10/10/2010

O Povo Inuítes e suas crenças




Inuítes

Mulher inuíte em 1907.

Os inuítes (também chamados de inuit) são os membros da nação indígena esquimó que habitam as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia.

História
Origem

Antes da colonização, eles ocupavam uma vasta área ao longo de North Shore, na região de Saguenay e no interior não distante de Schefferville. De acordo com a tradição oral, os inuítes vivem lado a lado com os Inuites de maneira relativamente harmoniosa até que os Inuites migraram mais para o norte em 1760.

Primeiros contatos

No século XV,os inuítes estabeleceram os primeiros contatos com os baleeiros franceses e pescadores de bacalhau. Eles rapidamente desenvolveram relações com os europeus baseado no comércio de peles. Isto os levou a abandonar inúmeras práticas tradicionais para se devotarem inteiramente caça de peles de animais.

A tradição oral dos inuítes preserva muitos detalhes do impacto da chegada dos europeus. Esta tradição conta que os inuítes e os franceses fecharam um acordo para permitir os últimos ocupassem certas áreas em troca de farinha, para proteger os inuítes contra fomes periódicas.
As lendas, portanto se referem frequentemente a uma era "pré-farinha". Neste era, os inuítes viviam basicamente dos recursos abundantes no seu território. Eles usavam peles e ossos para fazerem suas roupas e armas. Na era "pré-farinha", eles comerciavam suas peles por banha de porco, chá, manteiga, roupas e armas. Os clérigos se estabeleceram próximos aos postos de comercio de forma em aumentar o tamanho da família cristã. No inicio de 1632, os jesuítas abriram a primeira missão entre os inuítes.

Colonização européia

No fim do século XVIII, a Companhia da Baía do Hudson estava funcionando com vários postos de comércio no território inuítes.

Durante o século XIX, operações madeireiras substituíram o comercio de peles. Esta nova atividade, combinada com movimento de pessoas vindas da vila de Saint-Lawrence, privou os inuítes de muitas de suas áreas de caça. Eles por este motivo moveram-se mais para o norte, mas em vão, porque a colonização logo os alcançaram na distante região do lago Saint-Jean. Ao mesmo tempo em que o governo canadense criava as primeiras vilas: Mashteuiatsh, Les Escoumins e Betsiamites. Na parte inicial do século, operações de mineração e a construção das barragens de hidrelétricas alteraram profundamente o resto do território tradicional dos inuít. Clubes privados ocuparam os melhores lugares de caça e pesca nos rios de salmão, como resultados disto os inuít tiveram problema em acessar os recursos que anteriormente provinham seu modo de vida.

Na atualidade

Avó e neto, Nunavut, 1995

Por volta de 1950, o governo federal do Canadá criou novas reservas: Uashat, Maliotenam, Natashquan, La Romaine, Matimekosh e Mingan. Os inuítes também moravam em Pakua Shipi, embora esta área não tivesse a designação de "reserva indígena".

Nas ultimas décadas, os inuítes recuperaram algumas das áreas de sobrevivência que tinham sido tomadas pelas grandes companhias. A economia das comunidades de Mingan, La Romaine e Natashquan é altamente ligada à pesca do salmão. Os inuítes são conscientes do potencial econômico da indústria do turismo em suas terras; para obter o máximo disto, os atikamekw e os inuítes estão negociando com o governo federal e governo provincial para equitativamente repartir os recursos usados por ele para produzir uma nova divisão das forças em suas terras ancestrais.

O povo inuíte

Mulher Inuit Nain Labrador

Inuít é o nome genérico para grupos humanos culturalmente relacionados que habitam o Ártico, com características físicas que ajudam a sobreviver no frio. Os cílios são pesados, para proteger os olhos do brilho do Sol que é refletido no gelo, e seu corpo é geralmente baixo e robusto, conservando mais o calor.

Os inuits vivem no Ártico há milhares de anos e conservam grandes experiências de sobrevivência no gelo. Além disso, são caçadores de focas muito habilidosos e grandes pescadores também, o que lhes garante uma boa alimentação mesmo no rigoroso inverno do Ártico.

Mitologia inuíte

A mitologia inuíte tem várias semelhanças com as outras mitologias dos povos que vivem nas regiões polares. As religiões inuit têm princípios animistas e xamânicos

Nas palavras da escritora inuíte Rachel Attituq Qitsualik: O cosmos inuíte não é governado por ninguém. Não há uma figura divina seja maternal ou paternal. Não há deuses criadores do vento ou do Sol. Não há punição eterna na vida futura, assim como não há punição para crianças ou adultos na vida presente.

* 1 Anirniit ("almas")
* 2 Tuurngait ("espíritos maus")
* 3 Angakuit ("xamãs")
* 4 Lista de entidades da mitologia inuíte

Anirniit ("almas")

Os inuítes acreditam que todas as coisas tem um tipo de espírito ou alma (em língua inuit: anirniq - respriração; plural anirniit) e não apenas os humanos. Estes espíritos continuam a existir após a morte. Como precisam comer animais e plantas existe um dito comum entre os inuítes: "O grande perigo de nossa existência repousa no fato de que nossa dieta consiste inteiramente de almas". Acreditando que todos as coisas tem uma alma, matar um animal não é muito diferente de matar uma pessoa. Uma vez que a alma do animal ou humano é liberada ela está livre para se vingar. Os espíritos dos mortos só podem ser aplacados pela obediência aos costumes, evitando os tabus e executando os rituais apropriados.

