28/08/2010

Elfos


Os elfos de luz ou claros possuem bastante carinho por nós mortais. Além disso, são espíritos trabalhadores que nos ajudam dentro e fora de casa. Os elfos que convivem conosco escolhem geralmente as garagens para viver.

Eles não gostam de passar muito tempo sós e sem ter com quem conversar, e por isso. a maioria das vezes nos parecem em sonhos, quando não conseguimos vê-los.

Tanto os elfos claros como os escuros são muito bons captando as emoções humanas. Não gostam de odores muito fortes. Para agradá-los e sempre tê-los em nossa companhia, pode dar-lhes de presente um ovo, o qual é um símbolo para todas as fadas de que nunca passarão fome em sua casa.

Geoffrey Hodson é um vidente que já teve muitos contatos com elfos e os distingue de outros elementais da natureza porque sua vestimenta não guarda qualquer semelhança com a indumentária humana, e também porque sua constituição corporal parecer constituída de uma massa compacta de uma substância gelatinosa. É ele que nos relata seu encontro com os elfos da floresta:

"Dois pequeninos elfos da floresta passaram correndo pelo terreno que se estendia às nossas costas, enquanto nos sentávamos sobre um tronco de árvore caída.

Ao nos verem, deram um salto, a uma distância de cerca de um metro e meio, e passaram a nos contemplar sem qualquer temor, antes, visivelmente divertidos. Pareciam estar inteiramente cobertos por uma espécie de casca justa e inteiriça, que brilhava como se estivesse molhada e apresentava um colorido semelhante ao da casca de uma árvore. Havia inúmeras figuras semelhantes a essas correndo pelo chão. Seus pés e mãos eram enormes, inteiramente desproporcionais ao resto do corpo. Suas pernas eram finas e suas orelhas projetavam-se para o alto, para afinal se reduzir a um ponto, possuindo quase o formato de uma pêra. Seus narizes também eram pontiagudos e suas bocas bastante grandes. No interior destas não havia dentes, nem sequer qualquer outra estrutura, nem mesmo língua, até onde se podia ver, como se tivesse sido talhado a partir de uma substância gelatinosa.

Uma tênue aura esverdeada os envolvia. Os dois exemplares que mereceram nossa atenção especial viviam em meio às raízes de uma imensa faia, e finalmente desapareceram através de uma fenda, na qual penetraram como se entrassem numa caverna, e afundaram na terra."

Essa descrição feita por Geoffery Hodson, nos dá uma clara visão das características de um elfo escuro que vive no interior da terra. Além desses ele pode observar elfos claros e nos conta sobre eles:

"Brincando na beira do mar, entre pedras e plantas marinhas, podem-se ver algumas criaturinhas estranhas, semelhantes as elfos. Suas cabeças e orelhas são grandes, seus rostos são como os dos elfos, seus corpos pequenos e rotundos, suas pernas curtas e finas, terminando em pés que parecem aos de um palmípede. A sua altura varia de oito a quinze centímetros. São amistosos para com os seres humanos e não se perturbam em absoluto com sua presença. Parecem evitar o mar."

Esses últimos elfos descritos na narrativa são os que vivem próximos ao mar e nos parecem serem os elfos claros.

O AMOR DOS ELFOS



Existe um elfo irlandês
conhecido como Garconer que se parece muito com um cigano, de olhos escuros e pele quase negra, cujo nome significa "o que fala de amor", que gosta de seduzir as mulheres mortais.

Os aldeões irlandeses, começaram a acreditar que existia alguma praga ou castigo divino, pois não viam outra explicação para que tantas mulheres jovens morressem ao longo de toda a Irlanda.
E, todas tinham as mesmas características: eram jovens, bonitas e muito ingênuas. Todas, sem exceção entravam em profunda depressão, definhavam e morriam.

Em todas as aldeias, sem qualquer motivo aparente, choravam sem parar e uma grande tristeza tornavam opacos e sem vida seus olhos e suas bocas ficavam emudecidas pela dor de seus corações. E, durante todo esse tempo, sussurravam uma única palavra: "Garconer".

