI: divindade irmã de Wotan e Ve, que ajudou-os a construir os diversos reinos do
mundo, como Midgard, terra dos mortais; e Asgard, a morada dos deuses.
WALSUNGS: denominação pela qual são conhecidos os descendentes de Wotan,
tais como os irmãos Sigmund e Sieglinde, pais de Siegfried.
WALTRAUTE: irmã de Brunhilde, uma das nove Valquírias, filhas de Wotan e Erda.
WELLGUNDE: uma das ninfas do Reno que protegiam o Ouro do Reno.
WELMWIGE: uma das nove Valquírias, deusas guerreiras, filhas de Wotan.
WERDANDI: uma das Nornas, deusas que presidem o destino. Era encarregada do
presente.
WOGLINDE: umas das ninfas do Reno, que permitiram ao anão Alberich apossar-se
do ouro que tinham por missão preservar.
WOTAN: deus supremo do panteão nórdico, mais conhecido pela denominação de
Odin. Era pai de Brunhilde e das demais Valquírias.
YGGDRASIL: o freixo gigante que recobre o mundo. Wotan retirou um de seus
galhos para fazer sua lança Gungnir.
YMIR: gigante primordial, surgido da junção das névoas geladas de Niflheim e do
calor da tórrida região de Musspell.


Do livro As melhores histórias da mitologia nórdica
Autores: A.S. Franchini, Carmen Seganfredo,

Deuses: Raízes Antigas


Ao iniciarmos nossos estudos na Arte, a primeira sensação que nos advém é de que estamos despertando para algo novo, mas na realidade estamos nos religando às antigas raízes pagãs, à verdadeira religião da natureza e da unidade, pois o nosso caminho é baseado na crença do Deus e da Deusa.

Algumas pessoas, inicialmente, sentem uma certa dificuldade em relação à conexão com a Deusa. Isto acontece, principalmente, por conta de toda a influência da sociedade patriarcal dominate durante milênios e às vezes é tão forte, que chega a causar medo e desconforto, tamanhos são os dogmas impregnados no ser.

A Deusa é a essência feminina que foi reprimida durante a cristianização, principalmente para controlar o poder sobre a criação, ou seja, sobre a nossa criatividade e, assim, restringir a nossa liberdade. Não estamos aqui nos referindo a Jesus que, no nosso modo de ver, foi um grande Mestre e, tampouco, ao feminismo.

A religião da Deusa, também é conhecida popularmente como: Bruxaria, Antiga Religião, Caminhos Antigos ou, simplesmente, Arte Antiga e que não se caracteriza como uma seita ou apenas uma filosofia de vida. É, acima de tudo, um caminho solitário de auto-aprimoramento, respeito à natureza, ao próximo e a si mesmo.

Devido ao preconceito e a falta de informação, muitas pessoas ainda confundem paganismo com 'feitiçaria ou magia negra'. Isso não é correto. E que fique bem claro: nossa religião nada tem a haver com satanismo, magia negra ou qualquer outra cor que queiram denominá-la!

Um dos ramos do paganismo mais divulgados atualmente é a Wicca, idealizada por Gerald Gardner. A palavra 'wicca' é um termo moderno e eclético, que provavelmente vem do inglês arcaico 'wicce' e quer dizer 'bruxo' ou do saxão 'wich' que significa: girar, dobrar ou moldar. Enfim, podemos encontrar várias definições para a mesma palavra, assim como várias tradições, mas, o que realmente importa é saber que as origens pagãs remontam à aurora da humanidade e estão intimamente ligadas aos ciclos naturais.

Em hipótese alguma podemos dizer que a Wicca é celta, pois ela reúne várias influências de outros panteões, além de trabalhar princípios herméticos e ter uma ritualística própria. Mesmo assim, merece todo respeito como um ramo pagão da Grande Mãe, bem como as demais religiões, sejam elas quais forem.

