26/06/2010

ALMA, ESPÍRITO e CONSCIÊNCIA

Questão: pode-se comunicar com a alma de uma pessoa que está no coma?

Isso é possível, o que não quer dizer que seja evidente, mas, entretanto, isso pode existir.
Não se esqueça, entretanto, que, a partir do momento em que você está nesta Dimensão, comunicar-se com as outras Dimensões necessita a abertura de certos canais que não são naturais em você, mas que se ativam a partir de certo trabalho.

Assim, portanto, é lícito e possível comunicar-se com uma alma que estaria no coma.
Comunicar-se com uma alma não é, todavia, comunicar-se com o Espírito, o que está novamente em outra Dimensão e em outro plano Vibratório.

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Questão: comunicar-se com a alma é uma forma de redução?

A alma é a coloração e a interface, ela é amortecedor entre o corpo e o Espírito, criada pela própria existência nesta Dimensão.


Entretanto, muitos seres, muitas Consciências, empregam indistintamente a palavra alma, a palavra Espírito e a palavra Consciência, quando se trata de três mundos Vibratórios profundamente diferentes.

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Questão: é possível comunicar-se com a alma de uma pessoa no coma e ajudá-la então a voltar a se integrar, se ela o deseja?

Obviamente.

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Questão: é possível comunicar-se com a alma de outra pessoa, viva, para ajudá-la a se elevar, se é seu desejo?

Bem amado, com que direito você violaria o livre arbítrio de uma alma, quem quer que seja ela?

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Questão: se é a escolha desta alma, se é sua vontade.

Se é a escolha da alma, ela não precisa de você.


Não há nada pior, em sua Dimensão, que querer algo para alguém, porque isso vai ao contra a lei Unitária e a Liberdade.


Você reforça, com isso, as leis de ação/reação e não libera o que você conta liberar.
Você se prende, tão firmemente, a esta alma como se casando.

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Questão: se é a pessoa que faz esse pedido, ao nível de sua alma?

A alma é um meio. A alma não exprime a vontade do Espírito, a alma tem uma coloração ligada ao sentido de sua encarnação.
Assim, portanto, agir ao nível da alma é profundamente prejudicial à Consciência em questão.
Não confunda alma, Espírito e Consciência.
A alma pertence a esse mundo da dualidade
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Questão: quais são as diferenças entre alma, espírito e consciência?

A alma é o meio entre o corpo e o Espírito.
O Espírito é também denominado corpo de Estado de Ser, seu corpo espiritual que acaba de ser liberado do Sol.
A alma é o meio, colorida de certo modo, em relação a suas funções, no sentido desta encarnação, na personalidade.
O impulso da alma, nesse momento, reflete geralmente o impulso do Espírito.

A Consciência é muito mais ampla. Ela engloba ao mesmo tempo a alma e o Espírito, mas também as Dimensões bem além do Espírito, traduzindo a comunhão e a comunicação que podem existir com as diferentes Dimensões Unificadas.

Assim, querer agir sobre uma alma que lhes pede não é a garantia da autenticidade de sua ação, porque o que é expresso pela alma não é sempre o reflexo do Espírito ou da Consciência.

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Questão: há um indicador para se estar certo que é o Espírito ou a Consciência que se expressa?

Não, não há, geralmente é sua vontade de desempenhar o papel de salva-vidas e de salvador que intervém, e absolutamente não a Unidade.

A Unidade é.
Ela não precisa ajudar porque ela própria se ajuda, ajudando-se a si em sua Unidade.
O que quer dizer que, a partir do momento em que você desce o nível Vibratório, na necessidade de ajudar ou de socorrer, você se afasta de sua Unidade.

Isso foi amplamente utilizado pelas forças que chamariam de dualistas.
Isso corresponde a algo próximo do que disse Cristo: você quer dar o peixe ou ensinar a pescar? Não é a mesma coisa.

É assim que, no final, se chega à situação que vocês vivem nesse sistema solar desde 300.000 anos.
A ajuda, em contribuição e em relação à Consciência e ao Espírito, consiste simplesmente em efetuar o trabalho de elevação Vibratória que lhes diz respeito.

Por sua elevação Vibratória e por seu acesso a sua própria Existência, você realiza o trabalho de ancoragem da Luz como foi assinalado e dito pelo Arcanjo Miguel.

A partir do momento em que sua vontade pessoal intervém, mesmo com relação à vontade de outra pessoa, você viola o que é chamado o livre arbítrio e impede o outro de encontrar sua Liberdade.

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Questão: é possível, para um ser humano encarnado, entrar em contato com a Fonte?

Sim, é, aliás, o objetivo do que vocês têm a viver durante este último período na 3ª Dimensão.
Contatar sua própria Fonte ou seu Espírito de Verdade, seu corpo de Estado de Ser, os coloca, de maneira instantânea, em contato com a Fonte.

Não confunda alma, Espírito e Consciência.
A alma pertence a esse mundo da dualidade.



Nossa alma é espiritual. Ela tem três capacidades ou potências: a capacidade de aprender abstratamente, ou inteligência; a capacidade de querer, ou vontade; e a capacidade de sentir (alegria, tristeza, raiva, amor, tédio, angústia etc), a sensibilidade.

