27/09/2010

Tantrismo - Parte 1

Sexualidade Por: Gabriela Cabral - O tantrismo é uma doutrina criada na Índia no século VII, é um conjunto de práticas que prepara o corpo e a mente do homem para aumentar seu conhecimento sobre si mesmo e sobre a realidade que está a sua volta. Foi incorporado pelo hinduísmo e o budismo, pois acreditam que o corpo e o espírito não são duas entidades separadas fazendo parte de um mesmo todo sendo considerados divinos. As principais divindades do tantrismo são Shakti que é a energia feminina, ativa e símbolo da matéria e Shiva que é o princípio masculino, passivo que representa o espírito. O objetivo do tantrismo é unir Shakti e Shiva a fim de manipular a energia do corpo. Tal prática ficou conhecida como sexo tântrico.

O sexo tântrico dura pelo menos duas horas e caso dure menos que isso já se considera ejaculação precoce. Ele encoraja o homem a considerar a mulher como uma entidade divina a fim de evitar uma penetração rápida e brusca para que a ejaculação não seja o principal motivo da relação sexual. Pode-se dividir o sexo tântrico em algumas etapas:

• Preparar o ambiente para que a circulação da energia aconteça. É bom acender um incenso, o de sândalo e o de canela são os mais recomendados, colocar flores e frutas no ambiente com uma música bem calma e sensual.

• Aguçar os sentidos vedando os olhos do parceiro com um pedaço de seda. Os dois devem estar nus e a pessoa que está sem a venda deve aguçar o olfato do parceiro com vários cheiros, depois oferecer licores e frutas para aguçar o paladar. Para finalizar, deve-se tocar o corpo nu do parceiro vedado para que os outros sentidos sejam aguçados e então é retirada a venda para que se olhem nos olhos e em seguida se abracem para que sintam o corpo um do outro.

• A próxima etapa é para aguçar a energia sexual chamada kundalini. A melhor forma é ficando de pé com os pés abertos na largura dos quadris. Com a coluna reta e as mãos dadas, inspire mexendo a pélvis para trás e expire mexendo a pélvis para frente. A penetração se inicia a partir de tais movimentos que devem ser feitos olhando dentro dos olhos do seu parceiro.

• Para distribuir a energia para todo o corpo os parceiros sentam um de frente para o outro com as pernas entrelaçadas. Ao distribuir a energia passando as mãos nas costas do parceiro de baixo para cima, estarão prontos para o ato sexual. Quando estiverem bastante excitados, reiniciem os movimentos dos quadris para acumular mais energia. Dessa forma é possível atingir o objetivo do sexo tântrico que é o êxtase.

• No tantra os orgasmos são picos de êxtase uma vez que se chega perto do orgasmo e este é adiado. É a garantia de que o orgasmo será intenso e prolongado.


V.M. Samael Aun Weor (excerto tirado da obra O Matrimônio Perfeito)

A Magia Sexual (Luciano Machado, escritor, poeta e dramaturgo)

O Tantrismo, considerado a essência da yoga, é o desenvolvimento da energia vital através do ato sexual. Essa energia vital, denominada Kundalini, é a mesma energia sexual dinamizada e transmutada que sobe pela medula em direção ao cérebro, eliminando os casos de impotência ou ejaculação precoce, proporcionando com o tempo melhoria da inteligência, melhor qualidade de saúde, de raciocínio, criatividade artística e intelectual, cura do estresse e da depressão, alegria de viver, prazer e permanente sensação de bem estar. Isto sem entrar no mérito das implicações filosóficas, morais ou religiosas ocidentais que aconselham ou não o tantrismo como doutrina.

Esse método oriental da yoga tântrica consiste na prática do ato sexual entre casais que concordam mutuamente em relaxar antes do clímax e depois continuar, podendo o ato prolongar-se por horas a fio com prazer e sem cansar.

A vantagem funcional dessa prática é gerar e economizar o esperma dentro das suas glândulas e canais, fazendo-o circular, renovando-o e o tornando um combustível de alta qualidade energética para o bom desempenho do organismo e das faculdades psíquicas, neurológicas e cerebrais.

Tanto o homem como a mulher devem estar conscientes desse objetivo em comum que, antes de causar apenas o prazer proporcionado pelo orgasmo puro e simples, com o derramamento de esperma, é retê-lo e desenvolver um prazer maior e quase permanente, o da prática do ato sexual a qualquer momento e sem a necessidade de recompor energias.

Quem o pratica pode transar sem cansar por uma, duas, três ou mais horas, com prazer constante, sem a necessidade de aguardar ansiosamente pelo orgasmo comum, que não acontece, pois fica sob controle, mas é substituído por um estado de gozo permanente enquanto durar o ato, como uma espécie de “êxtase” prolongado.

Eu tive a oportunidade de comprovar a eficácia desse método ao conviver, em Porto Alegre, com um casal de amigos que o praticava havia já algum tempo e sobre o qual falavam abertamente comigo. Ela era professora (52 anos) e ele dono de uma loja de calçados (57). Transavam diariamente, em diferentes horários. E dava gosto de ver como se relacionavam bem, como se fossem um casal de namorados, com uma grande ternura espiritual, verdadeiramente felizes e apaixonados um pelo outro.

Como tinham apenas uma filha de l5 anos e não desejavam ter mais filhos, haviam começado a freqüentar um grupo de estudos de yoga tântrica que se reunia para assistir a aulas teóricas, sob a supervisão de um mestre que seguia os ensinamentos do indiano Rashneesh. Mas com o passar do tempo, infelizmente, esse mesmo grupo começou a desvirtuar a essência da doutrina e este casal resolveu se afastar.

Então continuaram praticando em casa, uma vez que as regras do tantrismo eram, e são, bastante simples de serem seguidas.
Tudo começa com as carícias preliminares. Depois vem o ato, propriamente dito, que deve iniciar-se o mais suavemente possível. Na medida em que a coisa for esquentando, ambos devem ir relaxando, conforme a necessidade de cada um para dominar o impulso do gozo, até adquirirem um perfeito e absoluto controle do prazer, prolongando-o indefinidamente.

No início podem ocorrer “acidentes de percurso”. Isso é normal. Se acontecer, com um ou com outro, devem ter paciência com a ligeira e agradável exaustão que sucede ao orgasmo. Mas vão precisar de algum tempo para recompor a energia perdida. E aí devem recomeçar tudo novamente. Até aprender.

Quando lograrem esse objetivo, de interromper o ato sexual no momento que desejarem e o retomarem quando quiserem, então estarão prontos para o adestramento dessa prática maravilhosa, cujos bons resultados serão obtidos com o passar do tempo.
Entre as muitas vantagens do tantrismo, também denominado alquimia ou magia sexual, está a eliminação natural da possibilidade de engravidar, para os casais que não desejarem ter filhos. Antes, porém, de o tentarem, recomendaria consultarem um especialista no assunto, lerem o método e tomarem conhecimento de eventuais reações adversas como eventuais dores de cabeça e outros pequenos mal-estares comuns aos iniciantes.

Na Índia existem três tipos de Tantrismo:

Primeiro: Tantrismo Branco.

Segundo: Tantrismo Cinzento.

Terceiro: Tantrismo Negro.

No Tantrismo Branco pratica-se Magia Sexual sem derramamento do sêmen. No Tantrismo Cinzento ora há derramamento do sêmen, ora não há derramamento do sêmen. Este gênero de Tantrismo conduz o devoto ao Tantrismo Negro. No Tantrismo Negro existe o derramamento do sêmen. Dentro do Tantrismo Negro encontramos os Dugpas de capacete vermelho, magos negros terríveis e perversos. Estes malvados possuem processos asquerosos para reabsorver o sêmen pela uretra, depois de havê-lo derramado miseravelmente.

O resultado é fatal, porque o sêmen, depois de haver sido derramado, carrega-se de átomos satânicos e ao penetrar novamente no organismo adquire o poder de despertar o Kundalini de forma negativa. Então, este desce para os infernos atômicos do homem e se converte na cauda de Satã. Assim é como o ser humano se separa para sempre do seu Ser Divino e se afunda para sempre no abismo. Todo aquele que derrama o Vaso de Hermes é Mago Negro devidamente reconhecido.

Na Índia, a Magia Sexual é conhecida com o nome de Maithuna, ou também com a denominação de Urdhvaratus Yoga, sendo que os seus praticantes são chamados Ordvaretas Yoguis.

Em todas as Escolas de Ioga, verdadeiramente sérias e responsáveis, pratica-se a Magia Sexual de forma secretíssima. Quando um casal de Iogues (homem e mulher) se acha bem preparado, são levados para um lugar secreto, onde são instruídos sobre o Maithuna (Magia Sexual).

Os casais se unem sexualmente para trabalhar na Grande Obra sob a vigilância de um Guru (Mestre). O homem sentado sobre uma almofada em atitude búdica, com as pernas cruzadas à moda oriental, entra em contato sexual com a mulher. Ela deverá sentar-se sobre as coxas do homem, envolvendo com suas pernas o tronco do homem. Ao sentar-se sobre ele deverá logicamente absorver o seu falo. Assim homem e mulher conectam-se sexualmente. Os casais de ioguins permanecem durante horas inteiras sem derramar o sêmen. É obrigação do iogue não pensar, quando se acha na prática de Magia Sexual.

Homem e mulher, nesses momentos, atingem o estado de êxtase. O casal fica assim profundamente enamorado. As energias criadoras sobem vitoriosas pelos seus respectivos canais até o cálice do cérebro. O desejo animal é rechaçado. Depois, o casal retira-se do ato amoroso sem haver derramado o sêmen.

Este modo de praticar Magia Sexual, ao estilo oriental, pode ser muito incômodo para a gente ocidental, no entanto é recomendável para aquelas pessoas que não conseguem refrear o ato para evitar o derramamento do Vaso de Hermes. Com esta prática podem treinar sexualmente os gnósticos para aprender a frear e evitar o derrame do sêmen. Os casais gnósticos não necessitam da vigilância física de nenhum Mestre, mas poderão invocar aos Mestres do Astral para que os ajudem. O casal deve estar a sós.

É importante que durante a prática de Magia Sexual não exista o desejo animal. Lembrem-se que o desejo e diabólico. O Eu é desejo. O Eu é diabólico. Onde existe o desejo não pode haver o amor, porque amor e desejo são incompatíveis. É necessário saber que o desejo produz engano. Quem deseja, pensa estar enamorado, sente-se enamorado e pode até jurar que está enamorado. Esse é o engano do desejo. Inúmeras vezes ouvimos os casais dizerem que se adoram. Mas, depois de casados, o castelo de cartas de derruba e fica a triste realidade. Os que se acreditam enamorados no fundo se odeiam e o fracasso, depois de satisfeito o desejo, é inevitável. Então, só escutamos queixas e lamentações, reprovações e lágrimas. Onde estava o amor? O que se fez do amor?

É impossível Amar quando há desejo. Só aqueles que já encarnaram sua alma sabem amar verdadeiramente. Pois o Eu não sabe amar, só a alma sabe amar. O amor tem seu clima próprio, seu sabor, sua felicidade. Isso só conhece quem já matou o desejo animal. Isso só sabe e experimenta quem já encarnou sua alma. O amor não se assemelha a nada daquilo que as pessoas chamam amor.

O que se acredita ser amor é tão somente desejo enganador. O desejo é uma substância enganosa que se combina maravilhosamente na mente e no coração, para fazer-nos sentir algo que não sendo amor, faz-nos crer firmemente que seja amor. Só a horrível realidade que se apresenta depois de consumado o ato e satisfeito o desejo vem demonstrar-nos claramente que fomos vítimas de um engano.

Acreditávamos estar enamorados e realmente não estávamos.

O ser humano ainda não sabe o que é Amor. Na realidade só a alma pode e sabe amar. O homem ainda não encarnou sua alma e por isso não sabe ainda o que é amor. Satã não sabe o que é o Amor. A única coisa que o ser humano tem encarnada atualmente é Satã (o Eu). O ser humano não sabe amar.

O amor só pode existir de coração para coração, de alma para alma. Quem não encarnou sua alma não sabe amar. Satã não pode amar e é exatamente isso o que o ser humano tem encarnado. O Matrimônio Perfeito é a união de dois seres, um que ama mais e outro que ama melhor. O Amor é a melhor religião que o ser humano pode chegar a professar.

O desejo é uma substância que se decompõe em muitas substâncias, as quais conseguem enganar a mente e ao coração. Aquele que se desesperar porque sua mulher fugiu com outro homem, na realidade não estava enamorado. O amor verdadeiro não exige nada, nada pede, não deseja nada, não pensa em nada, pois só quer uma coisa: a felicidade do ser que ama. Isso é tudo. O homem que perde a mulher que ama só exclama "Sinto-me feliz por você ter encontrado a sua felicidade. Ainda que seja com outro homem, isso é motivo suficiente para que me sinta feliz".

Desejo é outra coisa. O apaixonado que perdeu a mulher que amava e que se foi com outro pode chegar a matar e a matar-se também, pois cai no mais horrível desespero, em virtude de ter perdido o instrumento do prazer. Isso é tudo.

Com efeito, o verdadeiro amor só é conhecido por aqueles que já encarnaram sua alma. A humanidade ainda não conhece isso que se chama Amor. Na verdade o Amor é como um menino inocente, é como um cisne de lívida plumagem. O Amor se parece com os primeiros folguedos da infância. O Amor não sabe nada porque é inocente. A melhor sabedoria é não saber nada. Ao dissolvermos esse horrível espectro (o Eu) que continua depois da morte, então nasce em nós isso que se chama Amor. Ao chegarmos a esse estado, recobramos a inocência perdida.

Atualmente, o ser humano só tem encarnado um embrião de alma, o qual lança, às vezes, algumas centelhas de amor. A mãe que adora seu filho é um perfeito exemplo disso que se chama Amor. O embrião de alma pode robustecer-se com a chama bendita do amor.
O homem e a mulher às vezes chegam a sentir as radiações do Amor que brotam do embrião da alma, mas afogam-nas imediatamente com as violentas e terríveis paixões que Satã lhes dá. Se cultivarmos essas divinas vibrações do amor, podemos então fortificar e robustecer o embrião de alma para viver com intensidade, mais tarde, isso que se chama Amor.

