28/08/2010

Circe - Uma deusa cuja característica principal era a capacidade para a ciência da feitiçaria.


Circe (em grego: Κίρκη, Kírkē — "falcão") era, na mitologia grega uma deusa cuja característica principal era a capacidade para a ciência da feitiçaria.

"E ainda, quando os outros chegaram ao palácio de Circe, que também viu muitas feras, mas do tipo regular, isto é, como leões, ursos e
lobos, que, no entanto, agiram como animais domesticados, mostrando sua
bondade, abanando o rabo . Alguns dizem que estes eram realmente as
vítimas drogadas de Circe. Este poder exibe sua habilidade de controlar o
selvagem e potencialmente perigosas forças do mundo natural. Em sua
posse dos animais, ela não os domina pela força, pelo contrário, ela
controla suas vítimas, o homem e a besta semelhante a que Ulisses se
sentem "oprimidos".
"



Feiticeira

Filha da oceânide Perseis, era capaz de criar filtros e venenos que transformavam homens em animais. Por esse motivo morava num palácio encantado, cercado por lobos e leões (seres humanos enfeitiçados). Crê-se que essa ilha se encontra no que é hoje o monte Circeu. Existe, igualmente, a versão de que é filha de Hélios com a oceânide Perséia. Perséia também pode significar Hécate, filha de Perses ("destruição").



Circe, figura mítica, é retratada como filha de Hélio, deus-sol e da oceânide Perseis. Por ter envenenado seu marido, o rei dos sármatas, que morava no Cáucaso, foi obrigada a exilar-se na ilha de Ea ou Eana, localizada no litoral oeste da Itália. O nome da ilha "Ea" ou "Eana" é traduzido como "prantear" e dela emanava uma luz tênue e fúnebre. Essa luz identificava Circe como a "deusa da Morte horrenda e de terror". Era também associada aos vôos mortais dos falcões, pois, assim como estes, ela rodeava suas vítimas para depois enfeitiçá-las.

O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe, que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma.
Circe, de Edward Burne-Jones

Escritores gregos antigos a citavam como "Circe das Madeixas Trançadas", pois podia manipular as forças da criação e destruição através de nós e tranças em seus cabelos. Como o círculo, ela era também a tecelã dos destinos.


Circe Oferecendo a Xícara a Odisseu, de Waterhouse


Circe era considerada a Deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos, sonhos precognitivos, maldições, vinganças, magia negra, bruxaria, caldeirões. Com o auxílio de sua varinha, poções, ervas e feitiços, transformava homens em animais, fazia florestas se moverem e o dia virar noite. Os escritores antigos Homero, Hesíodo, Ovídio e Plutarco relataram suas proezas, garantindo para ela um lugar nas lendas.

No renascimento, poeta e humanista italiano Giambattista Gelli (1498-1563), da academia de Florença também fez uso desta lenda na sua famosa obra La Circe (1549).

Na Odisseia

No decurso de suas perambulações, o herói Ulisses (personagem épico da Odisseia de Homero,também conhecido como Odisseu) e sua tripulação desesperada desembarcam na praia da ilha de Eana, onde vivia Circe, filha do Sol. Ao desembarcar, Ulisses subiu a um morro e, olhando em torno, não viu sinais de habitação, a não ser um ponto no centro da ilha, onde avistou um palácio rodeado de árvores.

Ulisses enviou à terra 23 homens, chefiados por Euríloco, para verificar com que hospitalidade poderiam contar. Ao se aproximarem do palácio, os gregos viram-se rodeados de leões, tigres e lobos, não ferozes mas domados pela arte de Circe, que era uma feiticeira poderosa. Todos esses animais tinham sido homens e haviam sido transformados em feras por seus encantamentos.

Do lado de dentro do palácio vinham sons de uma música suave e de uma bela voz de mulher que cantava. Euríloco a chamou em voz alta, e a deusa apareceu e convidou os recém-chegados a entrar, o que fizeram de boa vontade, exceto Euríloco, que desconfiou do perigo. A deusa fez seus convivas se assentarem e serviu-lhes vinho e iguarias. Quando haviam se divertido à farta, tocou-os com uma varinha de condão e eles se transformaram imediatamente em porcos, com "a cabeça, o corpo, a voz e as cerdas" de porco, embora conservando a inteligência de homens.

Euríloco se apressou a voltar ao navio e contar o que vira. Ulisses, então, resolveu ir ele próprio tentar a libertação dos companheiros. Enquanto se encaminhava para o palácio encontrou-se com um jovem que se dirigiu a ele familiarmente, mostrando que estava a par de suas aventuras. Revelou que era Hermes e informou Ulisses acerca das artes de Circe e do perigo de aproximar-se dela. Como Ulisses não desistiu de seu intento, Hermes (Mercúrio para os romanos) deu-lhe o broto de uma planta chamada Moli, dotada de poder enorme para resistir às bruxarias, e ensinou-lhe o que deveria fazer.

Galanthus, talvez Moli

Ulisses prosseguiu seu caminho e, ao chegar ao palácio, foi recebido cortesmente por Circe, que o obsequiou como fizera com seus companheiros. Depois que ele havia comido e bebido, tocou-o com sua varinha de condão, dizendo:

- Ei! procura teu chiqueiro e vá espojar-se com teus amigos.

Em vez de obedecer, Ulisses desembainhou a espada e investiu furioso contra a deusa, que caiu de joelhos, implorando clemência. Ulisses ditou-lhe uma fórmula de juramento solene de que libertaria seus companheiros e não cometeria novas atrocidades contra eles ou contra o próprio Ulisses. Circe repetiu o juramento, prometendo, ao mesmo tempo, deixar que todos partissem são e salvos, depois de os haver entretido hospitaleiramente.

Cumpriu a palavra. Os homens readquiriram suas formas, o resto da tripulação foi chamado da praia e todos foram tratados magnificamente durante vários dias, a tal ponto que Ulisses pareceu ter-se esquecido da pátria e se resignado àquela vida inglória de ócio e prazer.

Por fim seus companheiros apelaram para seus sentimentos mais nobres, e ele recebeu a censura de boa vontade. Circe ajudou nos preparativos para a partida e ensinou aos marinheiros o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com seu canto todos que o ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar, onde encontravam a morte.

Circe aconselhou Ulisses a cobrir com cera os ouvidos de seus marinheiros, de modo que não pudessem ouvir o canto, e a amarrar-se a si mesmo no mastro dando instruções a seus homens para não libertá-lo, fosse o que fosse que ele dissesse ou fizesse, até terem passado pela Ilha das Sereias.

No poema "Endimião", do poeta Keats, podemos ter uma idéia do que se passava no pensamento dos homens que eram transformados em animais pela feiticeira Circe. Os versos abaixo teriam sido ditos por um monarca transformado em elefante pela deusa:

Não lamento a coroa que perdi,
A falange que outrora comandei
E a esposa, ou viúva, que deixei.
Não lamento, saudoso, minha vida.
Filhos e filhas, na mansão querida,
Tudo isso esqueci, as alegrias
Terrenas dos velhos dias olvidei.
Outro desejo vem, muito mais forte.
Só aspiro, só peço a própria morte.
Livrai-me deste corpo abominável.
Libertai-me da vida miserável.
Piedade, Circe! Morrer e tão-somente!
Sede, deusa gentil, sede clemente!

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Circe

Elfos


Os elfos de luz ou claros possuem bastante carinho por nós mortais. Além disso, são espíritos trabalhadores que nos ajudam dentro e fora de casa. Os elfos que convivem conosco escolhem geralmente as garagens para viver.

Eles não gostam de passar muito tempo sós e sem ter com quem conversar, e por isso. a maioria das vezes nos parecem em sonhos, quando não conseguimos vê-los.

Tanto os elfos claros como os escuros são muito bons captando as emoções humanas. Não gostam de odores muito fortes. Para agradá-los e sempre tê-los em nossa companhia, pode dar-lhes de presente um ovo, o qual é um símbolo para todas as fadas de que nunca passarão fome em sua casa.

Geoffrey Hodson é um vidente que já teve muitos contatos com elfos e os distingue de outros elementais da natureza porque sua vestimenta não guarda qualquer semelhança com a indumentária humana, e também porque sua constituição corporal parecer constituída de uma massa compacta de uma substância gelatinosa. É ele que nos relata seu encontro com os elfos da floresta:

"Dois pequeninos elfos da floresta passaram correndo pelo terreno que se estendia às nossas costas, enquanto nos sentávamos sobre um tronco de árvore caída.