Garconer era um elfo que fazia-se passar por um cigano, que com doces palavras conquistava as moças menos precavidas. Era fácil enganá-las, um longo olhar, um beijo na mão, uma flor de despedida, um sorriso malicioso e não tardava para jovem infeliz apaixonar-se por ele. Muitas vezes, em vez de palavras, ele cantava antigas baladas em uma língua não conhecida, que só compreendiam seus corações e elas sentiam inflamar-se seus sonhos de donzelas que ansiavam encontrar o amor em seu estado mais puro.

As moças floresciam com o calor de seus beijos, até que um dia ao tentar encontrarem-se com o amado, descobriam que ele tinha partido. Grande desespero então, tomava conta delas, o chamavam, suplicavam aos céus que regressasse para elas. Porém nunca mais se tinha notícias dele. As jovens,
coitadas, se apagavam como as velas com a ausência dele. Perdiam totalmente a vontade de viver e acabavam morrendo de amor.


Existia até um provérbio irlandês que dizia:

-"Quem encontra Gargoner, pode tecer seu sudário".

As moças morriam, mas Garconer seguia em frente e com seu sobretudo vermelho, ia seduzindo as mulheres que alimentavam a sua paixão durante um certo tempo, ou até quando desejasse conhecer outras. A paixão tem muitos rostos, cada mulher era um mundo, cada novo amor um sabor distinto. Desse modo Garconer percorreu toda a ilha, sempre cantando em sua língua estranha, deixando um caminho de corações partidos e vidas extintas a cada passo.

A HISTÓRIA DE ANNE
Os elfos são mesmo muito sedutores e é muito difícil uma mulher humana resistir à eles. A maioria das vezes são bem pequenos, mas não os impede de fazer-se amar pelas mortais, como demonstra a história de uma tal Anne Jefferis, que viveu no século XVIII, na época da guerra civil inglesa:

Um certo dia, Anne caminhava no limite de um bosque quando ouviu um rumor entre as folhas. A princípio pensou que fosse algum amigo que queria surpreendê-la. Porém ouviu uma risada contida acompanhada por sons cristalinos. Levantou os olhos e descobriu com estupefação seis pequenos elfos verdes, muito semelhantes aos homens, que a olhavam rindo.

Amigável, Anne estendeu a mão até o mais belo dos seis, o que tinha uma pluma vermelha em seu chapéu. De um salto, o elfo se posicionou na palma de sua mão e começou a dizer-lhe palavras galantes. A jovem colocou o minúsculo homenzinho sobre seus joelhos, porém ele pulou até sua blusa e beijou seu pescoço. Anne, encantada não fez nada. Os outros cinco pequenos elfos, animados com a façanha, se apressaram para também cobri-la de beijos.

Um deles roçou seu olho e no mesmo instante, Anne sentiu que tinha sido transportada pelos ares. Quando sentiu novamente o solo embaixo de seus pés, abriu os olhos e contemplou à sua volta uma paisagem magnífica, com esplêndidas árvores e flores maravilhosas que desprendiam perfumes delicados.
Havia palácios de ouro e prata, lagos cheios de peixes brilhantes e pássaros exóticos que cantavam no ar. Anne viu também seres humanos ricamente vestidos que passeavam naquele paraíso e jurou que nunca abandonaria aquele lugar.


Por desgraça, a pobre ingênua cometeu o erro de se isolar com seu belo amigo de pena vermelha, o que deixou os outros cinco elfos furiosos, os quais, seguidos por uma multidão também enfurecida, foram interromper seus mútuos carinhos. Anne se sentiu de novo transportada pelos ares. Quando voltou a abrir os olhos estava rodeada de seus vizinhos preocupados com ela. Os elfos haviam desaparecido, porém o seu amigo de pena vermelha seguiu protegendo-a: todos os dias lhe levava comida mágica dos elfos, que curava todos os males.