O amor robustece o embrião de alma e assim é como conseguimos a encarnação da alma.

Raríssimos são os seres humanos capazes de sentir as divinas vibrações amorosas que se irradiam do embrião de alma. Normalmente, o que a humanidade sente são as forças do desejo. O desejo também canta e se transforma em romances e ternuras infinitas. O desejo é o veneno mais enganador que existe em todo o cosmos. Todo aquele que é vítima do grande enganador pode jurar que está enamorado.

Homens e Mulheres: convido-vos ao Amor. Segui os passos daqueles poucos que no mundo souberam amar.

Deuses e Deusas: amai-vos no encanto nupcial do paraíso. Felizes os seres que se amam verdadeiramente. Somente o Amor pode converter-nos em Deuses.

Shiva e Shaktí - O Tantrismo (João Camacho, Yôgachárya)

Tantra é uma filosofia matriarcal, sensorial e desrepressora.

É o nome dado aos ensinamentos antigos, de transmissão oral (parampará), do período pré-clássico da Índia, época proto-histórico, com mais de 5 000 anos, pois no dizer de Mokerjee e Khann Tantric ritual-simbols are found in Harappan Culture (Indus Valley) Civilization, c. 3000 BC) in the form of Yogic postures, and in the Mother and the fertility cult.
A Índia era habitada, naquela época, proto-histórica, pelo povo drávida, cuja sociedade e cultura, de alto nível, eram matriarcais, sensoriais e desrepressoras, ou seja, era uma civilização tantrika.

O tantrismo era um gupta vídya - conhecimento secreto.

Nesta sociedade matriarcal la propriété, la maison, les terres, les serviteurs appartiennent aux femmes e o homem não passa de um fécondateur, un errant qui s`intéresse aux arts, à la guerre, au jeu, ou bien se consacre à la vie intellectuelle ou spirituelle.

As mulheres eram proprietárias dos meios de produção, situação comum a muitas sociedades primitivas urbanas e agrícolas. A importância económica preponderante da mulher, a descendência matrilinear, ou seja, a linha de descendência feita por referencia à mãe, leva a que a sacralidade feminina passe a primeiro plano.

A fertilidade da terra é solidária da fecundidade feminina. As mulheres são responsáveis pela abundância das colheitas, pois só elas é que conhecem o mistério da criação. É um mistério mítico e religioso, porque governa a origem da vida, da alimentação e da morte. A Terra Mãe reproduz-se por partenogénese. A mulher, qualquer das mulheres, comunga desta capacidade e reproduz-se, dá vida a outro ser também por partenogénese. Pelo menos assim o pensavam.

A sacralidade feminina, já conhecida no período paleolítico, com a agricultura, aumenta o seu poder, tornando-se dominante. A sacralidade feminina conduz

à sacralidade da sexualidade e conduz à orgia ritual. A mulher, a sexualidade, os ritmos lunares, o mistério da vegetação, da morte e renascimento cíclico, sazonal, com uma espantosa multiplicação pós-morte, estão interligados entre si num simbolismo e estrutura antropocósmica. E parece que o que causou a crescente sacralidade da mulher não terá sido propriamente o fenómeno da agricultura, mas o mistério do nascimento ® morte ® renascimento, identificado no ritmo da vegetação.

Neste povo, que vivia no meio cultural e mítico descrito, surgiu o Tantra, como filosofia de vida, de comportamento, que é.
O tantrismo, sendo assim uma filosofia matriarcal, logo sensorial, desenvolveu técnicas relacionadas com o respirar, comer, excretar, dormir, ter mais saúde, mais beleza, mais juventude, mais longevidade, mais prazer e melhor sexualidade.
Alguns autores equivocadamente dizem que o Tantra só terá surgido no séc. VI, outros no séc. VIII, porque só nesta época é que surgiram as Escrituras sobre Tantra. Mas, na verdade, é muito mais antigo, e está em estreita associação com o proto-Yôga (….). Na verdade, os mestres tântricos acentuam que, não obstante suas doutrinas sejam recentes, elas não são criações totalmente novas, mas apenas reinterpretações da sabedoria sagrada

Assim, estes textos, recentes, são os Tantras.

Já o Tantra é a mais antiga, rica, poética e artística tradição cultural da Índia.
Hay um tantrismo popular (….) pré-vêdico, extremamente antiguo y que se concentra en torno del culto de las Diosas Madres, las que se hallan en todas as partes.
Porém a partir do séc. VI foi uma moda na Índia, que influenciou a sociedade, a arte, a filosofia, os costumes, a religião e a ética de forma profunda.
Os Tantra, costumam ter uma divisão quadrupla:

Jñanapada - a gnose; a doutrina;
Yôgapada - o ensino sobre a prática de Yôga;
Kriyápada - actividades rituais
Charyapada - ensinamentos sobre comportamento; regras de vida.

Os Tantra são escritos sob a forma de diálogos entre Shiva e a sua esposa Shaktí. Quando, nestas conversas Shiva ensina a Shaktí, a escritura tem o nome de ágama. Quando o ensinamento é transmitido pela Shaktí, que assume o nome de Bhairaví, sendo o discípulo Shiva, então têm o nome de nigama.

Os ágama são considerados ainda mais antigos que os Vêda.

Os Tantra são mais de 200 livros, com um milhão e meio de shloka, que são estrofes com quatro versos de oito sílabas. Os mais conhecidos textos são os Mahanirvanatantra, Kulanarva Tantra, Tantrakaumadí, Shaktísangana, Rudrayámala, Káliká, Tantrasattva, Syama Rahashya, Mantra Mahôdadhi, Sharadatika e Satchakranirupana.

Existem três linhas de tantra e sete escolas principais. A nossa linha de Yôga baseia-se nas raízes dakshinacharatántrika, linha branca, mão direita, a mais antiga. Não utiliza fumo, drogas, álcool, carnes e recomenda contenção de orgasmo. As outras linhas são a negra, ou de mão esquerda, própria da Idade Média, e a cinzenta. As sete escolas são:

1 - Dakshinacharatantrika (tantrismo branco);

2 - Vamacharatântrika (tantrismo negro);

3 - Vêdacharatântrika;

4 - Vhaisnavacharatantrika;

5 - Shaivacharatantrika;

6 - Siddhantacharatantrika;

7 - Kaulachara tantrika (tantrismo cinzento).


É uma filosofia que nega e condena o sistema de organização social por castas, predominante na Índia durante milénios. É uma filosofia de liberdade. Por isso foi condenada e perseguida pelo opressor ariano, após este ter invadido e escravizado o povo drávida.
A palavra tantra em si tem vários significados:

a) - Desde logo significa aquilo que é regido por uma regra geral, mas também é a maneira correcta de fazer qualquer coisa. Poderá significar ainda autoridade, prosperidade, riqueza, encordoamento (de um instrumento musical).

b) - É aquilo que esparge o conhecimento.

c) - É o conhecimento relativo a tattwa (verdade) e mantra (ciência do som e ultra-som).

d) - Tantra também significa tecer, tecido, trama ou teia do tecido, pois para o tantra o Universo é um tecido onde tudo imbrica, tudo se interrelaciona, tudo actua sobre tudo; mas ainda continuidade, sucessão, descendência, ou processo contínuo.

e) - Significa também sistema, teoria, doutrina, obra científica, secção de uma obra. Também é a designação de qualquer doutrina ou obra que se inspire nesta filosofia.

f) - Tantra resulta de tantri, explicar, expor, pelo que pode também designar um tratado sobre um determinado tema, mesmo que este nada tenha que ver com o tantra.

g) - Tantra também designa toda a doutrina não vêdica.

h) - Tantra resulta ainda do radical tan (estender, esticar) e do sufixo tra (instrumentalidade), pelo que temos tantra como instrumento de expansão da consciência a níveis supraconscientes.


Tantrismo hoje (http://swaramadra.sites.uol.com.br/swaramadra-tantrismo.htm)

Referimos ao Tantrismo em virtude da constatação de um verdadeiro desmoronamento dos valores tradicionais. O ensinamento tântrico é capaz de nos instruir sobre as razões e conseqüências inevitáveis da crise espiritual esclarecendo os aspectos positivos.

A energia é na verdade a palavra mestra do ensino preconizado pelos Tantras.

O Tantrismo propõe-se a despertar essa energia, e elevá-la a seu mais altograu de intensidade a fim de superá-la e dominá-la. O Tantrismo não ignoraos impulsos sexuais, ao contrário ele os enaltece e os proclama como a mais bela e expressão da energia divina.

"A energia do desejo não pode ser ignorada, o Tantrismo propõe a seus adeptos que reconheçam essa energia vivendo-a e dominando-a para fins espirituais."

Os Tantras são catégoricos, a energia é a mulher. Esta encarna a manifestação máxima e transfigurada da energia original.

O Tantrismo é a única espiritualidade indispensável a toda liberação interior da união do homem e da mulher. Tantrismo não provoca lutas contra os sexos, lutas de rivalidade e grosseira, ao contrário, ele se baseia na realização de uma complementaridade indestrutível, essencial.

Para definir adequadamente o projeto tântrico, evocaremos por simbologia a figura de uma cruz.

No alto situa-se a força original, fundadora; ela desce ao longe do eixo vertical para se manifestar no mundo sob a forma de um desejo, da atração passional, sexual e amorosa. O homem a mulher localizam-se respectivamente à esquerda e a direita no plano horizontal. Sua união realizada segundo os ritos sexo-mágicos ensinados nos Tantras, permite à energia, que estava de certo modo caída, absorvida na matéria e na carne, remontar à sua fonte. Essa energia reanimada, despertada, transfigura o corpo- espírito dos dois adeptos que têm acesso à situação máxima, à libertação imediata do julgo dos condicionamentos, das ilusões perturbadoras peculiares à condição humana...

Nunca o conflito entre os sexos conheceu tamanha exacerbação, mas também que jamais conteve potencialmente uma carga espiritual tão forte. Cabe, pois aos homens e às mulheres "esclarecidos" saber identificar a manifestação dessa energia sob a forma conflitante do desejo e interpretá-la metafisicamente, em termos não mais antagônicos, porém complementares e, em conseqüência, assimilar essa manifestação com a possibilidade de uma transfiguração.

UMA VIA ESPIRITUAL DESTINADA AOS HOMENS DA IDADE NEGRA

Os instrutores tântricos dirigem seus ensinamentos aos indivíduos nascidos na Kali-yuga, a Idade Negra. Estamos vivendo na última idade em que as forças elementares predominam, é uma idade de indistinção, sujeita à forças materiais. A energia original se interna progressivamente na matéria, se trata de um processo de evolução cósmica; Os sábios tântricos se apoiam não somente numa visão interior, graças a meditação e ioga, mas também na ciência cosmológica.

Nos tratamento eles descreveram o processo da involução da energia, identificada com o espirito original, que acabou por se esquecer de si mesma à medida que vão pensando os elementos materiais. Com adormecimento, o torpor do espirito, que eles vão desenvolver um sistema de pensamento, para despertar forças vivas do ser. Poderíamos definir o tantrismo como a via privilegiada da volta à origem.

A CONVERSÃO

Os mestres tântricos exigem que seus discípulos que ajam e que executem uma prática, a fim de cortar, um a um, os laços que aprisionam o homem no mundo fenomênico. Outras espiritualidades respondem diferente esses problemas metafísicos, recomendam uma espécie de retirada do mundo e de interiorização contemplativa.

tantra3Na Índia o sistema sectário das castas, ousou difundir uma doutrina de despertar espiritual a todos, sem distinção de raça, sexo, ou classe hierárquica (o lugar concedido às mulheres "extracasta" é um exemplo, levando-se em conta o contexto cultural). O tantrismo se dirige a todos, ensina uma via aberta. A via dos tantras recobre a existência comum e tende despojar todos os seus condicionamento para que dela faça jorrar uma energia nova desembaraçada de sua ganga espessa, escura. O desejo é um verdadeiro veneno, em nível mais baixo, que acaba fazendo com que o homem em suas implicações cause a sua perda e a sua queda definitivamente na ignorância. O tantrismo afirma que podemos se libertar graças a próprias condições dessa queda. Não é refreando o seu desejo ou obedecendo estupidamente que a condição humana pode exprimir verdadeiramente, mas sim desenvolvendo esses desejos, dando-lhes oportunidade para se manifestar livremente.

O TANTRISMO CONVERTE O VENENO EM REMÉDIO

O Tantras são explícitos quando à natureza dessa transgressão. Astransgressões radicais de proibições morais, de tabus culturais, etc., não significam grandes coisas aos tantras, e é isto, o mais importante, o valor espiritual das transgressões são bem atuais...

Os Tantras afirmam ser capazes de se libertar espiritualmente dos liames daservidão material praticando conscientemente atos que causam a perda dos ignorantes. A prática tântrica garante a transformação do veneno em néctar de imortalidade.

A SADHANA TÂNTRICA

O Tantrismo é uma via em que a ascese, as técnicas psicofisiológicas e as posturas corporais desempenham um papel determinante para êxito do empreendimento; mas sua diferença se instaura radicalmente graças a uma singular promoção do desejo e do gozo.

A sadhana se entrega à experimentação dos condicionamentos, dos impulsos, dos desejos constitutivos da condição humana. Em de refrear os instintos "primários", a sadhana os intensifica continuamente, a fim de despertar as energias originais envolvidos na matéria.

O elogio ao corpo implica uma redescoberta maravilhosa da sexualidade banalizada, reduzida ao gozo ordinário e à procriação instintiva. Segundo os Tantras, os homens jazem entorpecidos no seios de uma força enrodilhada sobre si mesma; e o tantrismo afirma que pode impulsionar essa força no sentido de libertar os seus adeptos.

A supremacia concedida ao desejo sexual como fonte de despertar devia levar infalivelmente a uma nova valorização da mulher, à perfeição espiritual da sua essência, atribuindo às mulheres a manifestação máxima da energia .

Os instrutores tântricos aprofundaram consideravelmente o papel metafísico da feminilidade ao criar o conceito decisivo da shakti.

