25/03/2013

Hipátia, Guardiã da Biblioteca de Alexandria.


Ano 400 D.C. A igreja católica planejou o sumiço de uma bela mulher que veio ao planeta questionar os paradigmas vigentes do Cristianismo vigente, Hipátia, a Guardiã da Biblioteca de Alexandria. Essa Grande Mulher nutriu toda uma época com a luz do conhecimento e do saber. Calaram-lhe a voz e empurraram sua lembrança para as profundezas do esquecimento

Foi assassinada pelos cristãos de forma horrenda, arrastada pelas ruas, foi despida e retalhada com cascas de ostras até a morte. Foi considerada uma bruxa por suas críticas sobre a Teologia Cristã, questionava a deturpação da Igreja em relação ao seu Criador original.
A censura medieval da Inquisição época condenou Hipátia como uma mulher perigosa e bruxa, por dominar conhecimentos sobre: a astronomia, a ciência, matemática, filosofia neoplatônica, história, religião, poesia, artes, oratória e retórica.

Seu exemplo mostra o quanto precisamos nos instruir. Não ficar acomodados com um único conhecimento, pois como povo ignorante, fica-se mais fácil em ser manipulado.

O saber pode seguir em diversos caminhos, a ignorância sempre morre no fundo do poço. Então, nunca ativa a Centelha Divina.

Lembrando que, no poder, somente estão lá pessoas da elite que recebem a melhor educação ou seja, de conhecimento. Quanto mais conhecimento, poder poder a pessoa tem.
Sendo assim, a Grande Biblioteca de Alexandria, foi incendiada criminosamente. Todos os acervos de conhecimentos da humanidade foram destruídos. Teve início o mundo das trevas, da ignorância, do medo e das perseguições.


No texto abaixo fala mais um pouco dessa magnifica mulher.

Hipátia (ou Hipácia; em grego: Υπατία, transl. Ypatía) de Alexandria foi uma matemática e filósofa neoplatônica, nascida em 355 e assassinada em 415. O fato de Hipátia ser uma filósofa pagã (num meio predominantemente cristão) é tido como um dos fatores que contribuíram para que fosse assassinada, embora estudos mais recentes chegam a conclusão que sua morte foi mais relacionada a problemas políticos que religiosos.
Hipátia era filha de Téon, um renomado filósofo, astrônomo, matemático, autor de diversas obras e professor em Alexandria. Hipátia é conhecida como a pirmeira mulher matemática. Criada em um ambiente de idéias e filosofia, tinha uma forte ligação com o pai, que lhe transmitiu, além de conhecimentos, a forte paixão pela busca de respostas para o desconhecido. Diz-se que ela, sob tutela e orientação paterna, submetia-se a uma rigorosa disciplina física, para atingir o ideal helênico de ter a mente sã em um corpo são.
Hipátia estudou na Academia de Alexandria, onde devorava conhecimento: matemática, astronomia, filosofia, religião, poesia e artes. A oratória e a retórica também não foram descuidadas. Alguns autores pensam que, quando adolescente, viajou para Atenas, para completar a educação na Academia Neoplatônica, onde não demorou a se destacar pelos esforços para unificar a matemática de Diofanto com o neoplatonismo de Amônio Sacas e Plotino, isto é, aplicando o raciocínio matemático ao conceito neoplatônico do Uno (mônada das mônadas). Ao retornar, já havia um emprego esperando por ela em Alexandria: seria professora na Academia onde fizera a maior parte dos estudos, ocupando a cadeira que fora de Plotino. Aos 30 anos já era diretora da Academia, sendo muitas as obras que escreveu nesse período.
Hipátia é um marco da História da Matemática que poucos conhecem, tendo sido equiparada a Ptolomeu (85-165), Euclides (330 a.C. - 260 a.C.), Apolônio (262 a.C. - 190 a.C), Diofanto (século III a.C.) ou Hiparco (190 a.C. - 125 a.C.). A sua paixão pela matemática e a sua inteligência brilhante refletiam-se nas suas aulas que atraíam estudantes de várias partes do mundo.
Um dos seus alunos foi o notável filósofo e bispo Sinésio de Cirene (370-413), que lhe escrevia frequentemente, pedindo-lhe conselhos. Através destas cartas, sabemos que Hipátia desenvolveu alguns instrumentos usados na Física e na Astronomia, entre os quais o hidrômetro.
Sabemos também que desenvolveu estudos sobre a Álgebra de Diofanto ("Sobre o Cânon Astronômico de Diofanto"), tendo escrito um tratado sobre o assunto, além de comentários sobre os matemáticos clássicos, incluindo Ptolomeu. Em parceria com o pai, escreveu um tratado sobre Euclides.
Ficou famosa por ser uma grande solucionadora de problemas. Matemáticos confusos, com algum problema em especial, escreviam-lhe pedindo uma solução. E ela raramente os desapontava. Obcecada pelo processo de demonstração lógica, quando lhe perguntavam porque jamais se casara, respondia que já era casada com a verdade.
Hipátia desenvolveu também um aparelho para destilar água, outro para medir o nível d’àgua e um hidrômetro para medir a densidade de um líquido e melhorou o uso do astrolábio. Estes aparatos estavam baseados nos trabalhos prévios de Arquimedes.
O seu fim trágico se desenhou a partir de 412, quando Cirilo foi nomeado Patriarca de Alexandria, título de dignidade eclesiástica, usado em Constantinopla, Jerusalém e Alexandria. Ele era um cristão obstinado, que lutou toda a vida defendendo a ortodoxia da Igreja e combatendo as heresias, sobretudo o Nestorianismo, que negava a Divindade de Jesus Cristo e a Maternidade Divina de Maria. Mudança do paradigma pagão para o cristão O reinado de Teodósio I (379-392) marca o auge de um processo de transformação do Cristianismo, que efetivamente se torna a religião oficial do estado. Em 391, atendendo pedido do então Patriarca de Alexandria, Teófilo autorizou a destruição do Templo de Serápis (não confundir com o Museu e a Biblioteca que haviam em Alexandria, que não tinham nenhuma relação física com este Templo), um vasto santuário pagão onde eram oferecidos sacrifícios de sangue, segundo os relatos dos historiadores contemporâneos Sozomeno e Tirânio Rufino. Embora a legislação de 393 procurasse coibir distúrbios, surtos de violência popular entre cristãos e judeus tornaram-se cada vez mais frequentes em Alexandria, principalmente após a ascensão de Cirilo ao Patriarcado.