Anne ficou famosa como curandeira e vinha pessoas de todos os lugares para consultar-lhe e ouvir sobre suas aventuras no reino encantado do Povo Pequeno. Essa celebridade à indispôs com as autoridades locais, que a detiveram em 1646 para enviá-la ao cárcere acusada de bruxaria. Uma vez mais, seu amante élfico, foi ajudá-la e a libertou. Porém, Anne, ressabiada, nunca mais quis falar sobre sua estada no País dos Elfos.

OS MAGOS NEGROS

Muitos são os humanos que já tiveram a oportunidade de freqüentar a Corte dos Elfos e obtinham deles poderes mágicos.
Na Idade Média, essas pessoas eram consideradas magos negros e foram objeto de processos por bruxaria, como o provam diversos relatos autênticos catalogados por Walter Scott em seu ensaio dedicado a "La Demonologia". Eis aqui um deles:


"Se pode encontrar em (...) exemplo de habilidade de um bruxo que atua seguindo as instruções dos elfos na confissão de John Stewart. Dando provas de conhecer a quiromancia e a mistificação, foi acusado de haver ajudado a Margaret Barclay, a afundar o navio de seu cunhado. Quando lhe perguntaram como podia conhecer o futuro, John confessou que, vinte seis anos atrás, enquanto viajava à noite, na Véspera de Todos os Santos, entre as cidades de Monygoif e de Clary, em Galway, se encontrou com o rei dos elfos e sua comitiva; esse lhe deu uma batida com sua varinha mágica na frente, o que lhe tirou o uso da palavra, assim como de um olho, durante três anos. Tudo lhe foi devolvido pelo mesmo personagem e sua tropa em outra véspera de Todos os Santos, na cidade de Dublín, na Irlanda. Desde daquela época, todos os sábados se reunia com a tal companhia às sete horas e ficava com eles até a noite. Em cada época de Todos os Santos se reuniam também, na colina de Lanark, ou nos montes Kilmaurs, onde recebia suas instruções. Mostrou uma parte de sua frente na qual, dizia, o rei dos elfos o havia tocado. Vendaram-lhe os olhos e depois lhe cravaram uma agulha grossa e não sentiu nada. Fez a declaração habitual segundo a qual havia visto numerosas pessoas da corte dos elfos. Citou alguns nomes em particular e disse que todos que morriam subitamente iam reuni-se a esse rei".

Walter Scott evoca ainda a magnificência que reinava na corte dos elfos:

"As ocupações, benefícios e diversões da corte dos elfos se pareciam a esse povo etéreo. Seu governo foi sempre representado como uma instituição monárquica: se reconhecia a um rei, ou, algumas vezes, uma rainha; em algumas oportunidades, ambos reinavam juntos. Suas festas e diversões compreendiam tudo que a imaginação podia conceber, naquela época, quanto a elegância e esplendor. Em suas procissões, desfilavam com corcéis mais magníficos que seus parentes terrestres; os falcões e os cães que utilizavam para caçar eram de primeira qualidade. Em seu banquete cotidiano, a mesa estava posta com um esplendor à que os maiores soberanos do reino não se haviam pretendido a pretender; e a sala do baile enviava eco da música mais bela. Porém, quando um mortal via tudo aquilo, a ilusão desaparecia. Os jovens cavaleiros e as belas moças se transformavam em indivíduos velhos e enrugados e em horríveis bruxas, suas riquezas, em pedaços de carvão, seus pratos esplendidos, em objetos de barro completamente retorcidos, sua comida sem sal e suas majestosas salas se transformavam em miseráveis cavernas úmidas: todos os vestígios do Elíseo, em fim, se desvaneciam em um só momento".

COLLEN E O REI DOS ELFOS


Collen, um santo céltico, estabeleceu sua capela ao pé do pico rochoso de Glastonbury. Uma noite ouviu a dois homens que falavam entre si do rei dos elfos, cuja residência se situava perto dali. São Collen foi ter com os homens para pedir que não invocassem os demônios. Os dois homens, muito assustados por suas palavras, contestaram dizendo que com certeza o rei dos elfos ficaria muito aborrecido com tais acusações e com toda certeza pediria contas à ele.