A SHAKTI

A shakti é um termo fundamental da doutrina, designando tanto a energiaoriginal quanto a força pura das quais cada mulher é potencialmente a encarnação. Toda perspectiva da sadhana tântrica orienta-se no sentido dodespertar e da posse transcendental dessa energia; o adepto só prática sua ascese com este objetivo único; unir-se à shakti "interior" ou "exterior".

A realização da sadhana não pode ser comparada a uma relação sexual,"natural", normal, horizontal, tendo em vista apenas a satisfação efêmera. A união tântrica realiza a complementaridade de dois princípios metafísicos, ultrapassando largamente a própria pessoa dos dois adeptos (que talvez nunca mais se reveja). As técnicas de união sexual ensinadas pelos tantras, as condições drásticas que elas requerem da parte dos parceiros, nada têm em comum com atos "primários" onde prevalece a exigência única de um impulso degenerado.

Ademais, as posturas corporais - asanas -, as atitudes exigidas por ocasião -maithuna - seguem um sentido exatamente inverso ao das "convenções" sexuais correntes.

A KUNDALINI

A energia ou shakti se manifesta não somente no mundo fenomênico, como força desgarrada ou degradada, mas também no corpo humano. A sadhana é praticada essencialmente com o fito de despertar essa shakti.

O despertar do kundalini - pelo menos a sua tentativa - não poderia ser feito razoavelmente sem uma direção espiritual contínua, permanente econfiável. As tentativas, sempre possíveis, de solicitar essa força para fins pessoais não só estariam infalivelmente fadadas ao mais pungente fracasso como ainda poderiam causar, em muitos casos, danos corporais, psíquicos e fisiológico irreparáveis.

Antes de concluir esta breve exposição dos princípios fundamentais da doutrina tântrica, é indispensável precisar que o despertar da kundalini se efetua no fim de duas vias relativamente distintas: a via da mão direita e a via da mão esquerda.

A primeira diz respeito aos adeptos que desejam pôr em ação essa força pela prática iogue, sem jamais recorrer a uma relação sexual real. A Segunda é praticada pelos tantristas que esperam dominar essa força após despertá-la a uma união física com uma pessoa do outro sexo.

A sadhana tântrica exige, em ambos os casos uma longa ascese preparatória e o acionamento de manipulações psicofisiológicas temíveis executadas obrigatoriamente sob a direção de um mestre competente.

Tanto os princípios do Tantrismo autorizam hoje em dia a reflexão do homem"moderno" e podem esclarecer certos aspectos da crise dos valores que ele está atravessando, quando a verdadeira prática tântrica lhe continua interdita na falta de uma supervisão espiritual adequada.

A HISTÓRIA DO TANTRISMO

A nosso ver o Tantrismo deve ser representado como um Renascimento Espiritual pelo surgimento de crenças religiosas ancestrais que outrora sedesenvolveram na terra milenar da Índia, mas que foram asfixiadas, ocultas pelo gênio espiritual dos indo-arianos.

Com efeito, é doravante patente que o Tantrismo, tal como floresceu e se codificou na Índia medieval, se baseia na emergência de crenças bem anteriores a ele e às quais se podem acrescentar influências budistas.Assim, a figura arquetípicada Grande Deusa (Kali), de Shiva dançando (Shiva-nataraja), os costumes transgressivos, os sacrificíos de animais e àsvezes humanos, antes de constituírem elementos culturais importantes dotantrismo, presidiram aos ritos das populações autóctones dradivianas.

O Tantrismo não se afirma em mensagens reformistas, mas sim numa transformação psicofisiológica dos condicionamentos humanos.

Por volta do século IV, que apareceu o Tantrismo, porém seria difícil falar de toda tradição e ensinamento dos tantras porque já existe há vários anos e que vai passando de mestre para discípulo de forma oral. É de se supor que os mestres ordenaram essa publicação menos por preocupações de proselitismo do que por vontade de testemunhar, diante da degração cultural peculiar a Kâli-yuga, uma espiritualidade autêntica.

Em breve o Tantrismo se espalhou como um rastilho de pólvora através dos setores da vida em cultos e ritos que eram feitos secretos e subterrâneos, porque os dominantes brâmanes davam um desprezo para que eles chamavam de heresia.

OS TANTRAS

Tantra é uma palavra sânscrita cuja raiz, TAN, significa: estender- continuar- multiplicar- sucessão- desenvolvimento- processo contínuo.

Segundo essa acepção, um tantra seria "aquilo que aumenta o conhecimento".

Os Tantras buscam transcrever o mais fielmente possível essa tradição pedagógica, o Tantrismo conhece então um triunfo doutrinário incontestável e absorve parte dos ritos e cultos hindus. O apogeu dos textos conhecidosocorre por volta do ano mil, assim o Tantrismo passa a conhecer triunfos doutrinários incontestáveis e absorve parte dos ritos e cultos hindus, difundindo-se por Tibete, Nepal, Japão etc.

A essência dessas crenças só pode ser compreendida em relação com o culto da Sakti e a exposição das técnicas de despertar da Kundalini.

Sobre historia do tantrismo
(http://mortesubita.org/jack/magiasexual/livros-sexuais/feiticaria-sexual/a-historia-do-tantrismo)

Os traços mais primevos de Magia Sexual são encontrados na adoração pré-histórica da Grande Mãe, cuja natureza era celebrada na mudança das estações e cuja presença era experienciada através de fenômenos naturais. Esta forma primitiva de Magia Sexual era basicamente animista e traços de seu simbolismo gerador e religioso têm sido encontrados e datados até por volta de 18 mil anos a.C. nas paredes de cavernas do Paleolítico. Exceto por estes traços precoces, os primeiros registros de adoração tântrica são encontrados numa região conhecida como a Tartária.

A Tartária

Uma idéia predominante na antropologia moderna é que a disseminação do pensamento e práticas Xamânicas e Tântricas originaram-se de uma área central de difusão. A região mais favorecida por aqueles que abraçam esta teoria é a do deserto de Gobi. Tal deserto é uma terra de lendas e magia, era conhecida pela tradição como a terra dos Tártaros ou Tartária. Embora haja pouca informação restante a respeito deste título, menciona-se sobre a terra grega de Tartarus, que existia nas areias profundas e sem sol além de Hades, para onde os Titãs haviam sido banidos por um Aeon. Em sua 'Doutrina Secreta' Blavatsky sugere que a Tartária era o lar da Grande Fraternidade Branca e que já havia sido um grande mar continental, no centro do qual residiam os remanescentes da raça que nos precedera e que detinha grande poder e sabedoria. Portanto, na literatura Teosófica, a Tartária é vista como o ponto de difusão para a sobrevivência de uma raça de uma época muito antiga.

Esta teoria não é apenas encontrada na literatura teosófica, de fato muitas tradições sustentam uma idéia similar e a lenda da Tartária em si mesma pode encontrar paralelos nas lendas de Thule no misticismo nórdico, a fabulosa lenda de Dilmun no pensamento sumério e a terra da Grande Fraternidade Branca, que era conhecida como Agharti Shamballa. Shamballa é o título dado à Tartária nas lendas do oriente, é dito que esta era a terra dos deuses, que ensinaram a mais antiga Gnosis aos discípulos humanos. Uma estranha lenda é também contada sobre o que aconteceu com Shamballa, é dito que uma batalha irrompeu entre os praticantes do CMD de Shamballa e os praticantes do CME de Agharti. Tal batalha teria durado vinte anos com o resultado do desperdício das terras, restando o que vemos hoje no deserto de Gobi. A sobrevivência do Tantra se deu com os Agharti indo viver no subsolo e levando consigo os segredos, durante muitos anos fundindo os mistérios do CMD e do CME e propagaram estes ensinamentos aos preparados através dos antigos e secretos Tantras. Esta propagação de ensinamentos também tomou lugar pela migração dos remanescentes destas fabulosas civilizações através de Uddiyana.

A Uddiyana

A Uddiyana é uma região localizada no vale Swat no norte do Afeganistão, acreditando-se ser esta a região que recebera alguns dos remanescentes de Agharti, sendo também dito que outros esconderam-se no subsolo para formar uma colônia nas profundezas da terra. Em Uddiyana o ensinamento do Tantra floresceu e foi desenvolvido numa fina arte, há rumores de que Uddiyana era governada por mulheres e que era conhecida como Stri-Rajya, o reino das mulheres. Em Uddiyana foi usada a sabedoria do Tantra com uma nova fúria religiosa, sendo a sabedoria secreta ensinada através de um sistema de iniciação em graus em conclaves fechados. Nestes conclaves eram praticadas as artes da adoração Fálica, magia, tantrismo, YabYum, ritos heterossexuais e homossexuais e uma grande variedade de outras formas de feitiçaria. Tsiuen Tsang (por volta de 650 d.C.) escreve sobre as seitas por ele encontradas em suas jornadas através destas regiões. Ele nos conta sobre um mundo estranho de monastérios regidos por mulheres, promiscuidade sexual, trabalho criativo e artes de magia. A religião Uddiyana teve uma fantástica influência na formação da filosofia tântrica, não apenas a espalhando para os reinos de Bengala e Assam, onde estas artes foram finalmente refinadas para um novo nível de sutileza, mas Uddiyana produziu uma longa lista de mestres e discípulos. Algumas das mais notáveis 'crianças de Uddiyana' incluem Chang Tao Ling (+ 200 d.C.), o fundador do Taoísmo moderno, Shenrab (+ 500 d.C.), sistematizador da religião tibetana Bon Po e Matsyendra (+ 800 d.C.) fundador da seita Natha.

Alquimia Sexual Chinesa

Os ensinamentos do Tantra chinês tomam a forma de Alquimia Sexual, sendo sua origem não plenamente determinada. Entretanto, a influência de dois mestres de magia, Hsuang Ti e Lao Tse, teve o profundo efeito de trazer os ensinamentos do Tantra chinês para um cânone mais organizado e refinado. Lao Tse foi o autor do Tao Teh Ching e fundador do Taoísmo, sendo este um intrincado sistema de misticismo baseado nas interações do Yin e do Yang, as duas energias cósmicas opostas primais, ainda que complementares. Estas interações do Yin e do Yang são tratadas no I Ching e formam a base do conhecimento terápico, mágiko, místico, filosófico, do controle da respiração e das secreções, extensão da saúde e outros aspectos do sistema chinês de alquimia. Embora possa ser realmente difícil retratar a Lao Tse muita de 'sua' filosofia, sua vida tornou-se uma lenda, sendo iluminador o estudo de seus ensinamentos. Chang Tao Ling oferece um sistema centrado no entendimento sexual da alquimia chinesa e esquematiza um programa detalhado de trabalho de fisiologia sexual, ritualística e ocultismo.

A Religião Bon do Tibet

tantra1Há rumores lendários que um dos portões da tribo remanescente de Agharti, agora vivendo dentro da terra em cavernas subterrâneas, está no Tibet. O Tibet é uma nação de mágika e ritualística, sendo a religião Bon a sobrevivente das práticas xamânicas nativas na forma externa do Budismo. Foi primeiramente sistematizada por Shenrab por volta de 300 d.C., que formou um sacerdócio tântrico e um cânone autorizado. Há dez graus distintos no Sacerdócio Bon, sendo o décimo não registrado e conhecido apenas pelos mais altos adeptos, enquanto que os outros nove são abertos para a classe de sacerdotes genéricos. Embora eles envolvam um sistema extremamente complexo de demonolgia e ritual, seu poder não pode ser negado. As tradições do Bon cobrem um espectro completo de prática oculta incluindo artes divinatórias, oráculos, exorcismo, evocação, vampirismo, teorias post-mortem, como a do Bardö (o estado após a morte), tratando de 360 formas de morte e muito mais. Em 750 d.C. uma revisão da religião Bon tomou lugar sob a orientação de Padma Sambhava, o então príncipe de Uddiyana. O Bon foi reorganizado numa linha com vários sistemas de Tantra de Uddiyana e foi então formulado num sistema mais refinado de prática mágika e tântrica. O Tantrismo no Tibet é associado com muitas artes obscuras de feitiçaria e portanto afastado por muitas das seitas budistas mais ortodoxas. Contudo, mesmo os Dalai Lamas envolveram-se em muitas de suas práticas. O quinto Dalai Lama, por exemplo, que morreu em 1680 d.C. estudou profundamente os mistérios do Tantra, sendo que muitas das suas canções e poemas de amor ainda são estudados por muitos magos sexuais. Diz-se que quando ele foi questionado a respeito de seu uso de ritos sexuais, ele disse :

"Sim, é verdade que eu tenho mulheres mas você que acha-me errado também as tem e a cópula para mim não é a mesma coisa para você."

O Tantra na Índia

Há histórias de cultos fálicos primevos e ritos de fertilidade na Índia, entretanto, até a migração dos Uddiyana via Kashmir e Himalaia para Deccan no sul e Bengala no leste, o Tantrismo não havia realmente começado a firmar-se nas mentes e corpos do povo hindu. Em Bengala a tradição do Tantra era a mais forte, que até linhagens de reis, os Palas (760 - 1142 d.C.) e os Senas (1095 - 1119 d.C.) fundaram um grande número de escolas e universidades tântricas. Durante este período até mesmo as côrtes reais tinham seus astrólogos residentes e altos sacerdotes tântricos, apenas no fim do século treze isto foi destruído com as invasões de hordas muçulmanas.

Os mistérios tântricos, contudo, ainda sobrevivem em várias seitas secretas e semi-secretas da Índia. As duas mais importantes destas seitas tântricas budistas são a Kalachakra (Culto da Roda de Kali) e a Vajrayana (Culto do Trovão). À parte de seitas hindus, existem muitas, a tradição tântrica no hinduísmo é excepcionalmente forte e toma uma grande variedade de formas, algumas destas sendo os Shaivitas (Culto a Shiva), Shaktitas (Culto a Shakti), Sauras (Culto a Shani ou Saturno), Kaulas (Culto a Kali) e os Ganapatyas (Culto a Ganesha). Além disso, há várias derivações, por exemplo, dos Shaivitas derivam os Lakulishas, que adoram Shiva como o senhor do cajado, e os Pashupatas, que adoram Shiva como o senhor das bestas, cada uma enfatizando diferentes facetas do mesmo sistema religioso.