Inteligência, vontade e sensibilidade não são partes da alma, que, sendo espiritual, não pode ter partes. Só o que é material tem partes componentes. Portanto, sendo a alma simples, ela não pode ser decomposta. Por isso a alma é imortal.

Espírito é o fôlego de vida proveniente da Fonte;
Alma é a união do corpo com o fôlego de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Isto é apoiado pelo texto de Deuteronômio 10:22. Exemplifiquemos isto:
Digamos que você tenha uma lâmpada e não tenha e eletricidade. Terá luz? Certamente não.
Agora suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não tenha a lâmpada. Terá luz? Também não.
Para haver a luz, terá de ter a lâmpada e a eletricidade; apenas uma delas não bastará.
O mesmo se dá com a vida. Para existir vida, temos de ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus/ PAI/ FONTE DE LUZ). Caso contrário, não temos vida; somos inconscientes. Como disse Jesus:
“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João 11:11-14.
Cristo comparou a morte a um SONO, confirmando assim o que diz Salomão:
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.
Portanto:

Lâmpada + eletricidade = Luz.
Lâmpada - eletricidade = Sem luz.

Pó da Terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) = Alma vivente.
Pó da terra - fôlego de vida = cadáver - sem vida.
A união do corpo com o fôlego de vida do ESPÍRITO DA LUZ resultou numa alma vivente. Assim, podemos ver que o homem “é uma alma”. (cf. Deuteronômio 10:22), não “possui uma alma”.
O fôlego de vida (espírito) humano, dado por Deus/PAI/ MÃE A Fonte de Toda A Vida (Salmo 36:6; Colossenses 1:17, etc) é o mesmo de todos os animais (leia Gênesis 7:22; Eclesiastes 3:19); isto quer dizer que este alento não pode ser algo inteligente, pois se o fosse, o fôlego de vida dos animais (o espírito) teria de ser algo racional também.

Quando morre o corpo, o fôlego de vida não mais existe; torna para Deus/PAI (Eclesiastes 12:7) (reintegra-lo, talvez, no ar). Sendo que este espírito (sopro ou fôlego de vida) não é algo pensante, na morte o ser humano deixa de existir como um todo.

Morte é a separação da alma e do corpo.


AS QUATRO PLANTAS SAGRADAS

AS QUATRO PLANTAS SAGRADAS

POR:
Irene Carmo Pimenta



As quatro plantas sagradas são um presente dos espíritos guardiões das Quatro Direções.
Na cultura nativa americana tradicional existem quatro plantas que são especialmente veneradas e utilizadas na vida diária. Segundo os nativos, WAKAN TANKA- O Grande Espírito (Deus - O Criador) os ensinou a usar as ervas naturais: salvia (sage), a erva-doce americana (sweet grass), o tabaco (tobacco) e cedro (cedar) como um lembrete físico da sua Onipotente Presença.

TABACO (
Semah
)


Semah, ou tabaco, é uma das quatro plantas sagradas. Representa a DIREÇÃO LESTE (a mente). Os nativos americanos utilizam uma mistura de tabaco conhecida como kinikinik, ou uma mistura de salgueiro vermelho. É considerada uma das plantas mais sagradas, porque quando é utilizada abre as portas para o contato com Wakan Tanka- o Grande Espírito (Deus – o Criador). Os anciãos da tribo costumam dizer que o tabaco é usado para conectar a humanidade – através da sua fumaça – de suas raízes na Terra à imensidão do céu. Esta planta é muito respeitada e muito honrada. Oferecer o tabaco é uma bela maneira dos nativos prestarem reverência. Cerimônias usando tabaco invocam uma relação com as energias do universo e, com o Criador, e faz com que a ligação entre o reino terrestre e o espiritual não seja quebrada. Existem quatro usos tradicionais do Tabaco:

Prece

Quando colocamos o tabaco no cachimbo sagrado, estamos utilizando-o como um elo de comunicação para o céu, para o mundo onde todos os nossos ancestrais passaram antes de nós. A fumaça não é para ser tragada. Quando a fumaça sobe, ela leva nossas orações com ela até Wakan Tanka (o Grande Espírito) e até todos os nossos ancestrais que passaram para o “outro lado” antes de nós. Os anciãos ensinam que, quando acabarmos a oração, é para espargirmos uma pequena quantidade de tabaco sobre o tambor. Esta é uma maneira de agradecer o Criador por tudo que ele nos deu. O Tabaco pode ser usado diariamente, uma vez que cada novo dia é saudado com orações de agradecimento. Muitos anciãos dizer para segurá-lo nas mãos em orações de agradecimento. Acrescentam igualmente que é melhor segurá-lo em sua mão esquerda, pois este é o lado mais perto do seu coração. (chacra cardíaco)

Oferenda

É uma tradição entre os nativos queimar tabaco antes das tempestades. É utilizado para pedir em oração as poderosas tempestades para não machucar suas famílias. Orar com o tabaco na língua nativa tem muito poder e pode fazer diferença no mundo físico.