Uns dias mais tarde, um estrangeiro se apresentou à São Collen e lhe convidou para uma visita ao rei
dos elfos. São Collen se negou três vezes seguida, mas acabou cedendo com a insistência do homem e se pôs a caminho, entretanto não sem haver escondido um frasco de água benta embaixo de seu manto.

O palácio élfico se levantava no cume do pico de Glastonbury. Estava repleto de esplendores e inundado por uma luz irreal, amenizada com uma suave música. O rei estava sentado na mesa ante um rico banquete composto de flores magníficas e servido por pajens vestidos de libré (fardamento de criados de casas nobres) azuis e vermelhas. Com grande amabilidade, pediu ao santo que sentasse com ele para compartilhar a comida. São Collen respondeu:

-"Eu não como folha de árvores".

Sem abandonar o sorriso, o rei dos elfos perguntou ao santo o que pensava das vestes de seus pajens. São Collen falou:
-"O azul é a cor do frio eterno, e o vermelho é as chamas do inferno do qual vens". E jogou água benta na cabeça do rei e de seus pajens, que imediatamente desvaneceram como fumaça, de modo igual ao magnífico palácio, as luzes e a suave música. Ali onde antes havia a residência do rei dos elfos não sobrou nada mais do que uma escassa erva no cume do pico de Glastonbury.


A HISTÓRIA DE TOMÁS O RIMADOR

Os elfos exercem um encanto e uma tal sedução, que é muito difícil, após uma visita aos seus reinos voltar a se adaptar ao mundo dos homens. Um poeta inglês, que viveu durante o reinado de Alexandre III da Escócia e permaneceu por sete anos no País dos Elfos, teve grandes dificuldades para regressar a banalidade de sua vida terrestre.

Se chamava Tomás de Erceldoune, porém possuía o apelido de Tomás o Rimador, já que era autor de uma obra poética dedicada aos amores de Tristão e Isolda, considerada hoje a espécime mais antiga da poesia inglesa.

Um dia se encontrava descansando na colina de Huntly, na periferia dos montes Eildons, que se levantavam em cima do monastério de Melrose, Tomás viu dirigir-se até ele uma Deusa dos Bosques. Ela montava um lindo corcel branco e como Diana ou Hécate, tinha um arco na mão e carregava atadas três lebres.



Louco de desejo diante de tanta beleza, tratou logo de conseguir os favores da mulher, que se irritou com sua insistência e metamorfoseou-se de uma horrível bruxa. Porém Tomás, vítima de um encantamento, renovou a expressão de seus pensamentos e aceitou converter-se em escravo da bruxa.

Essa o conduziu por três dias e três noites por uma caverna subterrânea que não entrava nenhuma luz. Seguindo a sua terrível guia, Tomás avançava na escuridão. As vezes percebia o rumor de um oceano. Outras vezes tinham que atravessar rios de sangue.

No terceiro dia subiram a superfície, onde os esperava um belíssimo pomar de maçãs. Tomás, que estava faminto, quis morder um dos belos frutos, porém sua companheira o proibiu, recordando-lhe que foi com um gesto semelhante que o primeiro homem e a primeira mulher foram excluídos do Paraíso terreno. Tomás então notou que ela havia abandonado sua forma de bruxa e voltara a ser a mulher deslumbrante que havia encontrado na colina de Huntly. Ao olhar em volta se convenceu que depois de ter atravessado os Infernos, se encontravam precisamente no Jardim do Éden.