Primórdios da Magia Sexual Ocidental

Os ensinamentos do Tantra vagarosamente passaram ao ocidente, sendo os registros mais antigos os trabalhos de Edward Sellon por volta de meados do século XIX e os muitos textos escritos por John Woodroffe. Sir John era um juíz de alto escalão em Calcutá, que traduziu para o inglês a maioria dos textos originais de tantrismo pela primeira vez. Vintras (1875), Boullan (1893) e Van Haecke (1912) foram alguns dos mais velhos ocidentais a revelarem um completo sistema de magia sexual. Seu sistema era baseado no uso de ritos sexuais em conjunção com a criação de formas astrais, incluindo o que eles chamavam de 'Humanimaux', elementares meio animal, meio humanos. Seu sistema enfatizava a possibilidade de imortalidade através da sexualidade e usa um largo espectro de técnicas sexuais. Vintras pode ser entendido como tendo reavivado uma tradição ocidental esotérica de magia sexual, cuja origem pode ser rastreada de volta ao Gnosticismo do primeiro século da era cristã. Embora haja pouca imformação disponível parece que um sistema baseado numa síntese de conhecimento mágiko e sexual da Tartária estava sendo ensinado por várias fraternidades na região do Mar Morto.

Estas fraternidades, uma das quais era conhecida como 'os Essênios', estavam envolvidas num sistema de magia muito parecido com os ensinados no Tibet e na Índia. Já está demonstrado que Jesus foi iniciado numa destas fraternidades e que muito do Gnosticismo original formou-se desta maneira. Certamente os trabalhos de John Allegro decifram muito do Novo Testamento através deste elemento tântrico. O problema é que os ensinamentos gnósticos de Jesus foram suprimidos e um evangelho mais social foi colocado para o público. Por sorte, contudo, o professor Ormus ( 6 d.C.) renovou o ensinamento da doutrina tântrica e permitiu sua sobrevivência até quando os Cavaleiros Templários e a Ordem de Sião tomaram esta tarefa. Outras ordens mais tardias de orientação Rosacruz e Maçônica também levaram adiante o ensinamento em segredo. O tantrismo de Randolph Paschal (1875) demonstra uma mistura de tantrismo gnóstico e tártaro. Tendo viajado bastante, desenvolveu um sistema ocidental de tantra, que mais tarde foi adaptado na estrutura maçônica da OTO original.

O Trabalho de Gurdjieff

Gurdjieff viajou através das regiões da outrora Suméria, da Mongólia e do Tibet e foi treinado pelo mestre Karagoz, um dos últimos mestres remanescentes do Tantra da Tartária. Após radicar-se em Paris, Gurdjieff desenvolveu e ensinou um sistema baseado numa síntese de dança e misticismo Sufi bem como na Gnosis Tântrica original. Seu comportamento sexual era selvagem e imprevisível, muito parecido com seu contemporâneo Aleister Crowley. Seu sistema sobrevive ainda hoje e oferece muito ao estudante de magia moderna.

Aleister Crowley e a O.T.O.

A Ordem do Templo do Oriente foi formada em 1902 por Karl Kellner, baseada no arcano tântrico esquematizado nos trabalhos de Randolph Paschal. A estrutura da ordem utilizava um sistema de dez graus, os seis primeiros sendo maçônicos, com o conhecimento sexual sendo revelado apenas nos quatro graus restantes e mesmo neles, numa forma muito mais teórica que prática. Após um breve período de existência veio a cair sob supervisão de Aleister Crowley, que inovou seus ensinamentos de um misticismo pseudo-maçônico para uma Magia do Novo Aeon. Ele também adicionou um grau extra, o décimo primeiro grau, de acordo com certos requerimentos tântricos específicos. A nova OTO como construída por Crowley marcou o ressurgimento da tradição original tântrica da Tartária.
A história da OTO após seu óbito parece extremamente confusa, deixando a impressão que ele assim o quis, sendo seus estudantes desta maneira forçados a permanecerem 'em terra'. Embora haja várias reclamações sobre o título da OTO, não é nosso objetivo adentrar uma consideração sobre as várias reclamações de validade, ou falta dela. Após o óbito de Crowley, um vórtice astral foi criado para segurar o conhecimento da magia sexual. Este vórtice, escola ou loja é conhecido como o Santuário Soberano Astrum Argentinum. Esta loja tem muitos representantes físicos, embora qualquer um reclamando autoridade, baseado em qualquer evidência, física ou astral, deve ser duvidado. A Astrum Argentinum confirma o Tantra Tártaro bem como esquemas de vários derivativos da magia sexual como encontrados nos sistemas hindu e chinês. Esta corrente confirma os ensinamentos de Agharti e sua aparição posterior no mito de Shaitan dos Yezidis e no Tantra Draconiano do Antigo Egito.
A Magia Sexual obscura de Agharti reapareceu novamente, num sistema que une técnicas tanto simbólicas quanto físicas e que formula uma nova e pura ética baseada na beleza e majestade do Santuário Mais Interno da Vontade.
Sua mensagem é clara, o caminho da liberdade está contido dentro de nossas mentes e corpos, não há necessidade em se olhar além!

Tantrismo: Tantrismo uma religão do Sagrado Feminino (http://pistasdocaminho.blogspot.com/)

A Maioria dos ocidentais usa a palavra "Tantra" para cobrir a sagrada e acentuada sexualidade. Tantra, como prática medicinal no Oeste, referido como "neo-Tantra", pede emprestado de muitas tradições incluindo Taoísmo, Hindu Tantra, Quodoshka Americano Nativo, Africano, Polynesian, Wiccan, Gnosticismo Cristão, etc. O Real "Tantrismo" é uma disciplina espiritual rigorosa de vasto campo de estudo, sendo uma pequena parte porém, importante o aspecto sexual. Experiências Místicas de alterados estados de consciência resultam em muitos dos processos, especialmente o procedimento de utilização da energia sexual.


Tantristas usam o princípio do ritual de sublimação dos impulsos naturais para atingir alterados estados de consciência. Peritos do Tantrismo são treinados para usar todas as suas energias diretas para a conquista da Eternidade. A satisfação ritual de luxúria e o consumo dedicado de carne ou licor são esotericamente meios significantes de compreender a unidade de carne e espírito, do ser humano e do astral. Eles não são considerados pecaminosos e agem, ao contrário, como meios efetivos de salvação. A Cópula Ritual está, para ambos companheiros, como um formulário de comunhão de existências e uma participação em processos divinos e cósmicos. A experiência de transcender espaço e tempo, de superar a extraordinária dualidade de espírito e matéria, de recuperar a unidade do primaveral, a realização da identidade de Deus e sua Shakti, e dos manifestados aspectos do imanifesto do Todo, esses constituem os muitos mistérios do Tantra.


O TANTRISMO é um sistema de adoração Ideal. Sua posição central é que há unicamente “Um Princípio Final”, mas que este Princípio tem dois aspectos, um Transcendente, e o outro Imanente. Os Tantras explicam em grande detalhe a origem de Espírito e Matéria; eles discutem a natureza do Princípio Final; e eles explicam a causa do Impulso Inicial de Criação.


TANTRA ensina como lidar com os aspectos diferentes do Conhecimento Supremo e leva a caminhos práticos para experimentá-los.


Não há corpo de literatura tradicional que tenha sofrida tanta crítica espalhada, dos alunos Orientais e Ocidentais, como o Tantra, devido, principalmente, ao seu caráter altamente esotérico que gerou uma condição que praticamente impossibilita ao aluno não praticante a obtenção de informações adequadas e de seu conteúdo verdadeiro, para que com isso possa ele ter uma compreensão profunda, através da experimentação direta e de seus resultados.


O TANTRA considera o Universo como sendo uma REALIDADE MÁGICA, não contradizendo com o VEDA, que diz que o Universo é uma ilusão (MAYA).


Os TÂNTRICOS tentam lidar com todos assuntos, da criação do universo ao regulamento de sociedade, e eles sempre tem sido o repositório de conhecimento espiritual, esotérico e prático, especialmente a Ciência espiritual de Ioga.


OS TÂNTRICOS aceitam os VEDANTAS e não estão em nenhum caminho hostil ao Seis Darshanas. O propósito do Tantrismo é de tentar fornecer um caminho para salvação do homem durante a idade presente (KALI YUGA). Seus princípios são de requerimento universal sem consideração ao tempo ou lugar, temperamento ou capacidade. Eles colocam a prova aquela especulação filosófica de que não existem coisas suficientes para satisfazer a fome espiritual da alma na Natureza, nenhuma descrição por mais precisa que seja de um banquete é suficiente para satisfazer a fome física do corpo. Portanto, os Tantristas fornecem não unicamente os princípios de especulação, mas também o fundamento para experiência; eles não unicamente discutem, mas principalmente experimentam. Eles fornecem uma fundação racional aos exercícios espirituais da Ciência de Ioga que liberará um homem (ou uma mulher) durante UMA existência. Essas práticas são referidas como SADHANA, aquela prática próspera que conduz para emancipação final da alma. Por toda a sua estrutura, o Tantra coloca uma ênfase dominante no aspecto prático de conhecimento espiritual.


O propósito declarado do TANTRISMO é de fornecer aos anões espirituais métodos de Ioga do Kali como meio de sublimar suas obsessões e de dominar suas tendências animais dentro dos êxtases espirituais. Os mais altos ensinamentos da Idade Dourada da espiritualidade (SATYA YUGA) são impraticáveis por longos períodos, ninguém os compreende profundamente, eles estão somente na letra morta. Nós estamos também fracos, e somos por demais escravos de nossos sentidos para empreender as austeridades da disciplina pessoal como foram soletradas nas sagradas escrituras do prime VEDIC. Para nós um manual diferente de liberação espiritual, que se encaixe em nossas necessidades, têm sido fornecidas pelo TANTRA. O caminho fornecido pelo TANTRA deve ser o da reintegração dos dois pólos de existência - Masculino (+), e Fêmea (-). Não Há outro caminho no Kali Yuga.


TANTRA, embora monitorado, pressupõe e demonstra, através das realizações excepcionais compreendidas por muitos peritos avançados, a existência da consciência Absoluta como verídica e composta de duas realidades essenciais, ambas eternas mas de uma natureza complementar: SHIVA - O Espírito Supremo, O Conhecimento do sentimento puro e SHAKTI - a Natureza, a esfera de objetividade. SHIVA é o Princípio Final da Realidade Absoluta, a Causa Primordial, a Transcendente e a imanente Essência Final. SHAKTI é a totalidade da Manifestação Cósmica, o Universo.


SHAKTI impregna toda a manifestação cósmica como uma energia invisível sagrada. Ela contém o oceano de possibilidades através de que SHIVA pode se manifestar.


Como Realidades polares, SHIVA (O espirito supremo da natureza) é o Princípio Masculino Eterno, o Pai Cósmico; SHAKTI (A natureza em si) é o Princípio Feminino Eterno, a Mãe Cósmica dos Mundos.


Devido a similitude que existe entre o Homem e Universo, essas duas Realidades Finais têm sua reflexão em toda existência humana.


O alvo do TANTRA está em fornecer o procedimento necessário para descobrir essas Realidades dentro da existência do praticante e para compreender a fusão entre eles e seus correspondentes cósmicos. Desta Forma, o YOGUI alcança o KAIVALYA, um estado permanente de autonomia perfeita e domínio pessoal transcendental. Em outras palavras, quando o YOG conhece o SHIVA Cósmico através de seu SHIVA humano, ele atinge o mais alto estado de conhecimento e o nível mais expandido de consciência, conhecida em IOGA como SAMADHI.


Isto é o primeiro passo para o esclarecimento. O segundo passo é a viagem as fronteiras do Infinito, do estado de beatitude pura e infinita, transbordando em uma abundância suprema, a felicidade Suprema sobre tudo que é manifestado. Esta Verdade foi belamente expressada em uma maneira simbólica na TABULA SMARAGDINA, um texto do Cabalístico:


"Da Terra [esta energia misteriosa] ascende ao Céu, então volta à Terra, cercando a cúpula Mais Alta e as Forças Abaixadas. Nesta maneira você obtém glória perfeita. De agora em diante, todas as Forças da Escuridão fogem de você."


O estado supremo não é atingido por idas fora do mundo (que é a atitude de outros sistemas espirituais que consideram o mundo como uma ilusão) mas por compreender os manifestos Absolutos em todas as coisas. Seus Ensinamentos habilmente nos guiam em como usar o que aprendemos nos adaptando à cada circunstância particular.


TANTRISTAS pressentem o Universo como extremamente complexo, uma rede multi-dimensional de energias invisíveis. Esta Ciência permite a expansão controlada de conhecimento além do circulo de aparecimentos ilusórios e assim nos libera da ignorância. TANTRA é também chamado VAMA MARGA, O Caminho da Mão Esquerda, devido ao fato de que mulheres, que estão sobre a influência lunar, polaridade negativa ou a esquerda, jogam um papel de essencial importância nesta Ciência. Entretanto, O Caminho que é recomendado aqui não é de jeito nenhum feito de negações ou austeridades como em outros sistemas espirituais maiores, mas de prazer e beatitudes. A Tradição do TANTRISMO propõe claramente que o estado de integração harmoniosa e liberdade espiritual pode ser obtida unicamente através de experiência direta, apaixonada e não separada vivendo a vida do cotidiano. Os níveis inferiores de conhecimento não podem ser forçadamente controlados e prosperamente superados a menos que sejam experimentados intensamente e totalmente, vivido na plenitude total de sua força.

Prazer não é um fim, mas um caminho para alcançar Conhecimento Divino.


Neste respeito, textos do TANTRISMO dizem que ninguém a vontade é capaz de obter perfeição espiritual usando técnicas chatas e difíceis (para nossa mentalidade do Kali Yuga). Perfeição pode ser facilmente compreendida usando a realização sábia de todos os desejos. Os muitos processos que para outros podiam causar decadência ou morte, veneno ou mau, pode ser usado sabiamente e firmemente pelo enaltecimento espiritual a transformar qualquer corrente energética para o sentido de cura miraculosa da alma.

"Um pode vencer à terra, outro um pode, sem dúvida, levantar ele mesmo com a ajuda da terra."