Purificação

O tabaco é usado como oferenda nas orações ao Grande Espírito (o Criador), agindo como um meio de comunicação. Ou é oferecido ao fogo, de modo que a fumaça possa levar as orações ele. Pode ainda ser colocado na terra, em um local limpo e agradável. Significa que nos aproximamos humildemente do nosso criador, manifestando a nossa inocência. Os nativos ensinam que quando quisermos falar com Wakan Tanka, devemos oferecer uma planta de tabaco. Os anciãos da tribo levam sempre tabaco consigo para oferecê-los ao fogo ou oferecê-lo de volta à Mãe Terra, em nome do Circulo Sagrado. Os nativos americanos vivem a vida de forma a respeitar o sagrado em tudo. Ao colherem alguma planta da terra, sempre explicam ao espírito da planta, por que isso está sendo feito e oferecem um pouco de tabaco em troca da generosidade e ajuda que a planta colhida partilha livremente.

Purificar-se e trabalhar com a mente clara e o coração limpo. É preparar o terreno para conviver com o próximo. Os nativos sabem que se fizerem o bem (caminhando na beleza), as coisas boas chegarão. Às vezes, os anciãos usam água no lugar do tabaco para os rituais de purificação. É uma forma de manifestar agradecimento ao Criador e a Mãe Terra que se doa para nós. A água é filtrada através da areia.

Respeito

O Tabaco deve ser utilizado com respeito e seriedade. O Tabaco Sagrado é usado para orações de gratidão ao Grande Espírito e como forma de agradecer a nossa Mãe Terra pelas muitas bênçãos recebidas, tais como boa saúde, grande pesca e de boas colheitas. Os nativos oferecem tabaco e preces nas colheitas e quando caçam para alimentar a tribo, em sinal de respeito. Deveríamos seguir seu exemplo, pois ao honrar todas as nossas relações demonstramos que não esquecemos o nosso lugar dentro da teia da vida. Quando você oferece tabaco à outra pessoa é um pedido para que você e a pessoa se tornem um só coração, uma só mente, um só espírito. O tabaco é oferecido quando você pedir a alguém para fazer uma cerimônia para você, seja um toque de tambor ou um cântico, uma defumação (smudging cerimony), uma sauna sagrada (sweatlodge cerimony) ou a cerimônia do cachimbo sagrado (sacred pipe cerimony) ou qualquer outra cerimônia. Isso significa que você e a pessoa que está fazendo a cerimônia são um só em coração mente e espírito.

Outra maneira de utilização do tabaco é para criar o sentimento de união e harmonia em uma reunião de pessoas. É que Le também serve para “curar” os relacionamentos. O tabaco ajuda a curar feridas emocionais e promover o perdão entre pessoas que estão em desacordo.Entre os nativos norte americanos, se uma pessoa não tem dinheiro para comprar algo (uma bolsa por exemplo) e ela oferecer um pouco de tabaco a troca é efetuada. E a sacralidade do ato que conta, não a quantidade. A pessoa que esta vendendo pode decidir aceitar ou rejeitar o tabaco.

Alguns anciãos da tribo oferecem tabaco para todos aqueles que vão visitá-los. O tabaco é dado aos idosos, quando um está buscando aconselhamento. É sempre bom para oferecer tabaco quando procuram conhecimento ou aconselhamento de um idoso ou quando acontece uma canalização. Esta atitude mostra gratidão e respeito pelo ancião cujos conselhos você está procurando. O tabaco é oferecido como forma de apreciação ao ensinamento dado por um ou até mesmo de uma pessoa mais jovem se a pessoa que oferenda reconhece o valor no que foi dito. É uma forma de demonstrar respeito e gratidão.

Uso Apropriado

As Plantas Sagradas são poderosas, mas quando usadas ou desrespeitadas, seu poder pode ser destruidor. O tabaco pode ser um curandeiro ou um destruidor. Depende de como e com que freqüência ele é utilizado. Quando usado de uma forma sagrada, ele pode promover a boa saúde e ajudar com orientação espiritual e de crescimento. Quando o tabaco é usado de forma ritualística ele se torna sagrado. Nos velhos tempos, o tabaco foi a mais santa das plantas e os mais sagrados objetos de cerimonial. O Criador é o espírito do tabaco. Quando utilizado com respeito e honra através do cachimbo, a fumaça envolve o espírito do homem e depois viaja para o céu, carregada com gratidão. Por centenas de anos, o povo nativo foi ensinado essa maneira santa e poderosa de se conectar com seu Criador. Se utilizado corretamente, o tabaco pode melhorar seu espírito, sua mente e trazer bem estar físico.

Uso Abusivo

Quando não for utilizado no caminho sagrado, o tabaco pode ser muito prejudicial. O tabaco comercializado é um veneno que contém mais de 4000 substâncias químicas. A cultura dominante explora o tabaco para comercializar e glamurizar o uso abusivo do cigarro. Quando o tabaco é usado como uma droga: fumar diariamente ou mastigar, não está sendo usado em uma maneira sagrada e ele perde o seu poder, pode ao contrário, ser muito destrutiva. Em todo o mundo, cerca de sete pessoas morrem a cada minuto, porque abusam do tabaco. Mesmo entre os nativos americanos existe este abuso, fruto de uma desvirtuação de costumes, pelo contato com a cultura dominante. Se abusarmos de uma planta sagrada, corremos o risco de desconexão espiritual. Muitos anciãos sentem que qualquer uso de tabaco que ocorre fora da cerimônia é uma afronta ao Criador. Pense nisso! Nada que é comercializado, quimicamente modificado e vendido de forma maciça pode ser sagrado.