Ao nos verem, deram um salto, a uma distância de cerca de um metro e meio, e passaram a nos contemplar sem qualquer temor, antes, visivelmente divertidos. Pareciam estar inteiramente cobertos por uma espécie de casca justa e inteiriça, que brilhava como se estivesse molhada e apresentava um colorido semelhante ao da casca de uma árvore. Havia inúmeras figuras semelhantes a essas correndo pelo chão. Seus pés e mãos eram enormes, inteiramente desproporcionais ao resto do corpo. Suas pernas eram finas e suas orelhas projetavam-se para o alto, para afinal se reduzir a um ponto, possuindo quase o formato de uma pêra. Seus narizes também eram pontiagudos e suas bocas bastante grandes. No interior destas não havia dentes, nem sequer qualquer outra estrutura, nem mesmo língua, até onde se podia ver, como se tivesse sido talhado a partir de uma substância gelatinosa.

Uma tênue aura esverdeada os envolvia. Os dois exemplares que mereceram nossa atenção especial viviam em meio às raízes de uma imensa faia, e finalmente desapareceram através de uma fenda, na qual penetraram como se entrassem numa caverna, e afundaram na terra."

Essa descrição feita por Geoffery Hodson, nos dá uma clara visão das características de um elfo escuro que vive no interior da terra. Além desses ele pode observar elfos claros e nos conta sobre eles:

"Brincando na beira do mar, entre pedras e plantas marinhas, podem-se ver algumas criaturinhas estranhas, semelhantes as elfos. Suas cabeças e orelhas são grandes, seus rostos são como os dos elfos, seus corpos pequenos e rotundos, suas pernas curtas e finas, terminando em pés que parecem aos de um palmípede. A sua altura varia de oito a quinze centímetros. São amistosos para com os seres humanos e não se perturbam em absoluto com sua presença. Parecem evitar o mar."

Esses últimos elfos descritos na narrativa são os que vivem próximos ao mar e nos parecem serem os elfos claros.

O AMOR DOS ELFOS



Existe um elfo irlandês
conhecido como Garconer que se parece muito com um cigano, de olhos escuros e pele quase negra, cujo nome significa "o que fala de amor", que gosta de seduzir as mulheres mortais.

Os aldeões irlandeses, começaram a acreditar que existia alguma praga ou castigo divino, pois não viam outra explicação para que tantas mulheres jovens morressem ao longo de toda a Irlanda.
E, todas tinham as mesmas características: eram jovens, bonitas e muito ingênuas. Todas, sem exceção entravam em profunda depressão, definhavam e morriam.

Em todas as aldeias, sem qualquer motivo aparente, choravam sem parar e uma grande tristeza tornavam opacos e sem vida seus olhos e suas bocas ficavam emudecidas pela dor de seus corações. E, durante todo esse tempo, sussurravam uma única palavra: "Garconer".

Garconer era um elfo que fazia-se passar por um cigano, que com doces palavras conquistava as moças menos precavidas. Era fácil enganá-las, um longo olhar, um beijo na mão, uma flor de despedida, um sorriso malicioso e não tardava para jovem infeliz apaixonar-se por ele. Muitas vezes, em vez de palavras, ele cantava antigas baladas em uma língua não conhecida, que só compreendiam seus corações e elas sentiam inflamar-se seus sonhos de donzelas que ansiavam encontrar o amor em seu estado mais puro.

As moças floresciam com o calor de seus beijos, até que um dia ao tentar encontrarem-se com o amado, descobriam que ele tinha partido. Grande desespero então, tomava conta delas, o chamavam, suplicavam aos céus que regressasse para elas. Porém nunca mais se tinha notícias dele. As jovens,
coitadas, se apagavam como as velas com a ausência dele. Perdiam totalmente a vontade de viver e acabavam morrendo de amor.


Existia até um provérbio irlandês que dizia:

-"Quem encontra Gargoner, pode tecer seu sudário".

As moças morriam, mas Garconer seguia em frente e com seu sobretudo vermelho, ia seduzindo as mulheres que alimentavam a sua paixão durante um certo tempo, ou até quando desejasse conhecer outras. A paixão tem muitos rostos, cada mulher era um mundo, cada novo amor um sabor distinto. Desse modo Garconer percorreu toda a ilha, sempre cantando em sua língua estranha, deixando um caminho de corações partidos e vidas extintas a cada passo.

A HISTÓRIA DE ANNE
Os elfos são mesmo muito sedutores e é muito difícil uma mulher humana resistir à eles. A maioria das vezes são bem pequenos, mas não os impede de fazer-se amar pelas mortais, como demonstra a história de uma tal Anne Jefferis, que viveu no século XVIII, na época da guerra civil inglesa:

Um certo dia, Anne caminhava no limite de um bosque quando ouviu um rumor entre as folhas. A princípio pensou que fosse algum amigo que queria surpreendê-la. Porém ouviu uma risada contida acompanhada por sons cristalinos. Levantou os olhos e descobriu com estupefação seis pequenos elfos verdes, muito semelhantes aos homens, que a olhavam rindo.

Amigável, Anne estendeu a mão até o mais belo dos seis, o que tinha uma pluma vermelha em seu chapéu. De um salto, o elfo se posicionou na palma de sua mão e começou a dizer-lhe palavras galantes. A jovem colocou o minúsculo homenzinho sobre seus joelhos, porém ele pulou até sua blusa e beijou seu pescoço. Anne, encantada não fez nada. Os outros cinco pequenos elfos, animados com a façanha, se apressaram para também cobri-la de beijos.

Um deles roçou seu olho e no mesmo instante, Anne sentiu que tinha sido transportada pelos ares. Quando sentiu novamente o solo embaixo de seus pés, abriu os olhos e contemplou à sua volta uma paisagem magnífica, com esplêndidas árvores e flores maravilhosas que desprendiam perfumes delicados.
Havia palácios de ouro e prata, lagos cheios de peixes brilhantes e pássaros exóticos que cantavam no ar. Anne viu também seres humanos ricamente vestidos que passeavam naquele paraíso e jurou que nunca abandonaria aquele lugar.


Por desgraça, a pobre ingênua cometeu o erro de se isolar com seu belo amigo de pena vermelha, o que deixou os outros cinco elfos furiosos, os quais, seguidos por uma multidão também enfurecida, foram interromper seus mútuos carinhos. Anne se sentiu de novo transportada pelos ares. Quando voltou a abrir os olhos estava rodeada de seus vizinhos preocupados com ela. Os elfos haviam desaparecido, porém o seu amigo de pena vermelha seguiu protegendo-a: todos os dias lhe levava comida mágica dos elfos, que curava todos os males.

Anne ficou famosa como curandeira e vinha pessoas de todos os lugares para consultar-lhe e ouvir sobre suas aventuras no reino encantado do Povo Pequeno. Essa celebridade à indispôs com as autoridades locais, que a detiveram em 1646 para enviá-la ao cárcere acusada de bruxaria. Uma vez mais, seu amante élfico, foi ajudá-la e a libertou. Porém, Anne, ressabiada, nunca mais quis falar sobre sua estada no País dos Elfos.

OS MAGOS NEGROS

Muitos são os humanos que já tiveram a oportunidade de freqüentar a Corte dos Elfos e obtinham deles poderes mágicos.
Na Idade Média, essas pessoas eram consideradas magos negros e foram objeto de processos por bruxaria, como o provam diversos relatos autênticos catalogados por Walter Scott em seu ensaio dedicado a "La Demonologia". Eis aqui um deles:


"Se pode encontrar em (...) exemplo de habilidade de um bruxo que atua seguindo as instruções dos elfos na confissão de John Stewart. Dando provas de conhecer a quiromancia e a mistificação, foi acusado de haver ajudado a Margaret Barclay, a afundar o navio de seu cunhado. Quando lhe perguntaram como podia conhecer o futuro, John confessou que, vinte seis anos atrás, enquanto viajava à noite, na Véspera de Todos os Santos, entre as cidades de Monygoif e de Clary, em Galway, se encontrou com o rei dos elfos e sua comitiva; esse lhe deu uma batida com sua varinha mágica na frente, o que lhe tirou o uso da palavra, assim como de um olho, durante três anos. Tudo lhe foi devolvido pelo mesmo personagem e sua tropa em outra véspera de Todos os Santos, na cidade de Dublín, na Irlanda. Desde daquela época, todos os sábados se reunia com a tal companhia às sete horas e ficava com eles até a noite. Em cada época de Todos os Santos se reuniam também, na colina de Lanark, ou nos montes Kilmaurs, onde recebia suas instruções. Mostrou uma parte de sua frente na qual, dizia, o rei dos elfos o havia tocado. Vendaram-lhe os olhos e depois lhe cravaram uma agulha grossa e não sentiu nada. Fez a declaração habitual segundo a qual havia visto numerosas pessoas da corte dos elfos. Citou alguns nomes em particular e disse que todos que morriam subitamente iam reuni-se a esse rei".

