26/12/2010

Magias para o final de ano

Banhos para o final de ano

Eu geralmente faço um banho com rosas e ervas. Uso rosas brancas, alecrim, hortelã e alfazema. Mas você pode montar seu próprio banho. Sugiro que primeiramente você faça um direcionado para a limpeza e outro para o que você deseja ver realizado em sua vida. E certamente você poderá usar as ervas de mercúrio para isso. Se for para a praia, o banho de mar em si, já é um senhor banho de limpeza. Então antes de se preparar para os festejos de final de ano você poderá tomar o seu banho de realização.

Ervas de mercúrio
:

Acácia, anis, aveleira, camomila, madressilva, margarida, mil-folhas, rosa amarela, sabugueiro, trevo.


Banho de auto estima
:

Alecrim

Elevante
Anis estrelado
Açúcar
Modo de fazer: Massere as ervas junto do açúcar enquanto o faz, mentalize a realização de seus desejos.


Banho de limpeza
:

Arruda

Alecrim
Hortelã
Sal grosso - Uma pequena quantidade. Metade de um punhado.

Um punhado de sal grosso. Também masserar as ervas junto do sal.



Ritual de final de ano - A ser realizado em 05/01/2011


Uma vela amarela

Um trevo - Se não conseguir, uma moeda "dourada" serve.
Um citrino
Incenso de rosa amarela
Papeis amarelos e caneta dourada
Fogo sagrado
Um pote ou taça com água
Um raminho de camomila ou elevante.

Esse ritual é bem simples. Você irá acender a vela, (se puder untar melhor)* e enquanto acende pense em tudo o que deseja realizar no novo ano. Em seguida acenda o incenso.


Realize encantamentos enquanto consagra a pedra e o trevo/moeda. Passe-os na chama da vela, do incenso e respingue algumas gotinhas de água também. Feito isso, escreva seus pedidos nos papéis amarelos, e enquanto o faz, profira os encantamentos enfatizando a energia de mercurio que será o regente do ano. Alguns exemplos:


"Que a energia de mercúrio cujo poder de velocidade confere, que eu realize (dizer objetivo) rapidamente. Que assim seja.

Que a energia de mercúrio cuja comunicação expressa, que eu tenha poder de voz no ano que se inicia. Que minha palavra seja ouvida e seja compreendida. Que assim seja.

Que a energia de mercúrio cujo poder e inteligencia expressa. Que eu realize os estudos que necessito (dizer qual). Que asim seja"

E vá proferindo seus encantamentos conforme a necessidade. Somente para lembrar, mercúrio é o planeta que rege o desenvolvimento e realização dos estudos, da comunicação, das viagens, dos negócios e do comércio.

Assim fica mais fácil determinar a energia e as palavras que você colocará em cada um dos pedidos.

Feito isso, você queimará no seu caldeirão os pedidos, e deixará a vela queimar até o final. Terminando, você jogará/soprará as cinzas ao vento, numa praça ou num jardim.

Pegue o raminho da erva escolhida e coloque dentro da taça com água para borrifar sua casa e seu comércio com a água usada no ritual. E se puder incensar os dois ambientes, será muito bom também. Deixe o raminho secar, e quando ocorrer, deixe-o junto com o citrino, ou ainda, queime-o como incenso.


Quanto aos amuletos. O trevo ou moeda, você deve levar consigo dentro da carteira. E caso tenha comércio, deixe o citrino na entrada do estabelecimento comercial, ou próximo ao caixa.


A primeira comemoração chamada de festival de ano-novo aconteceu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a C. Na Babilônia a festa começava na ocasião da Lua Nova, indicando o equinócio de primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador, quando os dias e as noites têm a mesma duração.

No calendário atual, isso ocorre em meados de março, mais precisamente, dia 19 de março, data em que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico.

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano novo no dia 23 setembro e os gregos comemoravam o início de um novo ciclo em dezembro, nos dias 21 e 22.

Os romanos foram os primeiros a estabelecer uma data no calendário para realizar uma grande festa (753 AC a 476 DC). O dia era primeiro de março, mas foi trocado para primeiro de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 AC. Só em 1.852 foi que a igreja consolidou a data quando adotou o calendário gregoriano.