O VERDADEIRO TABACO



É importante lembrar que o Tabaco Nativo é uma espécie diferente: Não é o fumo de tabaco que você encontra em lojas e armazéns. O tabaco comum (como o utilizado em cigarros) não é uma planta sagrada. Existem mais de 60 espécies dessa planta. O utilizado no caminho sagrado é uma não contém nicotina ou outras propriedades tóxicas. Tem o seu nome verdadeiro pronunciado em língua nativa que deve ser pronunciado nos rituais para que seja evocado realmente o “espírito da planta”. Para que a cerimônia tenha é necessário saber como o tabaco foi plantado, colhido e preparado.

Cultura do tabaco

Para usa o tabaco adequadamente é necessário saber o seu verdadeiro nome nativo. Quando o tabaco é cultivado na terra, você sabe que está limpo. Deve ser plantado segundo a maneira ensinada pelos antigos anciãos das nações indígenas. Para que o tabaco possa crescer de uma maneira sagrada, temos de re-estabelecer os vínculos entre nós e a terra, céu, plantas e animais. Métodos tradicionais devem ser utilizados na preparação da terra e das sementes.

Temos de estar conscientes das razões que estão por trás disso, e do porque as coisas devem ser feitas dessa forma. Uma preparação adequada para o plantio, o uso de pedras sagradas na plantação, reconhecer os nossos sentidos, para que permaneçam atentos, estar em conexão com o Criador...

O tabaco é parte do nosso patrimônio cultural de um povo, não devemos, pois utilizá-lo de forma leviana e sem o verdadeiro conhecimento de seu pode de cura, cicatrização, sua força cerimonial nas orações.

Aos “pseudos-xamãs” fica um aviso: Parem de abusar do tabaco e comprometam-se a aprender a forma correta e sagrada de utilizá-lo. Façam a distinção entre o tabaco comercial e o sagrado. Como todos os medicamentos, quando tratados com respeito, o tabaco é útil. Quando tratados com desrespeito, é perigoso.

CEDRO (Keezhik)



O CEDRO representa a DIREÇÃO SUL (a alma). As folhas são limpas a partir do caule e separadas em pequenos pedaços, que são usados de diversas maneiras. Quando queimado, o Keezhik age como um purificador, limpando a área em que é queimado exalando um agradável aroma. Pedaços de árvores de cedro são queimados pelos nativos enquanto rezam para o Grande Mistério, e também para abençoar as suas casas. Sua fumaça também é soprada sobre um doente para expulsar a doença. Na medicina tradicional nativa, um vapor feito pela decocção de ramos da árvore de cedro é utilizado para combater o reumatismo.


Esta planta sagrada trabalha tanto como um purificador, como uma maneira de atrair boas energias. Muitas mulheres nativas mantêm o cedro no seu bolso esquerdo. Quando você respira o aroma do cedro você vai ter coragem e resistência para sobreviver. Existe uma razão para isso e faz parte dos costumes tradicionais da Grande Nação... !


SALVIA (Sukodawabuk)



A SALVIA (Sukodawabuk) é também conhecida como “sábio”, e é utilizada da mesma forma como Keezhik (cedro). É queimada como um purificador,mas quando comparado com o aroma de “pinho” do cedro, a sálvia tem um“que” de tempero. Representa a DIREÇÃO OESTE. É usado pelos povos nativos para fazer suas orações ao criador como um pedido de ajuda.

Existem muitas variedades de Salvia e todas são eficazes na defumação (smudging). O smudging é uma maneira de utilizar a fumaça da queima de ervas para purificar o corpo, um objeto, ou uma determinada área de influências negativas. Muitos nativos americanos utilizam os vários tipos de salvia para fins medicinais, bem como cerimônias religiosas. A queima de Salvia nas cerimônias de defumação é para expulsar espíritos malignos, pensamentos e sentimentos negativos, e para manter entidades negativas à distância. A raiz é utilizada pelos nativos de três formas: como um anti-convulsivo, em feridas para parar de sangrar, e como um estimulante. As cinzas são utilizadas como cataplasma sobre feridas crônicas.

Abusos

Têm ocorrido muitos abusos na utilização desta planta sagrada.. Muitos a utilizam em qualquer maneira sem uma verdadeira compreensão sobre o seu poder. Não é adequado ou respeitoso o excesso de utilização. A Salvia não é apenas um incenso “new age” – e utilizá-la simplesmente como um incenso é desrespeitoso e só trará prejuízos para aqueles que fazem. Não vai afastar espíritos perturbados, não serve para ver a “cor da aura” ou "limpar cristais" como fazem alguns “esotéricos de plantão”. Não é “mais um objeto mágico”. Esse pensamento é errado e imaturo e demonstra total desconhecimento das verdadeiras tradições nativas. A Salvia é uma planta sagrada que tem uma função ritualística importante e utilizá-la apenas para “criar um clima xamanico” como fazem alguns “falsos xamans” pode trazer mais danos que benefícios. Só aqueles que estão bem fundamentadas em valores tradicionais Nativos e que devem utilizar essa erva em um caminho sagrado.