A maioria das lendas e dos mitos celtas nos revelam a existência do Outro Mundo, oculto entre colinas, lagos, rios, névoas e bosques sagrados. Avalon é uma lenda, que através da ficção de Marion Zimmer nos leva aos textos de Mabinogion, Geoffrey de Monmouth, além dos contos mitológicos do Ciclo de Ulster e a Viagem de Mael Duin ou a Jornada de Melduin e os Immramas Sagrados, preservando assim todo o conhecimento ancestral deste povo.

Os celtas, assim como todos os povos antigos da história, viam os ciclos da natureza e a própria fertilidade num único contexto divino, respeitando-a como um Todo, por isso cultuavam suas deidades ao ar livre. É fato que muitos povos da antiguidade praticavam sacríficios humanos e várias atrocidades em nome de Deus e, infelizmente, muitas culturas ainda praticam até os dias de hoje estes atos irracionais.

Todavia, não devemos confundir a história com os nossos príncipios pela busca da espiritualidade Maior, pois a nossa religiosidade não está apenas comprovada em fatos arqueológicos que, neste caso, servem para reforçar ainda mais que as religiões politeístas buscam equilibrar as energias da natureza da Deusa e do Deus dentro de nós, dando-nos a esperança de viver num mundo melhor e mais justo.

Ressaltando que, do ponto de vista da história das religiões, existem apenas três religiões monoteístas: o islamismo, o judaísmo e o cristianismo. Sendo assim, todas as demais religiões da pré-história, até a atualidade, são conhecidas como politeístas.

As crenças pagãs começaram a tomar forma na era paleolítica, aproximadamente há vinte e cinco mil anos atrás. Neste período, o ser humano era nômade, suas fontes de subsistência eram a caça e a colheita. Além do mais, tudo era muito misterioso e assustador naquela época, como: o trovão, o sol, a lua e a escuridão.

Para eles, o mundo era um lugar cheio de grandes perigos e forças estranhas, que deveriam ser temidas, respeitadas e reverenciadas. Com o tempo, o conceito dessas forças foi evoluindo para a idealização dos Deuses. Um dos primeiros e, o mais importante Deus primitivo, foi o Deus de Chifres, onde formou-se na mente do homem antigo, a idéia de um Deus da Caça com chifres, simbolizando a força e o poder.

Mas não era apenas de caçadas que o clã sobrevivia, havia o grande mistério da fertilidade. As tribos precisavam perpetuar a espécie e de tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia e, no final de algumas luas, surgia mais um novo membro para a tribo. No inicio frágil e pequeno, mas com o passar dos meses crescia, tornando-se grande e forte, dando garantia e continuidade às futuras gerações.

A mulher era a chave de todo esse mistério, um ser enigmático, que além de sangrar todo mês, sem que viesse a falecer, era a responsável pela continuação do clã e também pela alimentação dos filhos, com leite do seu próprio corpo.

A partir dessa observação, surge então a Deusa da Fertilidade, dando origem as várias esculturas de figuras pré-históricas, como a famosa escultura de Vênus de Willendorf, destacando-se pelos seios enormes, o ventre volumoso e a vulva protuberante.

A Deusa é a grande fonte criadora de toda a vida e, com o tempo, os homens foram se conscientizando também do seu aspecto divino, junto aos atributos fertilizadores do Deus Chifrudo, erroneamente comparado ao 'diabo' na visão judaíco-cristã. Enfim, a Deusa e o Deus são complementos daquilo que nunca deveria ter sido separado. Bênçãos plenas!

18/07/2010

TRABALHANDO COM OS PARES DE CHACRAS

Chakrasmovimento

Quanto mais vocês entenderem como suas partes invisíveis" trabalham, mais capazes serão de auto-curar-se.