Outro texto diz:


"Se um homem é um YOGIN, ele não desfruta prazeres sensuais; enquanto um que desfruta deles não pode saber IOGA. Aí está porquê o KAULA (uma Escola Do TANTRIC) caminho, contendo a essência de diversão sexual e IOGA, é superior a para todos caminhos. Na aproximação do KAULA, diversão sexual vira IOGA diretamente. Que em religião convencional é considerada pecado, [quando praticado nosso caminho] torna-se mais meritório.
KULARNAVA TANTRA 2. 23


Outra versão do mesmo texto:


"Em outros sistemas, nenhum um IOGUE pode simpatizar com as diversões do mundo (i.e. ele não pode ser um BHOGI; nem um BHOGI que está no meio de diversões mundanas pode ser um IOGUE. Mas no caminho de KAULA, ambas IOGA e BHOGA tem uma união feliz. KAULA DHARMA é BHOGA e também IOGA; que aparentemente é um pecado, aqui é transformado em uma força de Deus; e o SAMSARA torna-se um meio para liberação."


Na tradição do TANTRISMO, IOGA (união com o Deus) é simultâneo com a paixão vivendo de deleites do mundo, conduzindo ao estado de iluminação através das forças do super normal (SIDDHIS), que são obtidas através de treinamento prático destes procedimentos especiais. Essas forças servem um propósito definido no caminho de atingir o Supremo.


A filosofia do TANTRISMO por si mesmo inclui em seu todo de teoria os níveis do Universo e dá uma importância predominante para astronomia, biologia, parapsicologia, anatomia, meditação, medicina, música, arte e sexualidade. De Fato, a experiência sexual, é considerada uma unificação dos princípios do Masculino Eterno (+) e Fêmea Eterna (-), têm um lugar muito importante em técnicas TÂNTRICAS e procedimentos que estão freqüentemente ligados ao profundamente erótico.


Aqui, sexualidade tem forma unicamente basal, prima facie de suas técnicas. Isto é submetido a uma disciplina rigorosa, porque isto é conhecido, que o segredo da Vida esta em controlar a energia sexual.

Tantrismo - Parte 2

Compreender a atitude do TANTRISMO em relação a sexualidade requer abrir a mente totalmente a uma reversão de perspectiva. Nós estamos acostumados com uma mentalidade puritana em ver o sexualidade como um "pecado" para que seja evitado e vergonhoso (ou, em qualquer caso, para guardar isto em "segredo" por causa de sua "impureza"), nós temos todas as oportunidades para considerar o TANTRISMO como sendo um assalto provocador a moralidade convencional e assim transformá-lo em algo completamente sem valor espiritual impedindo que se veja o tremendo poder de tal perspectiva. Para que possamos compreender isto, nós devemos primeiro nos permitir a ver a dimensão humana como vibrando em identidade com os sagrados aspectos divinos da Criação.

Desta perspectiva do sagrado, sexualidade é vista como reproduzindo em uma escala menor a contínua interação do processo Cósmico que é manifestação no Universo inteiro da Realidade Absoluta. Nesta nova visão, "pecado" desaparece (isto nunca existiu, de qualquer modo!), existência repousada em beatitude pura e amor total. União Sexual é assim um conjunto de disciplinas meditativas com um profundo apelo psicomental e efeitos espirituais.

Portanto não há obscenidade ou pornografia mas unicamente simbolismo sublime e de refinada beleza. A figura de um homem em cópula com uma mulher em união sexual não é pensado impuro ou pecaminoso, ao Contrário, isto é considerado ser um rito verdadeiramente sublime. O adorador masculino tem uma atitude que é diferente à mulher no desempenho do ato sexual. A mulher é transfigurada dentro de um símbolo vivo na manifestação terrestre da Mãe Divina do Universo (PARA SHAKTI). Igualmente, à mulher difere do homem que representa uma incorporação vital do Princípio Masculino Eterno (SHIVA). A beatitude sexual deve ser levantada a um nível transcendental de uma psique extraordinária experimentando um caráter espiritualizado refletindo, então, a felicidade inefável de uma natureza cósmica sutil, sabida em IOGA como ANANDA (i.e., beatitude cósmica) e no TANTRA como SAMARASA (i.e., o sabor da igualdade).

Retenção - o segredo não dito


Isto é importante para enfatizar a IOGA DO TANTRA e substanciar suas técnicas de desenvolvimento espiritual no perfeito e ainda difícil controle da energia sexual. Textos tradicionais dizem que o sêmen contém conhecimento como o ovo contem a energia criativa primordial. Aqui o ponto está em fazer o praticante tomar consciência da quantia enorme de energia sexual em estado cru e fazê-lo ver que esta energia sutil pode ser controlada e seu poder direcionado para mais altos propósitos, (i.e. psicomental e espiritual).

Sendo que saúde mental, física e emocional, são fatores primordiais para a perfeita abordagem de qualquer das práticas sexuais de TANTRISMO. Tratados da civilização moderna deixam suas marcas em nossa integridade, assim nós necessitamos abrir um canal para o reaprendizado, para experimentar como toda intensidade possível nossos sentidos. Enquanto o cultivo da consciência sensorial nos for válido, aqui estão reunidas técnicas diferentes de amplificar o prazer sexual e de abertura até a experimentação do orgasmo sexual profundo, pode ser uma preparação útil ao TANTRA, essas técnicas incipientes fazem parte do TANTRA ainda que elas não sejam acompanhadas por um total controle.

A Ciência do Sages antigo (SIDDHAS) ensina que a força do impulso (a Força de Vida) pode ser transformada dentro de receptáculos superiores de energia chamada OJAS e TEJAS. O praticante direciona o impulso do orgasmo para ascender até seu centro de coroa (SAHASRARA), onde isto transforma-se no SOMA, no Néctar de Imortalidade. Através dos procedimentos do TANTRIC, o sêmen é absorvido pelo sistema do linfático. O sistema do linfático consiste do fluido (linfo) que banha os tecidos, sendo parecidos em composição com o plasma. O linfo contém células brancas envolvidas no sistema de imunidade do corpo. Essas células brancas produzem anticorpos, substâncias especiais que atacam os organismos estrangeiros (micróbios, etc.). Através do sistema do linfático, o sêmen alcança o cérebro (CORPUS CALLOSUM) onde isto é processado dentro dos receptáculos de energias sutis (OJAS e TEJAS) formados pela mais alta mente. Como o cérebro físico necessita oxigênio e proteínas para funcionar propriamente, a mais alta mente (superconsciência) necessita de grandes quantidades grandes de OJAS e energia do TEJAS. A energia do TEJAS é aquela energia que produz o halo que cerca a cabeça do santos. A energia do OJAS é aquela energia que confere um vigor extraordinário, força e virilidade.

A transformação de energia do sêmen dentro o OJAS e TEJAS não toma lugar unicamente nos homens. Mulheres que praticam IOGA DO TANTRA realizam a transmutação daquela energia que produz - o ovo (óvulo) e o ciclo menstrual. Essas energias são transformadas no OJAS e TEJAS exatamente como no caso dos homens. Como um resultado, o ciclo menstrual torna-se escasso ou até mesmo desaparece completamente, e a ovulação se processa lentamente ou para. Contudo, quando a concepção de um nenê é desejada, são permitidas as energias acumularem-se na área pélvica, a ovulação volta para o normal e o ciclo menstrual aparecerá outra vez.

Outra característica importante do Caminho do Tantrismo é aquele crescimento espiritual que é compreendido através da geração e acúmulo de cargas extremas de energia (SHAKTIPATA) espontaneamente produzido durante a prática levando ao praticante a viver emoções intensas, incluindo ambas emoções não sexuais e sexuais. A Existência Suprema revela a si mesmo instantaneamente durante o tumulto de emoções violentas tal como terror extremos, curiosidade viva, compaixão profunda, raiva total, prazeres incomensuráveis.

"Para Quem penetra dentro a Realidade Suprema, tudo que está a mão é valido e passível de consideração como um modalidade; porque, como o sistema do TRIKA coloca, a existência humana não deve se submeter a quaisquer restrições (para que atinjam assim as Supremas)".

Um texto do TANTRIC segredo

Quando controlado e direcionado por uma mente lúcida, esta intensidade predominante das emoções extremas cria um vínculo instantâneo de todos níveis da existência humana (física-sexual, mental-espiritual e emocional) que são normalmente desconectadas e portanto agem independentemente. Assim, o praticante torna-se atento a força abissal interior que ele mesmo mantém soterrada dentro dele e começa trazer isto a superfície. A transcendência dos níveis inferiores de conhecimento é compreendido através de um excepcional frenesi experimentado a todo momento da vida do cotidiano. Desta Forma, a dualidade desaparece dentro uma unidade brilhante do Conhecimento Supremo, sem mudança (NIRVIKALPA).

O TANTRISMO usa, portanto, o Caminho de Energia (SHAKTOPAYA - a descendência de SHAKTI) como uma ferramenta para alcançar a Realização Final. O Tantrismo tem uma aproximação única ao esclarecimento e a transcendência. Na visão do Tantra, o aumento da intensidade de sentimentos de um praticante, prazeres, desejos, instintos naturais (queimando em ardor, paixão forte, excitação turbulenta, etc.), provocando um ESTADO ESPECIAL DA MENTE (este estado de mente é lúcido e ponderável) torna-se uma ajuda poderosa que proporciona um conhecimento aumentado, concentra força espiritual e conduz para a liberação da Pessoa e para a união com o Absoluto. O TANTRISMO ensina para seus estudantes que, enquanto vivendo em um estado de separação perfeita e claridade da mente, exaltar suas sensações para sua a mais alta intensidade e então usar isto como um combustível do foguete espiritual(?).

Nesta visão, não há bom ou ruim, não há baixo ou nenhuma mais alta. Há unicamente energia (SHAKTI). É puramente nossa atitude interior que determina a moralidade de uma ação. Seres Humanos têm duas escolhas: para deixar esta energia controlar suas vidas - e então tornarem-se seus escravos – ou, ao contrário, controlar isto através das técnicas do TANTRISMO - e então eles tornam-se os mestres disto. O TANTRISMO sabe que o segredo de vida e morte esta principalmente em controlar o poder da energia sexual, que é a prima facie, o aspecto basal das existências humanas. Sexualidade é submetida a uma disciplina rigorosa, sendo direcionada para conquistar o controle dos desejos. Isto é o significado profundo do BRAHMACHARYA - o YAMA terceiro. A pessoa que pratica prosperamente BRAHMACHARYA é chamado BRAHMACHARIN = o que usa felicidade substancial para atingir felicidade espiritual.

Portanto, no momento da explosão de uma emoção, o YOGIN torna-se introvertido e termina a emoção por retirar os sentidos internos do objeto (que causam ao praticante aquela emoção) e por enfocar a energia desta emoção à um determinado fim.

A união sexual de dois companheiros que permutam laços de carinho mutuamente, faz a ANANDA (felicidade) tornar-se manifesta. Descansando a mente (Pessoa) nisto conduz à identidade (SAMADHI) com o Final. Quando, por causa da satisfação dos sentidos (que a união sexual produz) o aspecto mais poderoso da ANANDA (felicidade) emerge, os dois companheiros ascendem acima dos sentidos e experimentam a unidade de SHIVA e SHAKTI - Conhecimento e Energia. Para alcançar isto, o fluxo da energia vital deverá ser lançando a coroa da cabeça (SAHASRARA).

Comprovação biológica


O Tantra (que são meios de "tecer juntamente") é um termo soltamente aplicado para um sistema de ioga do Hindu em que a união de princípios masculinos e femininos é adorado. Em prática, isto tem criado uma corrente de praticas de rituais sexuais em que a permuta não orgasmática, lenta é vista como um caminho para uma experiência do expansão de consciência. Uma versão modificada de Hindu Tantra pode também ser encontrado no Budismo Tibetano.


O termo Tantra está também aplicado a práticas (primeiramente Ocidental) religiosas ou práticas espirituais em que permuta não orgasmática sexual, lenta ou masturbação formam um caminho à experiência de êxtase espiritual. Algum destas práticas Ocidentais surgiram durante o século 19, aparentemente por descoberta espontânea embora um popularizador do Tantra Ocidental (Alice Bunker Stockham) tenha se tornado conhecido por Ter viajado à Índia para estudar o Hindu Tantra. Cada "descobridor" deu ao seu sistema um nome único Continence Masculino, O Caminho Melhor, Karezza, Os Mistérios Do Anseiratic, Descoberta Do Zugassent, Magnetation, etc.


Em minha opinião pessoal a razão por que o Tantra persiste apesar do despeito da religião e perseguição à sexualidade nas maiores civilizações modernas, é que ele surge espontaneamente em eras diferentes e lugares, e em razão disto cruza fronteiras sócio-culturais, e que isto é baseado sobre algum fator neurológico; alguma coisa que, quando praticada corretamente, permite os participantes experimentar o que parece ser, para todas intenções e propósitos a presença da divindade na pessoa do companheiro de sexo.


Este ensaio começou com a leitura de um texto bem peculiar de um livro de uma doutora norte-americana que conta sua experiência com o Tantra sexual. Ela diz que tudo começou com o e-mail particular de um homem que disse ela desejava algumas instruções claras sobre o Tantra. Ele não era religioso e não foi interessado no Hinduismo, assim ele se preocupou em saber se aquele Tantra poderia levá-lo a se converter para alguma religião ou outra coisa parecida. Ele também desejou saber se estudando Tantra poderia controlar seus orgasmos. Ele disse que ele estava tentando "suprimir" seus orgasmos pois sofria de ejaculação precoce e não estava tendo muito sucesso.


O seguinte texto compreende uma explanação anatômica básica e técnica (não-religiosa). Eu não sou um professor do assunto. Por isso aqui esta valendo, somente a estória relatada:


Eu sou uma mulher velha de 48 anos que havia lido o primeiro tratado sobre sexo tântrico em 1962. E levei até 1975 para encontrar alguém com quem desejasse tentar algo neste sentido. Ele tinha lido o tratado também; nenhum de nós teve um professor. Isto funcionou para nós! Isto não nos tornou companheiros de vida e também não nos fez querer tornar-nos marido e mulher. Nós não montamos um culto religioso. Isto apenas aguçou nossas vistas espirituais para a beleza sexual e o poder da unidade.