Walter Scott evoca ainda a magnificência que reinava na corte dos elfos:

"As ocupações, benefícios e diversões da corte dos elfos se pareciam a esse povo etéreo. Seu governo foi sempre representado como uma instituição monárquica: se reconhecia a um rei, ou, algumas vezes, uma rainha; em algumas oportunidades, ambos reinavam juntos. Suas festas e diversões compreendiam tudo que a imaginação podia conceber, naquela época, quanto a elegância e esplendor. Em suas procissões, desfilavam com corcéis mais magníficos que seus parentes terrestres; os falcões e os cães que utilizavam para caçar eram de primeira qualidade. Em seu banquete cotidiano, a mesa estava posta com um esplendor à que os maiores soberanos do reino não se haviam pretendido a pretender; e a sala do baile enviava eco da música mais bela. Porém, quando um mortal via tudo aquilo, a ilusão desaparecia. Os jovens cavaleiros e as belas moças se transformavam em indivíduos velhos e enrugados e em horríveis bruxas, suas riquezas, em pedaços de carvão, seus pratos esplendidos, em objetos de barro completamente retorcidos, sua comida sem sal e suas majestosas salas se transformavam em miseráveis cavernas úmidas: todos os vestígios do Elíseo, em fim, se desvaneciam em um só momento".

COLLEN E O REI DOS ELFOS


Collen, um santo céltico, estabeleceu sua capela ao pé do pico rochoso de Glastonbury. Uma noite ouviu a dois homens que falavam entre si do rei dos elfos, cuja residência se situava perto dali. São Collen foi ter com os homens para pedir que não invocassem os demônios. Os dois homens, muito assustados por suas palavras, contestaram dizendo que com certeza o rei dos elfos ficaria muito aborrecido com tais acusações e com toda certeza pediria contas à ele.

Uns dias mais tarde, um estrangeiro se apresentou à São Collen e lhe convidou para uma visita ao rei
dos elfos. São Collen se negou três vezes seguida, mas acabou cedendo com a insistência do homem e se pôs a caminho, entretanto não sem haver escondido um frasco de água benta embaixo de seu manto.

O palácio élfico se levantava no cume do pico de Glastonbury. Estava repleto de esplendores e inundado por uma luz irreal, amenizada com uma suave música. O rei estava sentado na mesa ante um rico banquete composto de flores magníficas e servido por pajens vestidos de libré (fardamento de criados de casas nobres) azuis e vermelhas. Com grande amabilidade, pediu ao santo que sentasse com ele para compartilhar a comida. São Collen respondeu:

-"Eu não como folha de árvores".

Sem abandonar o sorriso, o rei dos elfos perguntou ao santo o que pensava das vestes de seus pajens. São Collen falou:
-"O azul é a cor do frio eterno, e o vermelho é as chamas do inferno do qual vens". E jogou água benta na cabeça do rei e de seus pajens, que imediatamente desvaneceram como fumaça, de modo igual ao magnífico palácio, as luzes e a suave música. Ali onde antes havia a residência do rei dos elfos não sobrou nada mais do que uma escassa erva no cume do pico de Glastonbury.


A HISTÓRIA DE TOMÁS O RIMADOR

Os elfos exercem um encanto e uma tal sedução, que é muito difícil, após uma visita aos seus reinos voltar a se adaptar ao mundo dos homens. Um poeta inglês, que viveu durante o reinado de Alexandre III da Escócia e permaneceu por sete anos no País dos Elfos, teve grandes dificuldades para regressar a banalidade de sua vida terrestre.

Se chamava Tomás de Erceldoune, porém possuía o apelido de Tomás o Rimador, já que era autor de uma obra poética dedicada aos amores de Tristão e Isolda, considerada hoje a espécime mais antiga da poesia inglesa.

Um dia se encontrava descansando na colina de Huntly, na periferia dos montes Eildons, que se levantavam em cima do monastério de Melrose, Tomás viu dirigir-se até ele uma Deusa dos Bosques. Ela montava um lindo corcel branco e como Diana ou Hécate, tinha um arco na mão e carregava atadas três lebres.



Louco de desejo diante de tanta beleza, tratou logo de conseguir os favores da mulher, que se irritou com sua insistência e metamorfoseou-se de uma horrível bruxa. Porém Tomás, vítima de um encantamento, renovou a expressão de seus pensamentos e aceitou converter-se em escravo da bruxa.

Essa o conduziu por três dias e três noites por uma caverna subterrânea que não entrava nenhuma luz. Seguindo a sua terrível guia, Tomás avançava na escuridão. As vezes percebia o rumor de um oceano. Outras vezes tinham que atravessar rios de sangue.

No terceiro dia subiram a superfície, onde os esperava um belíssimo pomar de maçãs. Tomás, que estava faminto, quis morder um dos belos frutos, porém sua companheira o proibiu, recordando-lhe que foi com um gesto semelhante que o primeiro homem e a primeira mulher foram excluídos do Paraíso terreno. Tomás então notou que ela havia abandonado sua forma de bruxa e voltara a ser a mulher deslumbrante que havia encontrado na colina de Huntly. Ao olhar em volta se convenceu que depois de ter atravessado os Infernos, se encontravam precisamente no Jardim do Éden.

A mulher se sentou na relva e pediu a Tomás que se sentasse ao seu lado para conceder-lhe seus favores, já que ele tinha sido muito obediente e portanto, merecedor. Depois de doces momentos, Tomás apoiou a cabeça nos joelhos de sua amante, que, acariciando-lhe o cabelo, lhe explicou a natureza real do lugar em que se encontravam:

-"Esse caminho da direita conduz os bem-aventurados ao Paraíso. O outro caminho quebrado que vês abaixo conduz os pecadores ao lugar de castigo eterno; o terceiro caminho, conduz a um lugar de penas mais leves de que as orações e as missas possam retirar os mortais. Porém, vês um quarto caminho que serpenteia ao longo daquele esplêndido castelo? é o caminho do País dos Elfos, para onde vamos agora. O Senhor do castelo é o rei do país, e eu sou sua rainha. Porém, Tomás, preferiria que me amarrassem a um dos cavalos selvagens a deixar que suspeite o que aconteceu entre nós dois. Por isso, quando entrares em sua residência, observe completo silêncio e não respondas a ninguém qualquer pergunta que te façam, e eu explicarei teu mudismo dizendo que te arranquei a língua quando te raptei em terra."

Tomás e a rainha dos elfos se dirigiram para o castelo e entraram pela porta da cozinha. Ali viram os cozinheiros ocupados preparando trinta cervos para uma festa. Depois chegaram ao salão real, onde o rei dos elfos os recebeu sem suspeitar de nada. Um dos cavaleiros e suas damas dançavam de três em três uma dança escocesas, e Tomás, esquecendo-se da fadiga da viagem, se uniu a eles e levantou alegremente a perna seguindo o ritmo.


Depois de um tempo que lhe pareceu bem curto, a rainha chegou ao seu lado e lhe perguntou desde quando acreditava estar no castelo. Tomás lhe respondeu que, segundo ele, acabavam de chegar.

-"Estás equivocado", respondeu a rainha, "estás neste castelo há sete anos e é chegado o momento de ires embora. Sabe, Tomás, que o demônio do inferno virá amanhã reclamar seu tributo e um homem como você sem dúvida lhe chamará atenção. Por nada do mundo consentiria que te acontecesse tal coisa. Assim pois, adiante! Partamos".

Quase imediatamente, Tomás e sua amada se encontraram na colina de Huntly, onde havia começado seu idílio. Antes de despedir-se de seu amante, a rainha dos elfos lhe deu o dom "da língua que não podia mentir".

Tomás disse em vão que não poderia aceitar pois falar só a verdade teria muitos inconvenientes para ele, que seria inadequado para a religião e para o comércio, na corte do rei ou no salão com uma dama. Porém sua companheira não fez caso dessas observações, e Tomás o Rimador, adquiriu a reputação de profeta, queira ou não, pois não podia dizer nada que não fosse se produzir fatalmente.

Tomás de Erceldoune viveu alguns anos entre os homens, que honraram pelas qualidades de suas predições, Até que um dia, um cervo e uma cerva, ambos muito brancos, saíram do bosque, atravessaram o povoado e se dirigiram diretamente até a casa de Tomás o Rimador, que, apesar de sua aparência animal, reconheceu em seguida ao rei e a rainha dos elfos. Abandonou então para sempre a sociedade dos homens, seguiu aos animais encantados até as profundezas do bosque para de lá não voltar a sair jamais. E, se não estiver morto, ainda vive por lá.

