01/08/2010

Deuses, Túmulos e Faraós

Antigo Egito

O Egito sempre nos pareceu uma terra repleta de mistérios.Vamos conhecer um pouco mais desta civilização que nos deixou tantos conhecimentos.Heródoto afirmava que o Egito era um reino repleto de maravilhas e que seu povo tudo fazia de modo estranho e insólito. Os gregos às vezes super-sutis estavam certos de que o povo egípcio, assim como a sua Esfinge, sabiam algo que não queriam contar, outros povos também sentiam a mesma coisa, talvez porque tanto dos registros do passado egípcio ,haja permanecido ininteligível até recentemente A civilização egípcia distinque-se das demais civilizações dos tempos antigos por diversas características.
A civilização egípcia foi sem dúvida a que mais tempo existiu; mais de 3400 anos decorreram entre o começo da Primeira Dinastia em 3110 a.C e o triunfo do cristianismo, perto do fim do período romano -30 a.C - 324d.C. - quando se pode dizer que a velha civilização desapareceu.
A integridade cultural; no período pré-dinástico não foi nenhum modo insignificante na história cultural do Egito. Houve notáveis progressos nas artes, nos ofícios e até em algumas ciências
Instrumentos, armas e ornamentos eram habilmente confeccionados de pedra,cobre e ouro.Desenvolveram um sistema eficiente de irrigação, o saneamento de terras pantanosas e condição de tecidos de linho de qualidade verdadeiramente superior.
No sistema pré-dinástico, os egípcios desenvolveram um sistema de leis baseadas nos costumes, sistemas esse cercado de grande prestígio que mais tarde se impôs ao próprio faraó. Entrou também em uso um sistema de escrita embora nunca ter sido encontrado um exemplar de tal escrita, às espécimes que possuimos da Primeira Dinastia são tão complexas que devem ter-se originado muito tempo atrás.
Os egípcios desse período inventaram ainda o primeiro calendário solar da história da humanidade. Tudo indica que basearam no reaparecimento anual da estrela SIRIUS, e dividia o ano em 12 meses de trinta dias cada, com cinco dias de festas adicionadas ao fim de cada ano.
Máscara de ouro de Tutankhamon,faraó que morreu perto de 1352A.C. com apenas 19 anos de idade. O túmulo de Tutankhamon foi descoberto em 1922, praticamente intacto e cheio de mobiliário e ornamentos típicos do período de apogeu da civilização egípcia.