Os chacras do corpo humano estão entrelaçados de várias formas para alcançar um pleno equilíbrio no corpo. Se você aprendeu outros pares e funções, por favor, honrem essas instruções desde que façam sentido e funcionem para vocês. Incorporem ao seu conhecimento o que oferecemos aqui, se fizer sentido e funcionar para vocês. Trabalhadores da Luz, é através da união do seu conhecimento, ferramentas e talentos que o grande quadro de cura se tornará claro. Muitas modalidades têm definido os pares de chacras pelas suas conexões energéticas nos níveis emocional, mental e espiritual, mas não consideram o nível físico. É aí que entramos, meus amados, porque somos mestres explicando como o físico é desenhado para atingir e manter o equilíbrio liberando o excesso de pressão através do sistema de meridianos. Esse sistema é uma combinação de meridianos energéticos e dos canais físicos do seu sistema nervoso.


No material que se segue, esse parelhamento de chacras no interior do seu corpo físico é a “fiação fundamental” para o resto da sua estrutura energética. Se os chacras sofrem desequilíbrio por excesso de pressão no nível físico por muito tempo, sintomas físicos de doenças começam a aparecer.


Queremos acrescentar que levam muitos, muitos anos de bloqueios acumulados antes que um par de chacras falhe. Saibam que os sintomas advindos de uma pressão interna muito grande podem ser revertidos antes que danos ocorram no corpo físico. O melhor caminho para a saúde é a manutenção preventiva, mantendo mínimos os níveis de stress, comendo e bebendo alimentos puros, exercitando-se e dormindo regularmente. Estas, meus amados, são escolhas que não se pode
evitar!

A aura


aura2

À essa lista nós adicionamos uma prática diária – não importa se você tem uma vida ativa ou sedentária, por favor, faça disso uma prática regular. O que nós ensinamos é um cuidado básico de manutenção da aura, o que é um novo conceito para a maioria das pessoas. Se nada disso faz sentido para você e acha que isso não se aplica, então pedimos que cochile com mais freqüência. Sim, o sistema nervoso se auto higieniza enquanto você dorme e recarrega seu corpo com combustível energético vital. Um simples cochilo diário de meia hora pode melhorar sua saúde! A primeira parte de informações ofertadas por nós cobriram os sete chacras internos. São eles Raiz e Coroa (1 e 7), Sacral e Laríngeo (2 e 5), Plexo Solar e Cardíaco (3 e 4). Nós dissemos que o 6º chacra, o Terceiro Olho, trabalha em conjunto com todos os outros nos níveis físico e energético, que nós explicaremos em um futuro texto. Por hora, nós adicionamos um último par de chacras, que é o seu potencial de expansão energética dentro da transição do milênio. Esse par é o Terceiro Olho e o Propósito da Alma (6 e 8). O oitavo chacra é a sua conexão com o Eu Superior, em paralelo com seu centro de intuição elevada. Não faz sentido que esses dois centros trabalhem em conjunto? Sua conexão e comunicação são vitais para que a ascensão da consciência vá além do limite da forma humana que vocês conhecem tão bem. Uma vez que os sete chacras internos estejam purificados, equilibrados e totalmente conectados com o oitavo chacra, sua conexão com a consciência cósmica é reconquistada. Você entra então em um novo nível de realidade interdimensional que simplesmente não estava disponível na antiga vibração da 3ª dimensão.

Desequilíbrio do Chakra



Quando um chacra cai em desequilíbrio no nível físico o seu par trabalha mais para compensar a falta do primeiro. Se o equilíbrio não é conquistado, ambas as áreas sucumbem à doença.

Vamos deixar bem claro: quando o par do chacra afetado não consegue mais compensar o desequilíbrio, começam a aparecer sintomas físicos no chacra fonte.
Esses sintomas podem se enquadrar num padrão discernível, ainda que médicos não encontrem nenhuma doença, quando procurada. Quando os sintomas físicos aparecem, há uma janela de tempo na qual o excesso de pressão interna pode sair, permitindo ao corpo físico reequilibrar-se em direção à saúde. Em outras palavras, as pessoas podem demonstrar sintomas antes que a doença se instale. Uma vez que o órgão ou sistema comprometido perca suas funções por estar super pressionado, então a parte/órgão/sistema no corpo físico começará a distorcer em níveis visíveis.