Depois de um longo tempo, em 1977, um amigo meu disse-me que ele desejou tentar as técnicas comigo. Nós nunca tínhamos feito amor antes, assim nós discutimos o assunto por aproximadamente uma hora e então nós praticamos o Tantra. Outra Vez, uma experiência espiritual foi encontrada crescer deste humilde ato biológico. Embora este homem e eu tenhamos raramente nos visto mutuamente desde então eu (ainda) não encontrei outro homem que poderia tentar isto comigo, aquela experiência mudara minha vida, aí eu soube então que os calhamaços de tratados religiosos que eu tinha lido sobre Tantra eram somente um punhado de considerações sócio-culturais postos acima de uma verdade biológica espiritual básica.


Que aquela verdade foi obliquamente abordada por John C. em suas pesquisas. Lilly fez experiências com macacos em 1950 (antes ele obteve resultados surpreendentes dentro pesquisas do cérebro de golfinho). Como documentado em seu livro, "O Centro do Ciclone," ele encontrou que há quatro pontos no cérebro, arranjado em uma fila, que controla a resposta sexual de macacos (masculinos). Foram usados macacos do sexo masculino porque suas respostas sexuais (intumescência, ejaculação, etc.) são mais fáceis de serem percebidas e então quantificadas que as respostas de macacos do sexo feminino, mas o mecanismo é o mesmo em ambos os sexos.


A primeira série neural tem seu papel na área da estimulação (ereção). O segundo ponto é regulador contração muscular (ejaculação). O terceiro ponto é regulador o orgasmo em si mesmo (sensação de culminação do ato sexual). O quarto ponto ele chamou de "domina interruptor", quando este foi estimulado, ele ligou os três previamente mencionados centros, levando o macaco a experimentar ereção, ejaculação, e orgasmo no sentido do previsível usual.


A descoberta destes quatro pontos no cérebro indica que através de práticas e de termos aprendido o controle, podemos separar o “dispositivo de entrada” centralizador do processo e assim experimentar ereção (sistema do circulatório), ejaculação (sistema muscular), ou orgasmo sistema neural) independente ou mutuamente.


Todos nós alguma vez já experimentamos esta dissociação do “dispositivo de entrada” centralizador em um tempo ou outro (nem sempre sobre o domínio de nossa vontade consciente) como quando, por exemplo, nós alcançamos intumescência mas não orgasmo, ou temos uma ejaculação “involuntária", ou temos um orgasmo "insatisfatório" em que as contrações não trazem o grau normal de prazer sensorial. O que o Tantra ensina é como controlar essas coisas de modo que possamos experimentar orgasmo sem contração, assim prolongá-lo além do biologicamente controlado, restrição imposta pela quantia de tempo que isto varia entre indivíduos, mas temos uma média de 8 a 25 contrações normalmente.


Assim em termos estritamente biológicos a prática de Tantra torna-se algo consangüíneo à prática de treinamento do biofeedback. Isto está classificando que o nível de aprendizagem é igual ao de movimentar suas orelhas, isto é, alguma coisa que você tem que trabalhar, porque o sistema psíquico controla o sistema muscular envolvido e não está separado de nosso treinamento em vida.


De onde vem a experiência de espiritualidade? Eu acredito que se origina de nosso sistema neurológico. Existências Humanas parecem estar equipadas para experimentar o mundo parapsicobiofisico. Muitas velhas técnicas para perceber o realismo do espírito usam repetições (de hinos, orações, palavras, danças) enquanto tentam nos direcionar para as forças cósmicas. O Tantra fornece as mesmas características de repetição e atenção. Isto não é o único caminho para alcançar felicidade espiritual, como seu praticantes religiosos afirmam, mas isto é um caminho, e que é bastante bom para mim.

As Técnicas:


Primeira coisa, você tem que aprender a notar em que nível esta o seu impulso orgasmático. Você somente observa isto uns poucos instantes (dez minutos ou mais) e devem prestar atenção para como isto trabalha. (você pôde desejar fazer isto enquanto se masturba, e depois pensar como poderia usar isto quando com um companheiro.) Especialmente, notar que há um momento breve no anteceder do orgasmo quando você está cientemente atento que isto está para ocorrer mas que neste período ele não é inevitável. Que é onde você mais tarde gastará seu tempo.


No orgasmo típico (ambos masculino e feminino) há de 8 para 25 contrações musculares (a maioria das mulheres tem mais que os homens). Procure estabelecer o número de contrações que você experimenta. (por exemplo, meu número usual está 18-20; nunca menos, mas às vezes mais, e que não tem mudado em 30 anos).


Agora, em vez de "suprimindo" um orgasmo, tente deixar uma ou duas contrações acontecerem e então relaxe. Você pode aprender deixar uma ou duas ondas de contrações orgasmáticas ocorrerem e então relaxem por meio de respiração controlada, lentamente, e sendo cortês, ir relaxando seus músculos abdominais (NÃO por tentar pensar em alguma outra coisa, mais controlando a você mesmo), então você pode aprender a repetir este método várias vezes durante um ato sexual. Imagine você mesmo nas margens de um lago onde quebram ondas de prazer, e que você não pretende mergulhar neste lago.


Você pode praticar isto com um companheiro ou enquanto masturbando-se. Isto É mais fácil com um companheiro, porque ele ou ela pode tirar você do compasso das ondas, gentilmente mudando de posição e assim lentamente você pode ir de dentro do estágio de explosão pélvica involuntária para o estágio de equilíbrio e sublimação.


Enquanto você está aprendendo cavalgar a onda orgasmática, você pode fazer uma inversão de papéis com seu companheiro. Quando um de vocês cavalga a onda de felicidade, o outro o substitui no auxilio ao controle, evitando que o cavalgador perca o controle, e gere aquilo que podemos chamar de “ressaca do orgasmo”, quando o cavalgador alcança a saturação e relaxa, vocês trocma de papéis. Durante o curso de um encontro sexual, você pode trocar de papeis freqüentemente, você pode também descansar (em um estado de semi-intumescência), e começar outra vez mais tarde se você gostar.


Quando você e seu companheiro tornam-se harmonizados, você vai esticando as sensações por períodos mais longos sem pensar em quem é que esta cavalgando, quem esta a margem e quem está guiando; os papeis se misturarão e pronto acabam indo ambos simplesmente. É aí que está basicamente o "segredo do ensinamento" do Tantra.


Às vezes, enquanto aprendendo essas técnicas, o companheiro-vigia torna-se possuído por um sentimento de força pessoal, sabendo que ele ou ela pode causar a onda orgasmática no companheiro para ter um orgasmo, simplesmente por fabricação de um gesto ligeiro no ponto quando o cavalgador chega a seu ápice. Esta experiência de força não deveria ser desvalorizada. Compreender isto é profundo, saber que alguém tenha entregue sua própria sexualidade ao seu controle, e isto é um prazer de alta grandeza. Para observar como se desdobra o processo de orgasmo de seu companheiro, mas uma vez você compreende sua força na situação, não fazer força para que seu companheiro chegue rápido ao estágio de controle é bom para o desenvolvimento do sentimento de confiança entre os dois. Ocasionalmente, quando um companheiro está sexualmente carente (por exemplo, uma mulher durante a porção de ovulação de seu ciclo menstrual), o presente da liberação da ejaculação pode ser oferecido e aceito, mas que seja dado a ele todo o direito de recusa ou aceitação. Lembre-se que de qualquer modo a sua meta deveria ser compartilhar igualmente na experiência, não agir como mero convidado do que seu companheiro deseja.


Um comprimento de tempo mínimo recomendado para gastar trocando os estágios de desligado e em ondas, entre os companheiros, são de vinte minutos. Isto é aceito por muitos que tem praticado e estudado, incluindo eu mesma, embora eu me sinta a vontade com um espaço de quarenta minutos, isto não produzirá a procura depois da experiência espiritual. Lembre-se, este tempo é compartilhado entre o dois; tipicamente, o que faz com que reste exatamente dez minutos para cada um cavalgar sua onda, você ainda pode usar uns poucos segundos ou um minuto para obter retomada completa de seu equilíbrio e se colocar como guardião do orgasmo para seu companheiro. Com o aumento de sua experiência, você pode achar que pode mudar de Guardião para cavalgador em menos que um punhado de segundos; quando isto acontecer, você tem que unicamente tomar cuidado para não tornar-se alto confiante e não "esquecer" de relaxar.


Se, por razão de esquecimento ou de super-excitação, o companheiro é lançado inexoravelmente dentro orgasmo, emoção abrupta nenhuma deveria ser demonstrada, zanga, ou angústia. Por causa de uma coisa, se você vê o deslize de seu companheiro acima disto, este contratempo se tornará uma coisa simples vocês se tornarão mais atento as necessidades de seu parceiro e isto unirá ainda mais vocês no sentido de mergulharem em uma única a experiência orgasmática. Ou, se você prefere, você pode observar, e ver a vantagem apontada pela contemplação da calma. Isto tem sido meu experimento, que quando um companheiro "falha" para manter o equilíbrio na onda orgasmática, ele ou ela normalmente assume uma posição meio pedindo desculpas e é perdoado com beijos macios; não gera sentido de desapontamento ou ressentimento, porque ambos companheiros sabem que a oferta de prazer não é encontrada fora da cumplicidade e que pesa somente que a vontade seja restaurada em devido tempo.


Se você obtém bons resultados nestas técnicas e desfrutam delas, você pode começar a achar que você terá alcançado a "satisfação" em um único orgasmo (por que, seu prazer pode ficar temporariamente satisfeito) depois vinte ou trinta minutos e você não necessariamente deseja um orgasmo, você pode sentir sensações de orgasmos que não são acompanhadas por contrações. Na outra mão, você pode achar que chegou o momento que ambos decidiram estarem satisfeitos e que nenhum de vocês deseja um orgasmo convencional, o que resta a vocês fazerem, AGORA MESMO, é pararem o ato sexual.


Sendo não religioso, no Tantra não há prêmio colocado na contenção da ejaculação, não estou teorizando sobre energia do kundalini de um homem disparando para cima de seus testículos dentro seu cérebro ou sendo a existência chupada costas abaixo e "desperdiçada" se ele ejacula -- assim escolhendo ter ou não ter maiores orgasmos conta com suas personalidades, em um período de um mês (para uma mulher, um tempo ainda um pouco maior para os homens), e vocês começam a sentir os benefícios do Tantra (não orgasmático), enquanto cada de um de vocês desfruta o treinamento físico puro do direcionamento das energias.


Agora, aqui a parte interessante: essas técnicas estão não são simplesmente uma receita para o grande sexo. Acredite nisto agora ou não, você terá sentimentos espirituais enquanto estão Praticando isto. Isto é são esses sentimentos espirituais que têm formado o fundamento para várias religiões e cultos de mágica sexualmente orientadas.


Práticas do tantrismo Tradicionais comendo as cinco comidas sagradas, levantando energia do kundalini através de seu chakras, vendo a luz azul, e assim por diante estão em uso unicamente para insuflar você para que aceite o alegórico, religioso, alquímico, ou premissas simbólicas que fluem deles.


Se você percebe o chapar coronário como nada mais que a localização de uma músculo bomba, isto poderia estar sem sentido para você para visualizar energia kundalini em seu coração. Mas alguma coisa acontecerá em seu coração, além disso, e você encontrará um nome para isto.


Se você pensa que o deus Shiva e a Deidade do Durga são conceitos remotos e obscurecem sua experiência diária ou seu cotidiano, isto poderia ser uma perda de tempo em tentar aprender seus nomes ou sua iconografia e atributos posturais. Mas anônimo ou especificado, sentando a moda lótus ou não, você e seu companheiro entrarão num mundo de divindades, assim seja acreditado, o Tantra levará você lá.


Um compêndio espiritual não religioso de sexualidade é melhor conhecido na América como karezza foi popularizado no século 19 por Dr. Alice Bunker Stockham. Para permitir sentimentos espirituais para se desenvolver sem embutir neles um contexto religioso, tenta a técnica do karezza olhar nos olhos de seu companheiro, pensando sobre a universalidade de congresso sexual dentro de toda a espécie, e então estender sua consciência fora além do você ao mundo do cosmos. Você pode achar que foi colocado no centro do que é chamado de "oceano magnético", uma sensação que você é participante de uma experiência sexual contínua, universal que é vida em si mesma.


Se você não tem nenhum companheiro, o melhor caminho para fazer essas coisas é o de "invocar" um companheiro. No Thibetan tantric pratica este amante imaginário ele é chamado de tulpa. Imagine que seu tulpa está fazendo qualquer coisa que você considere "quente" ou "sexy;" imagine por exemplo que seu tulpa e você estão fazendo a experiência que eu descrevi acima.

A massagem vaginal


tantra2Yoni (pronunciado YO-NEE) é uma palavra do Sânskrito que significa à vagina que é livremente traduzida como "Espaço Sagrado" ou "Templo Sagrado." Seu significado e uso é uma perspectiva alternada da visão Ocidental dos genitais femininos (i.e., Pussy, Cunt, Twat, etc., palavras que podem ser complementares contando com a intenção de seu uso). No Tantra, o Yoni é visto de uma perspectiva de amor e respeito. Isto é especialmente útil aos homens para aprender. A massagem vaginal Yoni (pronunciado YO-NEE) é uma palavra do Sânscrito que significa à vagina que é livremente traduzida como "Espaço Sagrado" ou "Templo Sagrado". Seu significado e uso é uma perspectiva alternada da visão Ocidental dos genitais femininos (i.e., Pussy, Cunt, Twat, etc., palavras que podem ser complementares contando com a intenção de seu uso). No Tantra, o Yoni é visto de uma perspectiva de amor e respeito. Isto é especialmente útil para os homens aprender.


O propósito da Massagem do Yoni está em criar um espaço para que a mulher (o receptor) possa relaxar, e entrar em um estado de alta estimulação e experimentar muito prazer de seu Yoni. Seu companheiro (o doador) experimenta o prazer da existência do serviço e testemunhando um momento especial. A Massagem do Yoni pode também estar associada como uma forma de sexo mais seguro (quando luvas de látex são utilizadas) e é uma atividade excelente para construir confiança e intimidade. Alguns massagistas e terapeutas de sexo usam isto para auxiliar as mulheres para quebra de bloqueios sexuais ou traumas.