É provável que este calendário tenha sido colocado em vigor por volta de 4.200 a .C., de acordo com o cômputo dos egiptólogos modernos.Uma característica importante que se deve dar muita importância é a religião.Todos os povos antigos estiveram até certo grau sob influência religiosa e mesmo no Egito essa influência foi muito forte. No governo, na economia, na arte e em todos os campos, continuou a ter um significado religioso.
Fatores naturais também ajudaram a civilização egípcia a se desenvolver em uma região de estreita faixa de terras cercados de desertos: a água.
O Rio Nilo que nasce no coração da África atravessa o deserto e deságua no MAR MEDITERRÃNEO, fornecia a água necessária à sobrevivência e do plantio do Egito. Os solos férteis que no período das cheias, as águas do Nilo inundavam era rica e depositavam a camada de húmus. Quando o Rio Nilo retornava ao seu nível normal, o solo rico e fértil estava pronto para ser cultivado.
Somente os fatores naturais não são necessários e suficientes para explicar o desenvolvimento da civilização egípcia.
Temos que considerar também a funcionabilidade do homem, que sem dúvida soube aproveitar os recursos naturais, através do trabalho, planejamento e criatividade.
Para se proteger das inundações, construíram diques, barragens, construíram canais de irrigação para levar água a regiões distantes. Com essas criatividades, o homem egípcio fez surgi uma das maiores e mais antigas civilizações que conseguiu desenvolver em uma região de "clima árido" (clima quente e seco) cercado por deserto.
Essa civilização sobe aproveitar os recursos, fornecidos pela natureza sempre acompanhando o curso do Rio Nilo.
Para os egípcios o Nilo (O RIO DEUS ) era considerado um deus, cujo o nome era HAPI.Um velho hino saudava HAPI, afirmando:"Salve ò Nilo que provém a vida em forma de água e alimentos".
As enchentes do Nilo formavam, ao longo de suas margens, uma área de "terra preta" rica e fértil para agricultura.Nas regiões não atingidas pelas enchentes ,o solo era desértico, sendo conhecido como " terra vermelha.
Situado no nordeste da África o Egito localizava-se em uma região desértica, porém se desenvolveu no fértil vale do Rio Nilo, beneficiando-se do seu regime de cheias.Seria impossível imaginar o Egito sem o Rio Nilo. Esse país é um verdadeiro oásis em meio a uma região desértica.A área povoada tinha um cumprimento superior a largura abrangendo 30.000 Km²de área cultivável. Sua população era de aproximadamente 7 milhões de pessoas, um verdadeiro aglomerado humano, constituído por misturas de grupos étnicos, porque o Egito é um ponto de encontro entre os mundos mediterrâneo, asiático e africano.
Embora, em certo grau de isolamento, o Egito não ficava tão afastado que não mantivesse colérico e intercâmbio cultural com outras terras.
Ao sul estava a NÚBIA, a terra das cataratas do Rio Nilo com que o Egito manteve contatos através de sua história. A oeste ficava o DESERTO LÍBICO, de onde muitas vezes vinham invasores atacara região do delta. A leste achava-se o DESERTO ARÁBICO, pelo qual, caravanas seguiam caminho para o litoral do MAR VERMELHO. A costa Mediterrânea do norte proporcionou aos egípcios manter relações com povos estrangeiros. A rota mais usada era a estreita passagem da África para a Ásia através do Ístimo de Suez e da Arábia Pétrea. Por essa rota ia e vinha a maior parte do tráfico entre o Vale do Nilo e o Fértil Crescente e através dessa parte de terra marchavam os exércitos do Egito, Assíria e da Pérsia