Uma vez totalmente manifestada a doença, é mais difícil a limpeza. Não importa onde os sintomas da doença possam se manifestar, por favor, gastem algum tempo trabalhando no par do chacra afetado. Isso pode chocar com seus conceitos lineares de causa e efeito, mas dizemos que sintomas de doenças podem ter origem em desequilíbrios de qualquer parte. Sim, com problemas abdominais sua garganta precisa de limpeza. Dores lombares? Não se esqueça de trabalhar os ombros! Esses são exemplos de desequilíbrios nos pares 2 e 5.

Os médicos tem visto e sabem como testar muitas dessas inter-relações e que eventualmente mostram anormalidades em testes de laboratório e exames físicos. Mas e se os números dos testes são altos em escala mas caem dentro de limites normais ou aceitáveis? Você paira no limite, sem saber que rumo seu corpo vai tomar? O desconhecido causa medo e o medo meus queridos, os força a focar sua atenção no negativo, convidando-o a se manifestar.

Mesmo com a limpeza consciente dos pares, acidentes ou doenças podem ser recorrentes em uma ou ambas as áreas. Às vezes uma fraqueza energética persiste uma vez que os meridianos nessas áreas foram muito sobrecarregados. Conhecer essas interconexões irá ajudá-lo a ver além do simplesmente “estou melhorando” para um espaço e tempo onde você se sentirá saudável novamente, não importando seu histórico médico.

Pergunta: Os médicos acham que certos tumores no cérebro criam metástases no reto. Eles não sabem porque mas reconhecem esse padrão e sabem procurá-lo. Qual a relação entre essas duas áreas que causam essa sintomatologia?


chakracoronariochabasico1




















Resposta canalizada: Coroa e Raiz são um par de chacras. Quando um adoece, seu companheiro compensa para manter o equilíbrio energético. Quando o desequilíbrio se torna muito agudo, o chacra fonte adoece. No final, o companheiro do chacra doente segue o mesmo padrão de doença. O câncer é um exemplo extremo, no entanto fácil de entender. Essa questão se refere ao par 7 e 1, Coroa e Raiz, onde alguns cânceres criam metástases do cérebro para o reto. Você verá com freqüência câncer de tireóide espalhar-se pelo baixo abdomem, que é o par 5 e 2.


Que outros pares vocês tem visto?

Pergunta: fora os pares de chacras, que outro padrão de bloqueio pode advir do sistema de chacras?

Resposta canalizada: um padrão é o bloqueio originado do chacra acima ou abaixo da área afetada. Encontrar a verdadeira razão da doença pode ser complicado, especialmente se alguém estiver observando apenas o corpo físico. Às vezes o chacra bloqueado ou região afetada pode gerar sintomas que atingem a área acima ou abaixo.

Isso é uma função diferente de causa e efeito da pressão interna quando áreas super pressurizadas fluem sobre áreas com menor pressão que estejam por perto. Se você pegar um balão cheio de ar e apertá-lo no meio o que acontece? O ar dentro do balão se move para cima e para baixo de onde você estiver apertando. Se você apertar a parte de cima e de baixo do balão vai aparecer uma bolha. Portanto a garganta pode afetar a região abaixo do coração e acima do Terceiro Olho. O Sacral pode afetar abaixo da Raiz e acima do Plexo Solar. Um bloqueio na raiz pode causar uma total interrupção de fluxo no sistema de meridianos ou causar pressão no Sacral até o Plexo Solar. Bloqueio na Coroa pode manifestar sintomas no Terceiro Olho e abaixo o que pode eventualmente causar pressão na garganta.