Morte
De acordo com o relato de Sócrates, ou Escolástico, numa tarde de março de 415, quando regressava do Museu, Hipátia foi atacada em plena rua por uma turba de cristãos enfurecidos. Ela foi golpeada, desnudada e arrastada pelas ruas da cidade até uma igreja. No interior do templo, foi cruelmente torturada até a morte, tendo o corpo dilacerado por conchas de ostras (ou cacos de cerâmica, segundo outra versão). Depois de morta, o corpo foi lançado a uma fogueira.

Sócrates Edward Gibbon, segundo o mesmo historiador, tudo isto aconteceu pouco tempo depois de Orestes, prefeito da cidade, ter ordenado a execução de um monge cristão chamado Amônio, ato que enfureceu o bispo Cirilo e seus correlegionários. Devido à influência política que Hipátia exercia sobre o prefeito, é bastante provável que os fiéis de Cirilo a tivessem escolhido como uma espécie de alvo de retaliação para vingar a morte do monge. Neste período em que a população de Alexandria era conhecida pelo seu caráter extremamente violento, Jorge de Laodiceia (m. 361) e Protério (m. 457), dois bispos cristãos, sofreram uma morte muito similar à de Hipátia: o primeiro foi atado a um camelo, esquartejado e os seus restos queimados; o segundo arrastado pelas ruas e atirado ao fogo.
Dito isto, a eventual relação de Cirilo com o ocorrido continua a ser motivo de alguma controvérsia entre os historiadores. Embora Sócrates e Edward Gibbon afirmem que o episódio trouxe opróbrio para a Igreja de Alexandria, não mencionam qualquer envolvimento direto do patriarca. O filósofo pagão Damáscio, por sua vez, atribui explicitamente o assassinato ao patriarca, que invejaria Hipátia.
Contudo, a Enciclopédia Católica lembra que Damáscio escreveu cerca de um século depois dos fatos e que os seus escritos manifestam um certo pendor anticristão, porém, esta não pode ser tida como uma publicação propriamente idônea e isenta neste assunto. As últimas pesquisas crêem que o homicído de Hipátia resultou do conflito de duas facções cristãs: uma mais moderada, ao lado de Orestes, e outra mais rígida, seguidora de Cirilo, responsável pelo ataque. 



http://www.ufrgs.br/museudetopografia

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