31/10/2010

A caixa liberou todos os males. Mas guardou a esperança

por Eduardo Martins



A palavra deu nome a mais de uma personagem do cinema, a uma distribuidora brasileira de filmes, a um dos satélites de Saturno e a um site do qual se podem baixar músicas na internet. Como lenda, foi tema de filme com Angelina Jolie. Alguma razão, haveria para que Pandora tivesse tão amplo número de referências.

Segundo a mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher na Terra. Para castigar o titã Prometeu, Júpiter ordenou a seu filho Vulcano que criasse, do barro, uma mulher tão bela e encantadora que provocasse a infelicidade dos homens. Na origem, Pandora significa “todos os dons”, “todas as dádivas”, tamanhos foram os predicados que as divindades do Olimpo puseram nessa mulher.

Pandora foi dada como mulher a Epimeteu, irmão de Prometeu, o titã que havia roubado o fogo do céu. A primeira mulher na Terra levou do Olimpo uma caixa cujo conteúdo não conhecia. Recebeu a recomendação de não abri-la, mas ela ou o marido, Epimeteu, abriu a caixa, que continha todos os males do mundo. Até aí a humanidade não conhecia doenças nem dores. Por isso se fala hoje em caixa de Pandora como algo que desencadeia problemas ou aflições. Ficou, porém, um consolo: no fundo da caixa restou a esperança.

Vulcano, o filho que cumpriu a ordem de Júpiter para criar Pandora, emprestou o nome a um dos maiores perigos para a humanidade, o vulcão. Vulcano, identificado ao deus grego Hefesto, nasceu tão disforme que Júpiter o lançou do alto do Olimpo ao mar.

Recolhido por Tétis, filha de Oceano, foi por ela criado numa gruta, na qual desenvolveu a habilidade de fabricar brincos, broches, anéis e braceletes. Também criou duas forjas onde foram polidos pela primeira vez o ouro, o ferro, o cobre e o aço.

Sua oficina ficava sob o monte Etna, na Itália, que encerra um dos vulcões mais ativos do mundo moderno. Transformado em deus do fogo, Vulcano é representado habitualmente ao lado de uma forja, tendo numa das mãos um martelo e na outra um raio.

Fonte: História Viva

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