Por exemplo, algumas sinusites crônicas (fora aspectos alérgicos) podem advir de um chacra Laríngeo bloqueado ou de ferimentos no pescoço e ombros. Esses casos normalmente causam uma coriza constante, com um resfriado crônico que não se manifesta por completo. Quando o sistema de meridianos está bloqueado no pescoço, a pressão na região da cabeça não permite liberar os canais dos meridianos. Problemas de sinusite crônica também podem ser desencadeados por bloqueios no 6º chacra, na testa, uma vez que a área afetada pela sinusite está entre o 5º e 6º chacra. Encontrar o chacra bloqueado ou cuidar de uma série de chacras bloqueados é muito mais efetivo no alívio da pressão do que tomar medicações para temporariamente respirar melhor. Tratar os sintomas é vital para o conforto do paciente, sim, mas limpar a fonte de pressão interna alivia a necessidade de medidas paliativas. Apenas tomar comprimidos para o alívio de sua dor, sem buscar atingir sua origem, permite à doença livre manifestação.


Rangimento de dentes ou danos nas juntas mandibulares podem causar excesso de pressão na mandíbula acima da cabeça, causando sinusites, problemas nos olhos e ouvidos ou dores de cabeça. Também pode causar pressão abaixo, nos ombros, pescoço e cervical. Esse é um ponto crucial no sistema de meridianos – as juntas da mandíbula devem estar abertas para que os meridianos liberem a pressão. Quando essas juntas estão fechadas, nada flui! Para qualquer modalidade de limpeza de meridianos ou meditação ser bem sucedida, a mandíbula deve estar completamente relaxada! Um outro tipo de bloqueio que pode afetar todo o sistema de meridianos é o bloqueio de meridianos que entope o caminho pelos quais os chacras limpam o organismo. A aura carrega danos etéricos por traumas no corpo (doenças, acidentes ou intervenções cirúrgicas) mesmo após a recuperação do corpo físico. Até que os meridianos estejam livres desses bloqueios, o sistema de chacras não pode liberar da cabeça para baixo, como deveria ser. O bloqueio de meridianos pode ser localizado numa específica parte do corpo, área ou sistema e ainda afetar a região do chacra ou um sistema inteiro.

Resumindo, seu sistema de meridianos foi desenhado para expelir a pressão de diferentes formas, como explicado no Círculo da Graça. Em um sistema de fluxo saudável novas energias entram pelo lado dominante, circula pela Coroa e desce pelo lado não dominante jogando para fora a energia velha para ser liberada pelo pé e mão não dominante. Esse é o padrão normal. Circular em volta da cabeça é uma proteção para a Coroa a fim de impedir que bloqueios se instalem lá. Portanto, no topo do sistema de meridianos, há um círculo em volta da cabeça, como se você estivesse usando um chapéu onde a pressão bate e não pode ir além. É por isso que os derrames podem ocorrer nessa região após anos de pressão vindas de bloqueios em outras áreas do sistema, sem terem sido originados na cabeça ou cérebro.


A maior parte das pessoas não está consciente que bloqueios no corpo etérico podem persistir mesmo após a cura visível do corpo físico; cuidado e manutenção da aura são largamente desconhecidos. O corpo humano é altamente flexível, meus queridos e tem muitas formas diferentes de absorver combustível novo e liberar excesso de pressão. Embora muito da energia adquirida venha da cabeça, cada chacra é um vortex individual de energia, absorvendo diretamente energia em seu próprio nível de vibração, como plantas ao sol. Chacras bloqueados rodam cada vez mais devagar e podem até parar ou inverter seu giro. Quando começar com os exercícios do Círculo da Graça, por favor, iniciem com o padrão de bloqueio total. Imaginem a energia entrando pelo chacra da Coroa e descendo tanto por dentro do corpo como pela sua aura, como uma chuva dourada da cabeça aos pés. A aura muda de padrão conforme a necessidade a qualquer momento – comece pelo sistema de bloqueio total e deixe seu corpo mudar, quando estiver pronto, para um bloqueio alternante. Quando isso ocorre você vai sentir que a parte superior do corpo libera para os braços e isso permitirá que a parte inferior libere para as pernas. Esse alternar entre superior e inferior irá continuar até que pressão suficiente tenha sido liberada para que a aura retome seu padrão normal.