A meta da massagem do Yoni não está no orgasmo. Orgasmo é freqüentemente um efeito de cunho bem-vindo e agradável. A meta está simplesmente em gerar prazer através da massagem do Yoni/vagina. Desta perspectiva, ambos, receptor e doador podem relaxar, e não tem que alcançar coisa alguma. Quando orgasmo ocorre ele é na maioria das vezes mais expandido, mais intenso e satisfatório. O orgasmo é permitido acontecer ou não acontece. Isto está também é útil ao doador que não deve esperar algo em troca. Somente permitir ao receptor o desfrute da massagem e para relaxar dentro dela mesma depois. Certamente, outro meio de atividade sexual pode acontecer mas isto deveria estar inteiramente escolha do receptor. Esta perspectiva construirá uma maior intimidade e confiança, e grandemente expandirá seus horizontes sexuais.


PREPARAÇÃO: Um banho a dois é adequado pois isto relaxa, ambos, o receptor e doador. Um espaço calmo é desejável com música agradável, velas, travesseiros, etc., ou qualquer coisa faça os participantes relaxarem e sentirem-se seguros. Permitam-se ter tempo o bastante e fazer a pratica sem apressar o processo. Vá ao banheiro antes do começo da massagem. Os melhores resultados ocorrerão quando os intestinos e bexiga estão vazios e você evitará a experiência desnecessária de interromper a massagem para ir ao banheiro. Conecte-se com seu companheiro abraçando-o, segurando-o, olhando fixamente (investigando olhos mutuamente por um longo período), ou qualquer coisa que traga a você um sentido de segurança e relaxamento.


PROCEDIMENTO: O receptor Terá colocado sob suas costas travesseiros, sob sua cabeça assim ela pode olhar abaixo em seus genitais e para cima em seu companheiro (doador). Coloque um travesseiro, coberto com uma toalha, sob seu quadril. Suas pernas estão abertas e com os joelhos ligeiramente curvados (travesseiros ou almofadas sob os joelhos vão ajudar) e seus genitais claramente expostos à massagem. O doador senta com as pernas cruzadas entre pernas dos receptores. O doador pode, se desejar, sentar em um travesseiro ou almofada. Esta posição permite acesso em cheio ao Yoni e outras partes do corpo. Antes contatar o corpo, começa com um profundo e relaxado respirar. Ambos doador e receptor deveriam lembrar de respirar profundamente guardar o alento por alguns instantes e expirar (de forma que isto lhe traga maior relaxamento), lentamente e com relaxamento durante o processo inteiro. O doador gentilmente lembrará o receptor para começar a respiração outra vez se o receptor para ou toma respirações rápidas. Respirar fundo, sem hiperventilar, é muito importante aqui.


Gentilmente massageia as pernas, abdômen, coxas, peitos, etc., para obter o devido relaxamento do receptor e para relaxar e preparar o doador para tocar o Yoni.


Passar uma pequena quantidade de um óleo de alta qualidade ou lubrificante no montículo do Yoni. Por somente o bastante de modo que isto goteje para os lábios exteriores e cubra o exterior do Yoni. (Vários lubrificantes sexuais são excelentes e estão disponíveis para isto. Muitas lojas de lingerie, lojas de brinquedo de sexo, revistas de sexo, etc., oferecem esses lubrificantes seguros.).
No montículo e lábios exteriores do Yoni gaste algum tempo. Relaxe e desfrute dando a massagem. Gentilmente esprema o lábio exterior entre o polegar e dedo indicador, e deslize para cima e para abaixo o comprimento inteiro de cada lábio. Fazer a mesma coisa aos lábios interiores do Yoni/vagina. Deixe que isto tome bastante tempo.


O receptor pode massagear seus próprios peitos e deve continuar respirando profundamente. Isto é bom para o doador e receptor manterem a troca de olhares neste período. O receptor pode contar ao doador se a pressão, velocidade, profundidade, etc., necessita aumentar ou decrescer. Limite a fala apenas ao enfoque das sensações. (falar muito pode provocar a quebra de concentração e diminuição dos efeitos.)


Gentilmente afague o clitóris no sentido horário em movimentos circulares. Gentilmente com muito carinho e atenção esprema-o entre polegar e o iniciador. Fazer isto como uma massagem e não para obter o desligamento do receptor. O receptor vai indubitavelmente torna-se muito desperto mas continue a encorajá-lo para somente relaxar e respirar.


Lentamente e com grande atenção, insira o dedo meio de sua mão direita dentro o Yoni (há uma razão para usar a mão direita ao invés da esquerda. Isto lida com a polaridade no Tantra). Muito gentilmente explore e massageie o interior do Yoni/ vagina com este dedo. Tome seu tempo, sempre suave, e mova para cima, abaixo e para ambos os lados. Varie a profundidade, velocidade e pressão. Recorde, isto é uma massagem. Com sua palma em frente e para cima, e o dedo do meio no interior do Yoni, mova o dedo meio em um "vai e vem", gire a palma da mão no sentido horário. Você contatará uma área de tecido esponjoso somente sob o osso púbico, atrás o clitóris. Isto é o ponto “G” ou no Tantra, o ponto do sagrado (há muitos livros excelentes que falam em detalhes sobre esta área). As sensações podem ir de agradável ao doloroso. Outra vez varie a pressão, mude o modelo de movimento. Você pode mover lado a lado, para frente e para trás, ou em círculos com seu dedo do meio. Você pode também inserir o dedo indicador. Cheque com seu companheiro primeiro antes fincar dois dedos dentro dele. A maior parte das mulheres não deveriam ter nenhum problema em desfrutar o estímulo aumentado de dois dedos. Tome seu tempo e faça tudo muito suavemente.

Você pode usar o polegar da mão direita para estimular o clitóris também. Uma opção para tentar se o receptor desejar isto está em inserir o dedo mínimo da mão direita dentro de seu ânus. Pergunte ao parceiro primeiro se ele deseja que faças isto, ao fazê-lo não torne a inserir seu dedo mínimo dentro do Yoni/vagina. Use lubrificação muito suave. (No Tantra, é dito que quando o dedo mínimo esta no ânus, o próximo dedo e o dedo do meio em seu Yoni/vagina, e seu polegar em seu clitóris, "Você está segurando um dos maiores mistérios do universo em sua mão.") Assim, o que é que sua mão esquerda está fazendo todo este tempo? Você pode usar isto para massagear os peitos, abdômen, ou clitóris. Se você massageia o clitóris isto está sendo muito melhor que usar o seu polegar em um movimento único para cima e para abaixo, você pode descansar a mão apoiando-a sobre o montículo enquanto exerce pressões sobre o clitóris com a palma. O estímulo dual de mão direita e mão esquerda fornecerão muito prazer ao receptor. Eu não recomendo o toque seus próprios genitais usando sua mão esquerda porque isto pode te desconcentrar e desconectar do receptor. Lembre-se, esta massagem está para seu prazer e muito do benefício vem de não unicamente o estímulo físico mas a intenção também. Continue massageando, tentando velocidades diferentes, pressões e movimentos. Guarde a respiração e continuem investigando mutuamente os olhos. Ela pode ter emoções poderosas e podem chegar ao choro. Somente lembre-a de voltar a respirar suavemente. Muitas mulheres têm sido abusadas sexualmente e necessitam ser amparadas. Faça sempre esta massagem amando, sendo companheiro e paciente, isto pode se tornar de grande valor para você.


Se ela tem um orgasmo, peça-a que segure a respiração, e continue massageando se ela desejar. Mais orgasmos ocorrerão, cada um com ganho em intensidade. No Tantra isto é chamado "cavalgar a onda". Muitas mulheres podem aprender que são capazes de sentir orgasmos múltiplos com a Massagem do Yoni com um companheiro paciente.


Aguarde massageando até ela peça para você parar. Muito lentamente, gentilmente, e com respeito, retire seus dedos do Yoni/vagina, curtam os momentos de leveza que restam depois da massagem do Yoni. Abraçando ou segurando é muito relaxante também. Quando você aprende a dominar a Massagem do Yoni sua vida de sexual será grandemente enriquecida e você poderá utilizá-la também sem o concurso da ejaculação.
O culto da Serpente de Fogo

Os sistemas originais de Tantra se basearam nos Cultos Draconianos ou Typhonianos do antigo Egito, conforme se pode deduzir dos resíduos de muitos termos egípcios em textos tântricos, particularmente nos da Índia. Por exemplo, Shakti, que significa ‘poder’, o conceito central do Tantra, já era conhecido no Egito eras antes sob o nome de Sekht ou Sekhmet, a consorte dos deuses. Ela tipificava o calor ígneo do sol do hemisfério sul que tinha seu correspondente biológico no calor sexual da leoa, um símbolo de origem africana. Pasht, em Sânscrito, significa ‘animal’, e no Tantra a palavra Pashu se relaciona especialmente aos modos bestiais de congresso sexual, isto é, congresso sexual não sacralizado pela tradição ortodoxa. Da mesma forma, a palavra correspondente a Pashu existia no Egito como Pasht ou Bâst, a deusa felina que agia como uma gata e que, em eras posteriores, cedeu seu nome aos bast-ardos que, originalmente, eram aquelas crianças nascidas de mães que as criavam sozinhas, numa época em que o papel do macho no processo da procriação era desconhecido ou em que a paternidade individual não era reconhecida. No Tantra, as paixões animalescas eram tipificadas pelo Pashu, isto é, alguém que desprezava os rituais tântricos na utilização das energias sexuais. Igualmente, o deus On no Egito representava o Sol e este nome foi perpetuado na religião Védica como Ong ou Om, a vibração primal do espírito criativo. Um outro exemplo interessante é o nome da deusa Sesheta, que representava o período menstrual feminino; no Hinduismo, Sesha é a serpente de mil cabeças, bem como também é um nome tântrico para a vibração lunar ou ‘serpente da escuridão’ que se manifesta periodicamente nas mulheres. Estes exemplos da origem egípcia dos conceitos Tantricos são quase infinitos.


Os cultos Ofídicos (relativos à serpente) da África foram depurados de seu conteúdo tribal durante sua fusão com a Tradição Draconiana do Egito. Entretanto, é na Divisão das Kaulas do Vama Marg [1], ou Caminho da Mão Esquerda, que a forma mais perfeita desta tradição foi continuada na Índia e no Extremo Oriente. Desta divisão, a Chandrakala [2] ou “Raio da Lua” manteve algumas das principais características dos cultos Ofídicos.


A aplicação dos processos Ofídicos ao corpo humano foi revelada em três níveis principais em que os segredos da magia sexual foram demonstrados com o uso das suvasinis ou ‘mulheres de cheiro adocicado’ que representavam a deusa primal e que formavam o Círculo da Kaula (o Círculo da Kala Suprema, Mahakala: a Chandrakala ou ‘a Deusa do Raio da Lua’).


De modo a transformar a energia sexual em energia mágica (ojas), a Serpente de Fogo (kundalini) adormecida na base da espinha é despertada. Ela então limpa a energia vital de tudo o que é negativo através da virtude purificadora de seu calor intenso. Assim, a função do sêmen no Tantra é construir o ‘corpo de luz’ (corpo astral), o corpo interior do ser humano. Na medida em que o fluido vital se acumula nos testículos, ele é consumido pelo calor da Serpente de Fogo e os vapores voláteis ou ‘perfumes’ deste sêmen fortalecem o corpo interior.


O culto à Shakti significa, de fato, o exercício da Serpente de Fogo, que não apenas fortifica o corpo de luz mas gradualmente queima todas as impurezas do corpo físico e o rejuvenesce. Quando o poder desperto da Serpente de Fogo chega ao plano da Lua, o fluxo de líquidos cérebro-espinais acalma os estados febris e remove todas as toxinas do corpo, refrigerando todo o sistema. Os adeptos do Tantra têm utilizado há muitos séculos vários métodos de elevação da Serpente de Fogo, e eles sabem, por exemplo, do valor mágico da urina e das essências vaginais que estão carregadas de vitalidade pois contêm as secreções das glândulas endócrinas. Estas práticas influenciam o sistema endócrino e estimulam os centros nervosos sutis ou chakras que formam uma ramificação dos centros de poder no corpo que agem como condutores das energias cósmicas.


Os Adeptos da Kaula, ao invés de dirigirem sua adoração à coroa da Deusa, preferem oferecê-la à vulva, onde está contida sua energia máxima, carregada de poder mágico.


As três gunas (os princípios sutis que eqüivalem aos elementos da Alquimia: Mercúrio, Enxofre e Sal), Sattva, Rajas e Tamas se eqüivalem à suave e fresca ambrosia, ou vinho prateado da lua, ao vinho rubro dos fluidos ígneos de Rajas e às borras espessas do vinho vermelho, ou lava negra, de Qliphoth. No plano da Serpente de Fogo, Tamas, ou Noite, caracteriza Seu primeiro estágio: o caos negro da ‘Noite do Tempo’ e a ‘Serpente do Lodo’. Quando a Serpente de Fogo desperta, Ela então derrama o pó vermelho, ou perfumes, associados ao Rajas. Este é o pó dos Pés da Mãe, que se manifesta no fluxo menstrual em seu segundo e terceiro dias. Finalmente, Ela atinge a pureza calma de sua essência lunar à medida em que chega ao cérebro, acima da zona de poder do visuddha (Chakra da garganta). É nesta jornada de volta que Ela reúne estas essências num Supremo Elixir e o descarrega através do Olho Secreto da Sacerdotisa. A Lua Cheia, portanto, representa a Deusa 15, uma lunação, pois Ela é o símbolo do ponto de retorno, criando, assim, a 16a. Kala ou Dígito do Supremo Elixir: a Parakala.


