17/07/2010

ZEN, SEXO E TANTRA - OSHO




OshoZen não possui nenhum sistema de crenças sobre coisa alguma, e isso também inclui o sexo - Zen não diz nada sobre isso.

E isso deve ser definitivo. O Tantra tem uma atitude sobre o sexo. A razão? - o Tantra tenta reparar o que a sociedade fez. Tantra é medicinal. A sociedade reprimiu o sexo, Tantra chega como um remédio para ajudá-lo a recuperar o equilíbrio. Vocês inclinaram-se demasiado para a esquerda; o Tantra chega e auxilia-vos a inclinarem-se para a direita. E para recuperar o equilíbrio, às vezes vocês têm que tender demais para a direita, só assim o equilíbrio é restaurado. Vocês nunca viram um equilibrista na corda? Aquele que anda sobre a corda esticada? Ele leva uma vara nas mãos para manter o equilíbrio. Se ele sente que está demasiado inclinado para a esquerda, imediatamente se começa a inclinar para a direita. Então, novamente, ele sente que se inclinou demais para a direita e começa-se a inclinar para a esquerda. É assim que ele mantém-se no meio.

Tantra é um remédio.
A sociedade criou uma mente repressiva, uma mente negativa da vida, uma mente anti-alegria. A sociedade é muito contra o sexo. Porque a sociedade é tão contra o sexo? - porque se permite que as pessoas tenham prazer sexual, não pode transformá-las em escravos. Isso é impossível - uma pessoa feliz não pode ser escravizada. Esse é o truque. Só as pessoas tristes podem ser escravizadas. Uma pessoa feliz é uma pessoa livre; ela possui uma espécie de independência.

Você não pode recrutar pessoas felizes para a guerra. Impossível. Porque iriam para a guerra? Mas se uma pessoa reprimiu a sua sexualidade, está pronta para ir para a guerra, está ansiosa para ir para a guerra, porque não tem sido capaz de desfrutar da vida. Ela tornou-se incapaz de desfrutar, como resultado ficou sem nenhuma criatividade. Agora só pode fazer uma coisa - pode destruir. Toda a sua energia se tornou destrutiva e venenosa. Ela está pronta para ir para a guerra - não somente preparada, mas anseosa por isso. Ela quer matar, ela quer destruir.

De fato, destruindo seres humanos, essa pessoa terá uma satisfação substituta de penetrar. Essa penetração poderia ter sido no amor e teria sido bela. Quando penetra no corpo de uma mulher no amor, é uma coisa. Isso é espiritual. Porém, quando as coisas dão errado e penetra no corpo de alguém com uma espada, com uma lança, isso é feio, é violento, é destrutivo. Mas está à procura de um substituto para a penetração.

Se for permitida liberdade total, na sociedade, quanto à alegria, ninguém será destrutivo.

As pessoas que podem amar lindamente nunca são destrutivas. E as pessoas que podem amar lindamente e possuem a alegria de viver também não serão competitivas. Estes são os problemas.

Eis porque os povos primitivos não são tão competitivos. Eles desfrutam as suas vidas. Quem se importa em ter uma casa maior? Quem se importa em ter um saldo bancário maior? Para quê? Você está feliz com sua a mulher e com o seu marido dança pela vida. Quem quer ficar sentado no mercado de trabalho por horas a fio, todos os dias, todos os anos, à espera que no final tenha um grande saldo no banco e então reformar-se e desfrutar? Esse dia nunca chega. Não pode chegar, porque por toda a vida você permanece um asceta.

Lembrem-se, os homens de negócios são pessoas ascéticas, pois devotaram tudo ao dinheiro.
Mas um homem que sabe amar e que conheceu a emoção do amor e do êxtase, não será competitivo.

Ele será feliz se puder conseguir seu pão de cada dia. Esse é o significado da oração de Jesus: "Daí nosso pão de cada dia". Isso é mais que suficiente. Agora Jesus parece bobo. Ele devia ter pedido, "Dai-nos um maior saldo bancário". Ele só pede pelo pão de cada dia? Um homem feliz nunca pede mais que isso. A alegria é tão realizadora. Somente os seres insatisfeitos são competitivos, porque eles pensam que a vida não está aqui, ela está lá. "Eu tenho que alcançar Delhi e me tornar presidente", ou ir para a Casa Branca e me tornar isso ou aquilo. "Eu tenho que ir lá, a alegria está lá" - porque eles sabem que aqui não há nenhuma alegria. Assim eles estão sempre indo, indo, indo. Eles estão sempre no ir, e eles nunca alcançam. E o homem que conhece a alegria, está aqui. Porque ele deveria ir para Delhi? Para que? Ele está completamente feliz aqui-agora. Suas necessidades são tão pequenas. Ele não possui desejos. Ele tem suas necessidades, certamente, mas nenhum desejo. Necessidades podem ser realizadas, desejos nunca. Necessidades são naturais, desejos são pervertidos.
Agora toda essa sociedade depende de uma coisa e essa é a repressão sexual. Do contrário a economia será destruída, sabotada. A guerra irá desaparecer e com ela todo o material bélico, e a política ficará sem sentido e o político não será mais importante. O dinheiro não terá valor, se for permitido a pessoa amar. Devido a que eles não são permitidos amar, dinheiro se torna o substituto, dinheiro se torna seu amor. Assim existe uma estratégia sutil. Sexo precisa ser reprimido, senão toda essa estrutura da sociedade cairá imediatamente.

Só o amor liberado no mundo trará revolução. Comunismo fracassou, fascismo fracassou, capitalismo fracassou. Todos os 'ismos' fracassaram porque bem lá no fundo eles são repressão sexual. Nesse ponto não há nenhuma diferença. Todos eles concordam sobre uma coisa - que o sexo precisa ser controlado, que não deve ser permitido as pessoas terem uma alegria inocente no sexo.

Para recuperar o equilíbrio chega o Tantra; Tantra é o remédio. Por isso o Tantra enfatiza tanto o sexo. As assim chamadas religiões dizem que sexo é pecado e o Tantra diz que sexo é o único fenômeno sagrado. Tantra é o remédio. Zen não é um remédio. Zen é o estado quando a doença desaparece; e, é claro, com a doença, também o remédio. Uma vez que você fica curado de sua doença você não precisa continuar carregando a receita médica, o frasco e o remédio com você. Você joga tudo fora. Vai tudo para a lixeira.

A sociedade ordinária é contra o sexo; Tantra chega para ajudar a humanidade, para dar o sexo de volta a humanidade. E quando o sexo for devolvido, então surge o Zen. O Zen não tem nenhuma atitude.

Zen é saúde pura.

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