Se você for utilizar a salvia (a mais usada aqui no Brasil é a salvia branca) para uma limpeza energética ou defumação certifique-se que ela tem uma origem idônea. Agradeça ao espirito da planta que se doou a você e mostre profundo respeito pelo ritual que irá realizar.





SWEET GRASS (Weengush)


A SWEET GRASS (erva doce americana) é utilizada dentro do caminho sagrado para purificar a mente, corpo e espírito. É considerada sagrada, porque é um símbolo da purificação. Representa a DIREÇÃO NORTE (o corpo). Os anciões dizem-nos que o aroma dessa erva é agradável para ao Criador que irá erramar bênçãos sobre a cerimônia atendendo as preces. A sua fumaça é considerada desagradável para todos os seres malignos e inibe os seus poderes. Esta planta desempenha um importante papel nas cerimônias de significado espiritual.

Quando Weengush é utilizado na cerimônia, cada pessoa é orientada para levar a fumaça, primeiro ao seu coração (sentimentos), depois a sua cabeça (pensamentos), em terceiro lugar ao redor seu corpo (físico) e, finalmente, voltar a fumaça de seu coração. A oração pronunciada durante este processo é:

"Grande Mistério, por favor, purificar-me da minha negatividade
e enche-me com as energias positivas do amor,
de modo que, eu seja curado
e possa ajudar a curar a nossa Mãe Terra."


A erva é trançada e isso tem um significado especifico: mente, corpo e espírito. Na tradição nativa muitos objetos sagrados e culturais são feitos de Weengush.

Uma trança de sweet grass é colocada tradicionalmente nos cintos dos dançarinos da tribo. Os fios coloridos que pendem dos cintos simbolizam que eles nunca deixarão de honrar as suas funções e a trança do sweet Grass simboliza o vento. O sweet grass também é utilizado para fazer cestos.

Abusos

Os anciões nos dizer que "Sweet Grass” é o cabelo de nossa Mãe Terra, cada fio sozinho não é tão forte como quando trançado juntos." A trança representa para os nativos a grande força da união da tribo – que recusou-se a dividir-se.

Muitas empresas de olho no movimento “new age” colhem sweet para uso comercial. Eles não têm respeito, colhem na época errada, puxando pela raiz, fazendo com que a planta não cresça novamente. Quando os nativos colhem ervas medicinais e sagradas, o fazem com respeito. Nunca colhem mais de 10% do que está lá. Só o fazem em determinadas épocas do ano e sempre oferecem um pouco de tabaco à terra em forma de gratidão. Ninguém deve comprar sweet grass, a menos que seja absolutamente certo que a Terra não tenha sido "violada" para obtê-lo. Colher ervas sagradas ou é um processo muito complicado. Não deve ser feito atropeladamente com fins lucrativos. Deve se ter o cuidado de se ter a presença de um ancião que tenha conhecimento sobre as plantas e possa “falar” com elas.Isto não pode ser feito de forma tão rápida e eficiente como a maioria dos consumidores gostariam. As raízes de uma planta erva doce são muito frágeis e podem ser facilmente deslocadas na colheita da erva. Há lugares no Norte dos Estados Unidos onde o sweet grass já não pode crescer porque não foi colhida de maneira adequada durante muito tempo. Se você não sabe com certeza que os cuidados foram tomados na colheita é melhor não comprá-la. A erva deve sempre ser tratado com respeito e dignidade. New Age Práticas como a venda de guirlandas de Natal feitas de Sweet Grass é considerada um sacrilégio pelos verdadeiros nativos. Não apóiem essa prática.

Pense nisso. O sagrado Weengush representa o cabelo de Nokimis Akiin (a grande avó – a mãe terra)! Você realmente deseja ter alguma coisa a ver com um cabelo que é puxado a pela raiz?

Algumas dessas pessoas ligadas aos movimentos “new age” devem sempre lembrar que os fins não justificam os meios. Algumas destas pessoas procuram onde se pode comprar objetos sagrados. Eles não entendem que o objeto não é sagrado. A planta só “torna-se” sagrada se for evocada na língua nativa, por um ancião que tenha direito de fazê-lo. Nativos e não nativos ainda precisam aprender tanto sobre como devem prestar atenção no processo. Deve ter integridade! O plantio, a colheita, o que existe por traz de todo o processo.