A compleição racial do Egito pré-dinástico era essencialmente a mesma que se observa em épocas posteriores. Os habitantes pertenciam ao ramo mediterrâneo da raça caucásica. Eram de estaturas baixas, de tez escura, cabeça alongada, cabelos lisos e pretos, olhos fundos e nariz levemente aquilino. Alguns mostravam traços de cruzamento negróides e líbios e possivelmente de sangue semita ou de outros povos da Ásia Ocidental.
O idioma possuía vestígios de elementos semíticos que indicariam do mesmo modo, relação com alguns nativos da Ásia. Os egípcios portanto, não eram uma raça pura e nada indica que os fatores raciais em si mesmo tenham desempenhados papeis importantes no desenvolvimento de sua cultura.
A história do Egito inicia-se quando a população que vivia nas margens do Rio Nilo tornaram-se sedentárias e constituíram comunidades que dedicando mais a agricultura do que a pesca e caça, evoluíram para a formação de pequenas unidade políticas chamada de nomos, que eram pequenas comunidades autônomas que se desenvolveram com uma agricultura rudimentar e eram chefiados pelos nomarcas.
Das unificações dos 22 nomos existentes, formaram dois reinos: o Alto Egito localizado no sul dó rio Nilo e o Baixo Egito ao norte. Por volta de 3.200 a.C. o faraó MENÉS(ou NARMER) unificou os dois reinos, com a capital em TINIS, daí o período chamar-se tinita; durou até 2.800 a.C.
Com MENÉS começa a história dinástica egípcia - isto é a história dividida em períodos relacionadas com as dinastias dos reis que governaram - e MENÉS é geralmente considerado o fundador da PRIMEIRA DINASTIA. Com a unidade política criada por MENÉS que estabelecia a capital do Egito, passou da cidade de TINIS para a cidade de MENFIS atual Cairo
No Egito Antigo o chefe de Estado era um rei conhecido como Faraó, proprietário nominal de todas as terras, era considerado um verdadeiro deus, por isso afirma-se que o Egito era uma "teocracia".
Os camponeses tinham que produzir em excedente de produção que era entregue aos fiscais do Faraó. Parte da riqueza servia para o sustento da família real, de um grande corpo de funcionários palacianos e dos militares. O resto da produção destinava-se a financiar obras de drenagem e irrigação e uma parte da produção era armazenada para épocas de colheitas baixas.
Além de grande proprietário, o estado egípcio controlava as atividades econômicas regulamentava o comércio, recolhia impostos, taxas, organizava as obras públicas e o trabalho coletivo. Os camponeses trabalhavam no plantio e também eram obrigados a prestar serviços nas obras públicas (canais, templos e pirâmides).
Seus impostos geralmente eram pagos em mercadorias ou em trabalho.Os escravos também trabalhavam nas obras públicas, existiam duas formas de escravidão: por conquistas (povos derrotados nas guerras) e por dívida (aqueles que não tinham condições de pagar seus impostos e compromissos, tornavam-se escravos)
Podemos notar que a sociedade egípcia estava voltada para grandes obras que levaram décadas para serem completadas, o que torna mais fácil entender como foi possível o erquimento de construções como as pirâmides.
Contrastando com a autonomia das cidades da Mesopotâmia, o Egito mantinha um estado forte centralizado e muito organizado, sob a direção do Faraó. Esse processo de centralização teve início por volta de 4000 a.C. com a instituição das comunidades nomásticas que eram comandadas pelos nomarcas, com autonomia e independência, mas cooperavam entre si. Esses nomarcas embora autônomos tinham autoridade limitadas. Os verdadeiros representantes do poder central(e portanto do Faraó) eram os escribas que detinham o conhecimento da escrita e da contabilidade registrando as arrecadações os impostos e as determinações centrais
A agricultura egípcia vista pelo grego Heródoto
" Os habitantes do Delta são certamente aqueles que de todos os homens que vivem noutros países ou no resto do Egito recolhem os frutos da terra com menor fadiga; não penam abrindo regos com charruas,nem mesmo se servem de enxadas; quando o rio regou, ele próprio os seus campos e em sequida se retirou cada um deles semeia e larga no campo os porcos; quando estes pisando enterram as sementes, só lhes restam esperar o tempo da ceifa." ( Heródoto, citado por Gustavo de Freire)

Foi durante o período dinástico que se deu à construção das grandes pirâmides, o crescimento territorial e econômico do Egito.As fases desse período são divididas em:

ANTIGO REINO- 3200-2423 a .C

Durante os tempos do Antigo Reino, a capital estava em MENFIS.Nunca antes ou depois tiveram reis egípcios poder tão absolutos quanto os faraós que reinaram em MENFIS. Seus monumentos registros impressionantes de sua grandeza nunca foram igualados
QUEOPS, QUEFREM e MIQUERINOS faraós da IV Dinastia tiveram grande destaque. Eles foram responsáveis pela construção das mais famosas pirâmides do Egito.
Há no Egito 80 pirâmides, construídas aproximadamente 4000 a.C. distam apenas 10Km da cidade do Cairo. As pirâmides são as únicas sobreviventes das famosas "Sete Maravilhas do Mundo". A maior pirâmide, e a mais antiga é a de QUEOPS. Possui 148 metros de altura, 234 metros de base. A área que ocupa é de 54.000 m². Nela foram empregados 2.300 000 blocos de granito de 02 toneladas cada um.
As pedras foram trazidas da Arábia e transportadas em grandes barcaças pelo Rio Nilo.No transporte de terra eram colocadas em enormes pranchas que por sua vez deslocavam sob troncos roliços de grandes dimensões.
Trabalharam na construção cerca de 100.000 operários durante 20 anos. Queóps foi ali sepultado. Entretanto seu cadáver não foi encontrado. O explorador PERRING encontrou a câmara mortuária violada e saqueada, provavelmente por ladrões.
A pirâmide de MIQUERINOS é a mais rica, embora seja menor, ocupando uma área de 27.000m². A pirâmide de QUEFREM ocupa 48.000 m² além de outros grupos menores, merecem menção os seguintes grupos de túmulos piramidais: SAKARA com 09 túmulos, DASHUR, com 05 túmulos GIZÉ com 04 túmulos e ABUSIS com 04 túmulos.
Existem ainda inúmeros tesouros arqueológicos encerrados nas pirâmides e quem sabe que surpresa ainda não reservam os imponentes túmulos geométricos para a humanidade?