Ainda hoje, na China se comemora a festa de passagem de ano no fim de janeiro ou começo de fevereiro. A comunidade judaica tem um calendário próprio para comemorar a passagem de um ano ou Rosh Hashaná que ocorre em meados de setembro ao início de outubro do calendário gregoriano. Já os islâmicos, o ano-novo é comemorado em meados de maio.

Para nós, a contagem decrescente indica o fim de um ciclo e o começo de um outro. É um momento de promessas que irão alimentar nossos sonhos por 365 dias. Todos os rituais indicam que o ano que começa virá com novas esperanças.

Todas as tradições que de uma forma ou outra estão presentes nas nossas vidas. Vale muito a comemoração, exaltação do espírito, roupas novas, fogos e desejos de um ano melhor.


Tirada do Site; http://circulandomagia.blogspot.com/2010/12/magias-para-o-final-de-ano.html

O TAROT SEXUAL

A magia sexual é inerente às vinte e duas imagens dos arcanos maiores do Tarot Egípcio (O Livro de Thoth). Sendo que o Tarot teve suas origens muito além da base ideológica do Antigo Egito e muito provavelmente nas areias da Suméria, a verossimilhança de um Tantra secreto dentro de suas imagens é muito forte.
Quando consideramos que um dos nomes do Tarot é Rota ou roda, entramos em contato diretamente com o conceito do circuito psico-sexual descrito anteriormente. Já discutimos o uso prático dos Caminhos na Magia Sexual. Aqui objetivamos primariamente examinar o simbolismo sexual inato de cada arcano e deixamos a aplicação prática para o mago. Um conhecimento prévio do Tarot de Thoth deve ser sugerido para que se possa apreciar plenamente os detalhes dados a respeito de cada carta.

O Simbolismo Tântrico


Ao examinarmos os glifos dos vinte e dois arcanos maiores, descobrimos que cada um contém um tipo específico, por assim dizer, cada um focaliza um imagem específica (normalmente humana) que pode ser relacionada a fenômenos estritamente biológicos. Não queremos dizer que a interpretação deva ser baseada no físico, mas sugerimos que dentro de cada arcano está um glifo secreto delineando o processo físico pelo qual um estado alterado de consciência, em relação direta com a imagem contida no arcano, pode ser disparado. Numa certa extensão eles são precedidos pelas letras hebraicas que, por meio do simbolismo, sugerem uma inferência sexual para cada arcano. Por exemplo, a chave da Torre é atribuída a Peh, cuja imagem é a boca, a relação simbólica da Torre fálica e da boca precedem a imagem sexual da carta, que é, em parte, uma fórmula de sexo oral.


Os Arcanos da Magia Sexual


O Espermatozoon
O louco, criança do Espermatozoon representa o que é entendido como o Duende ou pequeno Eu. Este diminuto eu é projetado para fora da consciência usando técnicas Alfa ou Beta e realiza as tarefas ordenadas pelo mago. Pode ser usado para explorar dimensões alternativas e realizar atos de feitiçaria. É um estágio mais evoluído do que o Espermatozoon sugerido no
arcano do Ermitão pois não é uma simples projeção da psique treinada mas um aspecto parcial da Vontade Verdadeira colocado em ação.

A letra Aleph retorna a essa atribuição pois simboliza uma criança ou arado, a criança sendo uma imagem do Duende ou pequeno eu e o arado representando o pequeno eu sendo uma ferramenta da Vontade Verdadeira, cultivando os campos da eternidade. Sua cor é de um branco iluminado (em Atziluth, Briah e Yetzirah) refletindo a alegoria do sêmen.

O Andrógino

O Andrógino é o Senhor da Casa de Deus, seu reflexo mais baixo encontra-se na bissexualidade do diabo, enquanto que o Andrógino representa a integração perfeita das várias modalidades da sexualidade humana. O número atribuído é dois, refletindo a dualidade do Andrógino que manifesta sua androginia na expressão sexual com ambos os sexos. Isto também pode ser visto na imagem da Casa de Deus com suas portas frontal e dorsal. Os quatro elementos que o Andrógino usa são as facetas de seu próprio organismo : a vareta Fálica, o cálice Anal/Vaginal, a espada do Intelecto e o corpo inteiro como um Pantáculo. As associações mercuriais relacionam o ndrógino ao Néctar Frio da Deusa e a paixão do Capricórnio, bem como as outras atribuições relativas às secreções Sattva.