Como pode-se perceber pelo relato acima a sociedade dos elfos é bem tradicional no que se refere a sua organização. Tudo gira em torno do rei, sendo a coroa de caráter hereditário. De resto, cumpre cada um os seus papéis desde o princípio dos tempos. Alguns se ocupam com a defesa do grupo, outros de manter a magia dos bosques nos quais habitam, alguns são responsáveis da despensa e das bodegas bem providas de alimentos e bons vinhos. É raro que surjam alterados entre eles, porque são muito sociáveis e trabalhadores. Porém, no caso de haver alguma disputa, esta tenderá que ser resolvida em último termo pelo rei, cuja vontade e decisão é acatada por todos os membros da comunidade.

Vivendo retirados do mundo em bosques grandes e afastados, os elfos celebram, as vezes, importantes banquetes com pratos e copos de ouro, com delicioso vinho e abundantes e elaborados alimentos. Suas festas são acompanhadas de alegres músicas e nelas participam toda a comunidade. Seus vestidos e roupas são elaborados com ricos tecidos e possuem o costume de adornar seus cabelos com jóias, pois possuem atração por gemas brilhantes e pedras preciosas.


ELLYON, OS ELFOS GALESES

Esse é o nome que se dá aos elfos galeses. Segundo afirma Wirt Sikes em "British Goblins (pp. 13-17), são fadas diminutas e diáfanas que se alimentam de cogumelos e de "manteiga das fadas", uma substância encontrada nas raízes das árvores velhas e em algumas grutas de pedra. Sua rainha é Mab. No relato que Sikes recolheu oralmente em Peterstone, perto de Cardiff, parecem menos etéreas e mais parecidas com os Pixies de Somerset.



Conta-se que um granjeiro chamado Rowli Pugh enfrentava momentos de muita dificuldade e azar. Seu rebanho não prosperava e sua mulher era um inválida sem forças para trabalhar em casa ou na granja. Um dia, o homem estava pensando com tristeza que deveria vender sua fazenda e ir embora, quando um ellyl se aproximou dele e desse que não se preocupasse mais, que dissesse para sua esposa deixar uma vela acesa em frente à porta da casa e os Ellyllon fariam o resto. Todas as noites Rowli e Catti se deitavam cedo para deixar o terreno livre e ouviam risos, alvoroço e todas as manhãs a granja e a casa estavam na mais perfeita ordem.

A saúde de Rowli e Catti melhoraram, e as colheitas e o gado prosperavam. As coisas seguiram desse modo por três anos, até que Catti começou a ter vontade de fazer uma visita aos pequeninos.
Uma noite deixou o marido dormir profundamente e foi espiar o que acontecia do lado de fora. Ali estavam uma multidão alegre, rindo trabalhando a toda velocidade. Sua alegria era tão contagiosa que Catti também se pôs a rir as gargalhadas. A vela se apagou de repente, ouve um grito e uma correria,e tudo caiu no maior silêncio. Os Ellyllon nunca mais voltaram a trabalhar na granja do Sr. Pugh, porém esse já havia entrado no caminho da prosperidade e seu azar nunca mais regressou.

O que se sabe desses elfos é que eles vivem no interior de algumas árvores, ou em grutas que hajas em suas raízes.



CAPTURAR UM ELFO

Compre ou fabrique uma flauta. Vá a um lugar próprio de um elfo, uma colina, um bosque ou um lugar em ruínas. Sopre três vezes a flauta e diga:

-"Elfo, elfo, elfo, benditas graças, venha à mim!".

Então volte-se no sentido anti-horário. Sopre três vezes a flauta novamente e
diga:

-"Elfos, elfos, elfos, os necessito".

Depois dê duas voltas no sentido anti-horário. Faça soar três vezes a flauta gritando:

-"Elfos, elfos,elfos, feito está, assim que se apresente".

Gire três vezes em sentido anti-horário novamente e diga:

"Bendito seja!".

Por último parta o instrumento em dois e deixe uma parte nesse lugar e leva a outra para
casa. Seu amigo elfo deverá segui-lo um pouco depois.


FEITIÇO PARA A ABUNDÂNCIA DOS ELFOS

Atualmente os elfos são conhecidos como os pequenos ajudantes de Santa Claus, porém na antiga mitologia nórdica, os elfos brancos, de luz, são ajudantes divinos com poderes sobrenaturais. Os elfos de luz, que encontramos nos bosques afastados e intactos, são amáveis e bondosos, sem más intenções. São delgados, rápidos e levianos como o ar. Assombrosamente fortes, medindo em torno de 15 a 21 centímetros, os elfos possuem olhos felinos verdes, azuis, prateados ou dourados e as vezes tem orelhas similares as de um gato.



Os elfos brancos vivem em Alfheim, a Terra que está entre Asgard (o lar dos deuses) e Midgard (o mundo médio dos mortais). Frey, o deus do Sol, é o senhor de Alfheim. Os elfos podem entrar em Midgard sempre que desejam ajudar aos mortais. Tenha cuidado, já que eles só se farão amigos teus se vives firmemente segundo teu próprio código.

Esse feitiço de abundância dos elfos pode ajudar-te a estabelecer e alcançar tuas metas de prosperidade. Para obter melhores resultados, faça-o quando o Sol se por, em uma tarde de Lua
Nova.

Material:

1 vela prata

1 incenso de sálvia

1 pedra da lua

1 moeda de prata

Duas folhas e uma caneta

Flores frescas



Monta teu altar da Magia feérica dentro de casa. Desenha um Anel de Magia feérica, espalhando as flores em torno dele, no sentido horário. Logo depois de traçar o círculo chame os guardiões feéricos.

Acenda a vela, dedicando-a aos elementais do fogo. Acenda o incenso de sálvia, dedicando-o aos elementais do Ar. Com cuidado, passe a pedra e a moeda na fumaça do incenso para limpá-las de energias negativas e volte a deixá-las no altar.


Dando continuidade, utilize a caneta para escrever a Runa Sowilo "S" na parte superior de cada folha de papel, na frente e atrás de ambas. O Sowilo simboliza o Sol e está associado ao mundo dos
elfos de luz de Alfheim.

Agora escreve tuas três metas principais em uma das folhas. Deve numerá-las; 1, 2, e 3. Podes escrever:

1. Começar meu próprio negócio ainda este ano. 2. Conseguir uma promoção e aumento de salário este mês. 3. Comprar uma casa nova até o final do ano.


Desenhe uma estrela de cinco pontas em torno do que está escrito avançando no sentido horário e formando um círculo. De uma volta no papel e escreva num espaço que possa dar para alcançar cada uma das metas de prosperidade que escreveste do outro lado (Numerá-los também, 1, 2 e 3). Desenhe estrelas avançando no sentido horário em torno dos espaços da ação. Repita esse processo na segunda folha de papel, de maneira de as duas folhas se tornem idênticas.


Coloque uma das folhas no altar, com os escritos das metas fiquem para cima. Ponha a moeda no centro do papel e a pedra da lua em cima desta. Dobre o papel três vezes. Sela-o com a cera da vela, cuidando para não queimar-te.

Suspenda o amuleto em tuas mãos e diga:

Elfos brancos, da luz, do Sol,

com esta oferenda de pedra e de prata

solicito vossa ajuda para alcançar minhas metas de prosperidade.

Pelos generosos poderes dos elfos de luz, benditos sejais!


Enquanto continuas suspendendo o papel colado com a moeda e a pedra, imagina as coisas que podem ajudar-te a alcançar teus objetivos.
Descobre as coisas que podem influir e influirão em tua vida no futuro.
Visualize algumas pessoas ou acontecimentos que possam te ajudar a tornar tua vida mais próspera. Concentra-te nessas pessoas, acontecimentos ou coisas.
Dirige toda a tua energia para esses acontecimentos, pensamentos, atos e pessoas que te darão poder para que possas alcançar teus objetivos.

Assegura-te que é exatamente o que desejas e que conseguirás., pois terás a ajuda dos elfos de luz para alcançares tuas metas de prosperidade.

Dando continuidade, pegue o papel selado, a pedra e a moeda e saia para fora.
Enterre-os embaixo de uma árvore, como oferenda para os elfos brancos da luz, doSol. Cobra-os com terra e desenhe a Runa Sowilo em cima com o dedo indicador de tua mão de poder, no solo, no lugar onde os enterraste.

Volte para casa, despeça-te dos guardiões, agradeça aos elfos de luz de Alfheim, e levanta o Círculo. Guarde a outra folha em altar de Magia e volte a ler tuas metas de prosperidade e teus passos de atuação em voz alta a cada manhã, ao despertar, e a cada noite, antes de ir deita-te, durante pelo menos 28 dias e noites.