As duras condições da vida no Ártico fazem com que os inuit vivam em constante medo de forças invisíveis. Para os inuítes, ofender um espírito é arriscar-se à extinção. A tarefa principal do xamã na sociedade inuit é aconselhar e lembrar as pessoas dos rituais e tabus que eles precisam obedecer para aplacar os espíritos, já que se acreditava que ele podia ver e contactar com os espíritos.

As almas (anirniit) eram vistos como parte do céu ou ar (sila) e eram meramente emprestados dele. Embora a alma de cada indivíduo era única e apropriada para a vida e corpo que ela habitava, ao mesmo tempo era parte do todo. Isto permitia aos inuítes emprestar os poderes ou características de uma alma pelo uso de seu nome. Além disso, os espíritos de uma classe de coisas (os mamíferos marítimos, ou ursos polares, ou plantas) eram, de alguma maneira, considerados como o mesmo, e podiam ser invocados através de um guardador ou mestre que estava conectado com aquela classe de coisas.

Desde a chegada do cristianismo entre os inuit, anirniq passou a designar a alma no sentido cristão do termo. Esta palavra também é a raiz de outros termos cristãos com o anirnisiaq ("anjo") e anirnialuk ("Grande Espírito", "Deus").

Tuurngait ("espíritos maus")

Alguns espíritos eram, por natureza, desconectados de corpos físicos. Estas entidades eram chamadas tuurngait (singular tuurngaq) e eram consideradas malignas ou mostruosas, responsáveis por más caçadas e ferramentas quebradas. Elas podiam possuir humanos e o xamã podia lutar contra elas ou exorciza-las mas também podiam ser presas e escravizadas pelos xamãs, que então podiam faze-las lutar contra os tuurngait livres.

O termo tuurngait, com a cristianização, passou a englobar o significado cristão de demônios.

Angakuit ("xamãs")

O xamã (Inuktitut: angakuq, as vezes escrito angakok; plural angakuit) de uma comunidade inuíte não era o líder, mas antes um tipo de curador e psicoterapeuta, que cuidava de ferimentos e oferecia conselhos, assim como invocava os espíritos para ajudar o povo e, mais frequêntemente, para que eles não prejudicassem as pessoas. A função dele ou dela era interpretar os sinais e o invísivel. Os xamãs não eram treinados, esperava-se que eles nascessem com as habilidades e as fossem manifestando a medida que cresciam. Cilindros rítmicos, cantos e danças eram comumente utilizados na execução dos deveres do xamã.

A função do xamã quase desapareceu na sociedade inuíte cristianizada.

Lista de entidades da mitologia inuíte

Esta é uma lista incompleta de figuras míticas dos inuítes. Cada uma tinha poder sobre uma parte do mundo inuíte.

* Adlet
* Adlivun
* Agloolik
* Aipaloovik
* Akhlut
* Akna
* Akycha
* Alignak
* Amaguq
* Amarok
* Apanuugak
* Asiaq
* Ataksak
* Atshen
* Aulanerk
* Aumanil
* Eeyeekalduk
* i'noGo tied
* Idliragijenget
* Igaluk
* Ignirtoq
* Inua
* Ishigaq
* Issitoq
* Ka-Ha-Si
* Kadlu
* Keelut
* Kigatilik
* Malina
* Matshishkapeu
* Nanook - o mestre dos ursos polares
* Negafook
* Nerrivik
* Nootaikok
* Nujalik
* Pana
* Pinga
* Pukkeenegak
* Qiqirn
* Sedna - a mestra dos animais marinhos.
  • Sedna (Sanna na escrita inuíte moderna) é conhecido por outros nomes como "Nerrivik", "Arnarquagssaq" e "Nuliajuk".
* Silap Inua
* Tarquiup Inua
* Tekkeitsertok - o mestre dos caribou
* Tootega
* Torngasoak
* Tornarsuk
* Tornat
* Tulugaak
* Tupilak
* Wentshukumishiteu

Os assuntos religiosos eram cuidados pelo xamã da tribo. Além de tudo, acreditavam numa espécie de alma, chamada de Inua.

Fontes

* Giulia Bogliolo Bruna, Apparances trompeuses.
* Sananguaq. Au coeur de la pensée inuit
* Yvelinéditiion, coll. Latitude Humaine, Montigny-le-Bretonneux, 2007.

Ela é a voz que pede a proteção do nosso ambiente (para nosso próprio bem),
de direitos das mulheres e dos animais e dos direitos das crianças ...
todos aqueles que buscam curar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Verá com melhor nitidez esse site, com os navegadores Mozilla Firefox ou Google Chrome.

Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.

Tempo real da Terra e da Lua