A Sacerdotisa

A Sacerdotisa é o Camelo que cruza o Abismo, na simbologia cabalística. Na magia sexual o camelo é entendido como o armazenador dos fluidos sacros, que os coleta e os mantém por um período e então os expele.

A conexão lunar enfatiza a associação deste arcano com os Kalas. Portanto este arcano é o símbolo da Yoni por excelência.

Amor Sob Vontade

Amor sob Vontade juntará a força fálica de Chokmah/Therion e a força vaginal de inah/Babalon. Independentemente do incômodo da orientação física e sexual a tribuição da porta ou portal (Daleth) ilustra a chave física da fórmula, congresso sexual usando formas divinas polarizadas. O número quatro sugere, mais uma vez, o balanço da fórmula dentro deste arcano e seu poder de manifestar-se nos quatro mundos (quatro,

tettragrammaton, esfinge, etc.)

Identidade : Estrela

A identidade Estrela sugere o fluxo de Amrita em sua pureza. Seu reflexo sendo encontrado nas correntes do arcano da Arte. A Identidade Estrela exibe os mais altos fluxos de Kalas cósmicos comibnados como na Arte, mas totalmente transformados pela força inata da vontade humana.

Sua chave astrológica é o signo Aquário, o fluxo de Kalas numa base macrocósmica que é manifesta nas secreções corporais, que no alfabeto hebraico (letra He) é simbolizado como a Janela do organismo físico (masculino ou feminino). Isto também sugere as possibilidades interdimensionais de fórmula sexual, abrindo uma janela para outras

dimensões através de secreções Kalas programadas.

Papéis Sexuais

Papéis Sexuais é o título do arcano tântrico do Hierofante, onde temos a imagem de balanço sexual como sugerido no andrógino manifesto da personalidade dual como ilustrado neste arcano. O símbolo hebreu do Prego (Vau) sugere o poder fálico do masculino destes papéis mas é contrabalanceado pelo fato de que Vau é seis e sugere o balanço masculino e feminino do Hexagrama. A ênfase astrológica sugere não o balanço de alto e baixo do Andrógino mas a presença deste balanço na vasilha da terra.

União

União é a chave do balanço dos aspectos da sexualidade, interna e externamente. É atribuída a Gemini, os gêmeos, e portanto enfatiza a dualidade em seus trabalhos. Por assim dizer, o uso externo de técnicas sexuais trazendo mudanças internas de consciência. Gêmeos é governado por Mercúrio e portanto vemos que a natureza desta carta é transicional, trazendo a união permanente da dualidade no Magus ou Andrógino de Mercúrio. A imagem associada com a letra hebraica é a Espada, que combina o poder fálico da lâmina com a força feminina da bainha. Mesmo dentro da letra em si, Z-aiyn, vemos a polaridade de Z ou S como a serpente e Ain o vazio do útero cósmico.

Paixão

Paixão é a chave para a Grande Obra, representando a prática das artes tântricas e ocultas que usam o corpo instintivo como um veículo ou carruagem (mercabah) pela qual a Verdadeira Vontade experiencia o Universo. A letra hebraica desta chave é Chet, que, quando totalmente numerada chega a 418, o número da Grande Obra. Seus símbolos são o cercado e a cercania que representa a necessidade de estrutura e controle

sobre os veículos mais grossos, enquanto Câncer sugere o balanço intrincado que demanda seu processo de controle. Como se notará da imagem da chave da Paixão, os quatro animais da esfinge, os poderes da paixão não são controlados por cordas externas mas pelo poder da Verdadeira Vontade.

Ajuste

O arcano do Ajuste representa o processo de ajuste das facetas de nossa experiência sexual para que estejam sintonizadas com os fluxos das correntes aeonicas prevalecentes. A chave é assinalada a Libra, governado por Vênus e com Saturno exaltado. Isto nos dá a chave para interpretar este arcano, Vênus, as energias da paixão são transformadas através do ajuste de acordo às técnicas de magia sexual em uma forma de Libra balanceado, que é levado a Nuit, sendo um de seus guias Saturno ou Babalon. Como será notado esconde-se sob a imagem de Saturno ou Babalon, também, o glifo de Set.