GRATIDÃO

As plantas sagradas têm um papel especial a desempenhar na nossa vida.
Precisamos manter a idéia de gratidão sempre presentes na nossa mente. Não podemos manter os nosso espírito de visão cósmica vivo sem apreciar
plenamente o conceito de gratidão. A utilização adequada das nossas
plantas sagradas nos ajuda a transmitir o significado de gratidão. Sempre que
tomamos uma coisa, temos de nos lembrar de dar. Temos de ser capazes
de agradecer antes de receber. Para compreender que a vida é um dom e que
tudo o que vem com ele - os nossos êxitos e as nossas derrotas - é
realmente um dom de si mesmo. O tabaco é o que é oferecido de volta à

Nokimis Akiin – A Grande Avó – a mãe terra. “Quando encontramos
uma pluma ou recolhemos medicamentos, nós o levamos conosco
como um dom recebido dela. Oferecemos tabaco em gratidão. Quando
caçamos animais, oferecemos tabaco à terra e ao Espírito Chefe daquele
(Manitou) da planta ou animal que estamos pedindo para dar
de si mesmo. Também oferecemos tabaco quando atravessamos um
rio, antes de trovoadas quando alguém morre, quando vemos uma águia. Esta
idéia de gratidão é o que nos une como povo nativo e nos mantém
fortes. Os quatro ervas sagradas completam o ciclo de vida. Sua
fumaça é utilizada para purificar a mente, espírito, corpo e alma. Eles
podem retirar forças negativas e refrescar-nos. Para atingir a
honestidade dentro de si, para reconhecer quem e o que você é.

Faça isso e você pode ser honesto com todos os outros.”

(Um homem sábio da Grande Nação Sioux)

19/06/2010

A ÁRVORE SAGRADA

Família de Sátiros, autoria de Johfra

O Conhecimento Iniciático sempre se utilizou de imagens específicas para representar o Cosmos, o universo, a vida espiritual e suas múltiplas formas de manifestação, Evolução e Involução. De acordo com os postulados da psicologia interior, essas realidades eram representadas em linguagem simbólica, parabólica e/ou metafórica. Temos símbolos universalmente aceitos por todas as culturas e pensamentos, como as Montanhas, os Templos, as Espadas e os Cálices e temos também as árvores sagradas.

A Árvore Misteriosa, situada no centro do paraíso, é um símbolo encontrado em em todas as culturas espirituais representando a estrutura do universo. Normalmente seus galhos tocam os confins do Infinito e suas múltiplas dimensões, e seus frutos representam os atributos positivos do Eterno.

Sem exceção, a Árvore Sagrada fez parte das tradições genesíacas de povos, tais como os maias, astecas e incas, os egípcios, os cabalistas hebreus, persas, druidas, povos nórdicos, chineses, japoneses, coreanos, maoris, nativos africanos etc. Vejamos alguns exemplos como ilustração.

A Árvore Bodhi

É universalmente reconhecida a imagem do Buda Sakiamuni recebendo sua iluminação, após 49 dias de meditação profunda, sentado sob a árvore bodhi, normalmente representada como uma figueira da índia (na verdade, um trabalho profundo de iluminação dos 49 níveis de sua mente pela energia sagrada da kundalini, simbolizada pela Árvore do Bem e do Mal. Na Bíblia, lê-se: "Comereis dos frutos de todas as árvores, menos da árvore do Bem e do Mal", ou seja, não usar a energia sexual animalescamente, mas magicamente). Daí essa portentosa árvore ser considerada na Ásia como a Árvore da Vida. Afirmam as tradições budistas que a árvore sagrada protegia o Buda das investidas do demônio Marah; ela o protegia envolvendo o Iluminado com seus galhos.

A Árvore Escandinava

A versão nórdica da árvore da vida está bem detalhada nos Eddas, a bíblia escandinava, na verdade uma coletânea de contos de fundo esotérico. Chamada de Yggdrasil, essa árvore representava o deus Ygg (ou Odin) e era um gigantesco Freixo situado no cimo de uma montanha. Yggdrasil que servia de abrigo para as reuniões e concílios dos deuses e seus galhos ultrapassavam os limites dos céus.

Quatro cervos (os Devarajas) se alimentavam de seus brotos, em seu topo vivia uma majestosa águia (o Espírito) e em suas raízes se encontrava a poderosa serpente Nidhugg (a Kundalini a ser desperta). Essa árvore sagrada era eterna porque estendia suas três raízes(as forças primárias) até duas fontes: a da primavera e a da sabedoria, guardadas pelo lobo Fenris (a Lei) e pelo gigante de gelo Mimir (as forças instintivas da natureza). O Yggdrasil é a única potência capaz de levar os "mortos na batalha" para o Valhalla (o Paraíso) e de impedir o fim do mundo, dos Deuses e dos homens (esse Fim do Mundo, entre os nórdicos, chama-se Ragnarok).

Plantas Sagradas Entre os Gregos

A magia vegetal esteve intimamente ligada aos deuses e tradições greco-romanos. Vejamos algumas, como referência:

TRIGO: Foi o dom supremo de Deméter, ou Ceres, Deusa da Terra. É o alimento do corpo e da alma. Como o arroz entre os orientais e o milho entre os pré-colombianos, o trigo representa a chave da vida e da abundância. É a energia à espera de sua transmutação. Elemental Solar.

UVA: Dedicado ao deus Baco, ou Dionisios, do Êxtase, da Castidade e das Artes. O vinho representa o trabalho sagrado da transmutação alquímica. Com o trigo, eram os dois principais símbolos do anelo de Liberação nos Templos de Elêusis e posteriormente se transformaram em parte do mistério crístico da Salvação (Mistério Eucarístico). Na Alquimia egípcia e depois na medieval, o pão e o vinho foram representados pelo Sal e o Enxofre. Elemental Venusiano, especialista em Magia Mental.