Grandes revelações vem sendo feitas nas explorações do grupo de GIZÉ, que está sendo alvo de pesquisas atuais.
Comumente o significado das pirâmides é mal compreendido.Há uma teoria corrente de que a falência do sistema econômico mal orientado compeliu os faraós a empregar seus súditos na edificação de inúteis monumentos de pedra.Mas essa teoria é refutada pelo fato de já estarem construídas as pirâmides quando a civilização egípcia se encontrava ainda na infância.Pode-se certamente encontrar algumas provas de decadência econômica no terceiro milênio a .C. mas o significado real das pirâmides era político e religioso. Sua construção foi ato de fé que exprimia ambição de dar ao estado permanência e estabilidade. Tumbas indestrutível dos soberanos, acreditavam-se serem elas garantias da imortalidade do povo, pois o faraó era corporificarão da vida nacional. É impossível também que fossem destinadas a servir como símbolos da adoração do sol. Como as mais altas construções do Egito, captariam os primeiros raio de sol e refleti-los-iam na direção do vale.
Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma e esperavam que as almas viessem de volta a procura dos corpos; por isso embalsamavam os cadáveres.
Para comandar o Estado, os faraós possuíam como auxiliares uma quantidade muito grande de funcionários.Nos postos de liderança estavam os administradores locais das províncias (nomos), os supervisores dos canais de irrigação e os planejadores das grandes construções. Na base da sociedade estava uma imensa legião de trabalhadores pobres, que se dedicavam à agricultura, as construções e arcavam com pesados tributos (pagamento obrigatório feito ao governo).
No Antigo Reino, a capital do Egito foi primeiro a cidade de TINIS, depois foi MENFIS. No final da 6ª dinastia, os nomos começaram a se tornar independentes levando o poder dos faraós à fragmentação. As colheitas desse período foram insuficientes o que aumentou o descontentamento com relação ao faraó.O Egito voltou a ser dividido em pelo menos dos reinos: o Alto e o Baixo Egito reunificação foi feita pelo Faraó MENTUHOTEP por volta de 2060 a.C. esse período o Egito viveu uma fase de distúrbios e guerra civil.
Na época do Antigo Reino, o Egito possuía uma longa e complicada história religiosa. A religião era formada por elementos: o totemismo dos primitivos clãs, os antigos mitos legados as primeiras conquistas, seitas locais dedicadas a divindades de cidades e nomos específicos, as idéias religiosas que os sacerdotes desenvolveram e influências de terras estrangeiras, especialmente da Ásia. Era inevitável que uma confusão surgisse quando às tradições dos deuses e às relações entre eles e os sacerdotes nem sempre poderiam esclarecer todos os pontos.
Apesar de riqueza e grandeza do império e das dinastias faraônicas, a partir do VIII dinastia começa a decadência do Antigo Reino. Na X Dinastia, o Estado egípcio se enfraqueceu minado pelas incursões de povos nômades pela crescente autonomia dos nomarcas(que passaram a controlar a produção e a arrecadação dos impostos) e por alguns levantes camponeses. Assim ao estado acabou se dividindo (2280 a.C) em quatro centros políticos, que rivalizavam entre si e disputavam o poder.


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