Semente Solitária

A Semente Solitária ou Ermitão é a fase do Louco divino do Espermatozoon, sendo atribuída a Yod, a Mão e portanto sugere a fórmula Alfa, ativando toda Árvore da Vida (Yod=10) através da técnica de controle de imagens. Na mão o Mestre da Semente Solitária é a lanterna, contendo em si o fogo primal do instinto sexual através do qual o Mestre adquire seu poder. Sua atribuição a Virgo sugere perfeccionismo requerido para o

Ermitão ganhar seu prezado status, enquanto seu governante e signo de exaltação sendo Mercúrio, a pureza do elixir ganho desta atividade sendo também sugerida (isto é, Mercúrio, Sattva, Néctar Frio) bem como o conhecimento ganho através do recolhimento e estudo.

A Palma

A palma (Kaph) expande o uso da mão do ermitão. Através da palma da mão o Mago está apto para realizar mudanças no mundo (Roda da Fortuna) através do uso de controle onírico e moldar a realidade (arcano Beta), ilustrados na carta estão as três formas de Gunas que simbolizam a classificação tripla de Kalas e do Sacramento. O arcano é atribuído a Júpiter e portnato sugere a via destas técnicas para que o mago possa dominar as sete sephiroth abaixo das supernais e até mesmo tornar-se o Demiurgo, mas apenas se dissolver as facetas desbalanceadas da personalidade ele poderá cruzar o Abismo. Dentro desta mensagem está o aviso de que um mago

usando técnicas Alfa/Beta solitariamente pode tender a auto-obsessão e egoísmo a menos que trabalhos mais altos como Gamaísmo e Epsilonismo sejam usados. Esta é nossa experiência também.

Luxúria

A carta da Luxúria explica o fogo instintivo que o mago usa.

Relacionado diretamente à chave da Corrente (Shin) mas é diferenciada pelo fato de que naquela ela é formulada internamente, enquanto a corrente é tanto uma micro e uma macro manifestações. É atribuído à letra Teth, cuja imagem é a cobra, que relaciona sua força básica até à da Kundalini. A atribuição astrológica de Leo é importante pois simboliza Sekhmet, a Deusa do Calor Instintivo. Portanto, chegamos a entender que a Luxúria é uma combinação de força instintiva e energias da Kundalini controladas pela

Vontade sob a guia da corrente aeonica. De alguma forma, a Luxúria poderia ser vista como o mais baixo dos Yod triplos ou Shindentro da chave da corrente do Novo Aeon.


Ressurgência Atávica

Esta chave representa o uso de técnicas sexuais para mergulhar no inconsciente. A letra Mem associada a esta carta está relacionada ao conceito de sangue e sugere que a exploração do incosciente é difícil e dolorosa e envolve trazer à tona velhas programações mentais para investigação. Portanto, o Enforcado está pendurado sobre a água ainda que muito de seu corpo não esteja afundado nela. A letra hebraica Mem é

também uma letra mãe, sugerindo a gravidez pela qual o inconsciente existe, os grandes montes de poder que estão contidos dentro de suas formas e ao qual pode ser dada a luz através da Magia Sexual. As crianças desta união são dissolvidas, exterminadas ou deixadas crescer dependendo de sua utilidade, a imagem das crianças aqui, é claro, relacionando-se aos programas inconscientes e quão difícil pode ser destruí-los e ainda, em muitos casos, as programações são como parasitas drenando nossa força vital a partir da superfície.

Orgasmo

Sexo e morte têm sido sempre inter-relacionadas, em Aeons passados experienciamos o sexo através da via de ideal sacrificável para, estando o sexo sob uma capa de pecado. A morte no Novo Aeon é experienciada através do sexo para que a paixão absorva todo medo e nos trasnforme em veículos sexuais vivos. A atribuição de Escorpião sugere a fórmula do Orgasmo, é a serpente Kundalini, mas pronta para dar o bote, sendo esta

mordida letal para o não iniciado e iluminadora para as crianças das Estrelas. Escorpião é governado por Marte, que é o aspecto marcial de Hórus, o Senhor do Aeon. Marte destrói o não iniciado através da guerra e sanguinolência e salva o mago através da paixão e secreções sexuais. As imagens associadas com a letra hebraica Nun são o peixe e a água, portanto sugerindo a relação entre Ojas e os fluidos sexuais, sendo a chave para sua correta utilização a programação do Orgasmo com o poder da Verdadeira

Vontade.