A mulher se sentou na relva e pediu a Tomás que se sentasse ao seu lado para conceder-lhe seus favores, já que ele tinha sido muito obediente e portanto, merecedor. Depois de doces momentos, Tomás apoiou a cabeça nos joelhos de sua amante, que, acariciando-lhe o cabelo, lhe explicou a natureza real do lugar em que se encontravam:

-"Esse caminho da direita conduz os bem-aventurados ao Paraíso. O outro caminho quebrado que vês abaixo conduz os pecadores ao lugar de castigo eterno; o terceiro caminho, conduz a um lugar de penas mais leves de que as orações e as missas possam retirar os mortais. Porém, vês um quarto caminho que serpenteia ao longo daquele esplêndido castelo? é o caminho do País dos Elfos, para onde vamos agora. O Senhor do castelo é o rei do país, e eu sou sua rainha. Porém, Tomás, preferiria que me amarrassem a um dos cavalos selvagens a deixar que suspeite o que aconteceu entre nós dois. Por isso, quando entrares em sua residência, observe completo silêncio e não respondas a ninguém qualquer pergunta que te façam, e eu explicarei teu mudismo dizendo que te arranquei a língua quando te raptei em terra."

Tomás e a rainha dos elfos se dirigiram para o castelo e entraram pela porta da cozinha. Ali viram os cozinheiros ocupados preparando trinta cervos para uma festa. Depois chegaram ao salão real, onde o rei dos elfos os recebeu sem suspeitar de nada. Um dos cavaleiros e suas damas dançavam de três em três uma dança escocesas, e Tomás, esquecendo-se da fadiga da viagem, se uniu a eles e levantou alegremente a perna seguindo o ritmo.


Depois de um tempo que lhe pareceu bem curto, a rainha chegou ao seu lado e lhe perguntou desde quando acreditava estar no castelo. Tomás lhe respondeu que, segundo ele, acabavam de chegar.

-"Estás equivocado", respondeu a rainha, "estás neste castelo há sete anos e é chegado o momento de ires embora. Sabe, Tomás, que o demônio do inferno virá amanhã reclamar seu tributo e um homem como você sem dúvida lhe chamará atenção. Por nada do mundo consentiria que te acontecesse tal coisa. Assim pois, adiante! Partamos".

Quase imediatamente, Tomás e sua amada se encontraram na colina de Huntly, onde havia começado seu idílio. Antes de despedir-se de seu amante, a rainha dos elfos lhe deu o dom "da língua que não podia mentir".

Tomás disse em vão que não poderia aceitar pois falar só a verdade teria muitos inconvenientes para ele, que seria inadequado para a religião e para o comércio, na corte do rei ou no salão com uma dama. Porém sua companheira não fez caso dessas observações, e Tomás o Rimador, adquiriu a reputação de profeta, queira ou não, pois não podia dizer nada que não fosse se produzir fatalmente.

Tomás de Erceldoune viveu alguns anos entre os homens, que honraram pelas qualidades de suas predições, Até que um dia, um cervo e uma cerva, ambos muito brancos, saíram do bosque, atravessaram o povoado e se dirigiram diretamente até a casa de Tomás o Rimador, que, apesar de sua aparência animal, reconheceu em seguida ao rei e a rainha dos elfos. Abandonou então para sempre a sociedade dos homens, seguiu aos animais encantados até as profundezas do bosque para de lá não voltar a sair jamais. E, se não estiver morto, ainda vive por lá.

Como pode-se perceber pelo relato acima a sociedade dos elfos é bem tradicional no que se refere a sua organização. Tudo gira em torno do rei, sendo a coroa de caráter hereditário. De resto, cumpre cada um os seus papéis desde o princípio dos tempos. Alguns se ocupam com a defesa do grupo, outros de manter a magia dos bosques nos quais habitam, alguns são responsáveis da despensa e das bodegas bem providas de alimentos e bons vinhos. É raro que surjam alterados entre eles, porque são muito sociáveis e trabalhadores. Porém, no caso de haver alguma disputa, esta tenderá que ser resolvida em último termo pelo rei, cuja vontade e decisão é acatada por todos os membros da comunidade.

Vivendo retirados do mundo em bosques grandes e afastados, os elfos celebram, as vezes, importantes banquetes com pratos e copos de ouro, com delicioso vinho e abundantes e elaborados alimentos. Suas festas são acompanhadas de alegres músicas e nelas participam toda a comunidade. Seus vestidos e roupas são elaborados com ricos tecidos e possuem o costume de adornar seus cabelos com jóias, pois possuem atração por gemas brilhantes e pedras preciosas.