OLIVEIRA: É ao mesmo tempo alimento, medicina e combustível. Está ligado a Minerva, ou Palas Atena, deusa da Sabedoria e do Fogo.

LOURO: Árvore sagrada do solar Apolo, ou Helios, representa o triunfo conquistado depois de longas batalhas e duros sacrifícios. É um dos símbolos dos videntes e profetas. Elemental Solar.

ARTEMÍSIA: Planta consagrada a Diana caçadora (Ártemis), a que socorre as mulheres no parto. O interessante é que essa planta regula a menstruação e evita a gravidez. Elemental do Fogo, marciano.

MURTA: Consagrada a Vênus-Afrodite. Além de afrodisíaca, diz-se que a aura da murta alimenta o amor nos lares.

PINHEIRO: Associado a Júpiter-Zeus, por sua presença majestosa e força. Esta árvore, pela solidez de sua madeira, representa a perpetuidade da vida. Elemental Saturniano.

Além das associações com as divindades, muitas plantas tinham íntima relação com determinados templos oraculares. Delfos e Delos estavam ligados ao louro, Dodona ao carvalho, Epidamo e Boécia à canela e árvores condimentares.

Também temos muitas outras representações que nos remontam à presença e à manifestação da Divindade. Temos o Ashvata ou figueira sagrada da sabedoria oriental; o Haoma dos mazdeistas, onde se vê Zoroastro esquematizando o homem cósmico; o Zampoun tibetano e o carvalho de Ferécides e dos celtas. Duas das tradições que nos chegaram de forma mais complexa são a das plantas bíblicas e seu simbolismo e a Árvore da Vida cabalística.

Plantas Bíblicas

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento são considerados mananciais abundantes dos simbolismos vegetais. O mistério do mundo das plantas é tão importante que vemos Deus criando com especial ênfase o reino vegetal no primeiros Dias do Mundo. Vejamos em Gênese(Cap.1, Vers.11):

"Em seguida, Ele disse:

-Que a Terra produza todo tipo de vegetais, isto é, plantas que dêem sementes e árvores que dêem frutos.
E assim aconteceu. A Terra produziu todo tipo de vegetais: plantas que dão sementes e árvores que dão frutos. E Deus viu que o que havia acontecido era bom. A noite passou e veio a manhã. Esse foi o terceiro Dia."

A partir disso, vemos centenas de citações, algumas complexas, outras de forma superficial, de diversas plantas e árvores. Chegamos a contar mais de cinqüenta espécies diferentes.

Citemos algumas plantas encontradas na Bíblia:

Abóbora, Açafrão, Aloés, Amendoeira, Carvalho, Cedro, Cevada, Endro, Feno, Figueira, Hena, Junco, Lentilha, Lírio, Mirra, Murta, Nardo, Olíbano, Oliveira, Palmeira, Salgueiro, Tamareira, Trigo, Videira(uva), Zimbro etc.

Por trás de meras citações, esconde-se uma sabedoria maravilhosa, um mistério conhecido por poucos esoteristas. A Magia Bíblica é algo muito profundo e merece um estudo a parte. Sabemos que a Bíblia é um aglomerado de livros altamente simbólicos, onde se vê o Caminho Iniciático completo; o trabalho total da realização alquímica da Alma e do Espírito; a história, não só do povo hebreu, mas de nosso planeta e também da Galáxia. É um livro fantástico para quem sabe interpretá-lo: os que possuirem as chaves da Alquimia, da Astrologia Hermética, Psicologia esotérica e Cabala conhecerão a letra viva e não a letra morta, como a maioria. A Magia Elemental é um dos legados ocultos desse livro sagrado.

Os elementais encarnados nas plantas bíblicas podem ser trabalhados na cura, na harmonia, na aceleração de nosso processo espiritual, no fortalecimento de nossas virtudes e poderes internos etc.

Vejamos dois exemplos da Santa Magia Bíblica, para o leitor ter uma pequena noção do ensinamento escondido em cada citação
Livro de Jeremias, cap.1, vers.9: "Aí o Eterno estendeu a mão, tocou em meus lábios e disse:

- 'Veja, estou lhe dando a mensagem que você deve anunciar. Hoje, estou lhe dando poder sobre nações e reinos, poder para arrancar e derrubar, para destruir e arrasar, para construir e plantar'.

O Eterno me perguntou:

- 'O que é que você está vendo?'
- Um galho de amendoeira- respondi.

O Eterno me disse:

- 'Você está certo; eu também estou vigiando para que minhas palavras se cumpram'.

Além de conter informações secretas de outro vegetal(a planta da coca), a vara da amendoeira representa o Cetro do mago e o bastão dos patriarcas, símbolos iniciáticos do trabalho alquímico com a energia da Kundalini, que dá poder sobre tudo e todos. Além disso, temos o trabalho mágico propriamente, com o elemental da amendoeira, poderoso tanto para o bem quanto para o mal. Os magos europeus, especialmente os Druidas, costumavam dissolver trabalhos de magia negra e também curar à distância com essa planta. É interesante notar que as palavras amendoeira e vigiando são muito parecidas, na língua hebraica.
Gênese, cap.3, vers.1:

A Serpente era o animal mais esperto que o Deus Eterno havia feito. Ela perguntou à mulher:

- 'É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do Jardim?'