Transmutação

A Chave da Transmutação relata a preparação do Sacramento, onde sua pureza final é alcançada na Estrela. Neste arcano encontramos a Flecha de Sagitário penetrando o Arco-Íris que é formado pelos últimos três caminhos da Árvore da Vida (conhecidos como Qesteth). Este simbolismo sugere o congresso usado e o Amrita coletado “no começo e no fim do arcoíris”.

Na carta vemos a mistura das secreções, sua união no caldeirão (que pode simbolizar uma Yoni ou uma ferramenta separada como o Cálice) e seu poder resultante que é simbolizado pela figura andrógina unindo-as. O andrógino atingiu este estado através do uso da Estrela, cujos primeiros estágios são encontrados na chave da Transmutação (Magus formado pela Estrela, cujas origens são a Arte.)

Bissexualidade

Aqui temos o reflexo mais baixo do andrógino, o Mago Bissexual, as forças da sexualidade dual têm sido estimuladas mas ainda estão sendo refinadas. Portanto sua dualidade é ilusória. Por trás destas imagens estão a perfeição do Eu, o Olho ou Ayinque existe em Ain. O verdadeiro mago é andrógino e usa ambas experiências sexuais com naturalidade como expressões da Vontade Verdadeira. O diabo é uma expressão da crença de que a androginia é composta de funções duais, separadas uma pela outra como na bissexualidade. Esta ilusão só é rasgada quando o mago passa pelo diabo e vai para Ain.

Kundalini

A Torre/Falo é a Kundalini como descrita nos textos hindus, ligada ao Sahasrara através do canal Sushumna na espinha. Este sendo estimulado através do uso de técnicas masturbatórias como visto na Semente Solitária e na Palma e pela fórmula oral como visto em Pe, cuja imagem é a boca.

Inerente ao arcano da Kundalini é o pleno despertar da Kundalini que explode a consciência para uma fase mais alta. Neste entendimento a boca pode também referir-se à coleta de Amrita através da sexo oral a partir do centro da Kundalini manifestando-se nas genitálias durante o despertar da Kundalini. Isto pode ser aplicado para qualquer sexo pois a Torre é inerente ao Sushumna ao invés de ser apenas um apêndice masculino.

Sublimação

O assunto da Sublimação está atracado ao arcano do Imperador. O Imperador liga Netzach a Yesod e representa o uso controlado da paixão e da luxúria alinhadas com a Vontade Verdadeira. Portanto, a imagem relacionada é o Anzol, isto é, o gancho da paixão que fisga o adormecido.

Deve-se lidar com as energias sexuais de uma maneira ou de outra, elas podem ser sublimadas e usadas internamente como detalhado no arcano Delta ou usadas em ritos de magia sexual. Em qualquer caso sua força deve ser reconquistada e usada com cuidado. Na feitiçaria sexual moderna é entendido que a sublimação pura ou uso constante não são as respostas, um sistema cuidadosamente balanceado de magia sexual pessoal baseado no uso de todo o espectro de práticas é o melhor e mais bem sucedido caminho para a iluminação.

Yoni

A Yoni já foi glifada na Alta Sacerdotisa, esta manifestação, entretanto, é mais de Babalon, a imagem sexual de Yoni ao invés da espiritual. Aqui temos a imagem de Qoph, a nuca, onde os impulsos sexuais se originam e a Yoni, onde eles se manifestam. Deve ser compreendido que neste contexto a Yoni refere-se ao ssexo feminino, contudo, suas forças também se manifestam no macho, na região Kanda. Este é um espaço triangular acima da púbis.

Falo

O Falo foi glifado no Andrógino, onde é visto seu papel na consciência unificada. Aqui temos o poder fálico em seu papel sexual ilustrado originando-se nos veios frontais e manifestando-se no falo. Na fêmea é o clítoris.

Corrente

A Corrente é encontrada no poder triplo de Shin, seu símbolo é o fogo divino, a intoxicação do instinto como englobado no impulso evolutivo. É o fogo triplo que reúne o corpo, alma e Vontade e encapsula a corrente no organismo transformado, personagem e Vontade do Humano Superior.