Bibliografia

El Anillo de las Hadas - Anna Franklin
Hadas y Elfos - Édouard Brasey
O Oráculo de las Hadas - Brian Froud
Diccionario Seres Fantástcos - J. Felipe Alonso
O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza - Geoffrey Hodson
La Magia de las Hadas




17/08/2010

INCENSOS - HISTÓRIA, COMO USAR, INDICAÇÕES, COMO PREPARAR INCENSO, ESSÊNCIAS

Os incensos têm fascinado a humanidade através dos séculos e são muitas as versões para o seu surgimento. Uma coisa, porém, é certa: eles se transformaram em elemento essencial de muitas cerimônias e ritos, em praticamente todas as religiões do planeta.

Para a maioria das pessoas, incenso é toda mistura de componentes aromáticos, incluindo resinas, gomas, madeiras, cascas, raízes, flores e até minerais - desde que sejam utilizados como material básico para ser queimado e liberar perfumes que dêem nova atmosfera aos ambientes (e esta atmosfera pode ser meramente odorífica ou ter conotações espirituais).

De acordo com várias interpretações, os incensos são "misturas de componentes alquímicos que possuem uma função básica: elevação espiritual do ambiente, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral".

É a partir dessa definição que, para a grande maioria das pessoas, surge uma "receita" básica para acender-se um incenso: sempre se deve ter uma intenção, nem que seja o simples relaxamento ou a melhoria do perfume do ambiente em que se está.

"Sob o aspecto espiritual, a fumaça que sobe significa a transmutação da matéria (carvão) em espírito (aroma) e sua elevação a um plano superior. Daí a importância de uma intenção ao ser aceso, pois a forma-pensamento por ela criada é elevada ao Astral, e as conseqüências de um pensamento errado nesta hora podem ser, no mínimo, desagradáveis.

"As tradições religiosas revelam que a utilização de aromas em cerimônias ritualísticas visavam criar um clima propício para a manifestação de determinado estado de espírito. E é dessas mesmas tradições que ainda hoje tiramos as pistas de quais perfumes utilizar para alcançar um estágio de consciência em especial.

"Diversos aromas, amplamente divulgados e estudados na Aromaterapia, desempenham seu papel de coadjuvante facilitando e veiculando a vontade do operador ao Astral." Daí a relação científica entre incenso e alterações favoráveis no organismo das pessoas, o que em muito contribui para a disseminação do uso dos incensos.

A História mostra que o princípio mágico-religioso do incenso marca algumas das crenças mais antigas do Homem, especialmente a partir dos povos orientais, como os chineses, tibetanos, indianos e, principalmente, os egípcios dos tempos das grandes dinastias de faraós.

"Ao queimarmos incensos estamos ativando o plano mental-intelectual, em que se manifesta o poder dos elementais do ar, e intensificando o fluxo de comunicação com o universo e com as pessoas."

Por isso, a maioria dos pesquisadores avisa: "o ritual de queimar incenso não deve ser corriqueiro, principalmente quando envolve pedidos de dinheiro e proteção. Mas se desejar usá-los com freqüência tenha o cuidado de escolher aqueles de características calmantes ou espirituais."

Alguns também recomendam que se observe a fase da Lua e o horário planetário. As chamadas horas místicas são as mais indicadas para acender-se um incenso.


HISTÓRIA


Os incensos são, talvez, tão antigos quanto a cultura humana, mas tudo indica que os egípcios foram, possivelmente, o povo que primeiro dominou a arte da manufatura e do uso de incensos. O mais famoso incenso egípcio é o Kyphi (ou Khyphi), que era produzido dentro de um templo e sob ritual altamente secreto. Era um composto de efeito muito benéfico, e Plutarco o definia assim: "O incenso tem dezesseis (16) ingredientes, número que constitui o quadrado de um quadrado e tais ingredientes são coisas que, à noite, deliciam. Tem o poder de adormecer as pessoas, iluminar os sonhos e relaxar as tensões diárias, trazendo a calma e quietude àqueles que o respiram."

Um dos seus ingredientes é o popular olíbano, árvore considerada sagrada, e durante a poda ou a coleta da resina, os homens deviam se abster de contato sexual ou com a morte.

Plutarco forneceu a lista dos 16 ingredientes usados na preparação desse incenso: mel, vinho, passas, junco doce, resina, mirra, olíbano, séseli, cálamo, betume, labaça, thryon, as duas espécies de arcouthelds, caramum e raiz de Íris.

Já os hindus sempre foram apaixonados por aromas agradáveis e a Índia, nos tempos antigos, sempre foi célebre por seus perfumes. A importação de incenso da Arábia foi uma das primeiras, mas outros materiais aromáticos também eram usados, como o benjoim, resinas, cânfora, sementes, raízes, flores secas e madeiras aromáticas. O sândalo era um dos itens mais populares da época. Esses materiais eram queimados em rituais públicos ou em casa.

Também no Velho testamento encontram-se várias referências ao uso de incensos entre os judeus. Geralmente, os pesquisadores concordam que a queima do incenso só foi introduzida no ritual judaico em torno do século VII a.C.. O primeiro incenso judaico era composto de poucos ingredientes (estoraque, onicha, gálbano e olíbano puro) e sua preparação era semelhante àquela usada pelos sacerdotes egípcios.

Na Grécia, o incenso começou a ser difundido no século VIII a.C., vindo da Fenícia.

Já no Budismo, disseminado por boa parte da Ásia, o incenso começou a ser difundido por volta do século VII a.C.. Junto com os perfumes, constituía uma das sete oferendas sensoriais, que formam um dos sete estágios de adoração.

Na Roma antiga, o incenso foi muito utilizado na Festa do Pastor, junto com ramos de oliveira, louros e ervas, assim com da mirra e açafrão.

Também o Cristianismo incorporou o uso de incensos, mas os cristãos foram os que mais demoraram a introduzí-los em seus ritos. Só após o século V, seu uso foi aumentando lentamente. Por volta do século XIV, tornou-se parte da Missa Solene e de outros serviços.

No Islamismo, não há referência ao seu uso no sentido religioso, mas a tradição nos mostra que o seu perfume pode ser usado como uma referência aos mortos.

Comum a praticamente todas as religiões e seitas do planeta, o incenso é um acessório comum às cerimônias mágicas, usado para neutralizar as energias negativas, por exemplo, ou utilizado nos métodos de encantamentos. As letras do nome da pessoa para qual é feito o encantamento indicam qual o perfume necessário. Os materiais mais usados são o olíbano, benjoim, estoraque, sementes de coentro, aloés (babosa), entre outros.


COMO USAR

Os incensos devem ser usados para energizar e transmutar as energias nos lugares onde são acesos, pois funcionam como purificadores e condutores de vibrações, sejam das pessoas ou dos próprios locais.

Para cada uso, existe um tipo específico e uma essência à ser utilizada.

Podem ser de pastilhas, palitos, pó ou quaisquer outras formas existentes no mercado.

E todas as maneiras de se acender o incenso revelam uma intenção.

Veja:

- Se preferir acender com um isqueiro, é sinal que acredita em sua força mental e em seu pensamento positivo, para a limpeza que será feita.

- Se preferir acender com um fósforo, significa que acredita que os elementos do ar, os silfos e sílfides, estarão ajudando na limpeza de sua casa.


Ao acender o incenso, mentalize uma oração (a que mais lhe agradar). Segure o incenso com a mão esquerda, e em cada canto dos cômodos faça o sinal da cruz com seu dedo mediano ou o sinal que lhe for mais energético e agradável.

Não pare a sua oração mental ou falada, pois tudo o que é negativo está impregnado nos cantos e deve diluir-se o mais rápido possível.

Para preservar por mais tempo essa limpeza, jogue um pouco de sal nos cantos.

Encare o incenso como um primeiro socorro à sua casa, procurando queimar pelo menos um, todos os dias, pois assim manterá o ambiente sempre limpo e bem protegido.

Algumas crenças recomendam que, se você não puder acender um diariamente, faça-o pelo menos de 3 em 3 dias.

E não se aborreça com quem ficar incomodado com o perfume. O que importa é sua tranqüilidade e a boa energia do ambiente em que você vive.