A mulher respondeu:

- 'Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do Jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos.

Mas a Serpente afirmou:

- 'Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, seus olhos se abrirão e vocês serão como Deus, conhecendo o Bem e o Mal.'

A mulher viu que a árvore era bonita e que as suas frutas eram boas de se comer. E ela pensou como seria bom ter Conhecimento. Aí apanhou uma fruta e comeu; e deu ao seu marido e ele também comeu. Nesse momento os olhos dos dois se abriram e eles perceberam que estavam nus. Então, costuraram umas folhas de figueira para usar como tangas...'

A magia da figueira está intimanente ligada às energias sexuais. O Avatar de Aquário afirma que os Anjos que regem a evolução dos elementais das figueiras determinam nosso karma, baseados em nossa conduta sexual; são anjos ligados aos Senhores do Karma que dirigem todo o Sistema Solar. Além disso, o elemental dessa planta pode ser utilizado para curar nossa função sexual. É curioso observar que o figo maduro assemelha-se a um escroto e dentro dele centenas de pequenos filamentos parecidos com espermatozóides.

A Árvore Cabalística

Os místicos judeus, ou cabalistas, primeiro criaram um Jardim repleto de árvores frutíferas; em seguida, estabeleceram duas delas(a árvore da ciência e a árvore do Bem e do Mal) no meio do Éden e as transformaram no centro de todo o drama da humanidade.

A Árvore Sefirótica, ou Cabalística, é um desenho mágico-filosófico que representa a Adão Kadmon, ou Homem Cósmico, Deus, e às muitas dimensões onde Ele se manifesta e trabalha. Na verdade é uma tentativa de esquematizar de forma diagramática as forças universais. A Árvore Sefirótica possui dez galhos, ou Emanações divinas, que seriam os dez mundos ou Dimensões.

Podemos notar a relação entre cada uma dessas Séfiras e as diversas Ordens de seres espirituais que se manifestam no Universo.

Cada Ordem possui seus atributos, seus poderes, suas virtudes. Conhecendo os mantras e exercícios para se entrar em contato com essas dimensões, temos a possibilidade de manipular os atributos dos Seres daqueles mesmos planos. Parafraseando o grande Hermes: "O que está em cima é como o que está embaixo e o que está fora é como o que está dentro(e vice-versa)", descobriremos o motivo de se estudar o Diagrama Sefirótico. As potências divinas, angélicas e elementais, quando invocadas, fazem vibrar nossos diversos corpos interiores, e as virtudes e poderes desses Deuses sefiróticos se farão sentir nos átomos anímicos.

As três primeiras Emanações (Kether, Chokmah e Binah) são batizadas com o nome de Coroa Sefirótica, ou Triângulo Divino, e representam a chamada Santíssima Trindade de todas as religiões solares. São as três forças primárias organizativas de tudo o que é e o que será. A partir daí, temos as sete Séfiras, que vêm a ser os sete mundos, ou planos. Vêm a ser os sete corpos de nossa constituição interna, como já estudamos anteriormente, ou seja, de Chesed a Yesod, temos nossos corpos internos e Malkuth (o Reino) vem a ser nosso corpo físico.

Exemplos: Queremos trabalhar sobre nosso corpo astral, otimizar nossas emoções, equilibrar nossos chacras astrais e preparar-nos para os exercícios de magia prática? Trabalhemos com os anjos lunares, regidos por Gabriel! Necessitamos curar alguém com sérios desequilíbrios mentais, ou compreender as forças mentais que regem nosso Destino? Invoquemos o Meritíssimo Arcanjo Rafael, de Mercúrio, e seus auxiliares! Necessitamos unir um casal em conflito, ou encher um lar desarmônico com os Átomos do Amor, que se encontram estacionados no mundo causal(pois o Amor é a Causa e a Origem de tudo)? Realizemos a Magia do Amor com Uriel e seus inefáveis anjos rosa! Ou necessitamos despertar os atributos solares, superiores, de nossa Consciência Espiritual, como Dignidade, Humildade, Fé, Esperança, Empatia,Obediência à Lei etc.? Supliquemos ao Cristo Michael, Arcanjo de nosso Sistema Solar, que incita o fortalecimento da Geburah interior, a Bela Helena! Gostaríamos de despertar os valores guerreiros de nosso Espírito, nosso Pai Interno? Chamemos a Samael, Gênio do planeta Marte e que faz vibrar nosso Chesed Íntimo!!!

Prática

É necessário que você tenha, para esta prática, um vaso de planta. Pode ser um pequeno vaso com uma roseira, violeta ou outra qualquer. Sugerimos um pé de hortelã-pimenta, planta maravilhosa que nos ajuda a recordarmos nossa vida passada. Se desejar deitar-se na cama, coloque o vaso no criado-mudo. Relaxe o corpo como das vezes anteriores e vocalize seu mantra de preferência. Pode ser o AOM. Peça à sua Divindade Interior, ao seu Cristo Interno ou à sua Mãe Natureza Interior para que você sinta/veja a presença do elemental da planta que está no vaso. Entre em meditação e vibre com a Inteligência que existe dentro dessa planta.

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Obrigada, pela visita. Beijos de luz violeta na alma.