O Corpo

O arcano final é onde tudo está embasado, o organismo físico cuja imagem é o Tau, a cruz de Set. A cruz ou Falo de Set ilustra a extensão de Ain na mais material das realidades e ainda, ao mesmo tempo, permanecendo inerentemente puro e capaz de ascender aos limites da matéria para readquirir seu status espiritual.

Ath

O ciclo está completo.

De Aleph a Tau como entendido nos Mistérios da tradição tântrica do Santuário, o circuito psico-sexual como manifesto nos vinte e dois sigilos.

Se reunirmos as letras Aleph e Tau, o resultado é Aeth ou Essência, a Verdadeira Vontade e essência sexual, os Kalas. Seria até mesmo correto dizer que a manifestação corpórea ou emissário da Vontade Verdadeira é a força dos Kalas ou Ojas, pois através de seu uso podemos viajar de volta àquele rio de instinto e paixão e experienciar novamente a essência primal em sua fonte.

Para completar, oferecemos a seguinte Tabela de Interpretação Tântrica do Santuário dos Vinte e Dois Arcanos do Tarot.


TANTRISMO DO TAROT

Tantra Interpretação Tarot

1. Espermatozoon Eu Anão, Pequeno Eu Louco

2. Andrógino Mestre Andrógino Magus

3. Sacerdotisa A Yoni Sacerdotisa

4. Amor sob Vontade Polaridade e Cópula Emperatriz

5. Identidade : Estrela Amrita Puro, Vontade Verdadeira Estrela

6. Papéis Sexuais Equilíbrio dos Papéis Sexuais Hierofante

7. União Equilíbrio da Sexualidade Amantes

8. Paixão Controle dos Institntos Carro

9. Ajuste Alinhamento com a Vontade Verdadeira Ajuste

10. Semente Solitária Arcano Alfa Ermitão

11. Palma Arcano Beta Roda

12. Luxúria Instinto e Kundalini Luxúria

13. Atavismo Exploração do Inconsciente Enforcado

14. Orgasmo Eros como Iniciador Morte

15. Trasnmutação Sacramento Sexual Arte

16. Bissexualidade Ilusão da Dualidade Diabo

17. Kundalini Kundalini Torre

18. Sublimação Uso Correto do Sexo Emperador

19. Yoni Corrente Lunar Lua

20. Falo Corrente Solar Sol

21. Corrente Fogo do Aeon, Humano Superior Aeon

22. Corpo Organismo Físico Universo


Ath Aleph + Tau Essência

20/12/2010

Os espelhos místicos da monja Hildegarda

Sem nada de lendária, bem enraizada na história, foi em vez disso a mística figura da monja Hildegarda, nascida no ano da primeira cruzada (1098) que se tornou em uma pregadora aclamada em Trier, Mogúncia, Colônia e muitas outras cidades da Alemanha, cujo gênio se expressou não apenas na poética com­plexidade das suas profecias, mas também na música sacra, na prática herbalista c no estudo da natureza. Tem-se a medida de sua fama pelo tom com que o abade de Brauweiler, uma das mais célebres comunidades monásticas da Europa, escreve-lhe suplicando-lhe para "indicar por carta o que Deus poderá inspirar-te ou revelar-te a este propósito [um exorcismo contra um demônio de excepcional poder] mediante uma visão".

E sua vida foi, com efeito, uma inexaurível sucessão de visões, que inspiraram a escritura do Scivias (imperativo que soa Conhece os caminhos [da fé]) e de dois outros livros, Dos méritos divinos e Das obras da vida, obras-primas iniciáticas desti­nadas a provocar diversas disputas teológicas, recebendo por fim a aprovação do papa com o aval de são Bernardo. O grande místico de Claraval lhe havia capta­do o significado profundo, esplendidamente passado através de uma simbologia redundante de preciosas imagens, Como estas que se seguem:

Vi uma figura cujo rosto e pés reluziam com tal esplendor que meus olhos foram cegados. Sobre o traje de seda branca trazia um manto verde magnificamente ornado de gemas. Das orelhas pendiam jóias, tinha braceletes e adereços de ouro fino cravejados de pedras...