Se você pretende preparar um incenso de influências astrológicas, use as seguintes essências:

  • Áries - violeta, flor de laranjeira, almíscar, sândalo, ópium
  • Touro - verbena, canela, rosa, pinho, eucalipto, cravo, canela
  • Gêmeos - benjoin, verbena, rosa, alecrim, jasmim
  • Câncer - rosa, verbena, jasmim, maçã, alfazema, violeta
  • Leão - sândalo, flor de laranjeira, patchouli, almíscar, sândalo, ópium
  • Virgem - benjoin, verbena, rosa, alfazema
  • Libra - rosa, canela, verbena, maçã, cedro
  • Escorpião - violeta, dama da noite, almíscar, ópium, eucalipto
  • Sagitário - jasmim, rosa, almiscar, cravo, canela, rosa
  • Capricórnio - lírio, verbena, lótus, alecrim
  • Aquário - violeta, rosa, jasmim, violeta, rosas, flores do campo
  • Peixes - jasmim, rosa, almíscar, violeta, alecrim, alfazema

INDICAÇÕES

  • Amor - Almíscar, Jasmim, Maçã, Rosa, Lótus, Ópium, Sândalo, Canela, Cravo.
  • Limpeza - Alecrim, Arruda, Eucalipto, Canela, Cravo
  • Espiritualidade - Mirra, Violeta, Rosa
  • Meditação - Violeta, Mirra, Rosa, Verbana
  • Acalmar - Alecrim, Alfazema, Flor de Maçã, Jasmim
  • Atrair os Encantados - Pinho, Eucalipto, Maçã
  • Estudos - Alfazema, Lótus, Jasmim, Rosa
  • Energizar - Canela, Eucalipto, Cravo

COMO PREPARAR INCENSO

"O incenso sempre foi, em todas as eras, empregado como símbolo visível das aspirações da alma às esferas superiorires de consciência."

Para prepará-lo, você deve utilizar os seguintes elementos:

VARETA - Você encontra em papelarias, armarinhos ou bazares.


UTENSÍLIOS
Ralador ou moedor de café (se você pretender utilizar usar carvão vegetal),
tábua de carne de madeira, pilão pequeno para socar as resinas,
tigela de plástico (pequena),
pedaços de isopor (para fincar as varetas para secagem),
tubo plástico com conta-gotas

INGREDIENTES
Resinas (incenso ou benjoin ou mirra - são 3 tipos diferentes de resina), serragem (pó), canela em pó, carvão vegetal ou carvão ativo, goma arábica (não use cola tenaz ou qualquer outro tipo de cola), amido de milho (maizena), essências aromáticas.

Atenção!
Se você for acrescentar ervas à sua fórmula de incenso, não se esqueça de que elas devem estar bem secas e de que você deve transformá-las em pó. A quantidade não deve ultrapassar a quantidade de serragem utilizada, para não comprometer a queima do incenso.


ONDE CONSEGUIR OS INGREDIENTES
INCENSO é uma resina, assim como o benjoin e a mirra. Todas elas você encontra em casas que vendem artigos religiosos ou em farma-ervas ou droga-ervas
SERRAGEM quanto mais fina a serragem, melhor. Pode ser encontrada nas madeireiras
CARVÃO VEGETAL você pode comprar direto nas carvoarias. Ele vem em pedaços bem pequenos e é preciso passá-los pelo moedor e, depois, peneirar, para que se transformem em pó. É um processo bem mais trabalhoso
CARVÃO ATIVO é superior ao carvão vegetal e a vantagem é que pode ser comprado em pó
GOMA ARÁBICA compre sempre de 1 litro ou 1/2 litro
ESSÊNCIA existem diversas casas de essências

Prepare a "massa", misturando a essência desejada com o carvão em pó e a goma arábica. Aplique-a sobre a vareta, tendo o cuidado de enrolar bem apertado.
Depois, espete a vareta no isopor e deixe-a secar bem, antes de usar.