O padrão final usado pelo corpo pode ser chamado de bloqueio reverso, onde a pressão vai reverter sua direção para ser liberada pela
saída mais próxima. Por exemplo, uma torção no pulso da mão direita (em um sistema dominante) pode liberar através do chacra da mão direita, que é um caminho bem mais curto do que ir pelo braço direito, circundar a cabeça e descer pelo braço não dominante para liberar pela mão esquerda. E também tenham em mente que qualquer bloqueio perto de uma saída irá impedir que bloqueios atrás dele se movimentem. Se esse braço direito tem uma torção no pulso e uma no cotovelo, o bloqueio do pulso deve ser liberado primeiro de forma que o trauma no cotovelo possa descer e sair. Se isso não acontecer, a pressão vai para onde?
Chacras da garganta e coração, meus queridos. Se os meridianos não estiverem livres para fluir, os chacras dessa região tornam-se lentos em função da inabilidade para liberar excesso de pressão.

Portanto, há casos de pessoas que sentem dor ou sensibilidade em locais que nunca sofreram traumas. Resultados de exames serão negativos, nada será encontrado. Nós dizemos que cada pontada, cada dor, cada disfunção no corpo tem uma razão de ser. Se não há evidência física, então o bloqueio é etérico. Por exemplo, uma pressão pode se formar na Coroa que nunca apresentou qualquer lesão. No entanto, uma cirurgia no joelho 20 anos antes pode ter deixado um bloqueio impedindo que a energia descesse pelos meridianos da coxa e passassem pelo joelho. Portanto, o tecido da coxa pode ficar dolorido, às vezes quente, ainda que não apresente nenhuma causa diagnosticável ou tratável, enquanto que o joelho fica livre de qualquer sintoma, sendo ele o único culpado aqui. Há muitos casos em que a informação dada pelos pares de chacras não é suficiente para explicar a sintomatologia. Deve-se entender o padrão de liberação de energia dos meridianos para entender que bloqueios estão causando e quais os sintomas. Um último aspecto que gostaríamos de pontuar é que a aura se auto purifica de forma metódica, na verdade há um mecanismo interno que descarrega pressão pelos meridianos através do seu sistema nervoso físico e se recupera com energia nova enquanto você dorme. O seu corpo é um sistema auto pressurizado e que se auto mantém – nunca há perda sem ganho. É por isso que com uma dieta adequada, exercícios e boas horas de sono, você dobra sua expectativa de vida física. Se vocês soubessem meditar com as mandíbulas relaxadas desde crianças e estivessem conscientes dos cuidados e manutenção da aura, teriam descoberto que qualquer dano ao corpo físico, grande ou pequeno, pode ser liberado por caminhos não invasivos antes que o acúmulo desses danos comecem a perturbar a harmonia de suas funções físicas.


Sim, estamos falando sobre envelhecer!

Queridos, acidentes à parte, "sucumbir" a uma doença não tem que necessariamente acontecer! Pode ser prevenido. Quanto mais vocês explorarem a energética do corpo humano mais vocês mantém essas energias afinadas, mais vocês viverão. Sim, o modelo adâmico original compreendia uma expectativa de vida de 1000 anos. Vocês podem achar que estamos brincando mas em algumas gerações vocês compreenderão e abraçarão esse conceito. Finalmente dizemos que felicidade não é simplesmente um estado mental. Uma perspectiva positiva, não é apenas mais uma ferramenta. Alegria é uma vibração específica que harmoniza o corpo rumo à perfeição. Medo e raiva são também vibrações específicas que umedecem seu sistema imune, interferem na digestão e afetam negativamente na química do seu corpo. “Não se preocupem, sejam felizes!” é a nossa prescrição para vocês. Ser feliz, rir das coisas, eleva a química do seu corpo por 6 horas. Ficar enraivecido também afeta essa química pelo mesmo período. Portanto, estar conscientes dos seus humores é o primeiro passo para controlá-los. Escolher quando, onde e como expressar sua energia o colocará no controle de sua vida e sua saúde.

Verá com melhor nitidez esse site, com os navegadores Mozilla Firefox ou Google Chrome.

Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.