Além da interpretação, que indica com tanto brilho a sabedoria preeminente da beatitude divina, este retrato sobrenatural mostra uma magnificência visível que se impõe também pelas qualidades literárias. Assim prossegue a visão:

Vi uma segunda figura. [...] Tinha no lugar da cabeça um esplendor deslumbran­te e no centro do ventre uma cabeça de homem barbudo, de cabelos grisalhos e garras de leão nos pés. Era sustentada por seis asas vertiginosas; duas partiam para trás e subiam acima do esplendor, duas baixavam sobre a nuca, duas desciam pelos quadris até os calcanhares. Se elevavam e distendiam como para alçar vôo. Seu corpo não era coberto de penas, mas de escamas, como um peixe. As asas eram adornadas de espelhos...

Esses espelhos traziam inscrições de significado esotérico cristão, como “caminho e verdade” e “porta de todos os arcanos de Deus”. É a própria Hildegarda que insere em seu texto chaves de interpretação. Os espelhos indicam "os cinco luminares de diferentes épocas: Abel, Noé, Abraão, Moisés e, por fim, o Filho de Deus". Seguem-se explicações complexas sobre a figura coberta de escamas e outros detalhes deste cintilante afresco, que parece querer levar às últimas conse­qüências os horrores e as maravilhas da revelação apocalíptica.

Sobre o fim dos tempos, a vidente de Bingen fornece uma indicação que, lida hoje em dia, evoca medos sinistros, ligados substancialmente ao cenário delinea­do por Malaquias sobre o crepúsculo do papado. Deixou de fato escrito que o Anticristo chegaria a trazer a rebelião e a morte entre os povos "quando sobre o trono de Pedro sentar-se um papa que terá adotado os nomes de dois apósto­los de Jesus”.

Se assim fosse, deveria tratar-se entre nós do breve pontificado de João Paulo I, no ano de 1978.

O extermínio dos "perfeitos"

Além de difundir-se no imaginário apocalíptico, Hildegarda ancorou boa parte das suas profecias ao próprio tempo. Volta a aparecer nesses oráculos a curto prazo a premonição sobre a ascensão na Europa da heresia cátara, que com efeito atingiu sua expansão máxima nos anos imediatamente seguintes a sua morte, ocorrida em 1179.

Aos seguidores desta doutrina de origem maniqueísta, que pregava um radi­cal dualismo entre o reino de Deus e o do demônio, considerado o único prínci­pe do mundo terreno, Hildegarda atribui "pensamentos de escorpião e ações de serpente", anunciando nestes termos a vinda:

Virá um povo seduzido pelo Diabo e por este mandado à terra, com rosto páli­do e postura de grande santidade. [...] Vestirá mantos ordinários de cores desbota­das, com tonsura austera e aparência de serena tranqüilidade. [...] Não manipulará dinheiro e praticará uma tal abstinência que será difícil encontrar nesse povo qual­quer defeito. O diabo estará com eles...

A vidente rechaça assim como hipócrita a propalada austeridade dos cátaros, chamados também albigenses pela sua forte concentração na cidade de Albi, no Languedoc. E, com efeito, eles eram notórios pelo seu desprezo pela vida, da qual se libertavam deixando-se morrer de inanição, Tratava-se efetivamente de um suicídio, que assinalava o coroamento de um rito regenerador, chamado endura.

Esta religião de teor marcadamente místico era administrada por sacerdotes denominados perfeitos pelo rigor da sua existência, que os tornava emaciados e hieráticos.

A profecia de Hildegarda teve imediata confirmação na história. Os cátaros conquistaram enorme poder na França meridional, exportando sua doutrina para muitos outros estados da Europa, sendo por fim exterminados durante uma cruzada feroz pregada contra eles pelo papa Inocêncio III em 1208, que se estendeu num crescendo até 1243, ano da tomada de Montségur, seu último refúgio.

A vidente, que certamente contribuiu com sua profecia para agitar os ânimos contra os cátaros, juntamente com tantos outros pregadores católicos, previu também o fim. "Os príncipes e outros personagens de grande estatura se lança­rão contra eles e os matarão como lobos raivosos", lê-se na predição por ela divulgada, "onde quer que os encontrarem."

E foi o que aconteceu.
Verá com melhor nitidez esse site, com os navegadores Mozilla Firefox ou Google Chrome.

Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.