ELLYON, OS ELFOS GALESES

Esse é o nome que se dá aos elfos galeses. Segundo afirma Wirt Sikes em "British Goblins (pp. 13-17), são fadas diminutas e diáfanas que se alimentam de cogumelos e de "manteiga das fadas", uma substância encontrada nas raízes das árvores velhas e em algumas grutas de pedra. Sua rainha é Mab. No relato que Sikes recolheu oralmente em Peterstone, perto de Cardiff, parecem menos etéreas e mais parecidas com os Pixies de Somerset.



Conta-se que um granjeiro chamado Rowli Pugh enfrentava momentos de muita dificuldade e azar. Seu rebanho não prosperava e sua mulher era um inválida sem forças para trabalhar em casa ou na granja. Um dia, o homem estava pensando com tristeza que deveria vender sua fazenda e ir embora, quando um ellyl se aproximou dele e desse que não se preocupasse mais, que dissesse para sua esposa deixar uma vela acesa em frente à porta da casa e os Ellyllon fariam o resto. Todas as noites Rowli e Catti se deitavam cedo para deixar o terreno livre e ouviam risos, alvoroço e todas as manhãs a granja e a casa estavam na mais perfeita ordem.

A saúde de Rowli e Catti melhoraram, e as colheitas e o gado prosperavam. As coisas seguiram desse modo por três anos, até que Catti começou a ter vontade de fazer uma visita aos pequeninos.
Uma noite deixou o marido dormir profundamente e foi espiar o que acontecia do lado de fora. Ali estavam uma multidão alegre, rindo trabalhando a toda velocidade. Sua alegria era tão contagiosa que Catti também se pôs a rir as gargalhadas. A vela se apagou de repente, ouve um grito e uma correria,e tudo caiu no maior silêncio. Os Ellyllon nunca mais voltaram a trabalhar na granja do Sr. Pugh, porém esse já havia entrado no caminho da prosperidade e seu azar nunca mais regressou.

O que se sabe desses elfos é que eles vivem no interior de algumas árvores, ou em grutas que hajas em suas raízes.



CAPTURAR UM ELFO

Compre ou fabrique uma flauta. Vá a um lugar próprio de um elfo, uma colina, um bosque ou um lugar em ruínas. Sopre três vezes a flauta e diga:

-"Elfo, elfo, elfo, benditas graças, venha à mim!".

Então volte-se no sentido anti-horário. Sopre três vezes a flauta novamente e
diga:

-"Elfos, elfos, elfos, os necessito".

Depois dê duas voltas no sentido anti-horário. Faça soar três vezes a flauta gritando:

-"Elfos, elfos,elfos, feito está, assim que se apresente".

Gire três vezes em sentido anti-horário novamente e diga:

"Bendito seja!".

Por último parta o instrumento em dois e deixe uma parte nesse lugar e leva a outra para
casa. Seu amigo elfo deverá segui-lo um pouco depois.


FEITIÇO PARA A ABUNDÂNCIA DOS ELFOS

Atualmente os elfos são conhecidos como os pequenos ajudantes de Santa Claus, porém na antiga mitologia nórdica, os elfos brancos, de luz, são ajudantes divinos com poderes sobrenaturais. Os elfos de luz, que encontramos nos bosques afastados e intactos, são amáveis e bondosos, sem más intenções. São delgados, rápidos e levianos como o ar. Assombrosamente fortes, medindo em torno de 15 a 21 centímetros, os elfos possuem olhos felinos verdes, azuis, prateados ou dourados e as vezes tem orelhas similares as de um gato.



Os elfos brancos vivem em Alfheim, a Terra que está entre Asgard (o lar dos deuses) e Midgard (o mundo médio dos mortais). Frey, o deus do Sol, é o senhor de Alfheim. Os elfos podem entrar em Midgard sempre que desejam ajudar aos mortais. Tenha cuidado, já que eles só se farão amigos teus se vives firmemente segundo teu próprio código.