ESSÊNCIAS
A
Aadithya (Anis estrelado) Atua tanto no nível material quanto no emocional, produzindo estímulo de natureza positiva
Absinto (Mazda) Estimulante geral para eliminar o cansaço mental e físico. Também favorece o amor e a magia. Perfume exótico que estimula a imaginação, criatividade e sensualidade
Acácia Evita pesadelos e transmite um sono tranqüilo
Agni (Cânfora) Limpa a aura
Alecrim Traz saúde e sucesso nos negócios, acalma. É comum ser usado para afastar maus espíritos e oferece também proteção na área profissional e ajuda na recuperação em tratamento de doenças. Estimulante para quem tem dificuldade de memorização, traz felicidade e justiça. Exerce uma ação geral de proteção e aumenta a capacidade de aprendizado. Acalma as crianças e atrai o sexo masculino, sendo apontado como ideal para as mulheres que estejam solitárias
Alfazema (Gold statue) Acalma, limpa o ambiente, reativa a alegria, alivia dores de cabeça e depressão
Almiscar (Scintimate) Afrodisíaco, traz sensualidade e atração
Âmbar (Bhajan, Ratnamala) Energizante
Amor Perfeito Purifica o ambiente, favorece o estudo, amor, elevação das vibrações
Angelica Fortifica a espiritualidade
Anis Para despertar o amor interno
Anis estrelado Atrai a boa sorte
Anubis Para desperta a força
Aradhana (essência de Jasmim) Tranqüiliza e induz ao relaxamento. Significa suprema devoção
Arruda Proteção, limpa ambientes carregados. Afasta influências negativas, intensifica a força de vontade, auxiliando a pessoa que a usa a realizar seus desejos, sejam quais forem
Artemísia Faz aflorar a clarividência
B
Bálsamo Acalma e equilibra a energia
Bálsamo Rosa Acalma, purifica, favorece o estudo, amor, elevação das vibrações, melhora o estado psíquico
Baunilha Afrodisíaco
Bharat Darshan (Mirra) Elevação mental
Bharat Vasi (Madeira com Patchouli) Afrodisíaco
Benjoin (Benzoin) Alimenta a espiritualidade, facilita o exorcismo. Elimina bloqueios espirituais e favorece pedidos de ajuda a Deus
Brindavan (Sândalo) Meditação
C
Café Use o moído, não o instantâneo. Utilizado contra entidades negativas, inclusive espírito dos mortos. Elimina formas pesadas de pensamentos e pesadelos. É benéfico para doentes em recuperação
Camomila Acalma, purifica, melhora o estado psíquico. Atua como calmante e anti-depressivo tendo efeito sobre a mente, regula o sistema nervoso. Ótimo para desenvolver a sensibilidade
Canela (Cinnamon) Estimulante; atrai prosperidade, bens materiais, equilíbrio mental. Usado em purificação energética de ambientes, protegendo do "olho-gordo", inveja e outras perturbações. Nos negócios, é usado para atrair prosperidade. Também pode ser usado pura, uma pitadinha sobre o peito, no osso esterno, ou misturada com talco (2x) com meia colher de chá de canela. Tem ação anti-depressiva e aumenta a alegria de viver, trazendo boa sorte e felicidade
Cânfora (Agni) Acalma, limpa ambientes carregados, favorece o desenvolvimento psíquico, limpa a aura
Capture (Frutas) Energizante
Casca de alho Usado para eliminar formas negativas de pensamentos obsessivos. Quando termina um relacionamento amoroso, pode-se defumar a casa uma vez por semana, durante um mês, para que o sentimento de perda não se transforme em depressão
Chandan (Sândalo) Cria no ambiente uma atmosfera de bem estar; deve ser usado para a meditação
Chocolate & Menta Promove a clareza de pensamentos
Cedro Purifica, é usado para despertar forças, psíquico
Cereja Amor
Cinnamon (Canela) Negócios
Cipreste Aumenta a concentração, a firmeza e o equilíbrio. Proporciona prosperidade e fortuna
Cítrico (Chand) Alegria
Citronela Repelente natural
Clove (Cravo) Concentração
Côco (Koko) Estimula o bem estar, a alegria
Cravo (Clove) Excitante, afrodisíaco, ajuda a expulsar forças negativas e tem ação expectorante. Favorece a concentração, aumenta a energia, traz prosperidade e aumento de ganhos materiais
Cravo-da-Índia Purifica e é utilizado para despertar força, espiritualidade, sensualidade e atração. Protege de pessoas mal intencionadas, pensamentos negativos subconscientes. É uma das mais poderosas defumações protetoras
D
Dama-da-Noite Ideal para encontros amorosos. É tido como o incenso do amor e ajuda a encontrar pessoas com a mesma afinidade. Quando quiser abrir o canal do emocional, basta ofertá-lo à Vênus, deusa do amor
Darshan (Mirra) Limpeza
Deepack (Musgo de carvalho) Usado pelos antigos druidas como poderoso regenerador. é aconselhável em trabalhos de cura, tanto emocional como material
E
Ecstasy (Rosa, Incenso, Canela, Jasmim, Ylang-Ylang, Âmbar e Bejoim) Combate a depressão e o pessimismo
Egípcio Purifica e favorece o amor
Eliotropio Amor
Erva cidreira Confere felicidade e sucesso, assim como promove o encontro de verdadeiro amor
Erva-Doce Poderoso calmante
Espiritual Purifica e ajuda a despertar forças e espiritualidade
Eucalipto (Kailas) Purifica, estimula a mente, aumenta a capacidade de concentração. Promove modificação positiva na maneiras de ver as coisas
Eternum Favorece o estudo, a espiritualidade, a elevação das vibrações
F
Floral (Napoleon) Afasta os sentimentos negativos. Promove harmonia
Flor-da-Índia (Kewda) Purifica as vias respiratórias
Flor de Laranjeira Afasta o pânico, aumenta a segurança e autoconfiança em assuntos emocionais e financeiros
Flor-de-Pitanga Incentiva a criatividade e atua poderosamente na área financeira. Direciona aquisições materiais e negociações com êxito
Flor-do-Campo Favorece o equilíbrio emocional
G
Gerânio Força e vitalidade, calmante e harmonizante. Alivia tensão nervosa
Green Apple (Maçã verde) Aroma leve e sutil que beneficia a saúde física. Bastante útil para pessoas enfermas e convalescentes
Green Champa (Raízes) Harmonia
Gold Statue (Alfazema) Acalma e limpa o ambiente
Gurudev (Pium) Afrodisíaco
H
Hortelã Bom para problemas de saúde e equilíbrio emocional. Estimula o apetite
I
Indiam Gold (Menta e Lavanda) Ideal para o relaxamento e aumento da acuidade intelectual
J
Jasma (Jasmim) Amor
Jasmim (Jasma) Afrodisíaco, atrai a paixão, melhora o humor, favorece a espiritualidade, a elevação das vibrações. Acalma e ajuda a evitar brigas e desentendimentos, aclara as idéias. Atua no equilíbrio do emocional com o afetivo
K
Kailas (Eucalipto) Traz luz à mente e paz à alma
Kamarc É usado para despertar força
L
Lavanda Traz harmonia, paz e equilíbrio. Relaxa e acalma a mente, produz tranqüilidade nos negócios e relacionamentos
Lemongrass (Capim Limão) Possui efeito tônico e estimulante. Atua positivamente sobre pessoas depressivas e desanimadas
Limão Proteção
Lírio (Lyrics) Paz
Lyrics (Lírio) Paz
Lótus Favorece o estudo e a elevação das vibrações. Anti-depressivo e animador, é usado no trabalho de resgate do equilíbrio imediato de energias
M
Maçã-Rosada Acalma
Maçã Verde (Green apple) Harmonia
Madeira (Spiritual Guidi) Energia positiva, amor, elevação das vibrações. Estimula a razão. Aumenta a concentração necessária ao trabalho, estudo, etc
Madeira Oriental Sensualidade e atração
Madhura 345 (Fruta exótica da Austrália, muito parecida com a cereja) Na índia os números 345 estão associados à sorte
Manjericão Traz sorte, felicidade, prosperidade e proteção
Massala (Valmiki) Para os Anjos
Mazda (Absinto) Amor e Magia
Megha Mala (Âmbar e Almíscar - incensos preparados com resinas de madeiras) Traz tranqüilidade e segurança emocional
Menta (Mazda, Milan) Favorece os estudos e melhora o estado de atenção; indicado para dores de cabeça, mas se for usado em demasia pode alterar o sono
Milan (Menta) Favorece os estudos
Mirra (Bharat Darshan) Traz saúde e sucesso nos negócios. Tido como oferenda agradável aos Deuses, traz boa sorte, acalma, purifica, espiritualidade. Bom para limpeza, é considerado poderoso no equilíbrio das funções do corpo, balanceando o físico e o espiritual. Aumenta a consciência, acalma os medos relativos ao futuro. Indicado em terapia de regressão de vidas passadas
Mirra Quefren Para despertar força
Morango Amizade
Musk Cria um ambiente de sensualidade
N
Napoleon (Floral suave) Harmonia
Néfer Favorece o amor, sensualidade e atração
Nefetis Amor
Noz Moscada (Nut Meg) Diminue a ansciedade, melhora as condições materiais, atrai dinheiro e aumenta o grau de segurança emocional
Nut Meg (Noz moscada) Favorece os negócios
O
Om Shanti (Laranja e Patchouli) Acalma, trazendo a seu usuário otimismo e alegria, paz
Ópio Favorece a determinação, elevação das vibrações, estudo e psíquico. Desperta a sensualidade de forma envolvente e sutil, proporciona êxtase e prazer
Ópio Rosa Sensualidade e atuação
Orquídea (Worth) Afrodisíaco. Aroma exótico, muito usado em momentos íntimos. Aguça a paixão entre o casal
Orquídea Azul Psíquico
P
Padmini (Sândalo e Cravo) Meditação
Papoula Psíquico
Paradise (Mistura de Incenso, Mirra e Bejoim) Tem ação repousante e relaxante. Facilita a meditação e expande o campo de consciência. Proporciona elevação espiritual
Patchouly Desperta a alegria, clarividência, sensualidade, atração. Também é usado para despertar força. É estimulante e afrodisíaco, aguça a inteligência. Cura a apatia, é estimulante e sedutor. Diminui a confusão e indecisão
Pêssego Romance
Pimenta da Jamaica Elimina brigas dentro de casa; atrai dinheiro e boa sorte
Pinho Atrai proteção e aumenta a fertilidade
Pium (Gurudev) Afrodisíaco
Prashanti (Rosa e Mel) Traz para o ambiente uma atmosfera de romantismo e sensualidade
Precious Fragance (Lírio, Rosa, Sândalo e Madeira) Facilita a meditação e produz no ambiente um aroma inebriante
Q
Quefren Elevação das vibrações e psíquico
R
Raízes (Green Champa) Harmonia
Ratnamala (Âmbar) Energizante
Real Rose (Rosa Vermelha) Símbolo de amor e de paixão. Aumenta a alegria de viver. Útil na defesa da casa
Rosa Traz paz e harmonia. Purifica o ambiente e favorece o estudo, a espiritualidade, amor, elevação das vibrações, psíquico
Rosa Branca Purifica os sentimentos, acalma. Símbolo da pureza e da paz, traz para o ambiente uma atmosfera de harmonia, tranqüilidade e compreensão. Produz paz interior e sintonia com as esferas mais elevadas do universo
Rosa Musgo Rejuvenesce, embeleza e amacia a pele
Rosário Acalma, favorece o amor e a elevação das vibrações
Romanus Para despertar força e psíquico
S
Sândalo (Brindavan) Acalma, purifica o ambiente, favorece o estudo, a espiritualidade, o amor, a elevação das vibrações, a sensualidade, a atração, a meditação, a intuição, o equilíbrio mental
Sândalo branco Traz sucesso, proteção e aumenta o poder da meditação
Sândalo suave (Chandan) Meditação
Scintimate (Almíscar) Afrodisíaco
Sésamo Ajuda a atrair amigos, clientes e dinheiro. Estimula a criatividade e a alegria
Shantiniketan (Rosa e Almíscar) Calmante
S.O.S. Vacas (Relva Fresca) Alegria
Spirutual Guidi (Madeiras) Harmonia e paz
Spthagiri (Lavanda e Dama da Noite) Fragrância floral que proporciona um toque de requinte e suavidade para o ambiente onde é usado
Success (Sândalo e Rosa) Equilibra as emoções e aumenta o bom senso. Ideal para pessoas indecisas
Suganda Sarati (Lótus e Rosa) Combinação de flores perfumadas, tem ação estimulante que favorece a sensibilidade
Suprya Floral Tranqüiliza e relaxa
Suria (Almíscar, Rosa e Violeta) Harmoniza
T
Tangerina Prosperidade
The Sun (Mistura de Lavanda, Alecrim, Olíbano, Canela e Sândalo) Atrai as vibrações positivas
The Moon (Incenso de Nardo) Traz paz, amor e tranqüilidade ao ambiente. Amplia a intuição e a imaginação
Tutti-Frutti Sucesso
U
Uva Sorte
V
Valmiki (Madeiras do Oriente) Tranqüiliza e facilita a meditação. Para os Anjos
Verbena Atrai sorte, afasta a negatividade, tristeza e melancolia, nos libera de energias negativas trazendo desenvoltura, alegria e bom astral
Vetvert Ativa a sensualidade, comando. Estimulante
Violeta Traz harmonia, desperta auto-confiança, tem efeito afrodisíaco
Templum Favorece o estudo, a espiritualidade, a elevação das vibrações, pisíquico
W
Worth (Orquídea) Favorece o amor e a beleza
Y
Ylag Ylang Ativa a sensualidade, poderoso afrodisíaco

16/08/2010

O Tarot e o Feminino


Encontramos na mitologia de diversos povos, vozes oraculares femininas, personagens e Deusas detentoras da sabedoria, dos destinos da humanidade e dos mistérios da vida, morte e vida.