Rajas, Tamas e Sattva são representados na Tradição Oculta Ocidental pelos princípios alquímicos do Enxofre, Sal e Mercúrio, assim revelando que a arte da Alquimia não tinha outra provável intenção além daquela que tem sido objeto da preocupação dos místicos e dos magos, isto é, a obtenção da consciência cósmica através dos Mistérios psicossexuais da Serpente de Fogo. Esta trindade, Rajas, Tamas e Sattva ou Enxofre, Sal e Mercúrio, aparece no Tantra sob o nome de tribindu (três sementes; kamakala, literalmente, a flor ou essência do desejo). De acordo com o Varivasya Rahasya, estas três essências são conhecidas como shanti, Shakti e shambhu, ou paz, poder e abundância, e elas fluem dos pés da Deusa. É por isto que o tribindu está situado, diagramàticamente, na trikona ou triângulo invertido (yoni ou vagina) que simboliza Kali. Sattva, Rajas e Tamas são, assim, as três gunas ou princípios representados um em cada vértice do triângulo pelas letras do alfabeto Sânscrito que contém as vibrações de seus poderes relevantes. Conforme orientação específica do Culto, uma ou outra guna é exaltada; na prática, a disposição das letras não faz muita diferença. É a coleta das essências dos pés da Deusa que deu seu nome ao Vama Marg ou Caminho da Mão Esquerda, pois, neste contexto, Vama significa tanto ‘gerar’ como ‘botar para fora’. Os praticantes deste Caminho trabalham com as secreções que fluem da genitália feminina e não com a mera pronúncia das letras do alfabeto que, apesar de sua utilização mântrica para carregar e direcionar os fluidos, têm pouca ou nenhuma outra utilidade além desta.


De acordo com o Tantra, a Serpente de Fogo é em si o mantra criativo OM. A reverberação deste mantra, conforme ensinado no Culto da Kaula, alcança o poder enrodilhado na base da coluna vertebral e faz com que este se erga, inundando o corpo físico de luz. E, pela veneração Tântrica da Serpente de Fogo através da vagina da mulher escolhida para representar a Deusa, a kundalini relampeja para cima e, finalmente, se une em êxtase ao seu Senhor Shiva no Local da lótus de Mil Pétalas.


Tantrismo Homossexual Feminino


O amor Erótico entre as mulheres pode ser uma celebração de uma iniciação dentro o espírito criativo feminino, os mistérios femininos. Quando nós nos abrimos aos grandes segredos femininos, o espaço sagrado que é a fundação do mundo, fazendo amor torna-se sagrado. Lésbicas seguram a dimensão da força da mulher em seu mais profundo significado. Muitas lésbicas procuram identificar a nós mesmos de uma ótica interior de sabedoria feminina. Com cada ato de amar nós podemos abraçar este espaço interior profundo e explorar as possibilidades de voltar para nossa perfeição original. A Mulher amorosa pode ser considerada um processo alquímico alcançado dentro nossas muitas células. Através da pureza desta energia nós podemos reconhecer a integridade essencial da natureza. Nós sabemos que nós mesmos trazemos em nosso interior uma parte da "virgem", que significa um-em-ela mesma, não pertencendo a nenhum homem. O Lésbico amor sexual sagrado tem o potencial de acordar e nos reunir com a fonte divina de nossa existência. Não Importando Se nós temos companheiros sexuais que contam com muitos fatores, incluindo nossas circunstâncias, nosso karma e nosso propósito de vida. Sexo é sexo. Isto não está no gênero de nosso companheiro que faz nosso sexo tornar-se sagrado. Somente o conhecimento que nos é passado em nossos atos sexuais é que fazem com que eles tornem-se sagrados, seja quando nós fazemos amor para nós mesmos ou com um companheiro. Amor Lésbico é sagrado quando isto é visionário, interconectado e transformacional. Através da força do amor nós podemos descobrir ambas como mães/ criadoras de nossas vidas e como filhas / vigias da terra. Nossas vidas e nosso trabalho podem tornar-se expressões desta sabedoria e força.

Carma e Sexo


A compreensão e aceitação do conceito oriental de carma é particularmente importante para todas as pessoas que desejam aplicar os ensinamentos Tântricos em sua vida. A atuação do carma na vida diária deve ser constantemente estudada. As causas dos acontecimentos quase sempre nos parecem misteriosas, porém, se olharmos cuidadosamente o jogo de forças de um ponto de vista cármico, podemos mais facilmente compreender os trabalhos sutis do destino. Embora a idéia geral do carma, a lei da ação e reação, tenha sido aceita pelo pensamento ocidental contemporâneo, dificilmente é encontrada uma intuição altamente desenvolvida de seu preciso funcionamento. De acordo com a visão oriental, o carma dá forma a realidade; os acontecimentos que estamos no momento experimentando são um resultado direto das nossas ações passadas, seja nesta vida ou em vidas anteriores. E, da mesma forma, nossas atuais atitudes e ações determinam nosso futuro. Este princípio é tão verdadeiro para o mundo da física quanto para o drama da vida individual e coletiva. De acordo com os ensinamentos Tântricos, as forças do Carma permeiam todo o mundo. Os desejos agarram e acompanham a alma individual (Jiva) através de suas varias encarnações. Jiva sofre ou se delicia com os frutos de nossas ações; atado as correntes da matéria por seu carma, Jiva encarna seguidamente, recebendo vários nomes e identidades. Finalmente, quando todo o seu carma e extinto, Jiva e absorvido por sua Origem, a qual os textos sânscritos referem-se como Parabrahma (alem de Brahma); a divindade universal.

Os carmas migram, como pássaros, de vida a vida, prendendo-se a força vital.

Estas forças cármicas são modificadas pela ação consciente durante vidas sucessivas, 0 Prana Upanishad declara que: “Seja o que for que se pense no momento da morte, une a pessoa com seu Prana primário; então, o Prana se une com a alma e leva o indivíduo a renascer em algum lugar adequado”. Vocês já devem ter lido citações sobre as vitalidades ascendentes e descendentes do corpo, e também sobre o conceito dos portais superiores e inferiores do nosso templo do corpo. Estes são os portais através dos quais o Prana (força vital, respiração) e o carma entram e deixam o corpo; sem uma combinação destes dois, o indivíduo não reencarnaria, 0 Prana Upanishad, um antigo texto hindu, nos diz: “0 Prana entra no corpo na hora do nascimento, de forma que os desejos da mente, continuando de vidas anteriores, possam ser realizados.” As motivações pessoais são os “desejos da mente”; geralmente estas motivações inconscientes aparecem em horas de agonia ou êxtase. Os Tantras explicam que uma pessoa pode aprender a dissolver o carma pela ação do fogo interior, pela abstração dos sentidos, pela meditação e absoluta quietude interior, e participando das mesmas atividades que criam o carma, apenas com um cuidado e uma consciência tais que os desejos originais passados são transcendidos. Além disso, se uma pessoa pode viver dinamicamente “no presente”, as influências passadas podem ser transcendidas. As forças cármicas movem-se através dos canais do Corpo Sutil e também se encontram espalhadas no mundo exterior, manifestando-se em acontecimentos diários. Cada momento é uma experiência cármicas; contemplando e correlacionando estes momentos, podemos redescobrir o Eterno Agora dentro de nos mesmos.


0 Brihadaranyaka Upanishad, outro texto antigo, apresenta esta interessante visão do carma: “0 homem que tem uma relação sexual enquanto ciente da fórmula do carma e de sua ação agrega a si o carma positivo acumulado da mulher; aquele que faz amor sem conhecer esta formula corre o risco de perder o próprio carma positivo acumulado para ela.” Durante o ato de amor, as forças vitais do casal se misturam; seus carmas individuais convergem e processa-se uma troca que pode afetar seus destinos individuais ou conjuntos. O que ocorre na verdade depende do grau de conscientização do casal. Se um é mais consciente do que o outro, o egoísmo resultará em uma troca cármica negativa. Por outro lado, se o que domina é um compartilhamento amoroso, uma troca cármica positiva e criada. Este e um dos propósitos sutis por trás das iniciações sexuais, uma prática muito comum a maioria dos ensinamentos místicos. Uma lenda tibetana fala de um professor chamado Gandapa (ou Ghantapa) que inadvertidamente ofendeu o rei do país ao recusar-se a iniciá-lo. O rei decidiu preparar uma armadilha para o iogue, com a esperança de ridicularizá-lo publicamente. Sabendo que Gandapa estava praticando uma disciplina de celibato, pagou a uma prostituta grande quantidade de dinheiro para que ela seduzisse o iogue. A prostituta treinou a filha mais nova para a tarefa e mandou uma mensagem para o iogue dizendo que era uma viúva e desejava ganhar mérito, preparando um banquete em honra do iogue, conforme o costume. 0 nome da filha era Darima, bela em todos os aspectos. Sua mãe preparou um grande banquete que foi trazido a Gandapa por alguns servos e Darima, a qual deveria servir as iguarias. Quando terminaram de trazer os pratos, os servos retiraram-se, conforme instruções da prostituta. Gandapa sentiu-se um pouco surpreso de ver-se servido por uma virgem tão jovem e bela; entretanto, não queria causar nenhuma ofensa fazendo qualquer protesto. Assim que acabou de comer, mandou que Darima partisse; porém, seguindo as instruções recebidas, ela falou: “Vai chover, vou esperar um pouco, se não for incômodo.” Ficou até o anoitecer, e então disse: “Tenho medo de escuro. Minha mãe prometeu mandar-me uma escolta; não sei quando eles chegarão.” Mais tarde, Gandapa disse-lhe que ela poderia passar a noite do lado de fora de sua cabana e deu-1he cobertores e um travesseiro. Entretanto, durante a noite, Darima fingiu ter medo de demônios e começou a chorar. Gandapa então disse-lhe para entrar e dividir com ele o lugar onde dormia. A cabana era tão pequena que, inevitavelmente, seus corpos se aproximaram e se entrelaçaram. Espontaneamente, Gandapa uniu-se a Darima e fizeram amor apaixonadamente. Passarão juntos pelos quatro estágios de êxtase erótico e juntos trilharam até o fim o Caminho para a Libertação.

Através de seus serviços amorosos para Gandapa, Darima anulou os próprios obstáculos cármicos e tornou-se totalmente liberta. Mais tarde, quando o rei chegou com seu séquito, ao invés de ser capaz de expor Gandapa como um hipócrita, testemunhou uma serie de milagres que o fizeram reavaliar seu ponto de vista. Assim, a troca cármica sutil entre Darima e Gandapa trouxe uma mudança completa no destino de Darima e também no do rei. Esta história é, na realidade, uma alegoria, ilustrando como um único ato sexual pode, em circunstancias corretas, alterar o curso do destino. Uma motivação egoísta não deve estar presente durante o ato de amor, e sim um desejo de beneficiar o amado e alcançar ideais espirituais, desta forma, a relação entre carma e sexo é mais bem servida. Dedique sua união ao enriquecimento de seu amante. Tal troca acontece espontânea e naturalmente, quando duas pessoas se encontram em um estado de amor total, entretanto, uma percepção consciente das energias entremeadas do carma e do sexo muito ajudará na evolução do casal, pois 0 sexo promíscuo faz com que o carma seja rapidamente acumulado, o que pode, por sua vez, causar mudanças de caráter totalmente estranho a natureza básica do ser. Um outro modo de troca cármica negativa toma a forma de um tipo de vampirismo, no qual o carma positivo e deliberadamente drenado no parceiro e substituído por carma negativo. Os ritos sexuais promíscuos da magia negra fazem uso deste tipo de vampirismo para exaltar um indivíduo em detrimento de outro. Tais práticas, felizmente, são autolimitadoras e levam a desilusão e a corrupção. As trocas cármicas ocorrem quando a força vital caminha pelo Grande Eixo (Sushumna) do Corpo Sutil. Em geral, são as emoções que causam este movimento. Os textos Tântricos declaram que, quando a pessoa esta verdadeiramente zangada, a força vital comumente entra pelo Eixo Central e invariavelmente resulta uma troca cármica com a pessoa para a qual a raiva e dirigida. 0 medo pode do mesmo modo forçar a energia vital para o Grande Eixo e criar condições para uma troca cármica. A raiva e o medo são facetas de uma experiência similar, e quando estas emoções ocorrem, as trocas cármicas acontecem. As relações sado-masoquistas giram em torno deste tipo de troca; lampejos de tranqüilidade transcendental podem ser alcançados através de um comportamento dominante/submisso, porém o resultado a longo prazo e um desequilíbrio cármico não resolvido que tende a se manifestar em autodestruição.


Desenvolvendo uma percepção do funcionamento do carma no destino humano, criamos uma estrutura de referência para entendermos os aparentemente irregulares acontecimentos da vida diária. Muitos relacionamentos fracassam sem que os parceiros saibam a causa real. Não adianta nada culpar um ou outro, em vez disso, o casal deve compartilhar e discutir suas esperanças e receios, observando como os seus carmas entrelaçados moldam os acontecimentos. Através da canalização consciente de seus desejos, o casal pode tornar-se mestre de seus próprios destinos.


O Carma conduz, o Carma movimenta-se, o Carma toma, o Carma segue; o Carma une, o Carma liberta, o Carma dá, o Carma nunca descansa. 0 Iogue inteligente observa o Carma e aprende com ele; enato, através do poder da espiritualidade, afasta-se do Carma - VARAHI TANTRA.


Dizem que quando uma pessoa espera muito ansiosamente pelo comando de outras, com a firme resolução de que tudo que é comandado deve ser feito, então esta pessoa, através da intensidade de sua vontade e resolução, atingirá um estado de equilíbrio interior. Através de tal estado da mente, o ar inspirado e expirado entra no Grande Eixo central. Ai então, todos os estados mentais desaparecem e emerge uma consciência tranqüila - SPANDA KARIKA.


Se uma pessoa é falsamente acusada de alguma coisa, então o mérito do acusador é transferido para esta pessoa e o Carma negativo do acusado passa para o acusador. Não se deve nunca maltratar um convidado, porque o convidado então fica com o Carma positivo do anfitrião e deixa o seu Carma negativo com ele - PASHUPATA SUTRA/SHIVA PURANA.

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=52564.0

http://www.alma-da.org/tantrismo.htm

http://www.adyashtanga.org/textos/shiva-e-shakti-o-tantrismo

http://www.webartigos.com/articles/14741/1/tantrismo-a-magia-sexual/pagina1.html

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Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.

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