Esse feitiço de abundância dos elfos pode ajudar-te a estabelecer e alcançar tuas metas de prosperidade. Para obter melhores resultados, faça-o quando o Sol se por, em uma tarde de Lua
Nova.

Material:

1 vela prata

1 incenso de sálvia

1 pedra da lua

1 moeda de prata

Duas folhas e uma caneta

Flores frescas



Monta teu altar da Magia feérica dentro de casa. Desenha um Anel de Magia feérica, espalhando as flores em torno dele, no sentido horário. Logo depois de traçar o círculo chame os guardiões feéricos.

Acenda a vela, dedicando-a aos elementais do fogo. Acenda o incenso de sálvia, dedicando-o aos elementais do Ar. Com cuidado, passe a pedra e a moeda na fumaça do incenso para limpá-las de energias negativas e volte a deixá-las no altar.


Dando continuidade, utilize a caneta para escrever a Runa Sowilo "S" na parte superior de cada folha de papel, na frente e atrás de ambas. O Sowilo simboliza o Sol e está associado ao mundo dos
elfos de luz de Alfheim.

Agora escreve tuas três metas principais em uma das folhas. Deve numerá-las; 1, 2, e 3. Podes escrever:

1. Começar meu próprio negócio ainda este ano. 2. Conseguir uma promoção e aumento de salário este mês. 3. Comprar uma casa nova até o final do ano.


Desenhe uma estrela de cinco pontas em torno do que está escrito avançando no sentido horário e formando um círculo. De uma volta no papel e escreva num espaço que possa dar para alcançar cada uma das metas de prosperidade que escreveste do outro lado (Numerá-los também, 1, 2 e 3). Desenhe estrelas avançando no sentido horário em torno dos espaços da ação. Repita esse processo na segunda folha de papel, de maneira de as duas folhas se tornem idênticas.


Coloque uma das folhas no altar, com os escritos das metas fiquem para cima. Ponha a moeda no centro do papel e a pedra da lua em cima desta. Dobre o papel três vezes. Sela-o com a cera da vela, cuidando para não queimar-te.

Suspenda o amuleto em tuas mãos e diga:

Elfos brancos, da luz, do Sol,

com esta oferenda de pedra e de prata

solicito vossa ajuda para alcançar minhas metas de prosperidade.

Pelos generosos poderes dos elfos de luz, benditos sejais!


Enquanto continuas suspendendo o papel colado com a moeda e a pedra, imagina as coisas que podem ajudar-te a alcançar teus objetivos.
Descobre as coisas que podem influir e influirão em tua vida no futuro.
Visualize algumas pessoas ou acontecimentos que possam te ajudar a tornar tua vida mais próspera. Concentra-te nessas pessoas, acontecimentos ou coisas.
Dirige toda a tua energia para esses acontecimentos, pensamentos, atos e pessoas que te darão poder para que possas alcançar teus objetivos.

Assegura-te que é exatamente o que desejas e que conseguirás., pois terás a ajuda dos elfos de luz para alcançares tuas metas de prosperidade.

Dando continuidade, pegue o papel selado, a pedra e a moeda e saia para fora.
Enterre-os embaixo de uma árvore, como oferenda para os elfos brancos da luz, doSol. Cobra-os com terra e desenhe a Runa Sowilo em cima com o dedo indicador de tua mão de poder, no solo, no lugar onde os enterraste.

Volte para casa, despeça-te dos guardiões, agradeça aos elfos de luz de Alfheim, e levanta o Círculo. Guarde a outra folha em altar de Magia e volte a ler tuas metas de prosperidade e teus passos de atuação em voz alta a cada manhã, ao despertar, e a cada noite, antes de ir deita-te, durante pelo menos 28 dias e noites.




Bibliografia

El Anillo de las Hadas - Anna Franklin
Hadas y Elfos - Édouard Brasey
O Oráculo de las Hadas - Brian Froud
Diccionario Seres Fantástcos - J. Felipe Alonso
O Reino dos Devas e dos Espíritos da Natureza - Geoffrey Hodson
La Magia de las Hadas




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