As tríades fiandeiras Moiras (gregas), Parcas (romanas) e Nornes (nórdicas) eram ao mesmo tempo poderosas e terríveis, normalmente representadas nas figuras da virgem, da mãe e da anciã (Tríplices Deusas). Entre as Nornes, a virgem Skuld era a responsável pelas profecias e adivinhações, a guardiã do futuro, assim como Nona (grega) a que tece o fio da vida, cabendo as duas outras, a tarefa de manter e cortar o fio da vida. Na Índia, a trindade de Shaktis Saraswati, Lakshimi e Kali encarnam estas energias. Na África encontramos as Ìyá Mi Osorongà, as mães feiticeiras, como as senhoras do destino. Entre as Deusas tecelãs, a anciã Ixchel, Deusa Maia da lua, que tecendo no seu tear de cintura, é capaz de conceder respostas a seus discípulos em peregrinação ao seu oráculo situado numa ilha distante da costa. E a Deusa indígena hopi Kokyang Wuhti, conhecida também como mulher -aranha, que através do seu dom profético protege e auxilia todos seres.

As sacerdotisas, divinamente inspiradas, eram as guardiãs das artes mágicas e da divinação. Na Grécia, as Pitonisas ou Sibilas, em transe, intepretavam os sinais sagrados e comunicavam-se com os Deuses, utilizando instrumentos como espelhos, dados, fumaças, sonhos, sons de pássaros (...). Febe, a antiga Deusa grega da lua, da profecia, dos mistérios e dos segredos, dividia o oráculo de Delfos com Gaia (sua mãe) e Temis (sua irmã) embora mais tarde tenha transmitido este atributo ao Deus solar Apolo. Entre os nórdicos mulheres gyðjas e völvas manipulavam as runas e eram imbuídas de poder mágico, com especial habilidade para profecias.

Uma lista incontável de sacerdotisas são encontradas nas diversas culturas. Xamãs indígenas; Iyalorixás e Donés (...) do candomblé; mikogamis japonesas; wiccans contemporâneas(...) que através de suas danças sagradas, intuições, transes e sonhos proféticos, usam ou usaram seus corpos como espaço para o sagrado, templos da Deusa, santuários da vida, em honra a memória de suas ancestrais e de seu povo, como fontes de sabedoria e criatividade, como veículos do Sagrado feminino.

Entre os oráculos, os arquétipos femininos universais estão presentes de muitas maneiras. Dentre estes sistemas, o Tarot - que tem sua origem desconhecida, embora os registros históricos indiquem que sua redescoberta se deu na Europa na Idade Média - traz um conjunto de símbolos e alegorias que possuem uma forte correspondência com outros sistemas esotéricos. É um dos oráculos mais respeitados no mundo, sendo a versão do Tarot de Marselha a mais popular.

No conjunto de suas 78 cartas, alguns arcanos representam os arquétipos fundamentais do feminino. Além das cartas de corte dos arcanos menores, Rainhas e Princesas dos 4 elementos (Copas, Ouros, Paus e Espadas), temos entre os 22 arcanos maiores:

A figura da
"Sacerdotisa" (arcano 2) revela a mulher sábia, a xamã, a bruxa, receptiva e intuitiva(yin), que esta em contato direto com o Sagrado e com a fonte de cura. Ela que representa o feminino espiritual, aconselha ao consulente que escute sua sabedoria interior.

A
"Imperatriz" (3), é a mulher coroada que encarna o feminino material, é fecunda e criativa, representa a Grande Mãe que manifesta e dá vida a tudo que esta sendo gestado: filhos, sonhos, idéias, projetos. Expressa o amor através dos seus diversos dons, da arte, da sexualidade plena, do prazer, guardando também elementos arquetípicos de Deusas da beleza e do amor, como Afrodite e Oxum.

Com a
"Justiça" (8 ou 11), o equilíbrio, a harmonia, o discernimento se apresentam no aspecto daquela que segura a balança e a espada da justiça, é a Palas Atena e a Maat egípcia que trazem discernimento e razão para a circunstância ou para o consulente.

A
"Força" (11 ou 8) representa a energia da atratividade, da paixão, e da integração dos aspectos "instintivos" ao Self. A mulher que domina um leão com habilidade e criatividade, através da sua força interior.

Na
"Temperança" (14) a integração alquímica das polaridades energéticas e psíquicas, femininas e masculinas, yin e yang, promove uma transformação profunda capaz de gerar uma mudança interior sútil para um novo nível de experiência ou estágio de desenvolvimento. Expressa harmonia e equilíbrio, presente na alegoria de uma anja, ou de uma mulher, que carrega duas jarras e permite que a água flua de um recipiente ao outro, misturando-os. É a Senhora das marés que guarda o fluxo e o refluxo das energias.

A
"Estrela" (17) uma jovem inocente e nua carregando uma estrela acima da sua cabeça. Assim como a Temperança traz jarros em suas mãos, mas agora, verte suas águas na terra e na água, ambos elementos femininos. Como a chuva que lava e fertiliza a terra, representa as forças da renovação e da purificação. A confiança na Fonte e em si mesmo, a esperança, a inspiração, a conexão com o transcendente e a espiritualidade de maneira sincera.

Muitas adaptações foram realizadas em torno dos arcanos do Tarot de Marselha. A partir da década de 60, um grupo crescente de mulheres, artistas e pesquisadoras, movidas pelo interesse em fortalecer o movimento da Espiritualidade Feminina, passaram a desenvolver novas versões para o baralho, enfocando a temática do Sagrado feminino. Alguns destes trabalhos mais conhecidos são os de Kris Waldherr (Goddess Tarot), Isha Lerner (Tarot da Deusa Triplice) e Amy Sophia Marashinsky & Hrana Janto (Oráculo da Deusa).

Existem também muitos outros tarots sobre o Feminino Divino publicados e haverão aqueles que certamente aparecerão ao longo deste novo século onde os valores ligados a cultura Matrística e o Sagrado feminino estarão cada vez mais em evidência.

Artigo escrito por
Shakti Lalla para o "Conselho das Deusas"(2008)
Imagens e texto extraído do blog
Êxtase da Deusa e Clã Filhas da Lua

07/08/2010

BANHO DE PURIFICAÇÃO.


Uma poderosa erva purificadora, o hissopo tem sido usado por milhares de anos. Muito utilizado para banir a negatividade, aliviar ambientes com baixo nível energético e para proteção, o hissopo está ligado a purificação desde os tempos antigos.

Foi usado por cristãos e judeus como erva de purificação, foi até associado na bíblia como vemos nessa passagem sangrenta repleta de sacríficios animais em Levítico 14:1-14:6 “1 O Eterno disse a Moisés: (...) aquele que se há de purificar, duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e escarlata, e hissopo; 5 e que se mate uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas. 6 Quanto à ave viva, tomá-la-á, e o pau de cedro, e a escarlata, e o hissopo, e os molhará juntamente com a ave viva no sangue da ave que for morta".
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Claro que não precisamos de todo esse circo para utilizarmos o hissopo em nossos banhos de limpeza e purificação, pode ser usado sempre que se sentir pesado e cansado espiritualmente, ou quando estiver sofrendo agitações emocionais, um banho de hissopo ajudará a restaurar o equilibrio interior. É também perfeito para banhos rituais além de seus conhecidos usos medicinais de suas qualidades antinflamatórias, digestivas, estimulantes e expectorantes, utilizado pela industria farmaceutica ou em forma de chás e tempero aromático na culinária . Há apenas algumas contra indicações no seu uso durante a gestação, já que em grandes doses pode ser prejudicial ao feto.

O hissopo é uma planta originária do mediterrâneo, cresce em solos ligeiramente secos e até em rochas e paredes, em nosso país sua ocorrencia na natureza pode ser rara. Tem um aroma levemente parecido com menta e salvia, pode ser encontrada com flores roxas, rosas ou azuis além de seus muitos caules repletos de folhas muito verdes.

Ao preparar qualquer banho de purificação é importante alcançar um estado meditativo e de paz e durante o banho também, é claro, para que ele possa operar de modo profundo na contaminação espiritual. Tente não fazer nada apressadamente. Não se esqueça de purificar e consagrar a água e as ervas utilizadas antes de seu preparo, mesmo que de forma simples, principalmente se ela for comprada e não cultivada e colhida por você.

Para preparar o banho pegue um bom punhado da erva e misture a aproximadamente um litro de água, mexa com uma colher de madeira o que se feito de forma circular cria uma espiral que induz ao transe. Sinta sua fragrância enquanto a água esquenta, apague o fogo antes de sua fervura e deixe a infusão descasar por um tempinho, você pode coar ou deixar as folhas como estão. Despeje a infusão sobre o corpo após o banho normal.

O hissopo transmite a água uma qualidade diferente que pode ser sentida como um sutil formigamento, pode ser despejado sobre a cabeça também se assim preferir. Algumas ervas, inclusive o hissopo, tendem a ressecar a pele portanto se precisar use um hidratante após o banho, não haverá problema algum.


Verá com melhor nitidez esse site, com os navegadores Mozilla Firefox ou Google Chrome.

Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.

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